segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jornalista induz Diário Catarinense à falsa exclusividade

Cacau Menezes publica, hoje em sua coluna no DC, como exclusiva denúncia feita por este blog em outubro de 2011 e janeiro de 2013. Na verdade, Cacau recebeu a matéria como "grande furo" do jornalista Renan Antunes conforme comentário seu publicado no blog hoje. Veja abaixo:

Cacau, como sempre, só entre nós:
te mando um furo que os coleguinhas não viram porque a notícia saiu na véspera do natal, além do comunicado do TCE ser meio incompreensível.
Depois de decupado e lido com atenção, traz uma verdade espantosa.
Te mando hoje para que vc tenha tempo de me pedir documentos ou dar uma telefonada pra confirmar.
Depois que vc confirmar, pode usar o texto como quiser.
Se vc for dar, eu gostaria que vc cortasse todas estas preliminares senão fica parecendo que estou me gabando de achar uma matéria que os outros não viram embaixo do nariz deles - ou viram, mas olharam pro lado. 

Caro Renan: quem não viu a matéria foi você. Deveria ler mais o Cangablog. Além disso, você leu a matéria agora no site do Tribunal de Contas e vendeu como novidade. A coisa é velha. Mais velha que as cobras. Fique atento que tem "coleguinha" mais atento que você.

Matéria publicada pelo Cangablog em 
4 de janeiro de 2013

O ESCÂNDALO DA SC GÁS

  
   O Tribunal de Contas de Santa Catarina aprovou decisão, nesta quarta-feira (19/12), durante a última sessão do Pleno do ano, que determina ao Governo catarinense a adoção de uma série de providências para correção de irregularidades constatadas no contrato de concessão dos serviços de gás canalizado no Estado. Com base no voto do relator da matéria (processo RLA - 11/00379107), conselheiro Salomão Ribas Junior, corregedor-geral do TCE/SC, a decisão fixa prazos para a alteração do contrato celebrado com a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás), a adequação do Estatuto Social da empresa, o recálculo tarifário, a anulação do acordo de acionistas, além da devolução, ao Estado, do controle da companhia (Quadro).
   As irregularidades foram constatadas durante auditoria realizada entre junho e agosto de 2011, determinada pelo Tribunal Pleno no Parecer Prévio sobre as contas/2010 do Governo do Estado, também relatadas por Ribas Jr. A fiscalização abrangeu os anos de 1994 a 2011, ou seja, o período total da existência da companhia de gás estatal. As manifestações dos representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos de SC (Agesc), das Centrais Elétricas de SC (Celesc), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (SDE) e da SCGás não sanaram os problemas.

Publicado pelo Cangablog em domingo, 23 de outubro de 2011
SCGÁS: Governo perde controle acionário e gera dívida de mais de R$ 600 milhões
1ª PARTE
   A história é coisa de louco. Como num passe mágica, o Estado dorme no ponto, perde o controle acionário da companhia, deixa que os sócios minoritários fabriquem uma dívida de mais de R$600 milhões para o Governo pagar, passa a bucha para a CELESC, que por sua vez não consegue fazer com que a Companhia enterre um só metro de tubo sem a aprovação expressa das novas "donas" da empresa (GASPETRO e MITSUI GÁS).
   UMA VERGONHA!
   A Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) foi criada em fevereiro de 1994, através de Lei estadual que estipulava que o Estado de SC detivesse 34% do capital total da empresa e 51% das ações com direito a voto.

   O GOLPE
   No mês de julho do mesmo ano, como que num passe de mágica, sem qualquer autorização legislativa ou do Governador, o Conselho de Administração alterou a composição acionária da Companhia e acabou reduzindo pela metade a participação societária do Estado. Consequentemente os sócios Petrobrás e Gaspart (hoje Mitsui), passaram a ser os "proprietários" da empresa com o engordamento das suas ações.
   O ato ilegal aprovado pelo Conselho de Administração, que tirou o controle acionário do Estado na SCGÁS, teve a esfarrapada justificativa de “adequar a composição atual do capital àquela proposta no Projeto de Acordo de Acionistas a ser assinado pelos sócios”.
   Pela vergonhosa artimanha aprovada, dá para deduzir que, se não todos, grande parte dos integrantes do Conselho de Administração da SCGÁS, estavam em concluio com as acionistas minoritárias.

   A RAPOSA
   Mas o mais interessante disso tudo é que a ardilosa proposta foi apresentada por ninguém menos que o Vice-Presidente do Conselho de Administração da SCGÁS, Sr. LUIZ ANTÔNIO ROLAND MONTEIRO, então empregado da acionista GASPART (hoje Mitsui), eleito na Assembleia Geral de Constituição da Companhia, de 25/02/1994.



   O Procurador do Estado, Dr. Leandro Zanini, em processo que tramita na Agência Reguladora do Estado, já se manifestou a respeito da ilegalidade na inversão destas ações:

Parecer PPGE N° 612/090
DA COMPOSIÇÃO SOCIETÁRIA DA SC-GÁS
Conforme informado pela AGESC, a atual composição societária da concessionária não está em conformidade com a legislação, havendo clara inversão do quantitativo de ações ordinárias por ações preferenciais, em detrimento do interesse do Estado de Santa Catarina.

(...)não menos importante é demonstrar que a Ata (abaixo) fez referência a um “Projeto de Acordo de Acionistas” que somente foi assinado no dia 09 de novembro de 1994, sem fazer qualquer prova de que o mesmo existisse à data da Assembleia, ocorrida no dia 29/07/1994.



   Entretanto, de maneira absolutamente estranha e fora de sintonia com a cláusula 1ª, a cláusula 2ª do referido acordo fez questão de explicitar o valor do capital social, bem como a sua representação em ações ordinárias e preferenciais, ilegalmente invertidas, fazendo-o pela inserção de uma tabela constante da própria cláusula, tudo conforme abaixo:


   Depois disso, a Procuradoria Geral do Estado enviou o processo para o governador que, por meio do Decreto 2.069/09 simplesmente anulou a famigerada Conta Margem a Compensar (CMC).

   A ORIGEM DA DÍVIDA
   Na criação da tal Conta Margem a Compensar está a origem da milionária dívida que as acionistas privadas deixaram para o estado, dívida esta que chegou a ultrapassar os R$ 600 milhões de reais.
   Como funciona o truque: Se a margem de lucro da SCGÁS para determinado ano, depois dos cálculos realizados, apurasse que deveria ser R$0,35 e o Estado, por motivos macro-econômicos, sociais, etc., autorizasse que fosse praticada apenas R$0,25, o governo ficava com a responsabilidade de subsidiar essa diferença de R$0,10 (dez centavos).
   Esse "subsídio" era inscrito numa conta não contabilizada, denominada Conta Margem a Compensar, que em fevereiro de 2009 já estava em mais de R$ 600 milhões. Com essa dívida, as acionistas minoritárias demonstravam a intenção de negociá-la com o Estado, em troca da privatização da empresa.
   Traduzindo para o bom português, chegariam no governo e diriam assim: Olha, governo, o negócio é o seguinte, você me deve R$XXXXX milhões e pelo visto, como sempre, não tem dinheiro pra pagar. Certo?! Então a gente (Gaspetro e Mitsui) paga pra você, te liberamos da dívida e você nos passa as ações da empresa. O negócio vai ficar bom pra "AMBAS AS PARTES" e vocês não precisarão pagar nada do que devem para a SCGÁS.
   Detalhe sórdido: Quando as acionistas pagassem o débito do Governo para a SCGÁS, estariam pagando pra si próprias, pois são as donas. Que negócio da China, quer dizer, do JAPÃO!!! Pagar uma dívida de terceiro e fazer com que o dinheiro pago volte para o próprio bolso. Alô, MPSC! Tá escutando aí, câmbio!!!

