terça-feira, 18 de abril de 2017

...sobre extravagâncias do primeiro casal de Florianópolis

Kim Kardashian. Inspiração?
   De repente, em Florianópolis, podemos reescrever a expressão popular clichê da seguinte maneira - por cima de um homem e de toda população existe uma "grande" mulher grande. Ambiguidades a parte, justificativas no mínimo desastrosas causaram questionamentos acalorados sobre a aquisição da bela moradia do "recatado" casal de autoridades da capital na última semana. Em linguagem tanto hostil quanto enraivecida, a população conheceu a nobre procedência antes escondida dos atuais representantes do povo. 
   
   Triste saber que expressões tão discriminatórias tenham ilustrado a coluna mais lida do estado num ato de mais profunda exacerbação da vaidade humana.  "Golpe do baú"; "nasci em berço de ouro"; "meia mostrenga" "morava numa mansão de 5 mil metros quadrados que foi sede da casa cor"; "luxo na praia de Ipanema"; estudei nos melhores colégios"..."irmãos ricos". E, por aí vai.

   Não, não são expressões do reality show protagonizado por Kim Kardashian - menos ainda, postagem recente da rica (rica mesmo) blogueira Lalá Rudge; é simplesmente a retórica da atual primeira dama de Florianópolis.
   
   Os bonecos de luxo, ainda desdenham o brinquedo de 8 milhões de reais que compõe o novo arranjo familiar nos últimos 120 dias. Velhos ricos de novos hábitos? 
 
   O que esperar dos senhores estudiosos nos melhores colégios a utilizar expressões tão infelizes quanto gramaticalmente incorretas? Será que tamanha riqueza animosamente ressaltada nos coloca à mercê do crivo de vossas altezas como se fôssemos idiotas iletrados, sem eira, sem beira, e sem pai? 
 
   O que pensa parte da população nascida em "berço de latão"? Que estudou em escola pública? Que não tem irmãos que estudam no exterior? Que precisam trabalhar, se qualificar (graduação e pós, mestrado, doutorado...) por desconhecerem culturalmente a prática do golpe do baú?
 
   Um grito de bravo aos pais que em simplicidade ensinam aos filhos diferenciar preço de valor. 
 
   Enquanto isso, assiste-se a nobreza insigne dramatizar uma adaptação ao romance de Anton Tcheckhov: A dama (e o plebeu) do(s) (pobres) cachorrinho(s).

segunda-feira, 17 de abril de 2017

MPSC vai investigar Doreni Caramori Jr.

EXTRA! MP-SC INSTAURA INQUÉRITO PARA INVESTIGAR PAPEL DE CARAMORI JR. NO ANIVERSÁRIO DA CIDADE
   Na sessão de hoje da Câmara Municipal, o vereador Prof. Lino Peres revelou em primeira mão a informação de que o Ministério Público de SC já instaurou inquérito para investigar as suspeitas de corrupção no envolvimento do empresário e ex-secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Florianópolis, Doreni Caramori Jr., com a festa de aniversário da cidade. “Tal ação do Ministério Público demonstra a importância da denúncia anônima e a necessidade de continuidade da CPI aqui na Câmara”, destacou Lino em Plenário. 
   A atitude unilateral do presidente da Câmara municipal de Florianópolis, Guilherme Pereira – que, inclusive, assinou o documento -, de arquivar a CPI, mesmo com o parecer favorável da Procuradoria da Casa, foi bastante criticada durante a sessão de hoje. A Bancada da Oposição argumentou que, além da assinatura de 15 vereadores pela abertura da Comissão, há materialidade suficiente para a continuidade da investigação. A investigação das acusações levantadas pela denúncia que chegou à Câmara é essencial, já que evidenciam a conflituosa relação público-privada que está sendo construída nessa gestão.
   No dia 5 de abril, o MP-SC enviou ao prefeito Gean Loureiro um ofício com diversos questionamentos sobre o acúmulo de função de Caramori Jr. como secretário e empresário, e também seu envolvimento na negociação entre a Prefeitura e a AMBEV, que pagou cerca de R$ 400 mil Reais para a realização do aniversário da cidade deste ano.   Caramori alega que a festa foi um evento privado. A Promotora Juliana Padrão Serra, autora do inquérito, estabeleceu o prazo de dez dias corridos para a resposta do prefeito – o ofício foi enviado no dia 5 de abril, mas a Prefeitura ainda não acusou o recebimento.

