quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Macri cumpre promessas de campanha

   Por Laercio Duarte 
   

   Mauricio Macri começou a governar a Argentina, cumprindo uma das suas mais marcantes promessas de campanha. Acabou com o imposto de exportação de produtos agrícolas.
   A política de restringir exportações de alimentos em um país que se notabiliza pela qualidade e quantidade da sua produção, foi utilizada pelos governos Kirchner com dois propósitos complementares: 

1) para garantir que o mercado interno fosse abastecido.
2) para aumentar a arrecadação de impostos.
 

   Nem uma coisa nem outra apresentou resultado positivo. Os produtores de carnes, laticínios e cereais boicotaram deliberadamente a produção, em vista dos baixos preços controlados no mercado interno. Acabou faltando suprimentos para as famílias, mesmo que a produção não tenha sido exportada. Na outra ponta, diminuindo a produção, também não houve o esperado incremento da arrecadação.
   No ano de 2008, já no segundo governo Kirchner, houve um boicote nacional dos produtores e isso afetou gravemente o abastecimento interno. A partir daí, as relações entre o governo e o meio rural foram se tornando cada vez mais ásperas. De um lado, os produtores acusavam Cristina de autoritária e incompetente e, de outro, o governo acusava os produtores de traidores da nação. Neste jogo de gato e rato, o país ficou estagnado economicamente, com exceção da exportação de soja que, mesmo taxada a 35%, atingiu 10 milhões de toneladas em 2013, a segunda maior do mundo. O Brasil, maior exportador mundial, onde não se cobra imposto de exportação, vendeu 50 milhões de toneladas do mesmo produto em 2013.
   Segundo o novo governo argentino, não é possível retirar de uma só vez a tributação sobre a soja, para não causar um grande baque sobre a gestão fiscal. Num primeiro momento, a alíquota foi diminuída de 35% para 30%, decepcionando as lideranças dos agricultores, que prometeram continuar as pressões sobre Macri.

   Além de revogar o imposto sobre exportações de produtos agrícolas, Macri prossegue cumprindo suas promessas de campanha. 
   No front propriamente político, os militantes peronistas de 'la Kirchner' já mostram que não darão sossego. Sabendo disso, Macri saiu dando logo três tacadas que vão ocupar bastante a pauta de protestos de rua: 
1) Já encaminhou proposta de mudança de nome do Centro Cultural Kirchner, em Buenos Aires, além de insinuar que seria bom privatizá-lo. 
2) Colocou imediatamente em prática a sentença da suprema corte argentina, que anulou a Lei que permite aos presidentes da república nomearem Juízes. Àqueles que foram nomeados por Cristina, deu três meses de prazo para que sejam substituídos por Juízes "mesmo", concursados e sem vínculos partidários. 
3) Submeteu ao congresso nacional a revogação da polêmica Lei de Imprensa editada por Cristina, então com o propósito específico de prejudicar os grandes jornais Clarin e La Nación. 
   Lembremo-nos que até o papel para imprimir suas edições, os jornais estão proibidos de importar ou comprar no mercado interno, pois são de fornecimento exclusivo do governo federal. Talvez seja este o ponto mais sensível, que está provocando grande repercussão entre os engajados dos Kirchner.

Partido empresa

"O PMDB é uma empresa de apoio parlamentar, com  cláusula de permanente revisão do valor do contrato"
Do professor Marcos Nobre em conceito definitivo sobre o partido. (Citado na Folha de SP de hoje, na coluna do Bernardo Mello Franco)

De trés ont’onte a dijaôji

      Os 55 anos da Universidade Federal de Santa Catarina serão comemorados com show do Grupo Engenho, que estará lançando na ocasião a coletânea ”De trés ont’onte a dijaôji”, em CD e DVD. O show acontece nesta quinta-feira, 17 de dezembro, às 20h, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

   No palco do show estarão quatro dos músicos da formação original, de 1979: Alisson Mota (vocais e violão), Marcelo Muniz (baixo, orocongo e voz), Chico Thives (bateria e voz) e Claudio Frazê Gadotti (percussão e voz), além de Marcelo Besen (acordeon), Guto Vieira (violino) e Manoella Vieira (vocais).

