segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Nota apócrifa tenta esclarecer posição do Vecchio Giorgio

Recebi esta nota de esclarecimento supostamente do bar Vecchio Giorgio explicando a violenta agressão do estudante de medicina, Lucas Felicíssimo, à duas mulheres. A nota não tem assinatura e tampouco o link que aparece não leva à página do buteco.

Vecchio deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Barbárie no Vecchio Giorgio. Estudante de medicina...":
Nota de esclarecimento.
A equipe do Vecchio Giorgio vem, através desta, esclarecer o incidente ocorrido na madrugada de domingo 21/11. Conforme constam em nossos arquivos, bem como depoimentos de testemunhas presentes no local, o agressor entrou em nossa casa exatamente 1h, não consumiu nada e em cerca de 20 minutos cometeu uma série de agressões físicas contra mulheres clientes do estabelecimento.
No mesmo momento em que foi informado das agressões, o segurança retirou o agressor do local não com o intuito de liberá-lo, conforme foi divulgado, e sim de impedir que outras brigas ocorressem e de que o mesmo escapasse impune antes da chegada de policiais ao local, que foram prontamente chamados pelo estabelecimento, bem como ambulância para socorrer as vítimas.
Portanto, as acusações de que a equipe e o proprietário defenderam, e mais, foram coniventes com o agressor não são verdadeiras. Infelizmente não havia como evitar que o lamentável episódio ocorresse, pois como em qualquer outro ambiente, estamos sujeitos a atos de violência como este. Porém, estamos certos de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para deter o criminoso, encaminhá-lo as autoridades e prestar socorro às vítimas chamando uma ambulância, que não chegou a tempo pois as vítimas foram de imediato socorridas pelos amigos que se encontravam na casa.
De fato, tanto o proprietário quanto toda a equipe de funcionários também estavam tão chocados quanto todos os presentes, com tamanha violência ocorrido no nosso local de trabalho, idealizado para diversão e entretenimento das pessoas que são, sem dúvida, sempre muito bem recebidas.
Estamos profundamente consternados e pedimos sinceras desculpas às vítimas e a todos os nossos clientes, e informamos que as medidas judiciais e operacionais necessárias, que aumentem a segurança de todos e que evitem que outros acontecimentos como esse voltem a acontecer, estão sendo tomadas.

Novo endereço do Tijoladas do Mosquito

PASTEL TOP DE LINHA

Por Olsen Jr.

Recomenda o pragmatismo que você ao se deparar com novos costumes, hábitos diferentes, enfim, uma nova cultura, tente compreendê-los ou assimila-los ou ainda que se torne um mero observador sem, no entanto, menoscabá-los. O que não impede, por outro lado, de achar graça em alguns casos, não constituindo nenhum pecado, afinal, fazer piada com a nossa própria desgraça é algo incorporado em nosso modus vivendi.
Alguma coisa já absorvi, por exemplo, aqui na Ilha, por ser uma região de muitos funcionários públicos, ninguém tem salário, mas sim, ordenado; o sujeito não vai para o trabalho, mas para a repartição, é diferente, convenhamos.
Mas tem uma birosca aqui perto, gente simpática, quando é frio servem uma dobradinha deliciosa e dependendo da boa vontade da Dna. Carlota, até um mocotó, mas não é sempre.
Os transeuntes, moradores ou não, passam às centenas por ali todos os dias. Uma espécie de bate-pronto antes se seguir o caminho, seja para casa ou mesmo a passeio nos barcos de atracagem rápida para esta finalidade.
Um aperitivo, uma cerveja, um martelinho, um pão com musse e a vida segue. Dia destes, batendo o cartão ali, conversando com a Dna. Carlota sugeri que ela poderia fazer uns pasteizinhos de dar água na boca, bastava comprar aquelas massinhas já prontas (tem de diversos tamanhos) e fazer um recheiozinho de presunto picado com queijo cortado miudinho, com tomates da mesma forma, adicionar cheiro verde, pode-se sofisticar com oliva e uma pitada de pimenta, também orégano ou manjericão e até ovos cozidos bem cortadinhos e fritados ali na hora, seria de matar a pau.
Enquanto falava, descrevendo tudo com o maior carinho como se eu mesmo estivesse preparando os quitutes, procurando motivá-la e mostrando que a iniciativa valeria a pena, percebo que ela me ouve com atenção como se estivesse repassando mentalmente tudo o que ouvia para não perder nada. Não só isso, dava a impressão que ela estava cortando os temperos junto comigo, num gesto que repetia muitas vezes no seu dia-a-dia.
Termino de falar e ela continua me fitando demoradamente, sem tirar a mão de cima de um pano cuidadosamente dobrado em cima do balcão que nunca largava para a sua limpeza que também parecia não ter fim, finalmente afirma:
- “Eu faço esses pastéis, mas – apontou os clientes ali fora – eles comem tudo!”
- É uma pena -brinco com ela - que não se tenha mais consideração nem com os pastéis, mas a idéia continua sendo boa.

Olsen Jr. convida

Celesc: PMDB não larga o o$$o!

Passadas as eleições, parece que as promessas de moralização do serviço público ficarão nas...promessas.
Isso é o que estão sinalizando as manobras do "velho PMDB dos cargos" com a iniciativa de Eduardo Pinho Moreira de mater a Celesc, nossa maior e mais rentável estatal, sob o controle do seu partido.
Moreira, hoje-vice governador, estaria indicando o nome de Paulo Meller para a presidência da holding e Helio Francisco Dal Piva para a função de Diretor Técnico da Celesc Distribuição. Dal Piva é diretor da empresa Chalana Energética LTDA. Seriacomo colocar a raposa para cuidar do galinheiro. Sob suspeita as relações contratuais entre a Celesc e as Pequenas Centrais Hidrelétricas de SC.
Meller é conhecido pelas suas ligações políticas com Pinho Moreira. Quando prefeito de Criciúma, esteve envolvido em um escandaloso caso de um cheque de R$ 60 mil da Celesc, repassado à prefeitura, que desapareceu. Sacado na boca do caixa o cheque tinha apenas o endosso de Meller.