Execrado por se sujar por pouco...idiota...


    Na pequena Santa Gertrudes, cidade com 25 mil habitante no interior de São Paulo, a Odebrecht fez um "investimento" nos candidatos a prefeito na eleição de 2012. Como não existe almoço grátis, tinha interesse em manter a concessão de água e esgoto.
    O trio, o prefeito Rogério Pascon (PTB), o ex-prefeito Valtimir Ribeirão (PMDB) e Lazaro Noé da Silva, o Gino da Farmácia (PPS), que disputou as eleições municipais, apareceu na delação de Guilherme Pamplona Paschoal, executivo da empreiteira Odebrecht, segundo a revista Veja.
 

   De acordo com a delação de Paschoal, a eleição de Santa Gertrudes teria custado à empresa não mais que 180 mil reais em caixa 2. R$120 mil reais teriam ido para o candidato favorito nas pesquisas, Ribeirão (que perdeu); Pascon, o atual prefeito (reeleito), teria ficado com 50 mil reais; e ao azarão da disputa, Gino da Farmácia, teriam sobrado 10 mil reais.
 

   No domingo de Páscoa, apenas Gino da Farmácia não estava na cidade. Embora tenha aparecido relacionado ao menor valor de propina, Gino tem atraído as maiores críticas. “Como foi se sujar por 10 mil reais? Todo mundo aí na política levando milhões! Por 300 milhões de reais até eu me corrompia”, disse a dona de casa Fabiana Costa, de 36 anos.

Esse é o povo...

Florianópolis se destaca na LavaJato

   Não vai acabar bem
   Deve acabar em escândalo a licitação na Embratur para contratar por R$ 9 milhões uma agência de comunicação digital. O dono da Talk, empresa vencedora, é Luiz Alberto Ferla, velho amigo e conterrâneo de Florianópolis de Vinicius Lummertz, presidente da Embratur. 