   O CD/DVD “De trés ont’onte a dijaôji”, cujo título faz alusão direta ao linguajar típico dos descendentes de açorianos moradores da Ilha de Santa Catarina, mostra releituras de antigos sucessos, como Corre Menina, Meu Boi Vadiou, Lua Mansa, Força Madrinheira, Feijão com Caviar e Quintal e a canção inédita, Areia. 
   As letras das composições retratam a cultura e costumes tradicionais da Ilha, bem como sua paisagem: o pescador, o engenho de farinha, o mar, a lua e as rendeiras e, ao mesmo tempo, estão os relatos das coisas do homem, o seu trabalho, o sacrifício de manter a terra e as suas lembranças. A partir disso, estão as letras diretamente ligadas ao período da ditadura no Brasil, e que refletem o desejo de liberdade, como “Vou Botá meu Boi na Rua”, onde o Grupo Engenho transforma um folguedo popular em um grito de guerra. 
   
    "De trés ont’onte a dijaôji” é um projeto comemorativo aos 36 anos do Grupo Engenho, que conquistou o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2013, para a gravação e lançamento do quinto álbum e do DVD ao vivo. A finalidade é o registro da história do grupo – e, por conseguinte, da própria história musical do Estado de Santa Catarina, já que os únicos registros de audio que existem são os raros LPs do grupo, Vou Botá Meu Boi na Rua, Engenho e Força Madrinheira, gravados em estúdios nos anos 80. O projeto foi produzido pela Rhythmus Produções e gravado pelo Estúdio Pimenta do Reino, de Florianópolis. A gravação do DVD ocorreu no Circo da Dona Bilica, no Morro das Pedras, em Florianópolis, escolhido justamente por ser um espaço que valoriza a cultura açoriana, amplamente pesquisada pelo Grupo Engenho.


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...e continua a Indústria da reforma da Hercílio Luz


Montagem sobre foto do Governador justificando mais mamação nas têtas da Ponte

 Governo espera abrir ponte Hercílio Luz ao tráfego em abril de 2018.

A Ponte do Rio Que Cai 

   A recente enérgica reação do governador  Raimundo colombo sobre a denúncia do procurador  Diogo Ringenberg - do Tribunal de Contas de SC – de que já foram gastos mais de meio bilhão de reais na manutenção da Ponte Hercílio Luz e a recupeção até hoje não aconteceu, me remeteu a um assunto emblemático: O PMDB sempre gostou de pontes!
   Pontes para o futuro e pontes para o passado. 
Matéria completa. Beba na Fonte. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

"ATÉ QUANDO, CATILINA, ABUSARÁS DA NOSSA PACIÊNCIA ?"

   Com o sugestivo nome de Operação Catilinárias, a Polícia Federal deflagrou hoje (15) a Operação Catilinárias, em conjunto com o Ministério Público Federal. A PF está cumprindo 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a sete processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato.   

Só sobrou o Michel Temer (por enquanto)

      Operação atinge cúpula do PMDB
   Até então principal aliado de Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi atingido indiretamente. Houve busca e apreensão na sede do diretório do PMDB de Alagoas, que é comandado pelo senador. 

   As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos. Desde as 6h, agentes cumprem mandados de busca e apreensão na casa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília e no Rio de Janeiro.

   Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa. Os investigados respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros.


   A filosofia contra a corrupção   
   O nome da operação tem origem nas Catilinárias, que são uma série de quatro discursos célebres do cônsul romano Marco Túlio Cícero contra o senador Catilina. 
 




 
Consideradas um símbolo da vitória da moral sobre a corrupção na vida pública, as Catilinárias de Cícero registram o derradeiro triunfo do regime aristocrático na Roma antiga.

Veja trecho inicial do discurso:

"Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade,
nem o temor do povo, nem a afluência de todos os homens de bem,
nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado,
nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te?
Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?
Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem?
Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste?
Oh tempos, oh costumes!"

Pessoal "desquerda" CONVOCA!

Diante da gigantesca operação da Polícia Federal "invadindo" casa e gabinetes de políticos aliados do governo petista, grupos autodenominados "desquerda" convocam uma grande manifestação de protesto contra a ilegalidades da Polícia Federal e, por tabela, do juiz Sérgio Moro que vem perseguindo "ilegalmente" empreiteiros milionários e políticos do governo petista de Dilma e Lula. 

