quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Mudanças de zoneamento na boca da eleição

Na última sessão Câmara de Vereadores aprova sete mudanças de zoneamento
 

   Do Daqui Portal de Notícias  

   A Câmara Municipal de Florianópolis aprovou terça-feira (18.9) o projeto de lei complementar 01160/2012 do vereador Dalmo Menezes que altera zoneamento na região de Cacupé, apesar dos protestos e manifestações oficiais escritas e orais das entidades comunitárias do distrito de Santo Antônio de Lisboa.
   A sessão foi marcada pelas aprovações de outros projetos alterando zoneamento. Eles estavam previstos para serem votados hoje (quarta-feira, 19.9), mas foram antecipados para a sessão de ontem (terça). Muitos vereadores desconheciam os detalhes das matérias, que foram votados pelos seus números, sem detalhamento ou discussão.
   Os momentos que antecederam a sessão foram marcados pela presença do advogado Hélio Bairros, presidente do Sinduscon, em diversos gabinetes de vereadores. Os vereadores Badeko e Asael Pereira, que raramente permanecem até o fim das sessões, se mantiveram no planério para garantir as aprovações dos projetos.
   Além do vereador Dalmo Menezes, que teve aprovados dois projetos alterando zoneamentos, seus colegas Ricardo Camargo Vieira, João Aurélio Valente Júnior e o presidente Jaime Tonello (dois projetos) conseguiram as mesmas vitórias. Um projeto do Executivo igualmente foi aprovado.
   Com a votação destes projetos a Câmara entrou em recesso por causa das eleições e só volta a se reunir no dia 16 de outubro. Exceto o projeto do Executivo, os demais terão que passar por segunda votação dentro de 30 dias.
 
   PLC/01160/2012 (Cacupé/Santo Antônio de Lisboa)
   Do vereador Dalmo Menezes foi apresentado em 7.2.2012 alterando o artigo 1º da lei complementar nº 125 que limita a dois o número de pavimentos (sem ático nem pilotis) em todo o distrito de Santo Antônio de Lisboa, apresentado pelo vereador Acácio Garibaldi. Num primeiro momento a região de Cacupé afetada pelo projeto foi desmembrada do distrito de Santo Antônio e incorporada ao bairro Saco Grande, pertencente ao distrito Sede. Agora foi abolido o limite de dois pavimentos. 
   No dia 6.3.2012 o projeto recebeu parecer favorável do vereador Marcos Aurélio Espíndola (Badeko) da Comissão de Constituição e Justiça. Outros dois pareceres favoráveis foram apresentados nos dias 21.8.2012 (vereador Deglaber Goulart, Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo) e 11.9.2012 (vereador Azael Pereira, Comissão de Meio Ambiente).
 Leia matéria completa. Beba na fonte.

8 comentários:

Mario Pirajá disse...

Bando de vagabundos e destruidores da ilha. Se votarem nesta M..s, os eleitores merecem comer o que estes representam (M...s).

gafanhoto disse...

deixa eu ver se entendi: vai ter espigão em cacupé???

Anônimo disse...

Deve-se tentar descobrir quanta grana rolou para garantir estas aprovações.

Anônimo disse...

Realmente, com toda essa baixaria na política local, é difícil de entender de onde que as pessoas inventam justificativas para se incluir entre os estados mais desenvolvidos do Brasil. A política catarinense não deve em nada para nenhum lugar em termos de gorilismo, caudilhismo e alienação.

DRA ALBERTINA ROSSO UMA ATIVISTA disse...

os inimigos da natureza e do povo agem em bando, um votando o projeto do outro, sem nenhuma oposição a Cidade será saqueada em pouco Tempo. É preciso fazer o Plano Diretor da cidade e acabar com estas leis casuísticas. Albertina Rosso 65100 - Neles.!.

Anônimo disse...

O que podemos ver é que desde a implementação da Lei 001/97, o zoneamento não vem se mostrando um instrumento hábil no auxílio ao desenvolvimento da cidade. Num período de dez anos, segundo informações do presidente do órgão de planejamento urbano municipal, o Plano Diretor foi alterado mais de 300 vezes.
Relata Júlia Ribes Fagundes da UFSC( juliaribes@gmail.com, na dissertação – disponível na internet: AS MUDANÇAS DE ZONEAMENTO URBANO EM FLORIANÓPOLIS: PROCESSOS, ATORES E CONTRADIÇÕES

Sônia Moro disse...

Esta é a terra onde vigora os interesses próprios, digo dos grandes empresários do mercado imobiliário/engenharia. As leis, quando existem são para serem alteradas em benefício do interesse do momento. Essa gente vem assolando a Ilha de um modo esmagador.
Este é o momento de pensarmos na Ilha que queremos e em quem colocar na câmera de vereadores!!!!!

Cassio disse...

A população tem de ser respeitada de qualquer jeito. Esse tipo de atitude não pode mais prosperar no Brasil.