Pelo jeito nada muda no novo governo. A Celesc continuará sendo cabide de empregos políticos e grande geradora de caixa 2 de campanha.

domingo, 21 de novembro de 2010

Ipês, lagartos, aracuãs e vizinhos

Na sexta-feira quando cheguei em casa, final da tarde, encontrei um vaso com um pé de Ipê sobre o muro. 
Era um regalo. Alguém esteve ali, não nos encontrou, deixou o presente. Coisa de Papai Noel, imaginei.
Estava claro ainda, agora o dia rende mais. Quando fui pegar o vaso vi o meu vizinho, o Russo, filho do Seo Chico. Estava entre as árvores do seu jardim a uns 20 metros do meu.
Estava focado em alguma coisa. 
Gritei: - Figueira!!!!
Ele olhou e, como sempre trocamos mudas de plantas, perguntei se o Ipê deixado no muro era um presente dele.
Em vez de responder, saiu do jardim e veio na minha direção. Chegou contando que estava de olho nos lagartos. No seu jardim existe um ninho de Aracuã. Na verdade, há 10 anos, tem uma Aracuã que mora ali.

- Ano passado tiveram três filhotes. Dois foram comidos pelos lagartos e eles criaram só um. Logo enseguida a Aracuã ficou viúva. Agora tem um namorado e tiveram três filhotes, contou.

Acontece que filhotes de Aracuã logo que crescem saltam do ninho e ficam andando pelo chão. Andam rápido no meio da mata. Como ainda não voam viram prato feito para os lagartos. Os pais quando percebem o perigo fazem um alarido danado. Enfrentam os lagartos.
O Russo disse que no perigo a Dna. Aracuã corre para a porta da sua casa e pede socorro. Como já conhece o tipo de piado, sai correndo para espantar os lagartos. Era isso que estava fazendo quando chamei a sua atenção.

Ah! O vaso de Ipê tinha sido um presente do amigo e ex-sócio, por 14 anos, jornalista Jurandir Pires de Camargo. Me ligou avisando.
Legal né? Ganhar plantas de presente! Ainda existe isso!

Leitor denuncia falcatrua em curso de Direito

  Prezado Sergio,

  Ja existe há pelo menos 2 anos uma universidade que oferece EAD (Ensino à Distância) de Graduação em Direito. O problema é que só alguns podem, na verdade só 50 brasileiros em todo o pais estao fazendo este curso.
A falcatrua foi promovida por baixo dos panos entre a UNISUL e O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA com apoio das OAB's do Estado e Federal e do MEC. 50 (cinquenta) servidores do TJSC ganharam de mão beijada este beneficio e se diferenciaram do resto da nação.
A OAB diz que não abre o curso para a população por vários motivos que não procede. Na verdade só desculpa esfarrapada e segregação... uma forma de manter a elite na elite.
Se voce quiser tirar a prova aqui vai o número do telefone da Unisul Falcatrua. As atendentes afirmam que o curso existe porém quando você diz que gostaria de fazê-lo, mesmo pagando o valor integral da mensalidade, eles perguntam se você é servidor do TJSC, se você não  é, vá pastar.
 O nº é  (48) 3279 1242 ou http://www.unisul.br/unisulvirtual/fale_conosco.html

Abraço Jean 

PS: eles estao me enrolando desde junho dizendo que o curso ira ser aberto ao publico, liguei  quarta-feira (17/11/2010) e me disseram que nao iria abrir para 2011. So enrolaçao. Os Servidores ja estao finalizando a 4ª fase eles começaram inicio de 2009

As tangerinas vem de barco

mandarinas
Este post foi publicado hoje por Ioani Sánchez do blog cubano Generacio Y:
É uma bolsa de malha, uma redezinha entrelaçada de cor avermelhada com cinco tangerinas em seu interior. As trouxe - da Europa – um leitor que descobriu onde moro graças às pistas deixadas no blog. Depois de brindar-lhe com um copo d'água, tirou os cítricos da sua mochila – com certa vergonha – como se viesse me presentear com algo muito comum nesta Ilha, mais comum inclusive que o marabú ou a intolerância. 
Não se explica então porque agarro o pacote e afundo o nariz em cada fruta. Uns segundos e chamo aos gritos a minha família para mostrar-lhes os arredondados alaranjados que já começo a descascar. Afundo minhas unhas na casca e perfumo meus dedos. Tenho uma festa de resina sobre cada mão.
Uma trilha de cascas enche a mesa e até o cachorro se entusiasma com o odor que excita toda a casa.  

Chegaram as tangerinas!

Voltou esse aroma quase perdido, essa textura extraviada! Minha sobrinha celebra a aparição e tenho que lhe explicar que uma vez estes frutos não vinham nem de barco nem de avião. Evito confundi-la – porque só tem oito anos – com a história do Plano Citrícola Nacional e das grandes extensões da Ilha da Juventude onde as laranjas e os grapefruit eram colhidos por estudantes de outros países. Tampouco menciono as cifras triunfalistas lançadas da tribuna ou os sucos Tropical Island que começaram sendo fabricados coma polpa extraída das nossas colheitas e agora sabem a xaropes importados. Mas sim lhe conto que quando novembro ou dezembro chegava, todos os meninos da minha escola primária cheiravam a tangerinas.
Que dias aqueles! Em que ninguém tinha que trazer-nos de um continente longínquo o que as nossas próprias terras produziam.

Cangablog: Provavelmente algum adorador de ditaduras, como a cubana da família Castro, acuse Ioani  reacionária ou anti-revolucionária. A revolução cubana foi linda quando derrubou o outro ditador. Mas 50 anos no poder mostraram que a dinastia Castro, além de autoritária e assassina é incompetente. E não me venham com o papo de que a miséria de Cuba é culpa do bloquei internacional. Papo furado! Revolução furada!