Uma questão de cultura

por Carlos Nina*
 
O que o País está vivendo é fruto da educação que temos.
Um dos delatores da Operação Lava-Jato, que está expondo um esquema fantástico de corrupção, foi explícito: é cultural.
PC Farias, famoso tesoureiro da campanha do ex-Presidente Fernando Collor, ouvido em CPI no Congresso Nacional, já fizera a revelação daquilo que todos sabiam – e continuam sabendo: negar a corrupção no processo eleitoral é hipocrisia.
Outro dos delatores da mesma Operação Lava-Jato confirmou serenamente essa afirmação - que ninguém se atreveu a negar, por ser tão óbvia -, apesar do discurso de todos, que transforma a Justiça Eleitoral em cúmplice. Respondem, sempre, em uníssono, partidos e candidatos, eleitos ou não:
- Todas as doações recebidas foram lícitas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Chegamos, assim, a uma situação em que não sobra ninguém. Cada esperança se transforma em desilusão.
São todos honestíssimos. Um mais do que outro. Como se pudesse haver gradação de honestidade. Até agora há apenas um que admite não ser o mais e proclama: Só Cristo foi mais honesto do que eu!
Na verdade, são todos inocentes, porque as delações não provam nada e, mais do que honestos, a maioria deles é muito mesmo é esperta e dos bilhões desviados dos cofres públicos só voltarão alguns milhões - bagatela diante do tamanho do rombo causado no dinheiro suado pago pelos brasileiros através de encargos de toda natureza.
Lembra-me uma ponderação feita por meu irmão, Carlos Alberto, também advogado, sobre as polêmicas em torno da situação nacional. Ex-Gerente de várias agências da Caixa Econômica Federal, da qual foi ex-Superintendente  no Maranhão e no Piauí, administrador exemplar, com a visão de sua experiência, observou que,  além do prejuízo causado pelos desvios das verbas, há outro de igual monta,  que é o decorrente da própria gestão pública. Não há a mínima preocupação em gerir as instituições públicas de modo a fazer com que seus recursos sejam aplicados da melhor forma. Descaso, incompetência e má-fé levaram e continuam levando instituições e serviços públicos ao caos.
Sucateados, perdendo servidores qualificados e empanturrados com apadrinhados incompetentes, mal educados e corruptores vorazes, os serviços públicos estão em rota de autodestruição. A engrenagem da corrupção que todos sabiam existir está revelada friamente e não há nenhuma perspectiva de que seja extinta ou de que, mesmo atingida pelas operações que têm levado colarinhos brancos para atrás das grades, não estará presente nas próximas eleições, nem esteja extinta em todos os escalões, níveis e esferas de poder.
São bodes expiatórios consumidos em sacrifício para sobrevivência dos mais espertos e da própria engrenagem. Mas mesmo os condenados não são jogados nas celas comuns onde culpados e inocentes, investigados e denunciados, suspeitos e condenados cumprem indistintamente a mesma pena da confinação em espaços onde não há o mínimo de higiene para o animal mais imundo.
Ah! Mas eles merecem. São criminosos,  ainda que alguns sejam apenas suspeitos.
E esses que usam cargos públicos para desviar em benefício próprio recursos que a população paga para ter boas escolas, hospitais, saneamento básico, água e esgoto encanados, ruas e estradas pavimentadas, por que têm o beneplácito dos justiceiros?
Quanto tempo durará esse estertor? O País conseguirá sobreviver até as próximas eleições? Para eleger quem? Os mesmos? Sem caixa dois, não dá.
Por isso a defesa de um dos investigados é simplória: todo mundo faz isso, há muito tempo!
Como são as raposas que estão tomando conta do galinheiro, não será surpresa se os crimes “necessários” às eleições e reeleições deixarem o rol da legislação penal, violando o conceito de direito e de justiça.
Também não será surpresa se a população brasileira, que vem pagando o alto custo do sacrifício, perdendo seus empregos, sendo barrada nas portas dos hospitais, sem segurança para andar nas ruas ou simplesmente sentar à porta de suas casas, for levada a usar o direito que lhes confere a Declaração Universal dos Direitos do Homem, em seu preâmbulo: “é essencial a proteção dos direitos do Homem através de um regime de direito, para que o Homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão.”
Ou, o que será pior, a excrescência da mentira e do cinismo usar esse viés para tentar levar o País a refazer a história soviética do início do século passado.
O País está nas mãos de todos nós.
 
*Advogado. Ex-Promotor de Justiça e Magistrado aposentado.

Gean Loureiro aluga mansão milionária e gera desconfiança no povo

O prefeito e a mansão alugada por R$ 25 mil mensais
Imagem mostra uma das residências do condomínio de luxo.
    Os moradores – e, principalmente, os eleitores – de Florianópolis passaram a Páscoa sob o impacto de duas notícias que têm tudo para abalar o mundo político estadual e local:
1 – as revelações dos delatores da Odebrecht;

   2 - a notícia, publicada com exclusividade pelo colunista Cacau Menezes, de que o prefeito Gean Loureiro (PMDB) mudou-se para uma mansão em um condomínio fechado no bucólico bairro de Cacupé.

   Guardadas as devidas proporções, a nova casa do prefeito tem potencial para ser ainda mais explosiva do que as revelações dos ex-executivos da construtora baiana. Isso porque, conforme informou o colunista do Diário Catarinense, o prefeito de Florianópolis alugou por R$ 25 mil mensais um verdadeiro palacete de frente para o mar.
   
   A casa, de 707,77 metros de área construída em um terreno de 4.527.25 metros quadrados, estava à venda por R$ 8 milhões antes de ser alugada pelo prefeito, de acordo com as informações de Cacau. O contrato de aluguel, com possibilidade de compra, foi assinado por quatro anos, sempre conforme as informações de Cacau Menezes.
   
   O problema, e ai a origem de toda a polêmica nas redes sociais desde que a informações foi revelada, é que o prefeito recebe por mês salário líquido de R$ 14.328,41, conforme mostra o portal transparência da Prefeitura de Florianópolis.

