segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TCE parou auditorias há 5 anos

    O Tribunal de Contas praticamente parou de fazer auditorias, principalmente “in loco”, nas 140 Unidades Gestoras do Estado do Poder Executivo Estadual (Secretarias Centrais, SDR´s, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mistas e Fundos) nos últimos 5 anos.  O mais surpreendente é que nesse período recebeu R$ 6 mi do Poder Executivo, destinados à construção do Edifício Sede do TCE/SC.

     Há de se ressaltar que é por meio das auditorias in loco que são detectadas as grandes irregularidades e ilegalidades, pois os auditores conseguem confrontar o que está no papel com a realidade de fato. Por exemplo: só se pode comprovar que uma escola foi efetivamente construída se for verificada no local, pois ela pode estar muito bem retratada no papel (processo licitatório, notas fiscais, etc...), que aceita tudo, sem que tenha sido executada.  Outro exemplo vivido é a verificação se o médico está efetivamente atendendo à população no horário de seu expediente no hospital.  Isso sem falar em outros serviços, materiais e equipamentos que só podem ser aferidos in loco...

    Para se ter uma idéia, o TCE-SC visitava cada Unidades Gestoras pelo menos 3 vêzes ao ano, com uma equipe multidisciplinar de 4 auditores, da qual se geravam 12 processos por exercício financeiro.

    A partir de 2007, a maioria dos órgãos e entidades estaduais não recebeu mais nenhuma visita de auditores do Tribunal.  Enquanto em 2005 foram realizadas 516 auditorias in loco, em 2007 elas se limitaram a apenas 74, em 2006, a 40, e seguiu despencando até este ano. Em termos percentuais isso representou uma redução de 2000% nas auditorias “in loco”, caindo de 20% do total de trabalho realizado pelo TCE-SC para menos de 1% do total de processos autuados pelo TCE/SC.

    Em média, nos últimos 4 anos o TCE/SC realizou apenas 35 auditorias “in loco” nas Unidades Gestoras do Poder Executivo Estadual.  Se considerarmos que o Poder Executivo possui 140 Unidades Gestoras, está correto dizer que o TCE/SC levará 4 anos para realizar apenas 1 visita “in loco” em cada uma delas. 

    Como justificativa, o TCE/SC alega que mudou o foco de atuação, entretanto até o momento não demonstrou ou explicou que foco é esse nem mesmo apresentou resultado concreto dessa nova metodologia. 

    Entretanto, podo-se concluir que o TCE/SC passou a atuar como um mero registrador de atos administrativos, especialmente os de admissão, aposentadoria e pensão, que somam mais de 70% dos processos constituídos. Esse percentual passa a girar em torno de 90% se somarmos os processos utilizados como meios recursais ou administrativos do próprio Tribunal.  Em síntese, mesmo os processos a que se referem a Auditorias realizadas a distância, também estão em extinção na Cortes de Contas de Santa Catarina.

    Em anexo, na TABELA I pode-se observar que a partir de 2008 as auditorias "in loco" nos órgãos e entidades estaduais do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e o próprio TCE/SC, foram reduzidas em mais de 90%, se comparado com os exercícios de 2002 a 2006.

    No mesmo viés, na TABELA II é possível verificar que a partir de 2008 as auditorias "in loco" nos órgãos e entidades estaduais representavam menos de 1% do total de processos autuados pelo TCE/SC, enquanto que nos exercícios de 2002 a 2006 esse percentual beirava os 20%.

    Perguntas aos DEPUTADOS, tanto da situação como oposição:

    O art. 59 da Constituição Estadual define que o “O controle externo, a cargo da Assembléia Legislativa, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado,...”:

1) Os DEPUTADOS têm conhecimento que o TCE/SC reduziu o número de auditorias “in loco” nas Unidades Gestoras do Estado de aproximadamente 500 por ano (2002 a 2006) para apenas 35 por ano (2008 a 2011).

2) No entender dos DEPUTADOS o TCE/SC não está deixando de cumprir com sua competência prevista nos art. 58 e 29 da Constituição Estadual.

3) Se os DEPUTADOS entendem que é suficiente que o TCE/SC realize apenas 1 auditoria “in loco” a cada 4 anos nas 140 Unidades Gestoras do Estado.



Clique nas tabelas que aumentam

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "TCE parou auditorias há 5 anos": Canga,
outro fator que agrava a feitura de auditorias é a falta de pessoal no TCE, através do site do órgão pode-se constatar que existem mais de 240 cargos vagos.


xaxa deixou um novo comentário sobre a sua postagem "TCE parou auditorias há 5 anos": Canga, o inquérito aberto pelo TCE sobre a empresa de propaganda fantasma aberta aqui em Grão-Pará na gestão do prefeito na época Dep. José Nei Ascari continua parada e nada de fazer uma investigação "in loco" para se certificar do absurdo deste tipo nas prefeituras aqui na região! A papelada e a licitação foi tudo montado para a empresa fantasma, que nem existe ganhar! 

Osvaldo Peixoto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "TCE parou auditorias há 5 anos": Extinto os Tribunais de Contas não fariam falta nenhuma. Já pensou alocar esses recursos em educação, saúde e segurança ??? Seria o paraíso...
 

L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "TCE parou auditorias há 5 anos": Creio que depois desse furo do Canga já podemos mudar o nome de nosso estado para Estado de Alagoas do Sul, ou Maranhão do Sul... 

Meu irmão Leonardo Ribeiro


domingo, 4 de dezembro de 2011

Do novo disco da Amy...