   A REAÇÃO
   A anulação, por decreto, da CMC deixou as acionistas privados com as orelhas em pé, afinal ali estava o grande duto para drenar dinheiro público para seus bolsos.
   As acionistas, então, cooptaram o Presidente do Conselho de Administração, à época, Ricardo Alves Rabelo, que, por incrível que possa parecer, fez com que o Conselho de Administração determinasse a contratação de um escritório de advocacia a preço de ouro pra anular o decreto do promulgado pelo próprio governador.
   O resultado não podia ser outro. Foi pra rua da CELESC e do Conselho de Administração da SCGÁS, sendo atualmente visto com certa frequência visitando a Companhia e almoçando com diretores da empresa ali pelas bandas do restaurante Macarronada Italiana.

   A QUADRILHA
   Somente pelo exposto acima já se comprova a total ilegalidade das ações de um grupo organizado e se configura como um grande golpe dado contra o estado de Santa Catarina através do Conselho de Administração, que jamais poderia ter agido da forma que agiu.
   A organização do golpe contou com a participação de agentes públicos, funcionários das acionistas Petrobras e Gaspart (hoje Mitsui), políticos e seus representantes indicados para cargos dentro das empresas.
   Durante anos, muitas destas pessoas participaram do butim expropriado dos cofres públicos.

   Abaixo os nomes dos membros do Conselho de Administração da SCGÁS que aprovou a rapinagem das ações do Estado de Santa Catarina:
- Osvaldo Moreira Duat - Presidente do Conselho [Estado]
- Luiz Antonio Roland Monteiro - Vice-Presidente [acionista GASPART, hoje Mitsui]
- Amilcar Gazaniga - Conselheiro [Estado] - Também Secretário de Estado
- Fátima Valéria A.B. Pereira - Conselheira [acionista Gaspetro (Petrobras)]
- Ademir Lemos - Conselheiro [acionista INFRAGÁSras/Gaspetro]

CONSELHO FISCAL
- José Rosalvo Peixinho [Gaspart, hoje Mitsui]
- Roberto Rodrigues Ceccarelli - [Gaspetro (Petrobras)]
- Adolar Pieske - [Estado]




 
DECISÃO SUSPEITA DO TCE
   Intere$es comuns acabam ramificando o círculo de amigos pelos vários poderes do Estado.
Ainda no ano de 2010, o conselheiro do Tribunal de Contas de Santa Catarina, Cesar Filomeno, apressou-se em julgar a regularidade da transação. Para ele, a rapinagem das ações do Estado foi uma transação legal.
   Porém, a aprovação descarada da roubalheira não convenceu o Ministério Público do Estado nem um pouquinho (ICP 06.2010.081277-7), dado a forma visivelmente amadora como foi feita a tramóia.
   O assunto parece que também não teria convencido o Conselheiro Salomão Ribas Júnior, que trouxe o caso novamente à tona por ocasião do processo de apreciação das contas do governador (PCG/2010) e determinou a realização de uma auditoria especial na empresa (RLA 11/00379107).
Acontece que ninguém do TCE até agora quer falar sobre o assunto; a única deixa que esse blogueiro conseguiu levantar é que o relatório de auditoria está pronto, que não seguiu a mesma linha da auditoria realizada no ano de 2010, que foi bem mais completa do que a anterior, que tem novidades bombásticas e que o processo pode ser levado a julgamento a qualquer momento.
   São milhões e milhões de reais que vem sendo subtraídos dos cofres públicos durante estes anos todos, sem que ninguém levante a bunda da cadeira e faça alguma coisa. Depois da reação de alguns alguns funcionários de carreira da SCGÁS contra a ilegal expropriação do Estado pelas acionistas minoritárias Gaspetro e Mitsui, a SCGÁS demitiu um dos empregado que levantaram a questão e segue em ritmo acelerado na perseguição de outro, tudo sob os olhos atentos da CELESC e do Estado.
   Como as acionistas contaram com a ajuda do multicondenado e ficha suja Altamir José Paes (termo recentemente utilizado pelo juiz Fernando Cordioli, de Otacílio Costa, para se referir a Altamir), as desconfianças aumentaram mais ainda. Afinal, porque Altamir estaria tão amiguinho das acionistas minoritárias Gaspetro e Mitsui, fazendo todas as vontades destas empresas? Por que Altamir insistiu tanto no aumento da tarifa do gás natural, tendo provocado inclusive a ira do setor ceramista? O certo é que o atual Conselho de Administração já foi alertado de tudo isso e logo deverá se posicionar sobre o assunto, inclusive sobre o que vem acontecendo internamente dentro da empresa.
   O MPSC também parece já acordou do seu berço esplêndido e já mandou recado que a bandalheira acabou.
   Com a palavra a CELESC, o Conselho de Administração da SCGÁS, o Tribunal de Contas e o Governador do Estado!

domingo, 13 de janeiro de 2013

O BRASIL É VOSSO!

   Por Janer Cristaldo
   Luta de classes morta, luta racial posta, costumo afirmar. Como falar em classes se tornou no mínimo démodé, os velhos comunistas tentam agora lançar uma classe contra outra. Se fazer pobre lutar com rico perdeu seu prestígio após a queda do Muro e do desmoronamento da União Soviética, ainda bem que existem brancos e negros para impulsionar a Idéia – como se dizia antes – através da História. Quem mais aposta no racismo hoje, para obter dividendos políticos, são os velhos comunistas. E também os jovens comunistas, que também os há.

   O secretário municipal da Promoção da Igualdade Racial de São Paulo, Netinho de Paula (PCdoB), que se licenciou da função de vereador para assumir a pasta na administração do prefeito Fernando Haddad (PT), diz que a sociedade paulistana é racista e que pretende criar uma TV para exibir conteúdo feito com "a visão da população negra".

   Soa no mínimo curioso tachar de racista uma cidade que elegeu um prefeito negro e também o elegeu vereador. O mesmo insulto tem sido dirigido aos gaúchos, que elegeram para sua capital um prefeito negro e depois o guindaram ao governo do Estado. Na Bahia, o Estado de maior contingente negro do país, sempre elegeram brancos para a prefeitura de sua capital. Ou para o governo estadual. Mas baiano não é racista. Baiano é predominantemente negro e negro, por definição, não é racista.

   No final de dezembro passado, em entrevista ao G1, Netinho saiu-se com esta pérola:
- A gente precisa convencer a sociedade paulistana de que ela é racista, ela precisa entender que ela é racista. A partir do momento que ela se assumir como racista, ela pode trabalhar isso, porque a gente perde economicamente, a gente exclui uma sociedade que pode ajudar muito o país.