   Como diz um amigo meu, pescador aqui do Campeche, “essa conta não fecha!”. Afinal, como uma pessoa que recebe menos de R$ 15 mil aluga uma casa por R$ 25 mil?
É para que essa pergunta seja respondida, dentro do sagrado princípio da transparência na administração pública, que uma petição online está sendo organizada para que o prefeito divulgue o contrato de locação. O caso também deve chegar à Câmara de Vereadores.
   Em tempo: segundo informações do mercado imobiliário, o prefeito alugou a casa número 7 do condomínio Saint Barth, onde inclusive fez um churrasco em "comemoração" à histórica greve dos servidores municipais.

A emenda pior que o soneto   
Na ânsia de justificar o "passo maior que a perna" de Gean, a esposa desqualifica o marido. Vejam nesta nota do Cacau Menezes.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Odebrecht cai no golpe do bilhete premiado em SC

   As delações de funcionários da Odebrecht sobre negócios com o governo Colombo, visto ao vivo e a cores em todas as emissoras de TV do Brasil, são de um detalhamento tão sórdido que deixou todo o mundo estarrecido.
  
   Fernando Cunha e Paulo Welzel relatam desde os primeiros encontros no "apartamento funcional do então senador Raimundo Colombo", até os pagamentos indevidos de R$2 milhões (caixa 2) "com o propósito de realizar projeto de privatização da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento de SC (CASAN)".

   Afora a gravidade da situação, o desvio de dinheiro público e os crimes cometidos entre players públicos e privados, o que fica mais evidente nesta história é a lábia do governador Raimundo Colombo.
   Conhecido como bonachão, atencioso e camarada, a palavra  "não" inexiste no vocabulário de Raimundo Colombo. Jamais nega alguma coisa a alguém e sempre responde de forma otimista tipo: - o dinheiro já está na conta!
 
   Colombo de um limão faz uma limonada. É capaz de tomar a maior ré e logo aparecer impassível com cara de paisagem. Essas particularidades da personalidade do nosso governador ficaram evidentes em vários momentos do seus quase 7 anos de governo em SC.

  
   Lembro de uma passagem relatada pelo folclórico e sábio "Tio Bruda", conterrâneo de Raimundo Colombo, intitulado "Tio Bruda e o "papagaio" do Colombo". (clique e leia!
   Em certo momento, Tio Bruda, ao telefone, me diz:
- Tio Canga, na história toda de Santa Catarina, os governo conseguiram acumular uma dívida de R$ 10 bilhões. E olha que se esbaldaram, fizeram festa pra todo o lado, viajaram o mundo todo, deram dinheiro pras empreiteiras de amigos, lançaram letras falsas do governo, e o furo ficou em R$ 10 bi. Agora o Raimundo pegou um "consignadozinho" de R$ 7 bi ???!!!!! E ainda faz festa e aparece mais facero que centopeia de sapato novo!!!!!!

   Dobrou a dívida do Estado e ainda fez festa para comemorar.  
   Lendo hoje o blog do Milton Barão, lageano que nem o governador, me deparei com a seguinte manchete: Passeava com cãozinho no Tanque e caiu no golpe do bilhete.

   Imediatamente pensei: O Raimundo vendeu o bilhete premiado para a Odebrecht e não entregou a CASAN.

   Esse é o Raimundo! 
   Aliás, alguém viu o Raimundo por aí? 
   O home sumiu!



quarta-feira, 12 de abril de 2017

Governador Colombo recebeu R$ 2 milhões da Odebrecht

do FAROL
O despacho do Supremo Tribunal Federal (STF) que relaciona o governador de Santa Catarina com a Operação Lava Jato narra o pagamento de R$ 2 milhões, por meio do chamado caixa 2, em 2010. O documento faz parte das delações de Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Paulo Roberto Welzel.