“SERVIÇO” E TRAIÇÃO

Por Edison da Silva Jardim Filho 

O empresário biliardário- muito devido ao dinheiro público (BNDES, principalmente) e às informações privilegiadas da Petrobras e de outros órgãos estatais (já ouviram falar no ex-diretor-gerente de exploração e produção e ex-presidente da Petrobras Distribuidora, Rodolfo Landim?)-, Eike Batista, talvez pela primeira vez na vida tenha sido razoável, deixando de passar a força bruta de sua patrola financeira por cima da vontade e do direito das pessoas e das comunidades possíveis de serem afetadas por suas radicais ações empresariais.
Na quarta-feira da semana passada, dia 17 de novembro, ficou-se sabendo, pela imprensa catarinense, que a empresa OSX comunicara, na véspera, à Comissão de Valores Mobiliários, sob a forma de “fato relevante”, atendendo a sua condição de companhia aberta, ou seja, com ações negociadas em Bolsas de Valores, a decisão de não mais construir um mega estaleiro no município de Biguaçu. Nesse comunicado, a OSX ainda menciona que optou por construí-lo no Complexo Industrial do Porto do Açu, existente no município de São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro. 
Em uma reportagem da imprensa escrita, também tomou-se conhecimento de que, na segunda-feira, dia 15 de novembro, em resposta ao procurador-geral do município de Biguaçu, Dr. Anderson Nazário, que lhe pedira, pelo Twitter, a instalação do estaleiro em Biguaçu, o empresário Eike Batista postou: “Não é o que os catarinenses querem.”
O empresário Eike Batista sabe, como todas as pessoas bem informadas, que a vontade dos políticos brasileiros não representa, há muito tempo, a vontade dos cidadãos e das comunidades! Mais do que isso: o empresário Eike Batista sabe, melhor do que ninguém no Brasil, como é “motivada” a vontade dos seus políticos! Aliás, qualquer um pode acessar o site da Justiça Eleitoral e verificar as relações dos doadores com os respectivos valores doados “por dentro” para os candidatos eleitos, não sem dar, depois, asas à imaginação quanto aos montantes que forniram as mesmas campanhas “por fora”, ou seja, o tão famoso e imperscrutável caixa 2.
Essa questão da construção de um mega estaleiro no município de Biguaçu, é exemplar do que se está afirmando. Nenhum político catarinense, dos grandões aos de menor potencial ofensivo, se posicionou contra o empreendimento. E isso, mesmo depois da publicação do parecer técnico- peremptório e incontrastável- encaminhando pela não concessão do licenciamento ambiental da obra, subscrito por cinco competentes, zelosos e corajosos funcionários da Coordenação Regional Sul do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade- ICMBio, sediada em Florianópolis, os analistas ambientais Drs. Paulo André C. Flores, Marcelo Kammers, Mário Luiz Martins Pereira, Heitor Macedo e Claudinei J. Rodrigues. Muito pelo contrário! Todos os políticos catarinenses com mandato defenderam, e de forma beligerante até, a instalação do mega estaleiro no município de Biguaçu.
Entretanto, dois se destacaram pelo conjunto da obra: o ex-governador e senador eleito, Luiz Henrique da Silveira, o grande mentor intelectual e- com o perdão pela expressão chula, mas não encontra-se outra mais representativa da profundidade e extensão do “serviço” prestado por Sua Excelência- “espalha merda” da opção pelo “desenvolvimentismo econômico” ao preço da degradação do belíssimo patrimônio ambiental catarinense; e o deputado federal e futuro secretário de desenvolvimento econômico, Paulinho Bornhausen.
O deputado federal Paulinho Bornhausen levou ao extremo o seu esmero, em dois momentos. Quando da publicação do parecer técnico pelo ICMBio, ele saiu-se com o seguinte rompante: “Santa Catarina foi apunhalada pelas costas!” Em seguida, baixou ordens ao seu preposto na FATMA, o presidente Murilo Flores, para que fizesse tratativas junto ao IBAMA em Santa Catarina, visando chamar para si a responsabilidade pelo processo de licenciamento ambiental da construção e operação do mega estaleiro da OSX no município de Biguaçu.
Imagina-se o dolorido sentimento de traição que passou a experimentar o deputado federal Paulinho Bornhausen em relação ao empresário Eike Batista, agora com a bem-aventurança da eleição e posse de Raimundo Colombo como governador, e de sua garantida e iminente nomeação para secretário de desenvolvimento econômico...

A camisinha e os canhões

Canguita,

Enquanto rola essa história do papa sobre camisinha, em Portugal está acontecendo uma cúpula da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, que deve nos preocupar e muito. Reunindo os EUA e os países europeus, do leste e quem sabe com a cooperação da Rússia, teremos cerca de um bilhão de pessoas, brancos em sua maioria, devidamente sintonizados e armados para novas ações. Num mundo com recursos naturais progressivamente mais escassos, com os exemplos do Iraque, Afeganistão e a crescente ameaça ao Irã – nisso tudo leia-se petróleo nisso, adivinhe prá quem vai sobrar futuramente. A 4ª Frota dos  EUA foi reativada para intervir no Atlântico Sul..
Fiz um Gillette press da FSP
“Os países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) aprovaram nesta sexta-feira a criação de um sistema integrado de defesa antimísseis na Europa --que precisa agora da provável aprovação da Rússia.
"Fico feliz em anunciar que, pela primeira vez, acordamos em desenvolver um sistema de defesa antimísseis que estará suficientemente capacitado para cobrir todo o território e a população dos países europeus membros da Otan e dos EUA", disse Barack Obama, acrescentando que o primeiro dia da cúpula da aliança, em Lisboa (Portugal), teve "progressos substanciais".
O sistema faz parte do novo conceito estratégico da Otan, que inclui atuar em qualquer lugar do mundo onde considere que sua segurança possa estar ameaçada, além dos limites geográficos de seus países-membros, tal como anunciado pelo secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen.
"Ele oferece um papel para todos os nossos aliados. Ele responde às ameaças de nossos tempos", disse Obama a repórteres”.
Quem vai definir o conceito de ameaça, na hora em que a cobra fumar?

Dario de almeida Prado Jr.

Fábulas Fabulosas

Cão! Cão! Cão!

Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?" O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?"

sábado, 20 de novembro de 2010

Papa agora admite o uso de camisinha


CIDADE DO VATICANO - O uso de camisinha para impedir que a Aids se espalhe pode ser justificado em certos casos limitados, disse o Papa Bento XVI no livro "A luz do mundo. O papa, a Igreja e os sinais do tempo. Uma conversa com o santo Padre Bento XVI", do escritor alemão Peter Seewald, que reune várias entrevistas o Pontífice e será lançado nas livrarias no dia 23. Em trechos publicados no jornal do Vaticano L'Osservatore Romano neste sábado, o Papa menciona o exemplo do uso de camisinha por prostitutas como "o primeiro passo para a moralização", mas diz que os preservativos "não são realmente a maneira de lidar com o mal da infecção por HIV". Beba na fonte.
LesPaul deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Papa agora admite o uso de camisinha": A Igreja muda, evolui. O que não muda é a implicância com ela. As tochas inquisitoriais mudaram de mãos.

Pintura, merchandising, pombão de granja e benzedura

Estou em tiras! Cansado!
Acabei de pintar, com a juda da filha e da Gisa, a cozinha de casa. Pintar é um lance muito legal. Mas até chegar na pintura tem todo um processo anterior que é maçante e cansativo. 
Bem, passei massa corrida Renner para consertar alguns buracos, lixei as paredes com lixas 3D, lavei, colocamos fita crepe Tartan com jornal, forramos o chão e finalmente chegamos à pintura. A tinta Suvinyl é muito boa de usar. Tinta acrílica à base de água, rende e da um acabamento de primeira.
Mas sempre tem aquele probleminha. Na hora de escolher a tinta vê uma cor. Quando passa o rolo na parede sempre é uma surpresa. Por sorte a diferença não foi grande e a obra ficou maravilhosa.