PORRA, DOUTOR

   
     Aí quando eu estava lá embaixo no meio daquele milhão de pessoas pedindo para votar para presidente, o cara sobe lá no palanque, em cima do viaduto, ergue o punho direito, ou o esquerdo, e grita que queria a mesma coisa. Do meu lado, gente de todas as cores e credos ludopédicos erguem seus punhos, também, e aplaudem o cara, que resolveu não jogar na Europa porque queria estar aqui para ver de perto o fim daqueles anos em preto e branco.
    Não deu nada certo, não votamos para porra nenhuma, e dias depois, ou semanas, não me peçam para lembrar os quandos e ondes, mas acho que era no Morumbi, e o cara enfia a bica da intermediária, nosso goleiro sem pescoço pula e não pega nada, ele ergue o punho de novo e eu xingo o cara com todas as minhas forças, doutor do caralho, filho da puta, vai tomar no cu.
    Antes, Copa do Mundo na Espanha, Brasil versus União Soviética. Estamos lá na zona leste, num puxadinho junto com um monte de gente que eu também não conhecia direito, uma TV com bombril na antena, umas brahmas, gol dele, o empate, se bem me lembro. Abraços e beijos, doutor do caralho, filho da puta, joga demais, vamos, porra.
    Depois daquela Copa acho que não torci mais para seleção nenhuma, depois daquela ninguém mais nos representou, talvez em 1986, era um restinho daquela, o cara estava lá de novo, com faixa na cabeça, quatro anos mais velho, mais cabeludo e mais desgostoso, perdeu um pênalti, nem xinguei de Doutor do caralho. Já tinha feito muito, tudo bem, entre uma e outra ele tinha ido e voltado da Itália, aí foi jogar no Rio, queria ficar junto do povo, do povo inteiro, jeitão de fim de carreira, mas era médico, ia parar e vestir o jaleco para cuidar do povo, e ele dizia povo com autoridade, sabia bem quem era o povo, e cada um para o seu canto. Eu, que o conhecia da TV, do estádio e do Anhangabaú, para cuidar da minha vidinha besta; ele, para cuidar do povo — no falar, escrever, pensar.

    Avança a fita
    Ano passado, um velho e empoeirado e querido pub em Pinheiros, faz frio, as portas já fechadas, o dono não quer nem saber, quem quiser fumar, fume, fumem e bebam  antes que o mundo acabe, o amigo tocando violão, a gente ali, tentando entender o que estava acontecendo com nossas vidas, aí ele entra alto, forte, senta, pede um vinho, sorri, canta, sorri, bebe, sorri, fuma, e a gente tira foto com ele, e o mundo é um lugar até aceitável quando a gente vê que tem gente como ele, que jogava bola, que só vencia a timidez diante da multidão falando e tocando de calcanhar, e que sorria, e bebia e fumava.
Sócrates morreu de tanto viver, que é uma boa forma de morrer.

Do Flávio Gomes lá no blog do GP

The lonely change

    Por Marcos Bayer

    Alguns estudos falam que temos 850 milhões de pessoas desempregadas pelo mundo. Sabendo que somos sete bilhões de habitantes, excluindo as crianças que não trabalham e os aposentados, é provável que a relação seja de um desempregado para cada quatro empregados. Então, um quinto da humanidade estaria sem emprego formal. Várias são as explicações presumidas. Da robotização nos processos industriais ao uso intensivo da Internet nas diversas relações laborais que aumenta a rapidez da troca de informações até a demissão de trabalhadores que se tornam obsoletos pela incorporação tecnológica. 
    
    É uma mudança silenciosa. Na medida em que as oportunidades ficam escassas, os que trabalham sabem que perderão conquistas universais, não importa a região do mundo onde vivem. Concomitantemente, ocorre o alargamento dos anos de trabalho para obtenção de aposentadoria. A Europa nos mostra diariamente a situação.

    Porém, a questão transcende ao aspecto trabalho, renda, consumo e produção - que é o princípio básico da proposição econômica de Keynes.

    A sociedade informatizada que oferece a possibilidade de emissão de passagens aéreas à compra de livros, sem intermediários, cria seu novo homem.

    Destruiu o pequeno jornaleiro que gritava: Extra, extra: Novas vagas na indústria – e criou uma rede interminável de blogs e congêneres na rede mundial dos computadores.

    Mas, ainda não é este o ponto principal. O que não nos damos conta é do mundo silencioso que estamos construindo. Um mundo sem fala, sem tato e sem reunião.

    A sociedade atual é totalmente dependente desta nova tecnologia. Do controle dos estoques ao acompanhamento processual judicial.

    Relações amorosas antes permeadas por carícias físicas, pelo som da voz, por expressões faciais, sorrisos e gargalhadas, choros ou lágrimas, são substituídas por ícones gráficos das redes sociais que traduzem o sentimento humano numa nova e simbolizada linguagem. Um sânscrito glacial e sem alma.

    Este novo mundo, sem humanidade e sem contato físico, esteriliza as pessoas e as faz mais solitárias do que nunca. A riqueza de uma conversa, de um olhar ou de um sorriso, foi substituída, inexoravelmente, por uma lista de “favoritos”, presumo que sempre no canto superior direito da tela do computador, onde a condição humana é relegada à frieza de todas as ausências. Estamos interagindo com a solidão. A nova “amiga” do mundo digital. Faceless.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Leitor denuncia

    Caro Canga,
escrevi à você anteriormente (trevos da SC401) e hoje a situação esta pior. Além de jogar o entulho estão cortando as árvores para não atrapalhar.
    Creio que o pessoal da Floram em vez de ficar fazendo um extra no tribunal deveria realmente cuidar de seus afazeres, MP totalmente subimisso nem aí para nós contribuintes.
    Tristeza muita tristeza com tudo o que esta acontecendo.
    E olha que o pessoal da "midia Lider" esta passando por ali todos os dias a partir desta semana.
Grande abraço,
Tony Kolenda

Greve histórica do magistério vira livro

Justiça lança o vale Papai Noel

RESOLUÇÃO N. 32/2011-GP
Institui o pagamento de parcela adicional do auxílio alimentação no mês de dezembro de 2011.
O Presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nos termosda decisão proferida no processo administrativo 433785-2011.9;

RESOLVE:
Art. 1º Conceder aos servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina, no mês de dezembro do corrente ano, excepcionalmente, o pagamento de uma parcela adicional do auxílio alimentação, no valor de R$2.000,00 (dois mil reais).