Comentário do Les Paul:
    Um conhecido chamou os favoráveis ao impeachment de 'golpistas, linha auxiliar do Cunha'?!! Pode isso, Arnaldo?   Afastada a má-fé costumeira e as limitações intelectuais peculiares, quem reduz a discussão a Dilma X Cunha declara sua preferência pela fina flor do pmdb: Sarney, Renan, Jader, Requião, com quem governa dividindo o butim.
   Há 13 anos o Estado foi aparelhado e agora nós pobres mortais que não recebemos ou damos pixulecos, trabalhamos duro pra viver e pagamos impostos, descobrimos o tamanho do rombo. O Brasil está do tamanho de 1950. 
   O Brasil foi saqueado pela incompetência, pela corrupção sistêmica, pelo conúbio espúrio entre os bancos e grandes corporações com um governo inepto para produzir, extremamente hábil para mamar e especialista em iludir a sociedade mais carente com seus panfletos milionários pagos às agências no exterior. 
   'Venha protestar': Contra o corte bilionario nas verbas para educação (ainda bem que é a pátria educadora). Venha protestar contra o fato do Sri Lanka - estávamos empatados e agora estamos em 75° lugar) ter nos ultrapassado no IDH da ONU e contra o 7 X 1 da Alemanha; contra o corte bilionário nas verbas da saúde e a greve de quase quatro meses dos peritos dos Mais Médicos que não recebem uma pataca há quase cinco meses. Contra os impostos estratosféricos, inflação de dois dígitos (até a oficial) e desemprego em massa. Motivos e recordes negativos nao faltam. 
   Pagamos a mortadela com tubaína. Se a prebenda permitir, prove a coxinha da Kibelandia, é o bixxxo com um choppinho estupidamente gelado, não estupidamente asinino tal qual reduzir os problemas do Brasil ao Cunha, que logo logo, fará companhia a alguns 'heróis do - de um - povo brasileiro'.  

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O RIO, A LAMA, A DOR


Por Emanuel Medeiros Vieira

O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga (...)
(Carlos Drummond de Andrade, “Lira Itabirana”)

O que dizer?
Tudo, praticamente, já foi escrito sobre o maior desastre ambiental da história do Brasil, dizimando vidas, destruindo tudo o que havia.
Em nome do “progresso”.

Prefiro que todos reflitam.
 Que modelo almejamos?
A natureza é para o homem.

E dia a dia, vamos destruindo todo o que há pela frente.
O planeta no qual vivemos  é transformado num apocalipse de lama, morte  e destruição.
Enquanto isso, muitos se preocupam em apenas TER e comprar, elegendo o hiperindividualismo como modelo de vida.

E segue a vida.
E o rio com os seus dejetos entrando no mar.

E toda esta lama – eu sei, a comparação é facilitaria – é também  metafórica.
Reflete a lama deste Brasil, num intenso processo de degradação e de destruição de valores..

O rastro da lama é o rastro da desilusão.
O rastro da lama é dos ilusões perdidas, dos sonhos de nossa juventude: de um país mais decente e mais justo.

Enquanto isso, massacram-se pelo poder.
Esquecem-se tais “nobres” figuras, que logo passarão, deixando apenas o rastro da lama e da ignomínia.

Sim, Drummond: antes fosse mais leve a carga.


Queria dedicar o texto para todos aqueles que, apesar de tudo, ainda nutrem esperança (qualquer uma).
(Salvador, dezembro de 2015)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Carta ao senhor Fachin