Leia matéria completa no FAROL

Vídeo: Conta de Lula era de R$ 40 milhões, diz Odebrecht

Da Veja: 
Em depoimento ao juiz Sergio Moro, Marcelo Odebrecht revelou que a conta “Amigo” foi aberta para pagar despesas de Lula quando ele deixou a Presidência

segunda-feira, 10 de abril de 2017

POR QUEM OS SINOS DOBRAM?



por Emanuel Medeiros Vieira

(ouvindo - e escutando sempre - "Hallelujah", de Leonardo Cohen)

PARA AS CRIANÇAS DA SÍRIA

NENHUM HOMEM É UMA ILHA ISOLADA (...)
E POR ISSO NÃO PERGUNTES POR QUEM OS
SINOS DOBRAM: ELES DOBRAM POR TI
 (JOHN DONNE (1572–1631).
   É a lógica da guerra, é a essência do poder: é justo matar os inimigos. É injusto matar os nossos.
   É claro: não há mais tempo para ingenuidades. A estrutura que domina o mundo é poder, dinheiro, tráfico de armas etc.
   E com a ascensão de grupos fundamentalistas, da extrema-direita, do terrorismo em todo mundo, essa perversa lógica mercadológica vai prevalecer.
   Como continuar? Escuto novamente “Aleluia”, e mais Mozart e Bach. Apenas palavras. Eu se: somente palavras. Mas é o que me resta.
   A barbárie e a crueldade extrema que são o uso de armas químicas não são fatos novos na história do mundo.
   Eu sei, é a institucionalização da barbárie.
   A ONU é um fantoche dos interesses imperialistas – de que lado for.
   Na Guerra da Síria – seis anos de existência, quase 500 mil mortos, milhões de refugiados – não há santos.
   Bashar  El-Assad  mata seu próprio povo com armas químicas. E os rebeldes também a usam. Santos? Que santos?
   Uma pausa – havia dito que o uso de tais armas não é novo na História.
   Historiadores relatam que há mais de dois mil anos, os gregos (pais da democracia moderna...) lançavam flechas envenenadas sobre os inimigos.
   Em larga escola foram usadas na Primeira Guerra Mundial, quando o mundo “tomou conhecimento dos efeitos devastadores do gás mostarda”.
   Mais de 100 mil pessoas morreram – segundo estatísticas – vítimas de armas químicas no conflito.
   Na Segunda Guerra, nos nazistas usaram o “zyklon B” e o gás cianídrico
   O governo americano subestima a nossa inteligência E O PODER DA MEMÓRIA.
   Talvez as novas gerações não saibam.
   O que os americanos fizeram no Vietnã foi de uma perversidade sem adjetivos, de uma crueldade que espanta mesmo as consciências mais conservadoras. Usaram à vontade napalm, destruindo aldeias, matando civis inocentes e destruindo o que podiam.
   Algo horrendo para a consciência civilizada e democrática.
(E perderam a guerra. Autodeterminação dos povos não é um conceito vazio.)
   Por quem os sinos dobram?
   Dobram pelos refugiados – que a extrema-direita mundial coloca como o primeiro inimigo.
   Só falta os fascistas proclamarem: “mate os seus vizinhos”.
   Por quem os sinos dobram? Dobram por todas as crianças do mundo, abandonadas, órfãs, perdidas nos oceanos, ignoradas pelo mundo.
   Os sinos dobram pelos humanistas.
   O uso de armas químicas é proibido pela Convenção de Genebra desde 1925. Mas qual nação liga para convenções?
   Na guerra mais longa do Século XXl, são muitos os interesses geopolíticos em jogo: envolve os interesses da Rússia, aliada da Síria desde a existência da  União Soviética. Mexe com interesses do Irã, da Turquia, do Estado Islâmico, de grupos como  Hezbollah (“O Partido de Deus”), e também de Israel, do Reino Unido ( que nas Guerras do Golfo, com o “cachorrinho” dos americanos chamado Tony Blair  aderiu às invasões do Iraque), da China e outros países e grupos. Sem falar no grande Império: Estados Unidos.
   Invasão feita, mesmo que nunca se comprovasse que Saddam Hussein, no Iraque, tivesse armas químicas ou fosse aliado da Al Qaeda.
   ALGUÉM DISSE DEPOIS DA FAMÍLIA BUSH, COM ALIADOS, TER INVADIDO O IRAQUE: “ELES ABIRAM AS PORTAS DO INFERNO”.
   Nunca mais foram fechadas. E os demônios estão todos à solta. No Afeganistão, Iraque, Líbano, em todo o Oriente Médio e em outras nações.
   O grande escritor Ernest Hem Hemingway (1899-1961), no seu belíssimo e denso romance “Por quem os Sinos Dobram”, usou os veros de John Donne  como título de sua obra.