    Parágrafo único. Em relação aos servidores inativos do Poder Judiciário, o benefício a que se refere o caput deste artigo corresponderá ao valor de R$ 1.000,00 (um mil reais).
Art. 2º Estendem-se os efeitos do art. 1º, caput, desta Resolução ao pessoal de que trata o art. 1º da Resolução n. 22/2006-GP, de 4 de setembro de 2006.
Art. 3º Esta resolução entrará em vigor na data da sua publicação.
Florianópolis, 18 de novembro de 2011.
Trindade dos Santos
PRESIDENTE

E os professores? e a polícia?
Grana só para o andar de cima.

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Justiça lança o vale Papai Noel": Os rendimentos da conta única e a grana da educação que integra a base de calculo da receita liquida disponível para efeitos de repasse aos Poderes alimenta e bem essa turma do andar de cima. Para a turma do vale coxinha só fica a esperança de um provimento derivado - removido - relotado - reenquadrado - para um desses intocáveis reinados - sem concurso claro

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Justiça lança o vale Papai Noel": O salário dos professores e da polícia é tão grande,pra que parcela adicional de vale refeição,não é mesmo colegas da categoria?
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Justiça lança o vale Papai Noel": O QUE????
O Judiciário não tem nada a ver com isso????
Essa foi a desculpa mais esfarrapada do ano.
Se ao menos tivessem renda própria, vá lá. Mesmo assim seria IMORAL.
Mas quem paga somos nós, o pessoal do porão das galés. Ao menos respeite o suor honesto desse pessoal ô istepô!!


Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Justiça lança o vale Papai Noel": O orçamento do Judiciário é administrado por ele próprio, sem qualquer vinculação ou ingerência do Executivo ou do Legislativo. Se lamentavelmente os professores, policiais civis e militares e as demais categorias vinculadas ao Executivo não receberam nenhuma parcela adicional, cobrem do Governador do Estado. O Judiciário não tem nada a ver com isso...

Ninguém é Rei pro seu valet de chambre!

Por Jaison Barreto 
    Prezados amigos ( as )

    A História não pode ser escrita pelos camareiros.
    Todo mundo entendeu quando se disse que, “
Ninguém é Rei pro seu valet de chambre”.
    Com o decorrer dos tempos a experiência da política ensinou que os Reis, não podem ser julgados pros áulicos e serviçais.
    Exemplo disso foi o Getúlio Vargas.
    Nacionalista,Getulio da Petrobras, de Volta-Redonda, da nossa Legislação Trabalhista, diante da desonra suicidou-se ante as irresponsabilidades do tenente Gregório.
    Pelos complexos caminhos desses entendimentos, Ulysses Guimarães, pilastra mestra da luta contra a ditadura, construtor do MDB e PMDB, Senhor das Diretas e da Constituição Cidadã, com grandeza de estadista que era, vetado pelos militares, cedeu seu lugar de Presidente que já tinha conquistado no coração do povo, para seu companheiro de lutas Tancredo Neves.
    Foi esse mesmo Ulysses com essa história, que ficou em sétimo lugar entre os concorrentes a Presidência da República em 1989.
    Abandonado pelo seu próprio partido o PMDB , chegou atrás de Collor, Lula, Brizola, Mario Covas, Paulo Maluf e Afif Domingos.
    Muitos dos que viveram à sua sombra, usam seu nome até hoje, de quando em vez, tentando aplacar suas consciências de traíras.
    Os Deuses foram justos ao não permitirem que o herói Ulysses, que dorme encantado no fundo do mar, tivesse o desprazer de ver em torno do seu túmulo os que não foram fiéis a sua história.
    O povo saberá distinguir  os que o admiram e respeitam, dos que usufruem indevidamente da sua obra, com seus mal-feitos  e suas “fichas sujas”.
    Os episódios atuais envolvendo os Ministérios da República comprometem lamentavelmente filiados inocentes e muita gente honesta que ainda existem nos partidos políticos.

    O mais trágico e profundamente lamentável diz respeito ao Ministério do Trabalho e ao PDT. Eles não podem respingar na figura limpa e admirável de Leonel Brizola.
    Alguns áulicos, serviçais e mesmo felizardos por terem de alguma forma mantido contato pessoal com sua figura, não podem usá-lo como protetor de trambiqueiros, ladrões de pirulito, chopims de partido, gente sem modos, inconvenientes, e que a história conta que sempre se serviram do partido o PDT, impedindo o seu crescimento.    Brizola não merece ser citado nestes fatos que nada tem à ver com sua conduta pessoal e política.
 
Acorda Dilma !!!
Saudações Democráticas.

Nelson Jvlle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Ninguém é Rei pro seu valet de chambre!": LHS era seu principal discípulo. Alguns até diziam que era seu braço direito.
O que diria o Sr. Diretas hoje?
Como seu túmulo é o imenso oceano, talvez isso explique a quantidade de tsunamis e ressacas que temos assistido nos ultimos anos... 

ZERO esnoba Gay Talese parte II

    Recebi dos editores do jornal laboratório ZERO, jornalismo da UFSC, a versão abaixo sobre a não publicação de entrevista com o jornalista norte-americano Gay Talese.
zero: a versão dos editores