Enquanto espero a tinta secar, fico blogando aqui na cozinha e percebo em uma pitangueira ao lado, um bando de "pombão de granja" se deliciando com as pitangas. São mais de dez. Gordos, bonitos, marrons, discretos.
Pombão com arroz é uma delícia. No meu tempo de guri, tinha uma granja de arroz depois da Sanga da Divisa, umas três quadras abaixo de casa. Era esperar a sesta do pai e fugir para caçar pombão. Para comer tinha que ser na casa do Mosquetão, companheiro de caçadas. A mãe do cara fazia um "risoto" de pombão que era uma delícia. 
Inclusive ela tirou uma figueira (não se podia dizer verruga) que eu tinha no canto da boca. Já havíamos tentado de tudo. Bastão de nitrato de prata e o escambau. Nada dava jeito. Um dia ela me disse para ir à sua casa às 7 da noite. 
Me benzeu na estrela. Já era cético desde guri. Ri e fui para casa. No outro dia, quando acordei, passei a lígua e a verruga havia sumido! Fiquei procurando a porra na cama e não acheia mais nada. Mas esse é outro assunto.

Os pombões continuam aqui ao lado. Tentei caçá-los mas as pilhas estavam descarregadas. Não consegui capturá-los. Uma pena!

Pequenas histórias

Ige D'Aquino em Paliano-Itália, observa a casa de seus avós maternos.

Canga, Lengo, Dario....
qdo.sobrares uns minutos nas vossas agendas, poderei-vos dar-lhes uma pequenas olhadas no meu humides
Blougue.
Gratuz,
Ige Lévis Amaísculas.
XOXO

Havia um mendigo muito simpático em Itajubá-MG. Na tentativa de criar
um ar intelectual, falava dessa forma: 
- Ei mocinho! Os senhores não podereis conseguir para esta senhoria uns trocadilho$ para comprares
uns cigarrinhos?

Seu nome era PODEREIS. 
A polícia matou o Podereis!

Fim de tarde na Beira Mar - Foto do Paulo Dutra

FATOX RELEVANTEX

Por Everton Balsimelli Staub*

No dia 17 de novembro de 2010, o Estado de Santa Catarina acordava com as manchetes dos veículos do grupo de comunicação que detêm o monopólio deste ramo no Estado (segundo o Procurador Celso Antônio Três), anunciando que a empresa OSX Brasil S/A havia desistido de implantar um estaleiro no Município de Biguaçú, optando por fazê-lo no Estado do Rio de Janeiro.

Todos os veículos de comunicação do grupo realizaram intensas coberturas em todos os programas, abordando o assunto e cobrindo reuniões da empresa com chefes do Poder Executivo, entrevista coletiva com o alcaide de Biguaçú, redes sociais, blogs e outras mídias sendo infladas com informações sobre a desistência.

Seguiram-se manifestos de contrariedade daqueles que apoiavam o empreendimento e comemorações de alguns que eram contrários.

Esta foi “à notícia” vendida de forma articulada pelos veículos do grupo de comunicação. Os menores veículos por sua vez, reproduziram as informações que recebiam dos grandes, de forma que restou emplacado que a OSX desistia de instalar o estaleiro em Biguaçú.

Passei a analisar o fato de forma crítica e me detive a avaliar o “Fato Relevante” distribuído ao mercado financeiro e concluí que não há na informação distribuída por OSX Brasil S/A qualquer afirmação ou conclusão, sobre a desistência do projeto naval em Biguaçú.

O que existiu sim, foi uma manchete criada com “exclusividade” por jornalista ligada ao citado grupo de comunicação, de que estava sacramentada a desistência. Diante do elemento evidentemente polêmico e da ansiedade social sobre o tema, a imensa maioria considerou a conclusão do grupo de comunicação como “fato consumado” e sequer prestou atenção na origem de toda esta “campanha de anúncio da desistência”, que é o documento anunciado pela OSX Brasil S/A em seu site oficial.

São diversas as conclusões possíveis de serem tiradas, diante da informação oficial da empresa, entre elas:

a)     Que o início das operações de produção da OSX Brasil S/A se dará no Rio de Janeiro, mas este fato não exclui os evidentes planos de expansão da empresa;

b)    Que neste momento, o Rio de Janeiro oferece “sinergias” mais benéficas aos interesses da empresa, uma vez que a empresa necessitar iniciar suas operações, mas como toda empresa, necessita crescer;

Em nenhum momento, sob qualquer interpretação, a OSX Brasil S/A manifestou de forma objetiva que desistia do empreendimento em Biguaçú, quiçá poder-se-ía dizer que o projeto foi postergado, mas jamais abandonado.

Esta conclusão fica robustecida pelo singelo fato que diante de tantas reportagens e entrevistas feitas pela mídia, com políticos e formadores de opinião, em nenhuma delas pudemos escutar com palavras próprias dos dirigentes da OSX Brasil S/A, que estes desistiam do empreendimento. Aliás, diante de fatos tão polêmicos, para evitar mal-entendidos, até mesmo com o mercado financeiro, teria sido mais lógico, que a OSX convocasse uma entrevista coletiva e realizasse o anúncio de forma direta e objetiva, mas a empresa preferiu não se manifestar diretamente com sua palavra perante nenhum meio de comunicação, mas seus articuladores, entre eles alguns políticos, se manifestaram nos meios de comunicação utilizando até pontos de escuta no ouvido, de forma que resta evidente que jamais a empresa desistiu.

Diante destes fatos, existe uma possibilidade, ainda que remota, de que o anúncio de fato relevante, tenha atendido ao objetivo de acalmar investidores, porém os principais objetivos do “anúncio de desistência” repercutido pelo grupo de comunicação, podem ser:

a)     Desativar o movimento contrário a instalação do estaleiro, que diante das notícias, consideraria o assunto como “liquidado”;

b)    Liberar o ICMBIO e a FATMA da pressão social que vem recebendo perante o processo de licenciamento, para que possam se articular sem o intenso monitoramento que vinham recebendo;

c)     Criar perante a opinião pública, com as manchetes do grupo e comunicação, um clima de desconforto, uma espécie de culpabilidade daqueles que eram contrários ao empreendimento naquele local, tentando reverter a crescente repulsa que o empreendimento recebeu da sociedade nos últimos 3 meses;

d)    Criar um “ambiente” favorável para uma “triunfante” retomada do processo de implantação do empreendimento, justamente as vésperas do natal, quando o ICMBIO prometeu entregar o parecer, momento este em que toda a sociedade acaba se recolhendo em seu seio familiar e os movimentos sociais geralmente oferecem pausas de atuação e não teria motivação e articulação para fazer pressão contrária;

e)     Informar a sociedade no futuro, que jamais a OSX Brasil S/A afirmou que desistia do projeto em Biguaçú.

