quarta-feira, 14 de maio de 2014

Eletrosul e Tractebel


Uma está de pomboca na mão, a outra brilha na crise energética 
    
   Do jornal Bom Dia

   A crise energética do governo Dilma Roussef jogou luz sobre duas empresas com sede em Florianópolis, a Eletrosul e a Tractebel Energia. A Eletrosul foi atingida pela descarga elétrica da MP 579, que avariou a Eletrobras (nave mãe do sistema da qual a Eletrosul faz parte) e deixou todo o setor elétrico capenga. A receita de R$ 19 bilhões que a Eletrobras teria em 2013, virou um prejuízo de R$ 6,8 bilhões por conta da gestão desastrada do governo, que adotou a estratégia do fusível queimado: reduziu tarifas quando o custo da energia aumentava, incentivando o consumo e arrastando o país para o risco de racionamento. 
   Vítima do apagão gerencial, a Eletrobras tem recorrido a empréstimos para pagar salários dos funcionários, e sua subsidiária Eletrosul, se não vier socorro urgente, terá que colocar à venda a sua portentosa sede no bairro do Pantanal para honrar compromissos trabalhistas. Essa alternativa extrema já é discutida na empresa.
    Já a Tractebel, vai muito bem no mercado de energia, mesmo integrando o rol de algozes da Petrobras. Um dos principais acionistas da empresa de energia é o megaempresário belga Albert Frère, vice-presidente da GDF Suez, que controla a Tractbel. Ele era o dono da refinaria Pasadena (via Astra Transcor Energy) quando a metade da sucata foi comprada pela Petrobras, e onde a empresa brasileira, depois, enterrou U$ 1,12 bilhão. 

   O belga da Tractebel comprou Pasadena em 2005 por U$ 42 milhões, e vendeu 50% para a Petrobras por mais de U$ 300 milhões, em 2006.
   Mas isso é só um detalhe, porque o principal filão de Albert Frère no Brasil é mesmo a Tractbel Energia, empresa que fatura R$ 6 bilhões anuais. Para quem não lembra, a Tractebel comprou, anos atrás, a parte boa da Eletrosul, que incluía as usinas de Machadinho e Itá, além de Estreito, Jirau e mais uma penca de hidrelétricas, termelétricas, eólicas.
   Como se vê, há muito tempo as estatais brasileiras fazem negócio de pai pra filho com empresas estrangeiras.



Duda Hamilton, assessora de imprensa da Tractebel comenta matéria do Bom Dia:

Caros Jura (Jurandir Camargo) e Canga (Sérgio Rubim), sobre a matéria que vocês publicaram no jornal Bom Dia e no Blog Canga, com data de 15 de maio de 2014, e na qual a empresa Tractebel Energia não foi ouvida e/ou procurada, a Assessoria de Imprensa da empresa esclarece:

 1 -  O senhor Albert Frére é membro eleito do Conselho de Administração do Grupo controlador da TBLE, representando acionistas minoritários.  O Presidente do Conselho de Administração do Grupo GDF SUEZ é o senhor Gerard Mestralet.  O senhor Albert Frére, na condição de integrante do Conselho, não tem qualquer relação direta com a Tractebel Energia ou demais empresas do Grupo. A Tractebel Energia não tem conhecimento  sobre as atividades  particulares de seus acionistas, ou os de seu controlador, e esclarece que nenhum investidor, individualmente, tem ingerência sobre os negócios da Empresa no Brasil.   
 
2 – O nome da empresa é Tractebel Energia, e não Tractbel, como grifado algumas vezes no texto.
 
3 – A Tractebel Energia é hoje a maior empresa privada de geração de energia do Brasil, e fechou 2013 com o maior valor de mercado dentre as companhias do setor elétrico brasileiro, alcançando  R$ 23,5 bilhões.

4 – Em 1998, quando foi privatizada, a empresa possuía 3.719 MW de potência instalada. Hoje, a Empresa possui capacidade instalada total de 7.090,2 MW, confirmando sua posição de maior geradora privada de energia elétrica do País.  O parque gerador da Companhia conta agora com 27 usinas, sendo nove hidrelétricas, seis termelétricas e 12 complementares – biomassa, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e eólicas, das quais 23 pertencem integralmente à Companhia e quatro (as hidrelétricas Itá, Machadinho e Estreito, e a biomassa Ibitiúva Bioenergética) são operadas comercialmente por meio de parcerias com outras empresas.
 