OS SINOS DOBRAM POR TODOS NÓS!
(Salvador, abril de 2017) 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O jornalismo, aquela velha prostituta


   
    by Fábio Pannunzio
    O modelo de jornalismo que conhecemos hoje está em declínio. O incrível é que muitos jornalistas vibram com isso. Ele se encontra na posição da mulher adúltera da Bíblia.    Falta-lhe apenas o salvador para lembrar à turba que a primeira pedrada deve ser disferida por alguém sem pecados.
    As pedras voam de todos os lados. Nas ruas, repórteres são acossados pela multidão imaculada. Impedidos de realizar a cobertura das grandes mobilizações populares, são logo culpados pela omissão da imprensa, sempre confundida com um partido político.
   Quando, em nome do dever de informar, resolvem correr o risco do linchamento iminente, ali sempre haverá um policial com a arma apontada para um fotógrafo cujo olho será dilacerado não por um pedregulho, mas por uma bala de borracha.
    E se o tiro falhar, há de haver muito bem posicionado um anarquista com um rojão adredemente apontado para a nuca de um cinegrafista.
   Quando, em momento menos conturbados, se safam da refrega das ruas, jornalistas são logo apontados como causa  das desgraças todas que andam a destruir o País. Confunde-se a mensagem com os mensageiros.
   É deles a culpa pelas más notícias produzidas no campo da economia, bem como deles também é a dor infligida aos políticos corruptos e seus agremiações cleptocratas pela divulgação dos escândalos que não cansam de ocupar o espaço das manchetes.
   Para o jornalismo, o tempo não passa. Os erros do passado, escancarados ou não, reconhecidos ou não, jamais prescrevem. O jornal tal era bancado pelo Barão de Ladário e fez um editorial contra a Proclamação da Repúbica. Quebrem-lhe as rotativas. A TV XPTO foi contra a volta de Dom joão Sexto a Portugal. Empalem seus repórteres!
   Para um parte da opinião pública, as empresas de comunicação deveriam falir como forma de punição por tudo o que houve de errado desde que alguém gritou fiat lux. Em seu lugar, oferece-se a possibilidade da comunicação direta, sem mediação, da fonte para a fonte e do público para o público.
   Emissoras de televisão seriam substituídas com vantagem por youtubers adolescentes e os blogues, que matariam os jornalões, ofereceriam notícias frescas e bem apuradas a pessoas cada vez mais seletivas e exigentes.
   Não importa que o jornalismo possa ser definido como um arcabouço de técnicas embalado por um conjunto de valores e normas éticas que o jornalista de  verdade defende com o sacrifício dos proventos — se nencessário, com o custo da própria vida, como fez Vladimir Herzog. Tudo isso está em desuso.
   Tudo bem. Os argumentos são razoáveis e a tecnologia já possibilita a construção desse novo modelo comunicacional. A imprensa pecou no passado e continua pecando no presente. É possível inferir que continuará pecando no futuro, o que justificaria a necessidade premente de sua eliminação.
   O desmonte, aliás, já começou. A profissão foi desregulamentada. Qualquer um pode se arvorar jornalista e sair por aí apregoando a sua visão de mundo. Afinal, se a imprensa sempre distorceu fatos, se ela sempre serviu genuflexa ao pensamento hegemônico, que mal pode haver ao estatuir-se como padrão o jornalismo individual fenomenológico ?
   É isso. Punam-se os jornalistas. Elimine-se a comunicação de massa. Extinguam-se os jornais e as revistas. Calem-se as rádios e emissoras de televisão. Decapitem-se os jornalistas. Condenem à fome e à misária seus descendentes. Salguem os terrenos onde se deitam as redações.
   Por fim, revogue-se do Art. 5ͦ da Constituição da República o Inciso XIV — aquele que diz que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Gean Loureiro: Contrato suspeito promete mais emoções na Capital!