Por Rogério Christofoletti e Samuel Lima

    Jornalismo se faz a partir de escolhas, como em qualquer atividade humana. Nas redações, escolhe-se uma foto para ilustrar uma reportagem, descartando-se as demais; decide-se por um enfoque numa matéria e não por outros; toma-se decisões a todo o momento, das mais simples – o uso de uma palavra, por exemplo – às mais complexas – a definição do que sai numa edição e o que fica de fora. Selecionar é, então, da essência do jornalismo, até porque é uma função dos meios de informação oferecer explicações de fatos, o que em última análise significa dar sentido às coisas, contornos para a realidade.
    Embora tenha se tornado um mantra na área, a famosa epígrafe do New York Times – “All the News That’s Fit to Print” – mostra-se impraticável. Quem faz jornalismo sabe que nem todas as notícias cabem, que nem tudo o que acontece é publicável ou interessa ao público. De modo concreto, a frase do jornal mais influente do mundo é slogan. Logo, pertence muito mais ao mundo do marketing do que do jornalismo. Repetimos: jornalismo se faz a partir de escolhas. E essas decisões não são tomadas apenas com base nas vontades dos editores, nos seus desejos secretos, nas suas manias. Há critérios por trás dessas escolhas. Critérios que se consagraram ao longo de décadas e que permitiram que o jornalismo se tornasse o que é hoje: novidade, atualidade, singularidade, interesse público, relevância social, proximidade, impacto…
    Fazemos esta digressão para entrar num debate enviesado, e que, por isso, precisa contar com um lado que foi até então ignorado.
    Em agosto passado, assumimos o jornal laboratório do curso de Jornalismo da UFSC, o Zero. A publicação está às vésperas de completar 30 anos, e decidimos fazer algumas reformas gráficas, editoriais e operacionais, entre elas a definição mais nítida do público a que serviríamos e a abertura para um diálogo mais horizontalizado com esses leitores por meio da crítica. Trocando em miúdos, o Zero se voltaria descaradamente para o público universitário – extrapolando o umbigo do próprio curso de Jornalismo e as fronteiras da UFSC – e teria um ombudsman, que passaria a apontar erros, falhas e acertos do jornal. Redistribuímos os conteúdos em novas editorias, afinamos o olhar para pautas que estivessem em maior sintonia com o nosso público e abrimos espaço na página 2 para um crítico especializado. Para a função, convidamos o professor Ricardo Barreto, que por quase 15 anos foi editor do Zero, conhecido também por sua verve, experiência e rigor. Leia tudo. Beba na fonte

Kézia Lenderly deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ZERO esnoba Gay Talese parte II": Ninguém aprende samba no colégio - Noel Rosa
Jornalista não precisa de diploma.


LesPaul deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ZERO esnoba Gay Talese parte II": Pohha Canguita, três parágrafos gigantes e a rapaziada do Zero nada, absolutamente uma espiral de nhem-nhem-nhem. "... o Zero se voltaria descaradamente para o público universitário – extrapolando o umbigo do próprio curso de Jornalismo e as fronteiras da UFSC –" Sou muito anta, pois não entendi o tal público universitário além das fronteiras da UFSC. A real é que dormiram com boa notícia sob a fronha em que babam seus pesadelos. Replicar seu próprio ombudsman com uma sequoia de parágrafos é prova da dificuldade que se tem em ser janela depois de se ter sido sempre a pedra do estilingue. Essa questão é feita de linotipos para se lavar em casa, exclusivamente, e não com a exposição pública da autora. Farpas à parte, demais grosseiro é dissecar a tal entrevista da estudante, trazendo para o centro da discussão questão estranha à crítica. Pois, se o jornal não é para o público do Jornalismo, porque discutir técnica jornalística? Se o público não é de jornalistas e estudantes ligados à área, porque trazer tormentosas digressões sobre a matéria à baila? Uma grosseria assinada pela tacanha visão de acreditar que Gay Talese interessaria apenas ao restrito público acadêmico do Jornalismo da UFSC. Esse link pode ajudar aos incautos que não conheçam o 'personagem': http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/melhores-momentos-do-roda-viva-com-gay-talese. A "prensa" da autora que não sei quem é e nunca vi mais bela é implacável:

Marília | 3/ 12/ 2011 às 4:46 pm

Christofoletti, algumas considerações:

1 – Fiquei chateada que colocaste os méritos e deméritos da minha entrevista em uma discussão restrita ao ombudsman e os editores. Isso está se tornando uma lavação de roupa em público, na qual eu não gostaria de me envolver diretamente.

2 – Acho estranho que, em caráter privado, você elogiou a entrevista e recomendou que eu publicasse na revista Imprensa e até mesmo no Diário Catarinense, ou no Notícias do Dia.
3 – Em nenhum momento eu lhe dei a permissão para publicar a entrevista na íntegra.
4 – Problemas com perguntas ingênuas ou respostas longas são resolvidos pela edição.Marília.
 

LesPaul

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Grande Leon Russel

Papa do New Journalism dá entrevista a estudante da UFSC

Marília Marasciul


Entrevista concedida em 18 de outubro à estudante de jornalismo Marília Marasciulo do jornal-mural Trindade Times, atividade final da disciplina Edição do curso de Jornalismo da UFSC. 

    Gay Talese atende ao telefone. "Alô? Espere aí um minuto". Ele acaba de chegar a sua elegante townhouse no East Side de Manhattan, não teve tempo nem de ouvir suas mensagens. "Achei que nós tínhamos combinados de conversar amanhã, ao meio dia, já até arrumei a casa!", ele responde, surpreso, quando digo que estou ligando do Brasil. "Espere, você não é a Carol da Silva?". Quem dera. Ela vai conversar pessoalmente com um dos melhores repórteres e escritores dos últimos 50 anos (esse é seu tempo de carreira), autor de livros como A mulher do próximo, Honra teu pai e grandes perfis como o de Frank Sinatra, que escreveu sem entrevistar o cantor. Hoje, às vezes ele escreve para a revista The New Yorker – "estou escrevendo sobre grandes negócios no mundo dos esportes" -, mas seu grande projeto é o livro sobre seu casamento de 50 anos com a editora Nan Talese. Referência como um dos criadores do Novo Jornalismo, gênero que transforma a reportagem em uma narrativa, Talese é famoso por defender que um bom repórter deve "sujar os sapatos". É um grande crítico das novas tecnologias e provavelmente um dos poucos jornalistas no mundo que não utilizam e-mail. Apesar da confusão inicial, ele responde às perguntas, e em quinze minutos de conversa por telefone ele dá uma aula de jornalismo. Confira entrevista que Talese concedeu ao Trindade Times por telefone:

Trindade Times: Depois de escrever um livro sobre a história do Times, o que o senhor acha sobre a situação do jornal hoje? Ele mudou para melhor, para pior ou não mudou?
Gay Talese: Eu acho que mudou para melhor, porque as ameaças e as preocupações dos últimos anos tornaram os jornais melhores. E eu conheço o New York Times, esse é o jornal que eu leio.
TT: Então o senhor não acha que o jornalismo está em crise?
GT: Bem, não, eu não acho que esteja em crise, embora devesse estar em crise. Acho que tivemos notícias ruins há três, quatro anos e até no ano passado sobre o fato de que jornais vão ser obsoletos, coisas do passado, dinossauros, mas todas essas notícias ruins circularam nos anos passados. E eu acredito que essa crise teve um efeito positivo, fez as pessoas que trabalham em jornais, os editores e os donos de jornais fazerem um trabalho muito melhor, porque, às vezes, quando você está ameaçado, você reage com atenção. Acho que os jornais foram bastante desafiados pelo fantasma da tecnologia tornando os jornais obsoletos. Eles aprenderam com a crise.
Leia a entrevista completa no COTIDIANO.