   Por Marcos Bayer

   Bom dia senhor Fachin... Saiba que na sexta-feira todo mundo é baiano aqui no Brasil.
   Como foi Rui Barbosa, Glauber Rocha e Octávio Mangabeira...
   Sabe o senhor que o “impeachment” é uma instituição norte – americana.
   Richard Nixon sofreu o “impeachment” no Congresso dos Estados Unidos da América porque mandou espionar a sede do Partido Democrata no Edifício Watergate... Aliás, renunciou antes da imposição do “impeachment”.
   Não está escrito na Constituição dos Estados Unidos da América que é crime espionar a sede de partidos políticos.   Não, não está...
   Mas, um presidente após o juramento de governar respeitando as leis e a constituição não pode mentir sobre coisa pública...
   Bastou a mentira para que os dois jornalistas do Washington Post levassem o caso Watergate às ruas e deu no que deu.
   Bob Woodward and Carl Bernstein foram os heróis do caso. Brilhantes jornalistas.
   Como tem sido nosso Juiz Moro e os promotores federais de Curitiba.
   Senhor Fachin não venha com balelas e artimanhas Felipinas, Manoelinas ou Afonsinas.
   O “impeachment” é um processo eminentemente político. Eminentemente político, senhor Fachin.
   Eu não vou falar das acusações que pesam sobre membros de um partido que governa o Brasil nos últimos 13 anos...
   Não vou escrever sobre mentiras, desvios, cinismos ou ilegalidades...
   Seria bobagem repetir o que a imprensa “golpista” vem mostrando nos tempos recentes.
   Senhor Fachin, saiba que sua postura magistrada não pode se confundir com sua atuação política.
   Deixe para os políticos “golpistas” a tarefa de acabar com o “golpe”...
   Atenha-se a Constituição da República Federativa do Brasil.
Basta a Constituição. A Lei maior.
   É o que compete ao Supremo Tribunal Federal: Impor ao povo o respeito à Constituição que em seu nome foi escrita.
   Ouça sua professora...

   Em, 11 de Dezembro de 2015.


Cardozo faz viagem misteriosa a Curitiba

Em agenda na terra da Lava Jato, Cardozo foi escoltado por ‘Japonês da Federal’


Na charge, ministro faz selfie com o japonês da federal
Por Andreza Matais, Fabio Fabrini e Fausto Macedo

Ministro da Justiça passou menos de 24 horas, na terça-feira, 8, em Curitiba, onde reuniu-se com secretário da Segurança Pública do governo Beto Richa
    BRASÍLIA –O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, estiveram em Curitiba na terça-feira, 8. Oficialmente, a pauta era uma reunião agendada no mesmo dia da viagem com o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita. O ministro não pediu agenda com o governador, Beto Richa (PSDB-PR). Um dia antes da reunião na capital paranaense, o ministro recebeu o governador e o secretário no seu gabinete em Brasília. Durante sua breve permanência em Curitiba, Cardozo foi escoltado pelo agente da Polícia Federal Newton Ishii, o ‘Japonês da Federal’ – como o policial ficou conhecido porque faz a escolta dos presos da Operação Lava Jato e, por isso, ganhou fama e marchinha de carnaval.

Leia matéria completa em no Estadão

Cabeças catarinenses a prêmio

Do Lauro Jardim


Duas cabeças a prêmio por rebeldia do PMDB contra governo


        A rebeldia da bancada do PMDB de Santa Catarina deve fazer rolarem duas cabeças em estatais.

   Peemedebistas fiéis ao governo têm pressionado o Planalto a demitir os presidentes da Eletrosul, Djalma Berger, e da Embratur, Vinícius Lummertz.

    Além de sucessivos votos contra o governo, os deputados do PMDB-SC votaram na chapa da oposição para a Comissão de Impeachment esta semana.

Dilma, a galinha, o ovo e a CPMF

    O governo petista de Dilma Rousseff continua praticando o mandrakismo contábil que levou às pedaladas fiscais, crime de responsabilidade que motivou um dos pedidos de seu impeachment.
   Dilma, agora, colocou na previsão orçamentária de 2016, a possível (para ela) arrecadação de R$ 24 bilhões com a implantação da CPMF.
   Com base nos seus 199 votos apresentados na Câmara Federal, quando da votação para criar a comissão especial do impeachment, essa receita vai gerar mais uma pedalada fiscal. A lei da CPMF não será aprovada no Congresso.
   Como se diz popularmente: Está contando com o ovo no cú da galinha!

Leia a excelente matéria/denúncia de Leandra Peres no jornal Valor Econômico sobre como foram fabricadas a "pedaladas" dentro do Tesouro Nacional.

