terça-feira, 11 de setembro de 2012

A voz e a sombra

Por William Ear Long 
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   Passei este final de semana debruçado sobre as acusações e ataques que pesam sobre os candidatos à Prefeitura Municipal de Florianópolis.
   Duas me chamam a atenção. 
   O candidato sem voz, cuja luta enfrenta e supera. 
   E a candidata ausente cuja sombra recebe os salários na Assembléia Legislativa.
   Consultei uma mestre em experiências metafísicas e trans mediúnicas para melhor compreender os dois fenômenos.
   A explicação que me foi dada é que o rapaz, em outras vidas, foi cantor de ópera em sua Igreja, tinha a voz fina de castrati na Roma medieval. 
   Daí a ligação umbilical com Andréa Bocelli, o homem que não veio, não cantou, mas que pagaram pelo show.
   Ela, desde menina, brincava de sombra. Dizia ir para um lado e ia para outro. Enganava as amiguinhas. Ali, numa infância hipo suficiente, aprendeu a gostar da propriedade privada e do dinheiro sonante. Tornou-se comunista. Ela queria uma coisa, a sombra queria outra.

Um comentário:

gafanhoto de Quaraí disse...

MATASSE A PAU CANGA!!!
VOCÊ FOI UM EXCELENTE MÉDIUM!!!
PEGOU O ESPÍRITO DE CADA UM!!!