Diante destes raciocínios, o projeto de um estaleiro na Baía Norte de Florianópolis só estará definitivamente sepultado quando a OSX Brasil S/A informar este fato diretamente e objetivamente e sobretudo, quando forem protocolados os pedidos de desistência do licenciamento ambiental junto aos órgãos ambientais competentes.

Para espancar dúvidas ou raciocínios possíveis, urge que o ICMBIO torne público, no prazo mais breve possível, as conclusões do parecer elaborado pelo Grupo de Trabalho criado para avaliar o EIA/RIMA da operação naval em Biguaçú.

*Everton Balsimelli Staub é advogado

L.C. Padilha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "FATOX RELEVANTEX":
Parabéns ao Canga Blog pela publicação e ao Dr. Everton Balsimelli Staub pela inpecável análise sobre a famigerada instalação do estaleiro OSX, na Baía dos Golfinhos. Ainda bem que temos cabeças pensantes e críticas e blogs livres para divulgar o que é de interesse da sociedade, não apenas de ganaciosos grupos econômicos. Viva os weblogs. Viva o senso crítico. Salve a Báia dos Golfinhos.
Abr
Luiz Carlos Padilha
Academico de Jornalismo

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Me lembrei dessa

Brasil (Lula) se faz de salame sobre morte por apedrejamento de iraniana

Sob Lula, a diplomacia brasileira lida com a defesa dos direitos humanos com uma coragem de garganta. No gogó, condena todas as violações. Na prática, fecha os olhos quando os abusos são cometidos por ditaduras companheiras. A ONU levou a voto uma resolução contra os absurdos que vicejam no Irã. Uma proposta do Canadá, subscrita por 42 países. O texto expressa “preocupação profunda com as recorrentes violações dos direitos humanos" no Irã. Condena "a tortura...” 
“...A alta incidência de aplicação de pena de morte, inclusive contra pessoas menores de 18 anos, a violência contra a mulher e a perseguição contra minorias étnicas". 
Ao fazer a defesa oral da proposta, o representante canadense, John McNee, rendeu homenagens ao óbvio. Disse:
“Apedrejamentos, chibatadas, amputações, execuções de adolescentes, execuções por estrangulamento e discriminação contra mulheres e minorias não podem ser ignorados".

Pois bem. A resolução foi aprovada por 80 votos contra 44. Anotaram-se 57 abstenções, entre elas – espanto (!), assombro (!!) estupefação (!!!)— a do Brasil.
Do Blog doJosias. Beba na fonte.

Casan desmata e abre cratera na Cachoeira do Rio Tavares

Estava dando uma bandinha aérea pela nossa Ilha e de repente encontrei uma enorme clareira no meio da mata, ali no Rio Tavares. 
Já havia ouvido que a Casan estava com obras ali na região da Cachoeira do Rio Tavares. Agora percebo que fizeram um baita estrago no meio da mata. Pelos comentários arrancaram uma grande quantidade de árvores, inclusive espécies nativas. Grande quantidade de madeira foi vendida como lenha durante o inverno nas imediações.
Será que tinha licença ambiental para tal desmatamento? É caso a ser investigado.


Os porões do TJ

Leitor reclama:
 
Sou leitor assíduo de seu blog.
 
Lendo hoje mais uma matéria sobre o TCE, quero dar uma "boa" noticia para você sobre o TJSC.
No desespero de ter que arrumar espaço para os gabinetes dos novos 10 Desembargadores, estão realocando dezenas de servidores até mesmo para o sótão do prédio, isto mesmo para o sótão do TJ. Lugar insalubre e cheio de goteiras, com 3 lances de escadas apertadas, ao lado da casa de máquinas do prédio, com pé direito com menos de 1,90 mts de altura. Um absurdo o que estão fazendo com este pessoal.
Se publicares, favor declinar meu nome por motivos que nem preciso dizer.
Grato

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Quinto em Rondônia

CNJ intima TJ a prestar informações sobre devolução da lista de candidatos a vaga de desembargador  

Em resposta ao pedido de providência protocolado nesta quinta-feira (04) pela Seccional Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RO), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) intimou, na mesma data, o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) a prestar informações sobre a devolução da Lista Sêxtupla, apresentada pela Seccional para compor o Quinto Constitucional.
O presidente da OAB, Hélio Vieira da Costa, diz que, no entendimento do Conselho Seccional, a sessão do pleno administrativo do TJ/RO deveria ser aberta, nominal e fundamentada. "A lista foi formada na primeira votação".
O relator do pedido de providência no CNJ, Ministro Ives Gandra, que intimou o TJ/RO, explica que o tribunal de Justiça tem um prazo de 15 dias, para prestar informações sobre o alegado na petição inicial.

Comentário preconceituoso de Prates (RBS) vira notícia nacional


L.C.Padilha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentário preconceituoso de Prates (RBS) vira not...": Porque o espanto das pessoas? O senhor Prates é isso aí mesmo, uma pessoa raivosa, preconceituosa e cheio de lenga- lenga moral.Eu assisti ao notíciário, embora indignante, não me surpreendi, pois é próprio do Prates tecer comentários desse nível, bem ao estilo de uma certa classe de pessoas de quem ele é porta voz.
Luiz Carlos Padilha


Fernando deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentário preconceituoso de Prates (RBS) vira not...": O Prates defensor do "american way of life"? Então porque ele criticou o excesso de carros, os maiores símbolos desse estilo de vida. Creio que o comentário dele foi uma provocação, ainda que de muito mau gosto, à procura desenfreada por frivolidades em detrimento de coisas mais importantes para um futuro consolidado (um lugar para morar, uma família estável, filhos bem educados, etc). 

Augusto J. Hoffmann deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentário preconceituoso de Prates (RBS) vira not...": O alvo é o lulismo - os pobres, é álibi. Esse prates é a "voz da américa", o american way of life. O pior de tudo é a audiência, intelectos confundindo essa tranqueira com liberdade de expressão. Por isso, SC apesar de seu valor, suas paisagens e "gente boa" é sinônimo de atraso. O retrato, fiel, das oligarquias e seus efeitos colaterais.
Viva a liberdade de imprensa!