Zero esnobou Gay Talese!

Por Ricardo Blue Barreto*

          
            Um ombudsman de imprensa mais do que apontar erros, antes de tudo existe para defender os interesses e direitos do leitor (e cidadão) em receber informacão atual, crível, ética e de qualidade. Nessa perspectiva e obrigado pela circunstância, abdico do direito de analisar a edição anterior para tratar de grave erro cometido pela redação, pois o impossível aconteceu: vou criticar a ausência, o que o jornal não publicou.
            Algumas semanas antes de ser concluída a edição que você lê, foi oferecida para uso uma entrevista exclusiva com Gay Talese, renomado escritor e jornalista americano, um dos pilares do new journalism e um dos mais célebres repórteres do mundo nos últimos 50 anos. Material de  boa qualidade que nenhum editor sensato recusaria, antes, trataria de publicar com a maior urgência - e com boa empolgação. O inédito é o fato da redação preterir e esnobar um inequívoco furo jornalístico, resultado da ousadia e audácia de uma jovem estudante do Curso de Jornalismo, para premiar o previsível, o costumeiro, o provinciano. E aqui, surge também um monumental equívoco pedagógico, tratando-se de um curso de Jornalismo, especialmente o nosso, certamente referência nacional, justamente por sua opção por esta única habilitação, que tratamos com muita seriedade.
            O que se ignorou é um primado do jornalismo e  essência da noticiabilidade, o da informação nova, fresca e exclusiva. Caso pudesse, como editor, ter um material assim, não hesitaria não só em publicar como dar o espaço mais nobre e fazer muito alarde na capa, pois o que foi oferecido é um diamante e não um brilhante. E, presumo, qualquer editor, especialmente de um jornal-laboratório. Lamentavelmente, não foi o que se deu. O que o Zero fez foi sonegar, esconder, material de vivo interesse para nosso inegável público-alvo prioritário: estudantes e professores de Jornalismo assim como profissionais. E como não se cria público-alvo por decreto, resta muito curiosa a insólita circunstância.
            Pois este jornal já fez esforços, em outros tempos, para entrevistar alguns dos mais importantes repórteres brasileiros. Temos entrevistas longas com José Hamilton Ribeiro, Caco Barcellos, Ricardo Kotscho, Clóvis Rossi, Fernando Morais, Bob Fernandes, Percival de Souza, Bernardo Kucinski, Lourival Sant'Anna, Luiz Cláudio Cunha, Marcelo Canellas, Maurício Dias, Juca Kfouri e Juca Varella, entre os mais relevantes, que trataram de bastidores da profissão e da reportagem (algo muito caro aos estudantes) além de ácidas abordagens sobre imprensa e os contextos políticos. E surge a chance de publicar, pela primeira vez, um dos repórteres mais importantes do mundo, ícone na profissão e a cúpula nega?! Triste momento, porque tal decisão, míope, contraria tudo que se entende por boa prática jornalística  - e mesmo estudantes sabem disso. O episódio traz outra lição: notícia boa não publicada também vira notícia.
            Ao assumir esta função jamais imaginei me defrontar com situação tão non-sense. Recorri aos editores e nenhuma das justificativas é convincente, lamentavelmente. Seria bom que lembrassem, que nosso primeiro objeto é o Jornalismo. E jornalistas, seguem sendo indispensáveis, especialmente na condição de entrevistados.


*Jornalista, professor do Curso de Jornalismo da UFSC, ex-diretor de redação e ombudsman do Zero, jornal-laboratório.


Da série: A Casa da Mãe Joana


    A série A Casa da Mãe Joana criada por este blog, vem fazendo o maior sucesso entre o público leitor. A referida série destaca como os políticos tratam o dinheiro público na nossa casa: a bela e Santa Catarina.
    Continuam metendo a mão no nosso bolso e assaltando os cofres públicos despoduradamente. Desta vez, foi a mixaria de R$ 300 mil doados a um tal projeto "Mirando o Alvo", do Clube de Caça e Pesca Alberto Scheidt, de Criciúma.
    O projeto Mirando o Alvo não aparece em lugar nenhum na internet e acho que na verdade está mirando o cofre do estado.
     Esta é mais uma sangria patrocinada por uma das famigeradas Secretarias de Desenvolvimento Regional, criadas por Luiz Henrique da Silveira.

   Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Da série: A Casa da Mãe Joana": Parece-me haver um contra-senso nessa história: o representante do Clube de Caça e Pesca é (ou era) supervisor da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Criciuma.

Prefeitos desmoralizam Isaac Newton

Prefeitos desmoralizam a lei de Newton que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço

    Leio nas páginas que o Tribunal de Justiça aceitou denúncia crime contra o prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), de Palhoça. O prefeito é acusado de pavimentar a mesma rua duas vezes. Seria cômico se não fosse trágico. Nosso agentes públicos cada vez se sofisticam mais na arte de roubar o dinheiro contribuinte.
    Sabem o que vai acontecer com Ronério Heiderscheidt NADICA DE NADA!
 O prefeito vai ser chamado pelo Tribunal de Justiça e a ele será oferecida a suspensão condicional do processo, com base na Lei 9.099/95, dos Juizados Especiais íveis e Criminais.
Trocado em miúdos, o Ronério não vai devolver dinheiro, não sofrerá condenação nenhuma, porém pode sofrer "pesadíssimas" penalidades: 
1 - Pagar cestas básicas à uma entidade beneficiente
2 - Comparecer mensalmente, durante dois anos, ao Fórum da Palhoça para "assinar o ponto"
3 - Não poderá e ausentar do país sem licença da justiça.

