quarta-feira, 6 de agosto de 2014

TUCANO AVALIZA BISPO BILIONÁRIO

Edir...e o conto do vigário... 
...E IMPRENSA CALA E LOUVA TEMPLO

   Por Janer Cristaldo

   A presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi o escudo que protegeu Dona Dilma da artilharia da imprensa contra o PT. Não havia como condenar a presidente por prestigiar um vigarista notório quando um grão-tucano sentava a seu lado, dando com sua presença o aval ao suntuoso templo construído com a exploração da fé dos simples. Ou alguém alguém acha que um pregador de rua constrói em menos de 40 anos um patrimônio de quase dois bilhões de dólares vendendo vento?

   Leiamos o que indômito recórter de Veja, Reinaldo Azevedo, escrevia em 07 de maior de 2012 sobre o bispo Macedo:

   Quem frauda a Bíblia frauda os fatos
   Caso se reconstitua a trajetória de Macedo e se tente entender como amealhou recursos para se tornar empresário de comunicação, vai-se concluir o óbvio: o dinheiro, originalmente, saiu da igreja, da doção feita pelos fiéis. Problema: trata-se de uma atividade não-tributada constituindo fundos para organizar uma empresa privada. Ainda hoje, boa parte da receita da emissora sai dos cofres da Universal. Como a simples transferência de recursos é proibida, usa-se um artifício: a Igreja “compra” tempo na Record e paga por ele um preço que ninguém mais pagaria.

   Macedo impõe ao jornalismo o mesmo padrão e rigor teórico com que leva adiante em sua teologia. Este é aquele senhor que recorre a uma passagem do Eclesiastes para justificar o aborto, por exemplo. Também é aquele líder religioso que aparece num vídeo, com um chicote na mão, para expulsar o demônio do corpo de um homossexual. Se faz isso com a religião, por que faria diferente no jornalismo? “Ah, o Reinaldo está recorrendo a coisas que não têm nada a ver com o caso…” Ah, tem, sim! Quando se evoca o Eclesiastes para justificar o aborto, estamos diante de uma fraude teológica! Quando se recorre ao chicote contra um homossexual para que ele mude sua orientação, estamos diante de uma fraude em qualquer sentido que se queira: psicológica, religiosa, ética. Quando se leva ao ar aquela montagem asquerosa tentando incriminar o jornalista da VEJA — que só fazia o seu trabalho —, estamos diante de uma fraude jornalística. Porque a tudo isso preside o mesmo padrão moral.
   Leia o artigo completo: Beba na fonte.

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