Por Leandra Peres
Dois anos e meio antes de as “pedaladas fiscais” justificarem a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e pelo menos um ano antes do início da campanha pela reeleição, técnicos do Tesouro Nacional elaboraram, em julho de 2013, um diagnóstico de 97 páginas sobre a situação fiscal e econômica do país. Mantido sob sigilo até agora, o relatório, ao qual o Valor teve acesso, continha um claro alerta à cúpula do governo: “O prazo para um possível ‘downgrade’ é de até 2 anos”; “Ao final de 2015 o TN [Tesouro Nacional] estaria com um passivo de R$ 41 bilhões” na conta dos subsídios em atraso; “Contabilidade ‘criativa’ afeta a credibilidade da política fiscal”.
Leia matéria completa: Beba na fonte.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Um tango argentino pega bem melhor que um blues

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Foto do filme "Último Tango em Paris"
   Por Laercio Duarte
   Cristina Kirchner já vai tarde
   Mas promete colocar fogo no país. Você já andou ouvindo uma promessa assim por aqui mesmo, não faz muito tempo. É da mesma banda política. Na Argentina, como aqui, este tipo de bravata é feita pelos militantes de rua de um  grupo de políticos, que se autodenominaram "bolivarianos", em homenagem ao novo socialismo venezuelano, agora também moribundo.
   Cristina foi entusiasticamente apoiada por este grupo. Toda semana havia um ou dois de seus principais líderes, a fazer campanha para o pupilo de Cristina.  Lula e Dilma (Brasil), Correa (Equador), Morales  (Bolívia), Pepe Mujica (Uruguai) e representantes de Chávez-Maduro (Venezuela) foram pessoalmente prestar apoio. Não resolveu. Ainda bem. O povo argentino os repudiou.
   Mas, Cristina não se entrega. Promete voltar com tudo em 2019. Todos os que vão perder os cargos, os aparelhos instalados dentro do Estado, prometem o incêndio anunciado. Greves selvagens, ocupação de instalações públicas e privadas, violência política, a velha receita da esquerda "revolucionária". O laboratório argentino nestes anos vindouros servirá de prova para o resto da América Latina.
   Além do prometido incêndio, Cristina protagoniza um dos piores estilos de tango, aquele em que a dama do cabaré é uma velha senhora decadente. Mauricio Macri, o presidente que toma posse hoje, reclamou que a velha senhora não queria discutir transição, mas, apenas as cerimônias de passagem do governo, onde ela fazia questão de uma participação destacada para ela e seus longos "cabellos negros". Não tendo conseguido, boicotou a cerimônia e, enquanto Macri toma tomava posse, Cristina voava para sua casa na Patagônia.
   Um exemplo claro da falta de republicanismo de Cristina e seus companheiros deu-se com a delegação argentina à Conferência do Clima, em Paris. A política ambiental de Cristina e a proposta por Macri são completamente diferentes, mas, mesmo assim, ela mandou a Paris apenas os representantes de sua posição. Sequer consultou o novo mandatário sobre o que ele pensava, para incluir entre seus "emissários" pelo menos um que representasse o pensamento do novo governo. Então, ficamos com uma delegação argentina "com data vencida". Não satisfeita em encenar o Tango caseiro, tomou conta também do seu Tango em Paris.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Concessionária Harley Davidson denunciada por crime ambiental

rio

   Morador do bairro Abraão ingressou com denúncia de crime ambiental, no Ministério Público Estadual, contra os proprietários da concessionária Harley Davidson, recém inaugurada na Avenida Caldeira de Andrade, próximo ao Supermercado Angeloni.

   O morador observa que a construção foi feita ao lado do rio que vem do morro e chega ao mar. “Como pode ser visto nas fotos, esse “elemento hídrico" é um curso d'água - o que, por si só, já exige o cumprimento integral das limitações administrativas impostas pela legislação para a proteção de APPs e sua vegetação (no caso, APP marginal, que varia conforme a largura do curso, a localidade ser classificada como urbana ou rural, etc, entre outros requisitos)”, diz a denúncia.

   Acrescenta que “estranhamente, deixaram que a empresa construísse rente a esse curso d’água e, pior, que pudesse canalizar toda os dejetos para o riozinho, cuja margem está entupida de entulhos e agora serve de estacionamento”.