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentário preconceituoso de Prates (RBS) vira not...": Eu não vi, e nem quero ver o que ele falou, nao vou perder meu tempo. Mas a verdade é que eu estou preocupado e com medo do que está acontecendo no Brasil. Não se poder mais ter uma opinião que ofende os outros, porque agora tudo virou "preconceito". O Prates é apenas um personagem. Ele está la para tentar fazer as pessoas pensarem. Mas no Brasil, pensar é crime, ter um opinião diferente é crime. Muitas vezes ele fala besteira, mas ele muitas vezes fala coisas acertadas também, que muitos querem ignorar porque sao cegos devido a sua propria arrogancia.  

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentário preconceituoso de Prates (RBS) vira not...":Não sou fã do Prates... mas é muita repercussão por nada, a não ser pela conhecida perseguição da Record contra a RBSTV, afiliada da Globo... A mensagem do Prates é que cada vez mais nossas estradas estão cheias de carros sem condições de trafego... veículos velhos e sem manutenção que se compra por R$500,00 pila... Isto o governo deveria ver e regulamentar... Nada contra ninguém B, C ou D... mas isto é uma cosntatação...

O RABO PRETÉRITO DO CÃO DANADO E O QUINTO CONSTITUCIONAL

Por Marcelo Ramos Peregrino Ferreira
Nós temos que vivificar a Constituição. (...) Temos que querer que a ordem jurídica tenha também um sentido ético. Não basta que a ordem jurídica seja um princípio, ou seja, um princípio lançado no papel. É preciso que haja uma substância ética na ordem jurídica, e a Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, quando tem como dever a proteção da ordem jurídica, ela tem o dever de nessa proteção, ou ter a necessária compreensão do que aí se passa, de enfrentar e denunciar a ordem jurídica, a legislação, os atos, o que seja, que contrariem a ética. (...) A Ordem é o único, quer dizer, o advogado é o único profissional que é obrigado a contender com o poder. O médico, não é, o agrônomo não é, o arquiteto não é, nenhum. Agora, o advogado é obrigado a enfrentar o poder.

Miguel Seabra Fagundes – XII Conferência Nacional da OAB, Outubro de 1.988.

Mais polêmica à vista e novamente tendo como objeto a formação do quinto constitucional. Sobre o assunto já se manifestaram Elio Gaspari (www1.folha.uol.com.br, A desordem da Ordem esbarrou no STJ, 17/02, www1.folha.uol.com.br - O Supremo Tribunal reprovou OAB-SP, 13/4) e Mariz de Oliveira (www.marizdeoliveira.com.br, Magistratura não é emprego) em excelentes artigos sobre o tema. Pois agora surgem novamente duas vagas para advogados no TJ/SC. O processo segue com a formação de duas listas com seis nomes cada, dentre advogados com notório saber jurídico, reputação ilibada e dez anos de efetiva atividade profissional escolhidos pelo Conselho Estadual. Esta lista transforma-se em tríplice no TJ/SC e um deles, em seguida, é escolhido pelo Governador.

Para o atendimento ao primeiro requisito, o candidato deve possuir um saber jurídico público, de todos conhecido. Gênios escondidos não preenchem este pressuposto. Deve o candidato, assim, ter um conhecimento jurídico admirado e reconhecido pela comunidade jurídica. Se não for o caso, não pode sequer integrar a lista.

Adiante, a reputação ilibada chama o verbo ilibar que significar purificar, retirar as nódoas, tudo apontando para o adjetivo, cujo conteúdo mais próximo é imaculada. Uma reputação sem mácula, limpa, sem maiores incidentes, sem inquéritos, sem condenações. Note-se aqui o rigor da reputação ilibada: o sujeito pode ter idoneidade moral, mas não a reputação desejada. (Lembro-me que eu e Jefferson Kravchychyn, Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, na época Presidente da OAB/SC, ajuizamos uma ação popular em face da indicação por um governador de um político para o Tribunal de Contas do Estado que possuía inúmeros inquéritos, ações civis públicas e denúncias de irregularidades de suas contas, quando fora prefeito. A liminar foi concedida e a nomeação impedida).

Por fim, os 10 anos, conforme recorrentes decisões do TSE e art. 5º do Regulamento-Geral da OAB, a efetiva atividade profissional se consubstancia na prática de 5 atos privativos de advogado por ano, além é claro dos advogados estarem no exercício da função (artigo 54, inciso XIII, da Lei Federal nº 8.906/94).

Nenhum desses requisitos tem sido apurado com rigor pela OAB, hoje cada vez mais apequenada e miúda, padecendo de melancólica anemia cívica. Têm prevalecido os laços de afeto, de sangue e de amizade na composição dos quintos, afastada qualquer dignidade e fim institucionais. Não é por outra razão que, infelizmente, o Dr. Milton Baccin, Dra. Ana Cristina Ferro Blasi, Dr. Gaspar Laus, Dr. Humberto Pradi (este largou o pleito, em face do que viu) expoentes da advocacia e com longa ficha de serviços prestados a OAB ficaram de fora da primeira lista, com o claro intuito de aplainar o terreno para seus favoritos, diminuindo a lista em qualidade. Aliás, parece que tudo na OAB/SC se direciona para essas sinecuras, sendo este seu verdadeiro fim, aí se incluindo até o seu obsequioso silêncio e inação na defesa dos advogados. Mas sobre a OAB/SC o assunto já foi tratado em outra oportunidade (“O quinto, Pero Vaz de Caminha e a sombra do Príncipe”) e a perplexidade dos últimos certames deu lugar a uma tristeza acentuada.

Quando se achava que todo mal já se instalara, percebe-se que tudo pode ficar pior, com o que parece ser a interferência direta do Governador do Estado na própria formação da lista com a indicação de advogado de sua preferência dentro da OAB/SC! Na troca, antecipam-se as nomeações para o fim melancólico de seu governo, paga-se novamente a Defensoria Dativa (eterna inconstitucional mesada, rogando pela ação da Defensoria Pública e do MP) e escolhe-se o predileto da OAB/SC. Como contraprestação, na planície própria das imundícias morais, no toma-lá-dá-cá vulgar, o candidato oficial da Agronômica passeia impávido na eleição da OAB/SC na segunda lista.

Isto, sem embargo da qualidade dos favoritos e da obediências destes aos requisitos mencionados, porque não se trata aqui de menoscabo ou crítica a esses felizardos. Ingenuidade imaginar que não prevalecerão os amigos do Rei e que a vinculação e simpatia político-partidária ao Executivo não são parte inexorável do procedimento de escolha dos desembargadores do quinto constitucional. A Ministra Eliana Calmon, por exemplo, espraia a tragédia do quinto para toda a Magistratura de segundo grau e das Cortes Superiores. Todavia, as instituições e suas respectivas funções devem ser preservadas. Nunca se teve notícia, por exemplo, de que o TJ/SC tenha se imiscuído na seleção dos advogados.