    Leia artigo completo. Beba na fonte.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Fogo devasta restinga na praia do Campeche

Fotos: Jerônimo Rubim



   
   Bombeiros e moradores do Campeche acabam de dominar um incêndio que começou por volta das 16 horas, próximo à praia do Riozinho e se alastrou por quase toda a vegetação de restinga chegando a ameaçar construções perto do cemitério da Igrejinha de São Sebastião.
   A área atingida, de aproximadamente 6 hectares, foi rapidamente tomada pelo fogo com a ajuda d0 vento sul que soprava forte na praia do Campeche. Vários caminhões dos bombeiros, o helicóptero Arcanjo e cerca de 20 soldados do Corpo de Bombeiros da Capital combateram o fogo com a ajuda de voluntários que se espalharam ao longo da restinga tentando debelar novos focos de incêndio que surgiam a todo momento.
   Suspeita-se de que o incêndio tenha sido provocado.

   

O preço de um sonho

   Por Marcos Bayer

   Todo político quando chega num determinado patamar da carreira começa a sonhar com o governo estadual. Ser governador é uma possibilidade presente. Este é o momento em que vive o senador Paulo Bauer, deputado estadual, federal e vice-governador.
   De um lado a candidatura de Dilma Rousseff pelo PT, apoiada em Santa Catarina, pelo PMDB de LHS e amigos, pelo PSD de Colombo e associados e talvez pelo PP de todos.
   Montar o palanque do PSDB de Aécio Neves é dever do senador Paulo Bauer. Mesmo com o partido “pendurado” na polialiança, usufruindo dos benefícios dos cargos e salários e aprendendo a gerir a máquina do governo em dois anos, o PSBD catarinense terá que mostrar a sua cara.   Sozinho, Paulo Bauer não vai longe. Mas, se convidar político com densidade estadual, igual ou maior do que a sua, para a única vaga ao Senado Federal, a balança começa a 
inclinar.
   O PSDB catarinense precisa encarar uma eleição para saber o seu tamanho. Saber se é 
satélite ou espaçonave. E a oportunidade é agora. Ele está na metade do mandato de senador, pode testar sua organização partidária, terá o apoio do jovem Aécio Neves e do ex-presidente FHC.
   Com uma chapa forte, o PSDB pode construir uma alternativa ao “monopartidarismo”
instalado no governo estadual e devolver aos catarinenses a saudável possibilidade da
escolha.
   Já que ele vai ter que disputar, que dispute com chances de vencer. E para vencer precisará de uma forte candidatura ao Senado Federal na sua chapa.

O apego ao dinheiro público

Senadores catarinenses embolsam 14º e 15º salários e não ficam nem vermelhos   

Depois de votarem pelo fim do escandaloso benefício de dois salários extras pagos anualmente pelo Congresso Nacional, os senadores catarinenses Luiz Henrique da Silveira, Paulo Bauer e, o sem voto, Casildo Maldaner, simplesmente embolsaram a dinheirama, cerca de R$ 80 mil, e ficaram bem quietinhos.
   No dia 9 de maio de 2012, os senadores aprovaram por unanimidade o fim dos 14º e 15º salários pagos aos parlamentares. Os dois salários são considerados uma espécie de ajuda de custo aos congressistas, pagos todo início e fim de ano. 
   Na época, o projeto de extinção do imoral benefício foi votado com inflamados discursos criticando a benesse. 
   Extinguiram a mamata e continuam recebendo. 
   
   São muito caras de pau!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A transferência da delegada Ester Coelho

   A repentina transferência da popular delegada Ester Coelho da 1º DP para a 2º DP, no Saco dos Limões, está causando frisson na comunidade de segurança da Capital.
   Ester Coelho, há 35 anos na polícia, é conhecida por sua ativa participação no programa Justiça Presente, que controla as ocorrências nos estádios de futebol e, principalmente pelo seu trabalho e forma com que trata a todos que procuram a polícia na 1º DP do Centro de Florianópolis.
   A decisão de transferir a popular delegada partiu de Ilson da Silva, Diretor de Polícia da Grande Florianópolis e, segundo comentários, teria sido uma decisão pessoal.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Edifício Mussi: Justiça pára obra ilegal

MPF obtém na Justiça a paralisação das obras no terreno antes ocupado pelo Edifício Mussi no centro de Florianópolis. O prédio, com valor histórico, foi demolido sem a autorização dos órgãos ambientais

Construtora Hantei atropelou a lei e botou prédio tombado no chão
        A Justiça Federal determinou, em ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), a imediata suspensão das obras que estão sendo realizadas no terreno localizado na rua Nereu Ramos, nº 146, em Florianópolis, onde antes se encontrava o Edifício Mussi.
   Em outubro de 2011, o MPF ajuizou ação civil pública contra a Hantei Construções e Incorporações, a família Mussi, proprietária do imóvel, a Terrasul Prestação de Serviços de Terraplanagem, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e o Município de Florianópolis pela prática de ilícitos ambientais nos procedimentos adotados para a derrubada do Edifício Mussi.
    Conforme a ação, no dia 23 de outubro de 2010, a Hantei e a Terrasul demoliram o edifício às pressas, em um fim de semana, sem a autorização dos órgãos ambientais. O prédio, localizado no centro da capital, era vizinho de vários bens tombados. Construído em 1957 pela Moellmann & Rau, o prédio tinha alto valor cultural por ser um dos raros exemplares da corrente arquitetônica modernista de Florianópolis. Inclusive, o Edifício Mussi foi tema de teses de doutorado em Arquitetura na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que apontam a edificação como um símbolo do começo da verticalização da cidade.
   Em novembro de 2011, o Juiz Federal Júlio Schattschneider, da Vara Ambiental de Florianópolis, indeferiu a liminar requerida pelo MPF, alegando que "ao Edifício Mussi não se vinculam quaisquer fatos memoráveis sequer da história do Município de Florianópolis. E, sem qualquer desmerecimento, não há nele valor artístico, cultural ou arquitetônico tão notável, evidente ou excepcional". Diante disso, o Procurador da República Eduardo Barragan requereu a reconsideração da decisão dada e, no último dia 7, o novo Juiz Federal da Vara Ambiental Marcelo Krás Borges determinou, além da suspensão das obras, a realização de prova pericial para verificar o valor histórico do Edifício Mussi e o impacto existente na vizinhança. De acordo com a nova decisão, "o valor histórico e paisagístico de um imóvel não é uma constatação simples, verificável a olho nu, por qualquer pessoa, tal como um magistrado, a menos que possua especialização em Patrimônio Histórico ou Paisagismo".
   O objetivo dos empreendedores é construir, no local, em conjunto com os proprietários do terreno (a família Mussi), um edifício executivo de 14 andares. A ação do MPF busca responsabilizar as empresas Hantei e Terrasul, a família Mussi e o Município de Florianópolis pela demolição do prédio, e o IPHAN, a FCC e o IPUF por não terem adotado medidas de proteção, bem como por não terem exigido dos empreendedores a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Para o MPF, a legislação urbanística municipal proíbe a construção de um prédio no local que tenha altura maior do que a dos prédios tombados do entorno, razão pela qual entende inviável a execução do projeto da Hantei.

Luiz Henrique na Suíça...com o nosso dinheiro

   Conhecida como refúgio de dinheiro roubado por ditadores e governantes corruptos do mundo todo, a Suíça recebe em março o nosso ínclito senador Luiz Henrique da Silveira. 
   Em seus oito anos de governo, Luiz Henrique protagonizou os maiores escândalos políticos acontecidos em Santa Catarina. Favorecimentos, projetos milionários que nunca saíram do papel e superfaturamento de obras sem licitação, foram a tônica dos seus dois mandatos como governador.
   Agora, juntamente com o senador Paulo Bauer, Luiz Henrique parte para uma temporada de onze dias na capital mundial dos paraísos fiscais. O passeio se dará em março, em pleno período de trabalho no Congresso Nacional, custeado com o dinheiro do povo, é claro.
   