    Passado esse período, o prefeito asfaltador, voltará paras a categoria dos ficha limpas.  Limpíssima. Com recibo passado pela justiça. É assim que funciona.

    Mas e o dinheiro????!!!! Bem, esse ninguém sabe ninguém viu!
  
    Jurisprudência
    Sei disso tudo porque acompanhei um caso semelhante ocorrido na cidade de Lages. Lá pelos idos de 1995, um prefeito igual ao Ronério acabou, por um lapso de memória, construindo a mesma escola duas vezes. A verba, que não era pouca, veio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 
    Passado algum tempo e uma eleição assume a prefeitura de Lages um novo prefeito que era oposicionista. Sentou na cadeira com a chapa queimando. Uma sindicância do FNDE exigia do novel mandatário a devolução do dinheiro de pelo menos uma escola.
    A falcatrua acabou sendo levada ao conhecimento do Ministério Público que denuncio, à justiça, o prefeito construtor. Como no caso do Ronério a Justiça aceitou a denúncia e chamou o prefeito construtor para a tal conciliação.
    Acertado o baralho com a justiça, o prefeito acabou saindo do Fórum cheio de coisas para fazer. Pagou cestas básicas e sentou praça mensalmente, durante dois anos, no Fórum da cidade.
    Acabado os deveres de casa, virou ficha limpa. Hoje é governador!

    E o dinheiro? Esse ninguém sabe, ninguém viu! Dizem que a inflação galopante da época comeu!

Osvaldo Peixoto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Prefeitos desmoralizam Isaac Newton": Sem contar que condenado pela prática do Jogo do Bicho, ninguém sabe que existe(sic) fugiu, viveu em Sinope por cinco anos, voltou com a pena caducada e se elegeu prefeito, reelegeu e ainda manda e vai mandar por muita mais tempo..essa agora é mais uma ..sem fazer cócegas...Viva o Brazil, zilzilzilzil 

Caro Mosquito,

Tu deves ter algumas falhas. Todos nós humanos as temos.
Mas, mesmo que tua dor seja intensa, qualquer que seja a razão, ela é mais digna porque reflete tua luta.

Imagine a fraqueza dos omissos, muitos, que veem todas as formas de abuso e calam impotentes. Como não sofrem...
Imagine a vergonha dos ladrões, especialmente os que roubam o que é público e mentem aos filhos dizendo: Isto é fruto do meu trabalho. Como não lhes soa falso existir.

Tua dor é a dor da luta. É a dor da vitória, do esforço, do sonho e da coragem.
Tua dor eles não conseguem sentir.

Tua dor é a dor do guerreiro. A dor de quem sabe combater.
Nem por um segundo, nenhum, pense que não valeu a pena.

Tu entras para a história da cidade por uma porta. 
Eles, pela outra.

Força.
Um abraço, Marcos Bayer.

Kiko deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Caro Mosquito,": Matou a pau! Excelente!
E sendo, sim, repetitivo (já disse isso para o Mosquito assim que ele anunciou a decisão de parar, já repensada, inclusive), quero citar de novo algo que li num curto e contundente comentário sobre a morte (possível assassinato) do vereador de Chapecó um dia antes da decisão do Musca, assim... "se calarem a vóz dos profetas as pedras falarão".
Sabias palávras, que em poucos dias, na verdade poucas horas se confirmaram nas diversas manifestações de amigos, conhecidos, enfim, seguidores do Musca.
Sinceramente, devo estar com amnésia ou coisa parecida, mas não consigo lembrar se já tinha lido ou ouvido isso onde quer que seja, nem como passagem bíblica, de algum grande pensador, busquei atá Renato Russo e realmente não identifiquei uma outra fonte, senão este comentário que citei acima.
Portanto, mais uma vez - e não vou cansar de repetir - aqui encerrando, ..."SE CALAREM A VOZ DOS PROFETAS AS PEDRAS FALARÃO."
O português fica por conta de cada um. 

Sr. Ninguém defende Gerson Basso e ameaça blogueiro

    É sempre a mesma coisa, toda vez que denuncio este Sr. Gerson Basso, recebo ameças anônimas como a que publico abaixo. Aconteceu novamente agora com a denúncia de que o Sr. Gerson Basso, presidente da Floran, empregado do prefeito, atuou ilegalmente em uma audiência de instrução no fórum da capital. Leia matéria aqui.
    Fico pensando o que deve ter na cabeça um indivíduo desses. Não consegue controlar a sua raivinha e se rasga toda mandando impropérios e ameaças tipo "portão de lata": puro barulho!
    Caro Sr. anônimo, vou dar a você um espaço aqui no blog. O seu pitizinho, o Sr. gostaria que fosse público, mas queria mesmo é que todos soubessem quem estava me agredindo e ameçando. Por culpa da sua covardia, somente o Sr. saberá quem mandou as ameças e aí não tem graça nenhuma, só aumenta a sua frustração.
    A insignificância e a falta de coragem talvez sejam as coisas mais tristes na vida de uma pessoa, Sr. Ninguém.  
   Pelo tipo de linguagem e capacidade semântica do defensor do Sr. Gerson Basso, pago ou não, conclui-se que a linha de defesa está próximo ao nada.
  Sobre a ilegalidade da conduta do Sr. Gerson Basso na audiência está clara e patente. Atuava como advogado de defesa do prefeito Dário Berger.
 A ameaça:
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Mosquito fecha o blog Tijoladas":
QUEM ESTÁ DOIDINHO PRA TE FODER É O ESCRITÓRIO DO DR.GERSON BASSO. TE CUIDA NÃO SEU IMBECIL, QUE NÃO SABE DISTINGUIR UMA ATA DE AUDÊNCIA COM UMA NOTA DE CULPA, ONDE O DR GERSON ASSINOU COMO TESTEMUNHA, SEU MERDA. SERÁS O PRÓXIMO A SER PROCESSADO.ESCLAREÇA A MATÉRIA URGENTEMENTE, SE É QUE AINDA É TEMPO. 