Por isso, não se faz menção ao almoço dos Conselheiros da OAB/SC na véspera da votação da lista sêxtupla com o Governador ou da suposta reunião no Rio de Janeiro, denunciada pelo jornalista Canga (http://cangarubim.blogspot.com/), mas essencialmente na absoluta perda de noção do Governador do Estado e dos Conselheiros da liturgia dos cargos e funções que exercem. Os segundos pela presença indevida no animado ágape festivo e pelo gosto amargo de bajulação barata; o primeiro, pelo despudor na empreitada de escolher aqueles que vão julgá-lo e que, gratos, devem promover alguma repercussão em seu julgamento criminal futuro, decorrente de denúncia do Procurador-Geral de Justiça. Quem não gostaria de escolher aqueles que o julgarão? E isso porque não se quer dar nenhum crédito à informação de que listas de advogados circularam na lauta mesa do almoço governamental, apesar do jornalista Canga ter antecipado 4 dos 6 nomes da primeira lista, dentre mais de 20 inscritos.
Seria demais e aviltante não apenas para a advocacia, mas para aqueles advogados que, acreditando na lisura do jogo, inscreveram-se para as vagas abertas. O papel dos Conselheiros, como no último pleito, é mais uma vez lamentável, a se confirmar o aparente lamber das botas oficiais e notícias nos vários blogs – nunca desmentidas, por sinal.

O quinto, tal como está, pode bem se tornar a entrada glamourosa e festejada da corrupção no Poder Judiciário. Sim, porque a consequência clara das orquestrações espúrias, no limite da responsabilidade de cada ente, é a gratidão do beneficiado que jamais erigirá templos à virtude. Esta estima do eleito é tão maior, quanto injusta a sua nomeação, quanto pior pintor numa escolha de pintores. Daí a tornar-se cachorro de ladrão, aquele que rouba para seu dono - é um caminho curto e inexorável. Repita-se: quanto piores as qualidades do candidato e maior a injustiça, ilegalidade, aberração jurídica que devam ser feitas para prestigiá-lo, maior o risco de que vá fazer tudo para demonstrar o reconhecimento aquele adjutório providencial a seus cúmplices e proprietários. Mais dependente torna-se do imenso rabo pretérito que o acompanha. Sua humilde na refrega, como bucica encantado com um afago, dará lugar à mais cruel das violências. Não há cenário pior para o exercício sereno da judicatura, porque o pagamento pode sair na forma solene de acórdãos e liminares.

O Ministério Público Federal não irá se manifestar - a julgar pelas listas pretéritas, mesmo que haja fraude na inscrição, ou seja, candidatos que desatendem aos requisitos na lista. Aguarda-se, então, que o Egrégio Tribunal de Justiça de Santa Catarina - como já fizeram o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal de Justiça de São Paulo - realize o exame clínico dos requisitos dos candidatos e, se for o caso, devolva a lista para a OAB, como tem permitido o STF (RCL/5413, MS/27920, MS/25624), sob pena da destruição paulatina do legado do Des. Eder Graf, do Des. Marcílio Medeiros, dentre tantos outros, que o fez um dos mais respeitados tribunais do país, porque sempre cavou masmorras para os vícios dos homens.

Em contraposição a tudo isso, lembro-me de ilustre advogado escolhido pelo TJ/SC na lista tríplice e que recebeu o convite do Governador do Estado para visitá-lo no Palácio da Agronômica. Ao convite respondeu com uma surpreendente altivez: “- Governador, não temos nada para falar, porque estou aspirando a uma vaga que não pode se deixar levar pela conversa. Com todo respeito, devo declinar do convite, para poder honrar o exercício da judicatura, caso seja escolhido”. Obviamente, continua advogando e de vez em quando, indago-me do que ele é feito: talvez dignidade em excesso, talvez ingenuidade, mas teria sido certamente - um julgador com a compostura que o cargo exige, infenso à indevidas interferências.

Fpolis, 18 de novembro de 2.010.

*Marcelo Ramos Peregrino Ferreira, advogado em Fpolis - peregrinoferreira@uol.com.br

L. Bocaiuva deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O RABO PRETÉRITO DO CÃO DANADO E O QUINTO CONSTITU...": CONSTRANGEDORES CONVESCOTES - O que mais se vê na matilha são caldas assanhadas, balouçando levantadas sobre rabos e ancas debruçados à espera do `consolo` estatal. Devotam em troca, carinhosos despachos, acovardadas omissões e obsequioso silêncio.
Lamego Bocaiuva

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sai trailer oficial de A Antropóloga

Aos 33 anos, a açoriana Malu realiza na Costa da Lagoa, em Florianópolis, sua primeira pesquisa de campo como antropóloga. Mais do que um marco em sua carreira, a viagem também representa a chance de evoluir em sua vida pessoal, marcada por relacionamentos difíceis e perdas. É com Dona Ritinha, a benzedeira mais famosa da comunidade, que Malu começa o aprendizado da cultura mística que os descendentes de açorianos da Costa da Lagoa preservam no local. Ao viver experiências que desafiam os limites entre razão e imaginação, Malu tem que lidar com conflitos emocionais e começa um trabalho de autoconhecimento.


Direção: Zeca Nunes Pires
Produção Executiva: Maria Emília de Azevedo
Roteiro: Tânia Lamarca e Sandra Nebelung
Fotografia: Charles Cesconetto
Montagem: Giba Assis Brasil
Elenco: Larissa Bracher, Rafaela Rocha de Barcelos, Sandra Ouriques, Eduardo Bolina, Luigi Cutolo, Severo Cruz, Jaqueline Sperandio, Paula Petrella, Ricardo Von Busse e Pedro Paulo Pitta.
Produtores: Zeca Nunes Pires e Guel Cáceres
Produção: Mundo Imaginário Produções Cinematográfica

Site: http://www.aantropologa.com.br

Epidemia de atestite continua no TCE

Hoje foram mais 15 afastados do trabalho no TCE para tratamento de saúde. No último mês são, ao todo, 56 afastamentos. Hummm....