   Embromação
   O álibi dos senadores é que irão em "missão oficial" organizada pela embaixada da Suíça e o Grupo Parlamentar Suíça América-Latina. 
   Segundo o jornalista Cláudio Humberto, tudo não passa de embromação: "quem conhece, sabe que programas de grupos parlamentares (que nem existem na estrutura do Senado ou da Câmara) são pura cascata".

   O que será que os dois senadores farão na Suíça? Visitarão algum banco?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Florianópolis: Capital da preservação ambiental do Brasil

Foto; Petra Mafalda
   Empossado secretário municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano da prefeitura na tarde desta terça-feira, o arquiteto e urbanista Dalmo Vieira Filho anunciou um plano ousado: transformar Florianópolis na Capital com maior percentual de áreas urbanas de preservação ambiental do Brasil.

   A meta de trabalho para os próximos quatro anos inclui o programa “Capital da Preservação do Brasil”, a criação da Guarda Ambiental e abertura de concurso público para contratação de pessoal para Floram e o Instituto de Planejamento Urbano da cidade, o IPUF.

   Em seu discurso, o prefeito Cesar Souza Júnior mandou um recado para o Sindicato da Construção Civil. Afirmou que as medidas tomadas pela prefeitura “não trazem prejuízo para ninguém e para nenhum setor”.
   “A omissão do poder público é que pode trazer, e vem trazendo, prejuízos irreparáveis para a cidade”, afirmou Cesar.
Principais medidas anunciadas nesta terça-feira pelo prefeito e pelo secretário Dalmo de Oliveira Filho e pelo prefeito Cesar Souza Júnior:
a- Determina providências para o reexame dos alvarás e autorizações concedidas nos últimos 6 meses. O exame será procedido por comissão oficialmente instituída e composta por equipe de funcionários e convidados independentes. 
b- Determina providências para sustar novos alvarás de construções para edifícios, pelo prazo de três meses, enquanto se analisa a situação atual dos setores da cidade.
c- Determina composição de equipe incumbida de listar áreas públicas em uso por terceiros e sugerir providencias.
d- Determina criação de Comissão de Consolidação da Legislação Ambiental e Urbanística do Município, combinada e atualizada com a legislação estadual e federal sobre o assunto. 
e- Anuncia a criação da Guarda Ambiental, inicialmente no âmbito da Guarda Municipal e do chamamento de profissionais aprovados em concurso público da Floram, que viabiliza a condição de Licenciador para o município de Florianópolis.
f- Autoriza a contratação de 40 profissionais para revitalizar a secretaria e as entidades vinculadas, com ênfase para o IPUF, viabilizando o plano de humanização da cidade.
g- destacar e reafirmar o compromisso de investir no planejamento da cidade e no fortalecimento do IPUF como entidade mater do urbanismo de Florianópolis.
h- Composição de Grupo de Trabalho (GT) Independente para o exame dos projetos aprovados no âmbito da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano nos últimos 6 meses.
i- Composição de GT para análise de capacidades de suporte e comprometimento de setores da cidade.
j- Composição de GT para sugerir maior eficácia e transparência na análise e aprovação de projetos.

CONHEÇA OS CHEFÕES DA MÁFIA DA FIFA

JEROME VALCKE E RICARDO TEIXEIRA, EM ENCONTRO NO RIO DE JANEIRO.
FOTO: ANDRÉ MELLO/AGÊNCIA O DIA
Por Andrew Jennings

Da Pública

O guia de Andrew Jennings para ativistas: nunca diga “Fifa”, nomeie e envergonhe cada um dos bandidos, ensina o jornalista britânico

   Em todos os bares do mundo torcedores de futebol, irritados pela contínua corrupção da Fifa, gritam “A Fifa é uma máfia!”
   Mas máfia? Agora eles foram longe demais, não?
   Não. Confie nos torcedores. Eles fazem um bom julgamento. Quando a presidente Dilma recebe os líderes do futebol mundial ela está acolhendo uma gangue que preenche todos os requisitos na definição acadêmica do que vem a ser um Sindicato do Crime Organizado.
   1. A MÁFIA   Olhe para o mundo do presidente Blatter: um chefe poderoso, compromissado com o próprio enriquecimento através de atividades criminosas que envolvem corrupção e propinas no fechamento de contratos. E ainda há a manipulação de resultados das partidas e a extorsão de bilhões de dólares de governos ingênuos – como o do Brasil.
   Essa família criminosa tem até mesmo tribunais privados da Fifa e um sistema de disciplina que não pode ser contestado nos tribunais civis. E tem a cultura omertà, um código de honra e silêncio – você já ouviu algum funcionário da Fifa denunciado seus chefes?
   Você já ouviu falar das Cinco Famílias de Nova Iorque, que dominavam a máfia italiana nos EUA sob um poderoso chefão? Pois a Fifa tem seis “famílias”. São as confederações que dominam cada continente: a Conmebol na América Latina, a Concacaf no Caribe, América do Norte e Central, a Uefa na Europa, a AFC na Ásia, A CAF na África e a OFC na Oceania.
   Como os mafiosos de Nova Iorque, cada grupo é semi-autônomo e comanda seu próprio crime organizado, mas todos devem uma fidelidade suprema ao Capo di tutti i capi em Zurique.
   Sempre me perguntam: “Depois de você ter exposto tanta corrupção na Fifa, como o Blatter ainda está no poder?”
   Aqui vai a resposta. Não importa o que os torcedores, a mídia ou os políticos pensem ou digam sobre esses impostores, Blatter é intocável.
   A Fifa é o conjunto de 209 associações nacionais. Elas, e ninguém mais, têm o poder de voto nos congressos da Fifa. A máquina de Blatter é lubrificada por doações para “desenvolvimento” de milhões de dólares para essas associações, que não são auditados, e pelo enorme comércio clandestino dos preciosos ingressos da Copa do Mundo, que vão parar debaixo do tapete.
    O presidente Blatter se refere à sua “família do futebol”. Vamos corrigir isso: é a Família do Futebol do Crime Organizado.
    Mas o que sabemos sobre Don Blatter e seus gângsteres que eles não querem que seja publicado?
   Dois anos atrás uma fonte na Europa me deu uma lista de 170 propinas pagas para os funcionários do alto escalão da Fifa, totalizando o incrível valor de US$ 100 milhões.
   Os nomes de João Havelange e Ricardo Teixeira estavam naquela lista e eu tenho orgulho de ter ajudado a forçar a saída do velho do COI e de seu ex-genro da CBF.

Leia matéria completa. Beba na fonte.

Por que não o Dia do Mensaleiro?