Contrato emergencial para software de empréstimo consignado é nova polêmica em Florianópolis
 
    Parece que a gestão de Gean Loureiro na prefeitura de Florianópolis está fadada a nos brindar com fortes emoções!
   
   Não bastasse o recente caso da incestuosa relação da iniciativa privada com o setor público (Denúncia de corrupção estremece administração de Gean Loureiro), agora somos agraciados com mais um caso rumoroso que deve movimentar a Câmara Municipal e o Ministério Público na Capital nos próximos dias. 
   
   Empresa de software especializado em empréstimos consignados, a Zetrasoft, está de volta ao Paço Municipal. Vai prestar serviços à prefeitura, após quatro anos, através de um contrato emergencial, sem licitação!
   
   Recentemente foi lançado um edital de credenciamento (número 30/2017), da Secretaria Municipal de Administração, para aquisição de software de consignado para os servidores de Florianópolis.
    
   Três dias após sua publicação, o edital foi suspenso sem qualquer justificativa. Ato seguinte, o prefeito Gean Loureiro autoriza a assinatura de um contrato de emergência com a Zetrasoft, coincidentemente a mesma empresa que atuava na gestão do ex-prefeito Dario Berger, sabidamente padrinho da eleição de Gean.
     
   Interessante notar que, no governo Dario Berger, a contratação foi feita e assinada pelo então secretário Municipal de Administração, Constancio Maciel, hoje, coincidentemente, secretário Municipal da Fazenda.

    Segundo servidores, maledicentes, da prefeitura, tem gato nessa tuba...será?

Ideli Salvatti vai encontrar Sérgio Moro

   Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o nome da ex-senadora petista Ideli Salvati, morando hoje nos EUA, será encaminhado ao juiz Sérgio Moro.

   O ministro Edson Fachin determinou que os nomes citados na delação de Sérgio Machado, sejam encaminhados para Curitiba.
   Além de Ideli, aparecem na delação do petroleiro os nomes dos ex-deputados Henrique Eduardo Alves, Cândido Vaccarezza, Jorge Bittar e Edson Santos.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Denúncia de corrupção estremece administração de Gean Loureiro

   
Caramori, alvo das denúncias
A administração Gean Loureiro nem completou 100 dias e já enfrenta uma grave denúncia de corrupção. Documento distribuído no final da tarde desta segunda-feira (03/4) na Câmara de Vereadores, juntamente com um pendrive com arquivos em áudio e vídeo, coloca em maus lençóis o prefeito e seu secretário do recém-criado (e remunerado) Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o empresário do ramo de eventos Doreni Caramori Júnior.
   A denúncia envolve conflito de interesses entre a atividade desenvolvida por Doreni - sócio de várias empresas de evento -, as atribuições do Conselho e os contratos da secretaria municipal de Turismo, que tem no seu comando um indicado de Doreni, Vinícius de Luca.
   A denúncia, que também foi encaminhada ao Ministério Público estadual, provocou grande alvoroço na Câmara.    Vereadores da oposição e inclusive da situação já articulam a instalação de uma CPI para aprofundar as denúncias, cuja cópia o Cangablog também recebeu, e cobrar esclarecimentos da prefeitura e do prefeito.
   A administração Gean Loureiro, que começou de forma atabalhoada, comprando briga com o funcionalismo público ao propor supressão de direitos enquanto na campanha o discurso foi de diálogo e valorização dos servidores, tem cometido inúmeros absurdos, como, por exemplo, nomear uma vereadora fantasma de Palhoça como superintendente da Floram, o órgão responsável pelo delicado meio ambiente da cidade, nomear condenado pela justiça para ser autoridade de trânsito e para secretário-adjunto de Segurança Pública.
   Pelo andar da carruagem, serão quatro anos de fortes emoções na Ilha de Santa Catarina.