A prova da ilegalidade:   


Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Sr. Ninguém defende Gerson Basso e ameaça blogueir...": As situações envolvendo o Mosquito e as dezenas de ações contra ele e agora ameaças a este BLOG, me fazem concluir que a mídia impressa de Sta.Catarina é toda controlada pelos "ofendidos" e que o real jornalismo local, só se encontra nos blogs independentes. O clima criado pelos "ofendidos" aliado a receptividade que o Judiciário Barriga Verde vem dando as ações dos "ofendidos", nos faz lembrar os tempos de chumbo. Tudo leva a crer que a verdade incomoda e que a mídia impressa existente só publica o que os "ofendidos" autorizam, talvez com medo de perder os anúncios de página inteira e os segundos milionários nos horários de maior audiência, sem falar nas champagnes das festas de inauguração, que nada mais são do que neutralização e cooptação de trocas de favores. Só falta agora os "ofendidos" atentarem contra a integridade física dos blogueiros independentes.
Onde vamos parar?
O que você tem a ver com a Corrupção?
Ass. MICTMR

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Presidente da Santur reforça salário com R$ 10 mil em diárias

    O presidente da Santur (Santa Catarina Turismo) Valdir Walendowsky tem cumprido à risca a missão de divulgar Santa Catarina para atrair turistas. O homem não para quieto. Não esquenta cadeira dentro de gabinete.
    Somente no mês de setembro, com 21 dias úteis, Walendowsky ficou apenas 2 dias na sede da Santur em Florianópolis. Nos outros 19 dias o presidente da Santur gastou sola de sapato andando por aí.
    O Mosquito, que agora não tem mais blog, fica fazendo fofoca por telefone. Falando mal das pessoas. Me disse que o presidente da Santur embolsou, somente em diárias no mês de setembro, um salário extra de R$ 10.520,00. Cerca de 1.052 vales X-Burguer, que é como se chama o novo vale-alimentação do servidor público estadual. 
    Eu não acredito que isso tenha sido um caixa 2 feito pelo Walendowsky. Acho que ele viajou mesmo. O mosquito diz que viajou na maionese, com o nosso dinheiro.
Para que não fiquem dizendo que os blogs só sabem falar mal das pessoas, deixo aqui um convite ao presidente da Santur: 
    Presidente, desminta o Mosquito e acabe com estas maledicências. Mande para o blog o relatório das viagens constando roteiro, datas, objeto e comprovantes de despesas.
    O resto é fofoca! 
Do Diário Oficial Estático de SC
 

O circo da justiça continua II

    A justiça continua com sua saga de decisões suspeitas, tendenciosas e protecionistas. 

    A última do circo catarinense partiu da Segunda Câmara de Direito Público que livrou o ex-governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) de processo que questionava concorrência internacional para exploração do pedágio na BR-470, Itajaí-Campos Novos, em 1998.

    Uma das pérolas do contrato de Paulo Afonso com a empresa Ecovale mostrava que a região de Rio do Sul somente receberia obras de duplicação 23 anos depois do início da cobrança do pedágio.

    A decisão de livrar Paulo Afonso foi dos desembargadores Newton Janke, Cid Goulart e João Henrique Blasi. A participação Cid Goulart e João Henrique Blasi no caso é altamente suspeita.

    Se tivessem um pingo de ética, se julgariam impedidos. Cid Goulart é conhecido como peemedebista de "carteirinha", mesmo partido de Paulo Afonso. O caso de João Henrique Blasi é mais escandaloso: Blasi, ativo militante partidário, deputado eleito várias vezes pelo PMDB e, como se isso não bastasse, foi líder, na Assembléia, do governo Paulo Afonso e Luiz Henrique da Silveira (aquele um).

    Defensor da venda das fraudulentas Letras do Tesouro de SC criadas por Paulo Afonso, Blasi também apoiou ferrenhamente a criação de uma tal de Invesc, que pendurou, no bolso do contribuinte catarinense, a bacatela de R$ 3 bilhões sem jamais ter assentado um tijolo. Tudo isso no tempo de governo do amigo que julgou.de Paulo Afonso.

    Fica cada vez mais claro que essas indicações políticas para cargos dentro do judiciário são uma grande excrecência. 'É colocar a raposa para cuidar do galinheiro. Colocar desembargadores políticos para defender interesses de políticos pertencentes à sua grei.

    Assim são forjados os tribunais de contas, Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça, Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitora, aquele que vergonhosamente salvou Luiz Henrique e Dário Berger de cassação.

    Agora, vem o desembargador Blasi, indicado pelo PMDB, advogar em favor do amigo e líder partidário. Essa é a nossa justiça leitores!

    Em recente depoimento no Congresso Nacional, a Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, calou o plenário, formado por senadores e deputados com a seguinte pergunta:

"Os senhores já viram algum colarinho branco na cadeia?"

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O circo da justiça continua II":
Paulo Afonso, uma das maiores manchas sujas da história catarinense (não sei se ele ou LHS), continua se livrando dos crimes que cometeu, através dos expedientes mencionados. LHS idem.
Dario Berger recebeu até um pedido de desculpas da AMB (associação dos magistrados brasileiros)...pode?
E outros, outros e outros...
Até quando meu Deus???

