terça-feira, 5 de julho de 2016

Coisas da vida...


   Tempos atrás, fomos na casa de uma amiga da minha filha, Isadora. Pessoa querida, filhos idem, leves, educados, casa maravilhosa, espaço amplo, livre, na beira da praia. 
   O cozinheiro era eu. Picanha de forno em camisa de sal grosso finalizada na manteiga. Show!
   Almoçamos em uma grande mesa de madeira maciça, aliás, como todos os móveis da casa. Varanda ao ar livre, suspensa acima do terreno. Na frente...o mar.
   Passamos lo más bien. Crianças na volta, conversa farta fluindo naturalmente, enfim...maravilha.
   De repente, vi a amiga apagar um cigarro no grande vaso de argila que abrigava um belo alecrim. Achei o ato meio bizarro, e, franco como sou, declarei minha surpresa e contrariedade. Grosseria de "super cincero". Afinal, a casa é dela e pode fazer ali o que quiser. 
   Depois de falar, me desculpei e tudo ficou na farra, "de boa"!
   Hoje, quando cheguei em casa, à noite, liguei para a minha filha que, casualmente, estava na casa da amiga. Mandei um grande abraço e aí...surpresa!
   A amiga mandou dizer que desde aquele dia, da minha "grosseria", ela nunca mais fumou!!!!!!!

   Fique feliz com a atitude decorrente daquele meu gesto impensado. Fico pensando sobre o que aconteceu naquele dia. Se não tivesse havido aquela situação, a amiga ainda estaria fumando?

   A vida tem dessas coisas...

2 comentários:

Luiz Fonseca disse...

Tudo bem. Mas, como é essa "finalização" na manteiga? Já fiz a picanha esse jeito e ficou boa, agora quero repetir com a tal da "finalzação"

Léo disse...

É raro o fumante com algum bom senso. Que bom que esta "quando fumante" entendeu o seu espanto. Geralmente fumantes ficam fumando, cagando e andando pros demais ao seu redor. Fazem das esquinas, sinaleiras e pontos de ônibus de cinzeiros. Tens uns TÃO sem noção, que fazem de cinzeiro A FRENTE DE SUAS LOJAS OU ESCRITÓRIOS! E ainda tem os "colegas" que de hora em hora param de trabalhar para uma fumadinha...