   Por Janer Cristaldo

   Pelo jeito, teremos em breve mais uma data nacional a ser celebrada, o dia do Encarcerado, o 25 de junho. Por que assassinos, estupradores, ladrões, pedófilos, traficantes e símiles não teriam direito a uma celebração? Afinal, são seres humanos. O projeto foi apresentado em 2009, como fruto da CPI do Sistema Carcerário, e retomado em 2011, por iniciativa do deputado petista Domingos Dutra. Prevê até mesmo creme hidratante, condicionador de cabelo, chuveiro quente e biblioteca.
   Pelo generoso projeto, os presídios com 400 detentos são obrigados a contar com ao menos cinco médicos. Isto é, 1,25 médico por cem pessoas. Se considerarmos que, no Brasil, essa média é próxima a 0,2 médico por cem habitantes, se você quer ter garantia de boa assistência médica, trate de matar alguém e escolha um presídio minimamente confortável. 
   Mais ainda: o projeto determina a prisão de diretores de presídios que permitirem a alocação de mais detentos do que a capacidade máxima da unidade. Se hoje o déficit carcerário do país é de pelo menos 240.000 vagas, em breve todos os juízes estarão atrás das grades.
   Os benefícios não terminam aqui. O projeto também assegura os direitos políticos a presos sem condenação transitada em julgado. Ou seja, se você foi preso em flagrante ao matar sua mulher, mas sua condenação ainda comporta recursos, você pode muito bem se candidatar a legislador.
   Aliás, já aconteceu. José Genoíno, condenado no julgamento do mensalão a seis anos e onze meses por corrupção ativa e formação de quadrilha, acaba de assumir uma vaga de suplente como deputado. Para um petista de fibra, condenações são circunstâncias da vida, que só aos fracos abatem, e aos fortes e aos bravos, só podem exaltar. Genoíno afirma ter a consciência serena dos inocentes. “Mais cedo ou mais tarde a verdade aparecerá". Isto é admirável nos petistas. Desconheço petista que não tenha a consciência serena dos inocentes. Enquanto isso, o corruptor e quadrilheiro vai legislando – com a consciência serena dos legisladores? – até que os recursos se esgotem. Se é que se esgotarão.
   Leia o artigo completo. Beba na fonte.

Cesar Junior peita poderosos da contrução civil

"Estou reafirmando as promessas de campanha. Prometi uma política de proteção da cidade e de melhoria da qualidade de vida da população e vou cumprir. Não é com o Sinduscon que tenho compromisso. É com a população e o futuro de nossa cidade. Não vamos nos dobrar às pressões do Sindicato da Construção Civil”

Surpreendente reação do prefeito Cesar Junior à pressão dos construtores da cidade contra a sua decisão de regulamentar a concessão de alvarás para a construção de prédios com mais de quatro andares em Florianópolis.

Com chuva...


R.İ.P. meu amigo Jerry

   Por Les Paul Corvette

   Caro Amigo
   Navego ao largo de Turkey and Caicos entre as Bahamas e St John, no Caribe. Estou três horas atrás no fuso, meio borracho de rum e, no escuro da cabine, um sinal da WEB apareceu em meu velho Sİİ que carrego sem chip. Há uns três anos, batendo perna com meu filho por Nassau, um porto que recebe mais de 50 milhões de dólares por mês dos turistas, gravei dez minutos da voz mais linda que até hoje eu e ele encontramos cantando nas esquinas do mundo. 
   Em 2009/2010, saindo do cassino do Atlantis Hotel, Leo me levava meio tropego pelas ruelas de Nassau para o navio. 
   - Pai, pai... ele me alertou ao passarmos por mais uma loja de bebidas... 
   - Já bebi demais! disse-lhe amarelando. Ele respondeu, então com apenas 12 anos, enfático: 
   - Ouve!
   Uma voz doce como o melhor mel, suave como o melhor veludo, leve como o melhor algodão, vinha de uma das galerias que levam ao porto. Nela conheci Jerry. Um negro azul, barbas e cabelos brancos, cantando sozinho em um canto da passagem mais escura do acesso. Um Panamá carcomido guardava a pobre messe de parcas moedas. A grana miúda e os transeuntes apressados não diminuiam a emoção com que o velho cantava no melhor estilo do delta do Missisipi uma pungente balada dos The Beatles. Sinalizei, sem ousar interrompê-lo, e ele assentiu que gravasse com a handcam. Paramos no meio da galeria, e a cada leva de passantes que se aproximava, sacávamos 1 dolar e colocávamos no chapéu. Um casal de idosos parou, outro casal gay também, e a cada 'buck' depositado por nós, outros pingavam. As pessoas nao paravam muito tempo, sequer ouviam Jerry. Ele deu una piscadela agradecido, sacando nossa manobra para engordar sua féria. 
   Hoje pela manhã fui em busca de Jerry. Ninguém tocava na mesma galeria. Hordas de turistas passavam apressados, o porto nao tinha mais apenas nossa modesta traineira. Seis grandes navios estavam atracados. Minha mulher e minha filha foram em busca de souvenirs, Leo ficou com a amiga australiana com que passara a noite de ontem e eu sai perseguindo alguma pista de Jerry. Depois de alguns balcões de fórmica puída e shots de rum añejo, veio a informação, dada por uma mulher enorme, lenço colorido encimando a cabeça. Meio desconfiada, disse-me como num passe: 
    - Moe, está montando seu teclado perto do mercado. Ele vai contar o que ouve com meu Jerry.
   Dei-lhe às costas além da bebida aviada. Mas ela puxou minha manga. Achei que queria uns trocados além do rum que lhe pagara. Apenas olhou-me no fundo dos olhos, quicou seu copinho de trago no meu e esboçou um esgar, ou o que lhe parecia um sorriso.
   Encontrei Moe montando um Korg de 5 oitavas e dois decks próximo ao Mercado central de Nassau. 
   - Hei, Moe. İ'm LesPaul...
   Ele me olhou tão fundo quanto a mulher que dera a pista, e que agora eu sabia ser sua tia e sem muito dizer, choramos sem lágrimas copiosas a morte de Jerry ocorrida há pouco mais de um ano. Abandonado num abrigo de indigentes, com ele se foi a mais linda voz que Lenon, Harrison, MacCartney ou Ringo desejaram algum dia para dar vida aas suas canções. 
   R.İ.P. meu amigo Jerry.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Herança maldita dos irmãos Berger

   
   Nem mesmo a prefeita Adeliana Dal Pont, empossada no dia 1º de janeiro, sabe ao certo o tamanho da encrenca que recebeu das mãos de Djalma Berger e da sua desastrada administração, em São José. Os contribuintes, porém, tem certeza de que nos últimos 50 anos nenhuma administração foi tão ruim em termos de serviços e desmandos. Os irmãos Berger deixam como herança em São José e Florianópolis, dívidas e contas atrasadas, muita conversa fiada e exemplos de arrogância e descaso com a coisa pública.
   Quem passou nesta sexta-feira pela Beira Mar de São José ficou admirado com a quantidade de automóveis enfileirados em frente ao pátio da prefeitura. Nos bastidores, comenta-se que por conta de um contrato vencido e não pago, a prefeita Adeliana vai ter que devolver cerca de 40 veículos e viaturas que serviam a guarda municipal e as diversas secretarias do município. 
    Se a prefeita não determinar urgente auditoria para levantar a verdadeira realidade de algumas secretarias e setores estratégicos como a SUSP, vai se encrencar logo ali na frente e terá muitas dificuldades para administrar depois.