(Perdoem, mas fui obrigado a postar como anônimo, pois com essa justiça nunca se sabe. Todos os indícios me levam a crer que já vivemos um regime de exceção)   
Roberto Scalabrin deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O circo da justiça continua II": Esta, com certeza, é a providência mais importante a ser implementada no Brasil: - a restruturação imediata do judiciário e dos tribunais de contas. Sem isso não teremos justiça e sem justiça não haverá nunca a cidadania. Nomear cumpadres para os tribunais é realmente o fim (de tudo). Roberto Scalabrin 

Crônicas do Irani (3)

Por Celso Martins
O território de José Maria

Escultura de João Maria no restaurante Confraria do Monge (Lages-SC). Escultura de Nelson Neves Matias
 Considerado “fonte primária”, citado por quase todos os autores que abordaram o tema Contestado, os manuscritos de Alfredo de Oliveira Lemos, nascido em Campos Novos, 27 de janeiro de 1884, merecem alguns comentários. Lemos garante ter conhecido João Maria, e depois dele, José Maria. Crítico do levante caboclo, tendo colaborado com a repressão ao movimento, seu testemunho assume importância relevante.
Quando tinha 9 para 10 anos de idade João Maria apareceu em sua casa e tratou de sua mãe, dona Joana, permanecendo na região, “tendo desaparecido alguns anos depois”. (p. 15) Cerca de 15 anos depois “apareceu no sertão do Irani, Palmas, um homem com as vestes de João Maria; usava terno de brim grosseiro, boné de couro de jaguatirica”. (p. 16)
Diferentemente de João Maria, que usava “sandálias feitas por ele mesmo”, José calçava “chinelos com meias grossas por cima da calça; dizendo-se irmão de João Maria, chamava-se José Maria de Agostinho”. O autor indica o ano de 1912. “Em Irani”, prossegue, “ele começou curando com erva e muito logo correu a fama por toda a parte. E muito breve, tinha o seu grupo regular com instrução para a guerra. Imediatamente chegou ao conhecimento da polícia de Palmas que foi obrigada a dispersar o grupo, tendo desaparecido, para dali reaparecer em Campos Novos, na fazendo do coronel Francisco de Almeida”. (p. 16)
            Cabe destacar que estamos diante da segunda referência à presença de José Maria no Irani. Quanto a formação de um reduto, e a repressão policial vinda de Palmas, devemos lembrar a informação anterior (Crônicas 2) de Antônio Martins Fabrício das Neves, sobre a parceria de José Fabrício e José Maria no assentamento de famílias na região. Independente da necessidade de um maior aprofundamento do episódio, fica evidenciado o trânsito de José Maria nos campos do Irani.
            A historiadora paulista Ivone Gallo nos leva a Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná, para falar de José Maria.
Vive bem vestido, carregando sabonetes, espelhos etc., para cuidar de si, aprecia a boa comida, bom chocolate, gostando de parar em casa de família, para ser tratado pelas mulheres a quem ele dá muitos conselhos! Homens e mulheres vão pedir-lhe receitas e orações, porém aprecia ele mais oferecer bordados e pinturas para as moças pois é bom pintor e bom de letra. Consta que este monge já saiu fugido de Palmas para a Mangueirinha que também teve o mesmo fim e só aqui é que tem sido bem hospedado”. (p. 83)
Na ocasião, em Laranjeiras do Sul, antiga Colônia Marechal Mallet, região acima de Pato Branco, José Maria “preconizou uma guerra fortíssima da qual ninguém escapará, por isso aconselhou o povo a fazer morada no centro do mato, não tendo caminho que possa sair para parte alguma e nas proximidades de um rio por ele indicado porque todos os bichos se mudarão para a colônia a fim de liquidar algumas pessoas que por ventura escaparem da referida guerra. Preconizou uma praga de gafanhotos com bicos de aço e asas também de aço, porém em forma de serras”. (p. 82-83) Gallo reproduz matéria publicada no jornal O Livre Pensador, de São Paulo-SP, de 13.1.1909, com o título “Um novo monge. Perigo social”.
A autora citada se refere a um processo em Palmas por rapto de moça, destacando que no Brasil “daquele tempos, o rapto de mulheres era uma prática comum e, em muitos casos, até o raptor podia contar com a anuência da vítima”. Por isso José Maria foi logo libertado “sob a promessa de casamento, coisa que não se realizou, não se sabe por que”. (Gallo, p. 83) Outros autores abordaram o tema.
            Ivone Gallo corrobora a informação de Maurício Vinhas de Queiroz em seu livro “Messianismo e conflito social”, de que “o monge também teria sofrido perseguições no Paraná, mais precisamente no Irani, onde mantinha relações de amizade com posseiros ocupantes das terras de uma empresa frigorífica”. (Gallo, p. 83)
            Outra informação preciosa da mesma autora é que José Maria teria acompanhado “as forças revolucionárias de 1893, combatendo e fazendo reconhecimentos, e que gozava de prestígio entre seus companheiros combatentes por sua valentia, porque, ‘acutilando como um doido, causou tal espanto no inimigo, que este retirou-se em desordem apesar da superioridade numérica”. (Gallo, p. 84) A autora se baseia no artigo “O monge José Maria, um pobre diabo ou um verdadeiro revolucionário perigoso?”, publicado pelo jornal Correio da Manhã um dia antes do Combate de 1912 no Irani, em 21.10.1912. (p. 107)
            Cabe destacar aqui a origem do povoamento de Irani. Informa o site do IBGE: “O município de Irani, localizado no meio oeste catarinense, começou a ser desbravado e ocupado no início do século XIX, por fazendeiros e colonos oriundos principalmente do norte do Rio Grande do Sul, que transformaram o cotidiano da população local. Esta época foi marcada pelo predomínio dos coronéis, que dominavam a região do Irani. Entre os colonizadores destacam-se: Leopoldino Fabrício das Neves, Dinarte Antunes, Pedro Kades, Alexandre Telles e Miguel Fabrício das Neves”. No site da Prefeitura do Irani: “O território do município de Irani começou a ser desbravado e ocupado no início do século XIX, por fazendeiros e colonos oriundos principalmente do norte do Rio Grande do Sul.”     (Por Celso Martins, outubro de 2011)

Fontes: Histórico de Irani. Site do IBGE.
GALLO, Ivone Cecília D’Ávila. O Contestado – O sonho do milênio igualitário. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1999.
LEMOS, Alfredo de Oliveira. A história dos fanáticos em Santa Catarina e parte de minha vida naqueles tempos. 1913-1916. Passo Fundo: Berthier, 1989.