Atos Administrativos
PORTARIA Nº TC 0874/2010
O DIRETOR-GERAL DE PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO,
no uso de suas atribuições...
RESOLVE:
Conceder aos servidores abaixo relacionados, licença para
tratamento de saúde, de acordo com o que segue:
- Valéria Rocha Lacerda Gruenfeld, ocupante do cargo de Auditor
Fiscal de Controle Externo, TC.AFC.13.E, matrícula nº 450.917-0, 08
dias, a contar de 15.10.2010.
- Emília Martins Sbruzzi, ocupante do cargo de Técnico de
Atividades Administrativas e de Controle Externo, TC.TAC.12.H,
matrícula nº 450.651-0, 15 dias, a contar de 18.10.2010.
- Gláucia Mattjie, ocupante do cargo de Auditor Fiscal de
Controle Externo, TC.AFC.13.A, matrícula nº 451.034-8, 30 dias, a
contar de 18.10.2010.
- Maria Elsa Francisco Bueno, ocupante do cargo de Auxiliar de
Atividades Administrativas e de Controle Externo, TC.AUC.11.A,
matrícula nº 450.346-5, 30 dias, a contar de 18.10.2010.
- Márcia Alves Sueiro, ocupante do cargo de Técnico de
Atividades Administrativas e de Controle Externo, TC.TAC.12.G,
matrícula nº 450.506-9, 03 dias, a contar de 19.10.2010.
- João José Raimundo, ocupante do cargo de Auditor Fiscal de
Controle Externo, TC.AFC.14.I, matrícula nº 450.398-8, 02 dias, a
contar de 21.10.2010.
- José Augusto Pereira de Campos, ocupante do cargo de
Auditor Fiscal de Controle Externo, TC.AFC.14.I, matrícula nº
450.352-0, 01 dia, a contar de 21.10.2010.
- Silvana Raimundo Salum, ocupante do cargo de Técnico de
Atividades Administrativas e de Controle Externo, TC.TAC.12.H,
matrícula nº 450.371-6, 09 dias, a contar de 21.10.2010.
- Silvio Beppler, ocupante do cargo de Auditor Fiscal de Controle
Externo, TC.AFC.14.I, matrícula nº 450.356-2, 15 dias, a contar de
21.10.2010.
- Ricardo Dionisio dos Santos, ocupante do cargo de Auxiliar de
Atividades Administrativas e de Controle Externo, TC.AUC.9.H,
matrícula nº 450.503-4, 01 dia, a contar de 22.10.2010.
- Simone Cunha de Farias, ocupante do cargo de Auditor Fiscal
de Controle Externo, TC.AFC.14.C, matrícula nº 450.720-7, 08 dias, a
contar de 22.10.2010.
- Jadson Luis da Silva, ocupante do cargo de Auditor Fiscal de
Controle Externo, TC.AFC.14.I, matrícula nº 450.597-2, 10 dias, a
contar de 23.10.2010.
- João Eduardo Oliveira, ocupante do cargo de Auxiliar de
Atividades Administrativas e de Controle Externo, TC.AUC.9.H,
matrícula nº 450.516-6, 30 dias, a contar de 23.10.2010.
- Manoel Lindomar Silveira, ocupante do cargo de Motorista
Oficial, TC.MOO.7.A, matrícula nº 450.319-8, 30 dias, a contar de
23.10.2010.
- Paulo César Salum, ocupante do cargo de Auditor Fiscal de
Controle Externo, TC.AFC.14.H, matríc

Fernando deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Epidemia de atestite continua no TCE": Canga, toda licença de saúde - mesmo que dure alguns dias - no TCE é publicada no Diário Oficial. É o caso de todos os nomes que colocaste ali. Os 56 afastamentos no mês não dão nem 10% do quadro, e nenhum deles durou o mês inteiro. Está bem melhor que no Poder Executivo ou no Judiciário, que não publicam os afastamentos de seus servidores. Aliás, existem órgãos do Poder Executivo em que 20% do quadro está afastado para tratamentos que duram meses. Então, antes de fazer acusações nas entrelinhas, por favor, pesquise um pouco mais sobre o fato

A volta do Olsen Jr.

O amigo, escritor e jornalista Olsen Jr. está de volta. Para alegria dos leitores o "Vinking" resolveu retornar às suas crônicas semanais. Não fala da ausência e dá uma reclamada na dificuldade que está tendo com a "maquininha", essa que chamamos de computador. Está aí a sua primeira crônica pós-férias.
Seja bem-vindo.

 O REFORMADOR DO MUNDO

Por Olsen Jr.
O título aí foi emprestado de Monteiro Lobato. Aliás, o autor voltou para as primeiras páginas depois que alguém do governo viu uma ponta de racismo em uma de suas obras infantis e tentou proibi-la. O obscurantismo não é privilégio tupiniquim, nos EUA, uma dessas inteligências vetou Herman Melville e o seu Moby Dick com a advertência de se tratar menos de um romance que de um manual de caça às baleias. Não vale a pena insistir.
Estou contemplando um archote de ferro marchetado enquanto atendo o telefone. A obra feita sob encomenda, do artista espanhol Dom Pablo combina com o mobiliário rústico. Formou-se uma teia na luminária que não deixo a faxineira mexer. Aquilo já faz parte da decoração, um tanto bruxuleante, lembrando um cenário de alguma obra do Edgar Allan Poe, me faz bem, afinal quem não quer morar num cenário que lembra algum escritor que se admira?
Observo quando o inseto de asas longas cai na armadilha. Noto que a aranha se aproxima. Aquilo me deixa inquieto e o meu filho percebe que não estou prestando atenção no que ele está dizendo e afirma que liga mais tarde.
Tiro o animalzinho do emaranhado e ponho-o são e salvo em cima de uma mesa em frente.
Logo depois, ele volta a ligar lembrando de algo que não tinha dito e digo que libertei o bicho, ele ri e desliga.
Vou ao banheiro, alguns metros distantes dali, lavar as mãos. Uma estranha sensação de leveza me acompanha. Salvar uma vida era o prêmio para a boa ação do dia. Estou de pijama, sem camisa, preparando-me para ler o “Alabama Song”, de Gilles Leroy (recomendação do Raul Caldas Fº) quando sinto algo inesperado grudando em minha pele. Num gesto instintivo de proteção e repulsa bato com a mão espalmada tentando afastar aquele desconforto. Para surpresa minha, enquanto me curvo para ver o que tinha abatido com tamanha determinação e levo um susto: era o mesmo inseto alado que havia salvado segundo antes da voracidade predatória da aranha.
Movido por absoluta compaixão, apanho aquele corpo, agora sem vida, contemplo-o sobre a minha mão esquerda e constatando que nada havia para ser feito, aprendo mais alguma coisa sobre a existência: tudo na natureza tende ao equilíbrio nós é que quebramos essa harmonia. Sim, quando tirei o inseto da teia não pensei na sobrevivência da aranha, afinal eram duas vidas, ambas poderiam ser salvas, mas tinham fins diferentes e eu não deveria brincar de ser Deus para determinar qual era o destino de cada um deles.

Cleber deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A volta do Olsen Jr.":
Aristocrático demais!!!