Atirou no padre e acertou na igreja

As iguais, na visão petista
   Em 14 de janeiro de 2010, o jornalista Cacau Menezes publicou em sua página no DC o seguinte comentário:

“Fiquei sabendo ontem, de altas fontes, que o presidente Lula anda de namorico com a ex-modelo Luiza Brunet, e que por isso seu casamento com Marisa está por um fio. Aliás, os dois já estariam separados. Se for verdade, Cacau sai na frente de novo. Se for mentira, só o tempo dirá”. Coluna do Cacau Menezes

   Sabe-se hoje que a trambiqueira Rosemary Noronha, namorada de Lula, era chamada de Luisa Brunet pela turma de bajuladores do, então, presidente Lula. O apelido e a comparação entre a amante e Brunet, mostra a visão distorcida que essa gente tem da realidade.

   Cacau errou apenas de pessoa. O nome, para os petistas, era o mesmo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O ESCÂNDALO DA SC GÁS

   Do blog do André Roldão

   O Tribunal de Contas de Santa Catarina aprovou decisão, nesta quarta-feira (19/12), durante a última sessão do Pleno do ano, que determina ao Governo catarinense a adoção de uma série de providências para correção de irregularidades constatadas no contrato de concessão dos serviços de gás canalizado no Estado. Com base no voto do relator da matéria (processo RLA - 11/00379107), conselheiro Salomão Ribas Junior, corregedor-geral do TCE/SC, a decisão fixa prazos para a alteração do contrato celebrado com a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás), a adequação do Estatuto Social da empresa, o recálculo tarifário, a anulação do acordo de acionistas, além da devolução, ao Estado, do controle da companhia (Quadro).

   As irregularidades foram constatadas durante auditoria realizada entre junho e agosto de 2011, determinada pelo Tribunal Pleno no Parecer Prévio sobre as contas/2010 do Governo do Estado, também relatadas por Ribas Jr. A fiscalização abrangeu os anos de 1994 a 2011, ou seja, o período total da existência da companhia de gás estatal. As manifestações dos representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos de SC (Agesc), das Centrais Elétricas de SC (Celesc), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (SDE) e da SCGás não sanaram os problemas.

   O principal deles está relacionado ao contrato de concessão, firmado em 1994, que, na avaliação de técnicos da Diretoria de Controle da Administração Estadual (DCE) — unidade do TCE/SC responsável pela auditoria — e na do conselheiro-relator, “está beneficiando de modo excessivo os acionistas da SCGás, em detrimento de toda a população catarinense”. Isto porque, conforme constatado pela DCE, os acionistas aportaram R$ 31,6 milhões na empresa, em pouco mais de 10 anos, enquanto os consumidores injetaram R$ 4,013 bilhões, o que demonstra que os usuários “são os grandes financiadores da SCGás”. Saiba mais. Beba na fonte.

Tio Bruda e a virada do ano

Bom Retiro, 2 de janeiro de 2013   
   Caro tio Canga!

   Lhe escrevo estas mal traçadas linhas por que não tenho conseguido linha de telefone para falar contigo. Até tentei buscar uma linha ali pela cadeia de São Joaquim, mas o delegado anda de olho em mim e preferi não arriscar o pelego.
   Eu sei que tu anda meio encolhido com esse tal de tratamento da hepatite C. Mas também já sei que deste uns manotaços no tal vírus. Parece que os bicho se encolheram, né tio Canga? Agora é só mais três meses de reforço nos remédios e tá pelada a coruja! Ando loco de vontade de tomar umas geladas contigo, tio Canga! 
   Mas, tio Canga, andei dando umas vorteada por aí. Fui passar a virada do ano na Ilha! Passei na Palhoça. peguei a pinguancha, os pelego e embarquei na canoa do Ronério, outro garganteador, e me bolheei prá beira mar pra vê os fogos!
   Tudo muito lindo, maravilhoso! Se junta aquela chusma de gente pra vê foguete no céu. Coisa esquisita né, tio Canga? Mas táva todo mundo lá, só não vi o prefeito Dário Berger. O home não apareceu em lugar nenhum. Uns comentaram que ele tinha garrado mato naquela, como tu disse, êxodo dos Berger! Outros falaram que ele tava em casa contando os pilas pra entregar os R$ 100 milhão que prometeu pro César, no dia primeiro.
   Parece que não aconteceu nada disso, tio Canga. O Dário confirmou sua fama de mentiroso, um baita dum trovador! Na verdade, tio Canga, ele desocupou a moita. Pro seu Dário Berger, acabou-se o que era doce, quem comeu se arregalou-se. Gato véio, rato novo! Essa é que é a verdade!
   Mas tio Canga, preciso te contar minhas vorteada que dei pelas praia da ilha. Oigaletê coisa bonita! Essas guria aí das praia são a coisa mais linda de se vê. Tudo linda como laranja de amostra! Não tem feia, tio Canga!
   Tio Canga, andei até ali por perto da tua casa, na tal praia do Riozinho. Nossa senhora! Home do céu, ali mesmo que as a guria ficam se exibindo na areia. Tudo tostadinha, que nem churrasco em bandeja, tio Canga! Tudo guria de se apresentá prá mãe!  Mas é tanta mulher, uma do lado da outra, que prá sargá só com avião agrícola, tio Canga!
   Mas beleza não me impressiona. Prá essas coisa eu sô macaco véio, tio Canga! Conheço muito campo feio que dá boa aguada!
   Óia, tio Canga, fiquei muito imprenssionado com a quantidade de mulher que fumava na praia. Tavam tudo de pito na mão. Prá mim, mulher que pita na rua, se não é francesa é da vida!
   Prá encerrar, tio Canga, não posso deixar de te contar os aperto que passei com esses calorão aí em Florianópolis. Prá deitá nos pelego era um sacrifício. Ficava molhado por baixo. Era suor de enchê as bombacha! Coisa de ficá com as bolas fervendo, tio Canga!
   Bom, tio Canga, quando encontrar uma linha de telefone te ligo prá falá da "dança das cadeira" que o Raimundo andou fazendo por aí. Pelo jeito o abombado, dessa vez, foi o Martini. Não conseguiu cadeira vazia. Tão descarnando a turma do Paulo Afonso. Aquele pessoal do "Escândalo das Letras", lembra tio Canga?
   Bom, já me alonguei demais da conta. Vô botá essa cartinha no correio e gauderiá pela serra, pegá um arzinho mais fresco, tio Canga!
   
    Um feliz 2013 prá ti e prá tua família!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fracassa expedição ao Ártico

Por Janer Cristaldo   

Tromsø é nome pouco conhecido no Brasil. Conheci a cidade em 2000, graças à uma empresa abominável, que felizmente hoje jaz morta, a Varig. Baixinha queria gelo, neves, fjordes, e pensamos na Patagônia. Pesquisei preços e descobri que uma passagem São Paulo-Ushuaia ida e volta custava 1.500 dólares. Te importa se o gelo for ao norte? Não, não tinha objeção nenhuma. Enderecei minhas pesquisas para a Noruega. E consegui uma passagem São Paulo-Oslo-Estocolmo-São Paulo, pela Swissair... por 669 dólares. Para me levar até ali na Argentina, a Varig me cobrava mais de duas vezes o preço que a Swissair me propunha para me deixar lá na outra ponta do planeta.

   Fomos em julho de 2000, no verão ártico, o que não excluía nem gelo nem neve. Tromsø, o sol da meia-noite e a Hurtigruten foram a mais fantástica viagem de nossos dias. Em 2008, repeti a viagem com a Primeira-Namorada. Em plena meia-noite, ela não acreditava no sol que aquecia e animava a cidade. Esse sol tem de cair – disse. Não vai cair. Vamos tomar mais uma garrafa de vinho e esperar pelos acontecimentos. Claro que não caiu.