Do colunista Rafael Martini no DC online 

Dossiê e CPI das parcerias causam desgaste ao governo Gean Loureiro

    Um dossiê apócrifo entregue aos vereadores de Florianópolis nesta segunda-feira tem tudo para se transformar no maior desgaste político do prefeito Gean Loureiro nos seus pouco mais de três meses de governo. A coluna teve acesso aos documentos que relatam com detalhes valores, locais das reuniões para as negociações e até as marcas de charutos e bebidas (whisky e vinhos) consumidos nos encontros.
   Sem se identificar, o autor diz apenas ser funcionário de uma das empresas do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Doreni Caramori Junior. As informações foram suficientes para que 11 parlamentares assinassem no mesmo dia (segunda-feira), o pedido para abertura de uma CPI para investigar a tramitação do projeto de lei que autoriza a prefeitura a realizar Parcerias Público Privadas, aprovado em janeiro durante a reforma administrativa.

   O vereador Miltinho (DEM), relator da matéria, teria sido orientado na redação do projeto, além de supostamente ter recebido R$ 25 mil para incluir os artigos exigidos pelo governo. O vereador nega com veemência tal acusação.

A série de documentos apresenta uma espécie de linha do tempo sobre as articulações entre Doreni, sócio do grupo GBC Eventos (razão social do complexo Stage Music Park), e a gerência regional da Ambev para organizar a programação de aniversário de Florianópolis, no dia 23 de março.
   

O evento teve shows da Camerata Florianópolis, Dazaranha e do cantor Buchecha. Conforme informações da própria prefeitura, custou R$ 500 mil e foi todo bancado pela Ambev, por meio da marca Skol.
Doreni utilizou a própria empresa (GBC), também patrocinada pela Ambev, para viabilizar o pagamento dos músicos e toda a infraestrutura contratada, intermediando a transferência do dinheiro liberado pela gigante de bebidas.
   O dossiê destaca uma nota fiscal da GBC no valor de R$ 63 mil pago à Camerata. Tanto a produção da Camerata quanto o secretário municipal confirmam a autenticidade do valor acordado.
   O dossiê fala em superfaturamento dos preços até chegar nos R$ 500 mil. A GBC teria embolsado cerca de R$ 150 mil por conta da organização do evento. 
   É bom ressaltar que por tratar-se da relação comercial entre duas empresas privadas (GBC e Ambev), sem envolvimento de dinheiro público, não cabe aplicar a expressão superfaturamento. Em tese não há nenhuma ilicitude na negociação.
   Nesta terça-feira pela manhã, Doreni conversou com a coluna. Mostrando-se bastante tranquilo em relação ao episódio, disse desconhecer os detalhes da denúncia, mas confirmou que atuou para buscar apoio para a festa de aniversário da cidade. ¿A Ambev é uma empresa gigante e trabalha com projetos de várias agências. Nós apenas procuramos alguém com quem já temos uma parceria consolidada. E isto é absolutamente normal¿
   O empresário sempre foi defensor do engajamento da iniciativa privada em parcerias com o poder público como forma de alavancar o desenvolvimento econômico e social.

"É importante ficar claro que a festa foi um presente à cidade e não envolveu um único centavo de dinheiro público", afirma Doreni.

Dilma: A culpa é da guacamole!

Dilma Rousseff na privada

   Dilma Rousseff foi defecar.
   Por isso ela ignorou o alerta de Marcelo Odebrecht de que sua campanha estava contaminada com pagamentos de propina.

   Leia o que ela disse à Folha de S. Paulo:
   “Eu viajei ao México para um encontro com o Peña Nieto e depois houve um almoço e uma reunião com empresários. O Marcelo estava lá. No fim do dia, eu já estava saindo para o aeroporto, atrasada, mas queria ir ao banheiro. Fui para uma sala reservada e fiz o que tinha que fazer [risos]. Quando voltei, está lá o senhor Marcelo nessa sala. Ele começou a falar comigo, do jeito Marcelo, tudo meio embrulhado. E eu numa pressa louca, olhando para ele. Não entendi patavina do que ele falava. Niente. Ele diz que me contou que poderia ocorrer contaminação. Mas eu não tinha conta no exterior. Se o João tinha, o que eu tenho com o João? Por que eu teria que saber?”

   Janete já tem uma defesa contra a Lava Jato: a culpa é do guacamole.