   Na denúncia é salientado a diferença no tratamento de áreas vizinhas: “Se alguém atravessa a João Meirelles, rua que corta o “fundo” do terreno, o riozinho tão desprezado passa a fazer parte do futuro parque do Abraão, e a área ao entorno é alvo de exigência da Fatma para a execução de um Prad e o plantio de centenas de árvores”.

   Por falar no Parque do Abraão, matéria da Folha de Coqueiros fez um alerta já no mês de outubro, antecipando notícias agora divulgadas pelos jornais diários:

Parquinho do Abraão

   O parque do Abraão foi anunciado em julho de 2013 pela prefeitura da Capital como a maior área de lazer da região continental, com aproximadamente 50 mil metros quadrados. Passaram-se mais de dois anos e o parque corre o risco de virar uma grande praça. Por não ter dinheiro, o superintendente do IPUF, Acácio Bernardes, reconheceu na reunião do Codecon, realizada na ACIF Continental, em outubro, que o município não tem como bancar a desapropriação das famílias que vivem no local.

   Já a Fatma, conforme o diretor técnico do IPUF, Célio Sztoltz, exige que toda a área no entorno do riozinho que atravessa o terreno seja incluída num PRAD (Programa de Recuperação de Áreas Degradadas), com o plantio de mais de duas mil mudas de árvores nativas. Dessa forma, a ideia do IPUF é retirar também do projeto do parque essa área – que seria recuperada com recursos da Cyrela. O espaço restante seria objeto de um novo projeto, já prevendo a ampliação da creche e do centro de saúde do Abraão. Com a redução, ficaria mais fácil para a Cyrela iniciar as obras.

Carlos Alberto aos 72

carlos al

Base Curricular Comum: a nova face do autoritarismo petista.

historia

   Do Orlando Tambosi

   Por sugestão de meu caro amigo Paulo Roberto de Almeida -  de volta ao Grotão lulista -, chamo atenção para o artigo publicado ontem no jornal O Globo pelo historiador Ronaldo Vainfas sobre o delírio dos pedagogos do MEC, que urdiram a estúpida Base Curricular Comum, uma verdadeira aberração ideológica que "incentiva ódios raciais e valores terceiro-mundistas superados". Trata-se, de fato, de um "modelo chavista de política internacional".

Segue o texto na íntegra:

Não é de hoje que o Estado brasileiro tenta estropiar o ensino da História no país. No regime militar, a principal tentativa veio com a obrigatoriedade do ensino de Estudos Sociais, fundindo a História e a Geografia em uma mesma disciplina, em detrimento de ambas. Foi uma decisão do governo Médici, em 1971, no auge da ditadura, restrita ao atual ensino fundamental, antigo primeiro grau. O modelo era o do Social Studies dos EUA, que concebia o estudo da História a partir de círculos concêntricos: família, escola, bairro, cidade, país. Um modelo limitado, ao mesmo tempo individualista e nacionalista. O combate à História como disciplina se alastrou para o antigo secundário, atual ensino médio, com a imposição das disciplinas Organização Social e Política do Brasil (OSPB) e Educação Moral e Cívica. Tais reformas foram executadas nas gestões dos ministros Jarbas Passarinho e Ney Braga no MEC, ambos militares reformados engajados no golpe de 1964.

A sociedade brasileira reagiu, e a História foi restaurada como disciplina específica, entre 1984 e 1993, em meio ao processo de redemocratização do país. Atualmente, ela integra o currículo mínimo do ensino fundamental e do ensino médio. Os diversos Parâmetros Curriculares Nacionais garantiram a interdisciplinaridade, sem rejeitar a especificidade do conhecimento histórico: a diacronia, as particularidades.

Eis que agora vem à baila a discussão da Base Curricular Comum, urdida pelo Estado desde o primeiro governo lulopetista. Nunca se soube como foram escolhidos os membros da comissão encarregada do trabalho, cujos nomes só agora vêm a público, muito menos as instruções que receberam deste governo cara de pau. O fato é que os trabalhos da comissão foram consolidados em 2014, ano eleitoral, e publicizadas em 2015. O conceito de Base Curricular Comum é, por si mesmo, discutível, ao presumir uma uniformidade de conhecimentos desejáveis, sobretudo em História, para um país gigantesco e diverso.