   O verão ártico é uma das mais tocantes experiências que pode viver quem lá não vive. Um sol paranóico percorre o planeta o dia todo, quase paralelo ao horizonte. Vontade nenhuma de dormir, pelo menos para nós, homens dos trópicos. Bares simulam noite com grossas cortinas de veludo preto. Você sai do bar a uma da madrugada e o sol lhe bate na cara. Verão ártico não exclui frio. Pode fazer zero grau e nos bares há cobertores nas cadeiras para abrigá-lo do clima estival.

   E aqui entra a Hurtigruten, que em língua de gente quer dizer Rota Expressa - ou Expresso Costeiro – é uma frota de doze soberbos navios que fazem diariamente o trajeto entre Bergen, no sul do país, e Kirkenes, ao norte, já na fronteira com a Rússia. A um dia de navegação antes de Kirkenes está Tromsø, cidade universitária além do Círculo Polar Ártico, e por isso chamada de a Paris do Norte. Mas só por isso, já que fora de universidade nada tem a ver com Paris.

   Leia mais. Beba na fonte.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Baianos: um terço vive do programa Bolsa Família

   Por Emanuel Medeiros Vieira
   Um milhão e oitocentos mil baianos recebem recursos do Bolsa Família.
   Em números proporcionais – que consideram a população – o Estado é o primeiro do País em beneficiados, à frente de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiros.   Em 2012, houve um crescimento de 300 mil famílias inscritas.
   Há algo além do assistencialismo?
   E as políticas prometidas para que os participantes do programa se tornassem autossuficientes? “O aumento do número de pessoas cadastradas é a prova de que o programa não está funcionando. Se é emergencial, deveria exibir, gradualmente, uma redução do número de famílias inscritas”, diz o economista Armando Avena.
   Não seria apenas uma porta para empregos efetivos?
   Segundo o IBGE, a Bahia conta com 14 milhões de habitantes.
   O programa é necessário em alguns casos? Pode ser.
   Mas como está sendo feito, cria-se apenas dependência, além da formação de um enorme curral eleitoral – quem sabe, o maior do Brasil –, não com a intenção de gerar empregos ou de dignificar o ser humano, mas de eterna perpetuação do poder. É somente a partir de níveis mínimos de cultura e informação e da consequente conscientização política – como alguém observou – que o homem simples se transforma em cidadão “capaz de ter o mínimo domínio do seu próprio destino.”  Sem virar mero zumbi ou peça na perversa engrenagem de dominação oligárquica.
   Nota: A “turma” que defende mensaleiros e é complacente com a corrupção entranhada no governo, é capaz de classificar de “direitista” o presente texto. “Esquerdista” e “socialista” é quem está com Maluf, Sarney, Collor, Renan, Romero Jucá, Jáder Barbalho e outras figuras “impolutas”...
   Que presente você daria a Salvador?
   Um jornal da capital baiana indagou à varias personalidades da cidade: que presente você
daria a Salvador para 2013?
   Eu diria: combate à corrupção, à violência, à propaganda enganosa, à mentira institucionalizada, respeito à coisa pública.
   Que o povo na sujasse a praias, que as pessoa não gritassem ao celular e respeitassem as
vagas destinadas a idosos e deficientes.
   Que os cantores célebres, que ganham rios de dinheiro, partilhassem um pouco de sua riqueza e opulência com uma população tão pobre, submetida à desigualdade obscena.
   E como disse alguém, que houvesse o resgate da autoestima do soteropolitano que está
destroçada.

Comentário: 
   Curioso um joralista de SC estampar no seu blog uma matéria para depreciar Salvador e a Bahia como se falta de educação fosse só de soteropolitanos. Querendo fazer eco a citações eminentemente preconceituosas, sobre o comportamento da população de Salvador, como se falar alto em celular e sujeira nas praias fosse típica do povo de Salvador. Eu entendo, é uma forma subliminar de manifestar o racismo latente.
   O blogueiro ainda cria um factóide para atrair leitores e mente ao afirmar que 1/3 da população da Bahia vive de Bosa Família. A Bahia tem 14 milhoes de habitante onde 1/3 seria 4,5 milhões e não 1,8 milhões como afirma.
   Se te incomoda o fato da Bahia ser o estado mais negro fora da áfrica, saiba que, o Brasil é o país mais negro fora do continente africano. Meu caro, saiba que você não passa de um brasileiro, o nordestino do mundo. O Nordeste está para o Brasil, assim como o Brasil está para o resto do mundo. O Brasil é o nordeste do mundo. Um paulista, gaúcho, carioca ou catarinense, fora do Brasil, não passa de um brasileirinho de merda e é tratado como um nordestino é tratado no Rio, Porto Alegre, São Paulo ou Florianópolis, ou seja com desprezo e zombaria.
   Para falar de miséria e falta de educação do povo o senhor não precisa recorrer a Salvador ou a Bahia, ai mesmo na sua cidade não vai lhe faltar assunto. Quem discrimina os seios, não pode se queixar de sofrer discriminação. Não raro, em matérias a imprensa do sul-sudeste trata matérias como se mazelas fosse peculiaridades do nordeste. Como jornalista o senhor deveria saber que o papel o bom jornalismo é bem informar"

O senhor entendeu? Ou quer que eu te mande um desenho?

Edvaldo Araujo.
Salvador-Bahia


Resposta: 
   Os dados que divulguei sobre o Bolsa Família, não são opiniáticos, mas derivados de pesquisas do IBGE, em relação ao programa.
    SIM: EM 2012, MAIS 300 MIL PESSOAS ENTRARAM NO BOLSA-FAMÍLIA NA BAHA.
    Os dados estão em jornal da capital baiana.
    Freud já revelava que a verdade - não a camuflagem, os álibis recorrentes e compensatórios -, sempre incomodam e perturbam.
    A luta é para melhorar as condições de vida e a educação e não praticar o acobertamento da realdade.
    E no texto eu falo em "desigualdade social obscena".
    Não retiro nada do que escrevi.
    E certas pessoas que escrevem tão incomodadas, é porque a verdade fere e, além disso, não conhecem toda a nossa história contra a desigualdade e o preço que foi pago por isso.
    Racismo? Deve ter escondido em muitos dos que acusam o texto.
    Não optei pela literatura para enganar ou mistificar.
    Não quero me alongar mais
    A verdade libertará.
    Abraços do Emanuel Medeiros Vieira

Uma Ilha em festa...

   Por William Ear Long
   Especial para o Canga Blog

   Apesar da falta de água, de segurança, de ruas, de vagas, de ingressos... Todos se acomodaram.
   
Em Jurerê Internacional só celebridades: José Berigó, Maria Amélia, Tonico Porto Fino, Ângela Dameriana, Zé Rico e Milionário, Suzana New Bum Bum, Alfredo Gumex entre outros.
    Muita lança perfume, bebidas espumantes, sucos de frutas e balas.
    