Abaixo e em negrito outras informações. Certa de ver essa resposta no seu veículo, desejo um ótimo trabalho aos colegas, abraço e beso.
 
Duda Hamilton
Dfato Comunicação
(48) 9962.1257
 
 
 quarta-feira, 14 de maio de 2014
Eletrosul e Tractebel
Uma está de pomboca na mão, a outra brilha na crise energética 
    
   Do jornal Bom Dia
 
   A crise energética do governo Dilma Roussef jogou luz sobre duas empresas com sede em Florianópolis, a Eletrosul e a Tractebel Energia. A Eletrosul foi atingida pela descarga elétrica da MP 579, que avariou a Eletrobras (nave mãe do sistema da qual a Eletrosul faz parte) e deixou todo o setor elétrico capenga. A receita de R$ 19 bilhões que a Eletrobras teria em 2013, virou um prejuízo de R$ 6,8 bilhões por conta da gestão desastrada do governo, que adotou a estratégia do fusível queimado: reduziu tarifas quando o custo da energia aumentava, incentivando o consumo e arrastando o país para o risco de racionamento. 
   Vítima do apagão gerencial, a Eletrobras tem recorrido a empréstimos para pagar salários dos funcionários, e sua subsidiária Eletrosul, se não vier socorro urgente, terá que colocar à venda a sua portentosa sede no bairro do Pantanal para honrar compromissos trabalhistas. Essa alternativa extrema já é discutida na empresa.
    Já a Tractebel, vai muito bem no mercado de energia, mesmo integrando o rol de algozes da Petrobras. Um dos principais acionistas da empresa de energia é o megaempresário belga Albert Frère, vice-presidente da GDF Suez, que controla a Tractbel. (O senhor Albert Frére é integrante eleito pelos acionistas no Conselho de Administração do Grupo GDF SUEZ, com sede em Paris - França, e por essa condição não tem qualquer relação direta com a Tractebel Energia. A Tractebel Energia não tem conhecimento  sobre as atividades  particulares de seus acionistas, ou os de seu controlador, e esclarece que nenhum investidor, individualmente, tem ingerência sobre os negócios da Empresa no Brasil. O nome da empresa está grafado erroneamente, é Tractebel).    
Ele era o dono da refinaria Pasadena (via Astra Transcor Energy) quando a metade da sucata foi comprada pela Petrobras, e onde a empresa brasileira, depois, enterrou U$ 1,12 bilhão. 
   O belga da Tractebel (Ele é belga, mas sua participação no Conselho do Grupo não reflete diretamente nos negócios da Tractebel), comprou Pasadena em 2005 por U$ 42 milhões, e vendeu 50% para a Petrobras por mais de U$ 300 milhões, em 2006.
   Mas isso é só um detalhe, porque o principal filão de Albert Frère no Brasil é mesmo a Tractbel Energia (O nome da empresa é Tractebel Energia), empresa que fatura R$ 6 bilhões anuais (A Tractebel Energia obteve uma receita de R$ 5.569 milhões em 2013; e um lucro líquido de R$ 1.437 milhões). Para quem não lembra, a Tractebel comprou, anos atrás, a parte boa da Eletrosul, que incluía as usinas de Machadinho e Itá (Quando  a     Empresa foi privatizada, em 1998, estavam em construção, em consórcio com outras Empresas, as usinas Itá e Machadinho, ambas na divisa entre RS e SC. Além de participar na conclusão destas duas usinas, a Empresa, depois de sua privatização, viabilizou as Usinas Hidrelétricas Cana Brava, São Salvador e Estreito, a Usina de Cogeração Lages, diversos parques eólicos na região nordeste do País, e térmicas a gás natural e biomassa em São Paulo e Mato Grosso do Sul), além de Estreito, Jirau e mais uma penca de hidrelétricas, termelétricas, eólicas (Entre as eólicas estão os parques Pedra do Sal, no Piauí; e Trairi, Beberibe, Flexeiras e Mundaú, no Ceará - todas essas usinas foram construídas depois da privatização, nenhuma delas era da Eletrosul. E Jirau ainda é um consórcio que tem participação do Grupo GDF SUEZ, e até o momento não tem participação da Tractebel Energia).
   Como se vê, há muito tempo as estatais brasileiras fazem negócio de pai pra filho com empresas estrangeiras. 

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