sábado, 2 de fevereiro de 2013

BSB – FLN

Aeroporto de Brasíla
    Por Marcos Bayer
    A eleição do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado federal, com 56 votos, entre 81 mostra a decomposição da política nacional em seus últimos estágios.
    Renan Calheiros, outrora homem de Fernando Collor, agora homem de José Sarney, hoje tem o apoio do PMDB e do PT, inclusive da grande líder Ideli Salvatti, a madrinha dos pobres professores catarinenses.    Renan não tem qualidade moral para dirigir um diretório municipal, mas presidirá o Senado, instituição simbólica na História do Ocidente, casa mater da política romana.    Aqui em Santa Catarina, outro fenômeno, a unanimidade na Assembleia Legislativa. Um “acordão” entre 39 deputados estaduais elege Joares Ponticelli. Ele declara que pretende ser pró-ativo. Uma declaração difícil, pois confessa e ou declara uma intenção, admitindo que é neutro ou passivo. Sabe que não poderá governar como passivo ou neutro, visto quea política exige mais posições.
   Brava a posição do deputado Sargento Soares do PDT, o único parlamentar a denunciar a “pajelança” apresentando sua candidatura ao cargo.   Ponticelli deverá governar com o coração. Já declarou a necessidade de esquecimento das tais aposentadorias suspeitas e que dão um colorido especial a augusta casa, onde cegos veem, coxos pulam e cardiopatas praticam maratonas.   Estas duas eleições, em Brasília e Florianópolis, mostram o engodo em que se transformou a política brasileira. Uma atividade que deveria ser reguladora da vida em sociedade, agora transformada em negociatas de todas as espécies, sob a farsa de uma jovem democracia onde a maioria dos detentores de poder faz dois discursos: um formal para fora e um de escárnio para dentro.   Este é o Brasil de 2013. Esta é a Santa Catarina da união das forças partidárias em favor do povo. Um povo criativo, trabalhador e alegre, mas com cara de otário.

4 comentários:

Anônimo disse...

Creio que o Senado Federal, depois dessa, ficou mais parecido com o Senado romano, pois os livros de História não costumam lembrá-lo por suas virtudes.

Roberto Scalabrin disse...

Parabéns pela forma lúcida de ver o que ocorre na política Catarinense, um verdadeiro acordão de interesses espúrios. Infelizmente, esses desavergonhados entrarão para a história, talvez daqui há uns 100 anos, como os ridículos representantes da sociedade na falsa democracia que emprestou ao sistema um atraso inimaginável. Enquanto o mercado de cargos públicos se perpetua nesse processo, a anarquia administrativa e o caos naquilo que a sociedade precisa avança assustadoramente. E os marginais legislando....

Anônimo disse...

Confirma-se duas coisas: que os representantes do povo, na assembleia legislativa catarinense, tiram o cidadão pra otário com este tipo de "acordão" sem pé nem cabeça e que o sargento Soares tem moral. O único dentre toda esta corja de calças-cagada!

Anônimo disse...

E ainda tem quem acredite que ainda há oposição!
Em Florianopolis, mesmo escurraçado pelas urnas, o pmdb já foi integrado a nova adminstração, faz parte da base governista do prefeito Cesinha e continua mantendo várias pessoas em tetas na prefeitura. No governo do estado ... bom, é aquela eficiencia que vemos desde que o LHS assumiu e criou as secretarias regionais, mais conhecidas como cabides de emprego como o atual governador Colombo chamou-as mas que por honrar o acordo selado entre seu mentor JK Bornhausen e LHS, as manteve, e hoje se ve um governo egessado, inerte, praticamente um morto-vivo.
Do governo federal dá para falar o que? Escandalos? Mensalão? Cachoeira? Rosemary?
Luciano