O mais grave, porém, é a retomada da postura autoritária, ainda que invertendo a chave da ditadura militar. A disciplina História prevista pelo regime lulopetista estabelece para o fundamental I o ensino de sujeitos, grupos sociais, comunidades, lugares de vivências e, por fim, o dos “mundos brasileiros”. Conceitos abstratos e anódinos, impossíveis de serem ensinados a crianças, salvo como doutrina. Os primeiros dois anos do fundamental II prosseguem nesta linha abstrata de “processos e sujeitos”.

Imagine-se o aluno que ingressar no ensino médio com tais “conhecimentos” incertos. E logo no primeiro ano, terá aulas sobre os “os mundos ameríndios, africanos e afro-brasileiros”, matéria aprofundada no ano seguinte, com o estudo dos “mundos americanos”, para culminar com os “mundos europeus e asiáticos” no terceiro ano. Nunca houve, na história deste país, parafraseando o “grande líder”, um ataque deste jaez ao ensino da História.

O ensino da História do Brasil sempre foi problemático entre nós, brasileiros, sendo ora admitida como disciplina específica, ora inserida na História Geral. Reaparece, na versão lulopetista, de maneira desastrosa. A comissão encarregada de formular o currículo comum não se avexa de escrever que “enfatiza-se a História do Brasil como o alicerce a partir do qual tais conhecimentos serão construídos ao longo da educação básica”.

Nem mesmo a reforma do ministro Francisco Campos, em 1931, ou a de Gustavo Capanema, em 1942, ministros de Getúlio Vargas, ousaram perpetrar tal decreto, entronizando o Brasil como o centro do mundo. E o tempo era revolucionário, golpista, ditatorial — depende da interpretação.

A proposta da comissão do MEC para o ensino da História em 2015 é, portanto, uma aberração. Mutila os processos históricos globais, aposta na sincronia contra a diacronia, é fanática pelo presentismo. Incentiva ódios raciais e valores terceiro-mundistas superados. Estimula a ignorância, ao colocar a História ocidental como periférica, na realidade como vilã. Combate o eurocentrismo com um brasilcentrismo inconsistente. É uma aposta no obscurantismo, inspirada por um modelo chavista de política internacional. Que Deus salve o Brasil desta praga — só apelando a Deus, et pour cause.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Poder militar, democracia e golpe

afinal   Por Laercio Duarte

   Não precisamos lembrar os tempos que antecederam o golpe militar de 1964, por muitos também chamado de Revolução. O país vivia momentos de tensão, de um lado os que apoiavam o governo João Goulart, basicamente os militantes do movimento popular da cidade e do campo,  apoiados por intelectuais de esquerda, e de outro os chamados conservadores, constituídos por forças da Igreja e da burguesia nacional e internacional. Um componente peculiar, a “guerra fria”, dava um cenário mais temporário, com a possível interferência dos Estados Unidos, ante a alegada orientação socialista do governo Jango, o que em tese favoreceria o outro lado, o soviético. Uma dessas bobagens históricas que sobram para as novas gerações pagarem as contas. 

   Nas vésperas do golpe, Darci Ribeiro e outros governistas proclamavam de suas tribunas o brado de que “golpistas não passarão”, tais quais as UNE-CUT-MST de hoje, que o fazem em relação a Dilma. Dado o golpe militar, todos fugiram para os aeroportos ou se esconderam na clandestinidade. Não há resistência civil, mesmo armada, que se contraponha à ação militar organizada. O único cuidado dos militares golpistas foi garantir a unidade das três forças em todo o país. Por isso, diante de uma desconfiança de que o Terceiro Exército (RS) pudesse apoiar Jango, simularam uma operação teste, mandando o General Mourão marchar de seu quartel em Juiz de Fora (MG) para o Rio de Janeiro, com o propósito de cercar o Palácio Guanabara, onde o presidente da república costumava despachar. Não havendo reação, consolidou-se o golpe, ou revolução, como queiram, a mim não importam os rótulos.