Uma animação só. O som do DJ Lola Vinyl enlouquecia as pessoas.
    De repente Zé Rico e Milionário subiram ao palco e cantaram o sucesso "Me dá o teu amor" na versão inglesa "Give me your love".
    Eles enlouqueceram, elas deliraram... No auge da catarse, Zé Rico disse: Joguem seus relógios dourados no palco...
    E elas lançavam aqueles artefatos de R$ 27,00 aos montes... Era ouro só... o Milionário, com o outro microfone na mão, ria a mais não poder.
    O resultado, na praia, está aí para conferir:


   Já na Praia da Galheta, a moçada acordou cedo e voôu para o trabalho de campo... e de corpo também.


sábado, 29 de dezembro de 2012

A mega virada dos bruzundangas em terras catarinas...

   Por Eduardo Guerini

   Na impossibilidade de dar continuidade as observações cotidianas sobre o trânsito caótico que assusta os provincianos catarinas no fabuloso “turismo receptivo” da maravilhosa e aconchegante província, o tema maravilhado será a mega virada que está sendo preparada para os bruzundangas festivos em tempo de veraneio.

   A orla está tomada de viventes que orquestrados no seu hedonismo irrefreável e crescente, tendenciosamente são impelidos a superar o trauma da incompreensível destruição das expectativas do “fim do mundo” segundo a mística maia. Na falta de um abismo civilizatório qualquer, temos agora que comemorar o “final do ano de 2012”, comemorando mais um ano de grandes realizações pífias em todas as áreas brasilianas. Afinal, somos brasileiros e latinos colonizados, não desistimos nunca de nossa condição servil – uma vez colonizados sempre estaremos ajoelhados a lógica da realidade.

   As notícias da mídia provinciana e seus “colonistas sociais” vão de mega engarrafamentos à mega eventos, tudo combinado com notícias importantes sobre tempo e o grande sorteio da mega-aposta da Caixa Econômica Federal . Os sonhos e desejos são elevados com a predestinação dos âncoras de jornais que fazem cálculos absurdos do tipo : “quantos jatinhos poderão ser comprados”, “quantas ilhas paradisíacas serão adquiridas” e “tantas outras fantasias típicas da idiotia compulsiva que povoa a pueril e incauta mente humana bestializada”. A tal da probabilidade estatística é algo incompreensível para os bruzundungas , afinal de contas, tudo é totalmente difícil e lindo, diria o matemático na sua equação. Não importa onde, não importa como, o futuro está chegando - um ano novo!!!

   Os bruzundungas contam ansiosamente os minutos, as horas e os últimos três dias que sepultaram o trágico e incompreensível não acontecido “fim do mundo maia”, silenciosamente a preparação das festas começa pelo passeio simbólico de abastecimento de notícias sobre como se preparar em casa para as programadas baladas da virada. Em vários pontos do “sunset”, personalidades futebolísticas , artísticas e do mundo fashion participarão da mega virada de 2012, para entrada no cabalístico ano de 2013. Uma preparação espiritual e corporal requer uma concentração de estrelas para realizar os sonhos provincianos no mundo cosmopolita dos turistas bruzundangas.

   Os rituais vão desde “paciência com o trânsito caótico”, “falta de sinal da telefonia”, “ausência de energia elétrica”, “ falta de água e saneamento”, mas somos um país abençoado por Deus e bonito por natureza.

   As nutricionistas já começaram a recitar a propalada receita energética para os descuidados bruzundangas com sua dieta da virada – muita água de coco, comidas leves, depois, tomar um porre de felicidade , de energético e de algumas “inas” potencializadoras da pulsão libidinal incontrolável.

   Nas sortidas atividades da mega virada do fim do calendário maia, não devemos esquecer o ritual sincrético dos bruzundangas brasilianos, chegar na orla (se conseguir disputar um naco da praia!!!), espocar um champã, aliás, espumante , de preferência parecendo “Veuve Clicquot”, com taças plásticas previamente adquiridas nas lojas de bugigangas de preços acessíveis (R$1,99), para depois arremessar para o alto em comemoração ao luxo e ao lixo, e, não esquecer dos “sete (não oito) pulinhos nas ondas das praias”, fazer milhares de promessas que serão lançadas para um tal de “Iemanjá”, e, esperar o espocar dos “fogos de réveillon”, pagos com tributos estaduais, municipais e federais, nos estufados cofres municipais de final de mandato. Todos os desenhos serão transformados em uma névoa de pólvora queimada que servirá para ofuscar a visão do futuro , garantindo o prazer momentâneo dos bruzundangas.

   O rito musical ficará por conta de “geejeys” estrangeiros nas suas “pick-ups” eletrônicas distribuindo muita energia e felicidade. Afinal, o lema dos bruzundangas em tempo de festança é : “cola em mim que tu brilha!!!”... No som frenético de músicas que variam do “tecno-pop” ao “tecno-brega”, em danças individuais ao estilo “bonobas e bonobos” ensandecidos, com gritos tribais , estilo “uhullllll”, “ehhhhheehehhhh” , “ahhhhohhhhh”, todos identificáveis pelos símios inferiores, como danças rudimentares e comunicação em patamar idêntico, a pergunta que fica: O que você deseja para o próximo ano? A tradicional reposta é : “muita saúde , paz e felicidadeeeeeeeeeeeeee”, está não tem preço nem condições que o cartão de crédito pode oferecer. Ah, mas por favor tira uma foto para publicar no “colonista social” de plantão. Afinal, o sucesso de um bruzundangas em veraneio é momentâneo..Flashhhhhhhhhhh...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um editorial

   Por Marcos Bayer
   O Diário Catarinense, jornal do Grupo de Comunicação RBS, num surto de espírito privado e atento aos ensinamentos do católico John Fitzgerald Kennedy convida seus leitores a participarem da elaboração de seu editorial de final de ano.
   Baseado na pergunta do presidente norte americano, “Não pergunte o que a América pode fazer por você, mas o que você pode fazer pela América”, a intenção de ambos, a pergunta e o editorial, é diluir a responsabilidade pela construção de uma nação.   Então eu digo, como grupo de comunicação, é preciso dar oportunidades aos novos talentos que surgem na política, nos esportes, nas artes e no jornalismo.   Como pode ter em seu principal colunista político, um empregado de tribunal público, cujo ingresso ocorreu em troca da liberdade de expressão, em 1979?
   Como podem dar voz, imagem e razão aos novos ventríloquos políticos, cuja ação e opinião são invariavelmente mentirosas?
   Como podem aceitar auxílio financeiro do governo em curso para shows de artistas internacionais e de desfiles de moda?   Como podem noticiar a inverdade de que a viagem à banca internacional em New York resultará em efetiva economia?   Como podem veicular um programa de obras de R$ 7 bilhões de reais que ainda não aconteceu?
   Como podem aceitar participar da verba anual de publicidade no valor de R$ 109 milhões, enquanto hospitais e escolas vivem na sucata?   Como podem estampar nas colunas sociais, risonhos e de copo nas mãos, parentes dos principais anunciantes? O que eles têm a dizer para a comunidade que lhes compra seus produtos?   Por que o jornal não publica opiniões dos que fazem parte da comunidade em que ele circula?   Por que o jornal não denúncia a parte podre do poder?
   A isenção tributária, garantida constitucionalmente, já não é o suficiente?
   Uma empresa de comunicação é também responsável na construção de idiotas com função social ou de pessoas capazes que organizarão, politicamente, a cidade, o estado e o país onde vivem.   Se não souberem como fazer, deem menos espaços aos ladrões, aos cínicos e aos hipócritas de plantão. Já é um bom começo...