   Hoje, no Brasil, temos uma falta daquela perspectiva política. Não é o mesmo ambiente de 1964, onde as “reformas de base” propostas pelo governo Jango eram questionadas por uma aterrorizada classe média, preocupada com seus privilégios. O que temos hoje é uma recessão em andamento, com perspectivas de piorar ainda mais, onde um governo constituído em torno do PT e suas alianças exóticas enfrenta sua crise existencial.  Ela é de natureza fundamentalmente econômica, decorrente do modelo de governança estabelecido no país. A solução não vai ser fácil e depende de muitas variáveis, de modo que o cidadão pode ir tirando o cavalinho da chuva e convencer-se de que vai ter que apelar para muito trabalho paciência, como pede a “presidenta”.

   Ao mesmo tempo, e diante da falta de saídas institucionais, há um apelo para o exemplo de 1964. Ou seja, salvar o país pela INTERVENÇÃO MILITAR. Até dizem que isso seria constitucional, não sei dizer se procede ou não, tampouco estou interessado na questão acadêmica do direito constitucional.  Segundo minha análise pessoal, nós cidadãos temos que dar conta de nossas responsabilidades, sem apelar para intervenções de qualquer ordem. Nosso regime é o democrático e republicano, portanto, as forças em atuação na sociedade civil deveriam ser suficientes para resolver as crises institucionais. Se a cada crise apelarmos para a poderosidade armada, seremos sempre a república de bananas folclórica que nos caracterizam como tal no hemisfério norte.

   Tenho notado apelos pelo “GOLPE” vindos de diferentes fontes. Uma é a civil de orientação politicamente centrada no fascismo, autoritarismo e até nazismo. São as entidades e pessoas que atuam nas redes sociais, onde eu percebo que elas têm bastante visibilidade.  Outra são os militares, especialmente os retirados para a reserva, agregados em torno do Clube Militar do Rio de Janeiro. Tradicionalmente este clube é dirigido por generais da reserva do exército e, por serem da reserva, sua importância se iguala a importância de qualquer segmento social, sem qualquer privilégio em particular. A terceira e mais importante influência na pregação pelo golpe militar vem dos comandantes de tropa. São oficiais generais ou de alto comando, geralmente jovens, que apregoam a falência do atual regime democrático. O maior exemplo deste modelo foi o general Mourão, que não se perca pelo nome, comandante militar do Sul, com sede em Porto Alegre, onde ele fazia suas pregações anti governistas em reuniões públicas. Tampouco tomou qualquer atitude diante de um subordinado seu, que promoveu homenagem póstuma a um notório torturador do DOI-CODI durante o regime militar. Em boa hora, este general comandante foi transferido para uma função burocrática em Brasília, longe do comando de tropas. Teria sido uma atitude de equilíbrio, segundo meu julgamento, pois a alternativa mais radical seria prendê-lo. Decorrente deste fato, os movimentos que pedem a intervenção militar, que não são poucos, ocupam as redes sociais a ofender os comandos militares. Estes, mantém uma coerência de prática e ordem estritamente militar. Recentemente, foi substituído o comandante em chefe das Forças Armadas, uma espécie de articulador das três forças. Pois o tal movimento clandestino pela Intervenção Militar debitou isso à fragilidade dos comandos, frente a um suposto complô comunista formado pela presidente Dilma e o ministro da defesa, Aldo Rebello, militante do PCdoB. Ocorre que o posto era reivindicado pelas três forças e, em torno dele tinham formado um acordo, segundo o qual haveria rodízio no seu preenchimento.  Então, a substituição teria sido algo perfeitamente normal e aceitável pelas três armas. Exemplos assim, nos alertam para o perigo de um golpe real. Ora, um país democrático precisa minimamente de uma coisa chamada ORDEM.   A ordem não é necessariamente reacionária, como costumam pregar os comunistas e anarquistas. Aliás, assim que assumem o poder, a primeira coisa que os comunistas implantam é a ORDEM ABSOLUTA, através da leninista “ditadura do proletariado”

Marchinha de carnaval

   Do Jaison Barreto no FB
   Me formei no Rio e brincava carnaval ainda pendurado em bondes, no Bola Preta, no Fluminense, pelas ruas, etc, etc. O Brizola ainda não tinha inaugurado o Sambódromo.
Musiquinha esperta essa que lançaram pra 2016, estou compartilhando.