sábado, 3 de dezembro de 2011

ZERO esnoba Gay Talese parte II

    Recebi dos editores do jornal laboratório ZERO, jornalismo da UFSC, a versão abaixo sobre a não publicação de entrevista com o jornalista norte-americano Gay Talese.
zero: a versão dos editores

Por Rogério Christofoletti e Samuel Lima

    Jornalismo se faz a partir de escolhas, como em qualquer atividade humana. Nas redações, escolhe-se uma foto para ilustrar uma reportagem, descartando-se as demais; decide-se por um enfoque numa matéria e não por outros; toma-se decisões a todo o momento, das mais simples – o uso de uma palavra, por exemplo – às mais complexas – a definição do que sai numa edição e o que fica de fora. Selecionar é, então, da essência do jornalismo, até porque é uma função dos meios de informação oferecer explicações de fatos, o que em última análise significa dar sentido às coisas, contornos para a realidade.
    Embora tenha se tornado um mantra na área, a famosa epígrafe do New York Times – “All the News That’s Fit to Print” – mostra-se impraticável. Quem faz jornalismo sabe que nem todas as notícias cabem, que nem tudo o que acontece é publicável ou interessa ao público. De modo concreto, a frase do jornal mais influente do mundo é slogan. Logo, pertence muito mais ao mundo do marketing do que do jornalismo. Repetimos: jornalismo se faz a partir de escolhas. E essas decisões não são tomadas apenas com base nas vontades dos editores, nos seus desejos secretos, nas suas manias. Há critérios por trás dessas escolhas. Critérios que se consagraram ao longo de décadas e que permitiram que o jornalismo se tornasse o que é hoje: novidade, atualidade, singularidade, interesse público, relevância social, proximidade, impacto…
    Fazemos esta digressão para entrar num debate enviesado, e que, por isso, precisa contar com um lado que foi até então ignorado.
    Em agosto passado, assumimos o jornal laboratório do curso de Jornalismo da UFSC, o Zero. A publicação está às vésperas de completar 30 anos, e decidimos fazer algumas reformas gráficas, editoriais e operacionais, entre elas a definição mais nítida do público a que serviríamos e a abertura para um diálogo mais horizontalizado com esses leitores por meio da crítica. Trocando em miúdos, o Zero se voltaria descaradamente para o público universitário – extrapolando o umbigo do próprio curso de Jornalismo e as fronteiras da UFSC – e teria um ombudsman, que passaria a apontar erros, falhas e acertos do jornal. Redistribuímos os conteúdos em novas editorias, afinamos o olhar para pautas que estivessem em maior sintonia com o nosso público e abrimos espaço na página 2 para um crítico especializado. Para a função, convidamos o professor Ricardo Barreto, que por quase 15 anos foi editor do Zero, conhecido também por sua verve, experiência e rigor. Leia tudo. Beba na fonte

Kézia Lenderly deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ZERO esnoba Gay Talese parte II": Ninguém aprende samba no colégio - Noel Rosa
Jornalista não precisa de diploma.


LesPaul deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ZERO esnoba Gay Talese parte II": Pohha Canguita, três parágrafos gigantes e a rapaziada do Zero nada, absolutamente uma espiral de nhem-nhem-nhem. "... o Zero se voltaria descaradamente para o público universitário – extrapolando o umbigo do próprio curso de Jornalismo e as fronteiras da UFSC –" Sou muito anta, pois não entendi o tal público universitário além das fronteiras da UFSC. A real é que dormiram com boa notícia sob a fronha em que babam seus pesadelos. Replicar seu próprio ombudsman com uma sequoia de parágrafos é prova da dificuldade que se tem em ser janela depois de se ter sido sempre a pedra do estilingue. Essa questão é feita de linotipos para se lavar em casa, exclusivamente, e não com a exposição pública da autora. Farpas à parte, demais grosseiro é dissecar a tal entrevista da estudante, trazendo para o centro da discussão questão estranha à crítica. Pois, se o jornal não é para o público do Jornalismo, porque discutir técnica jornalística? Se o público não é de jornalistas e estudantes ligados à área, porque trazer tormentosas digressões sobre a matéria à baila? Uma grosseria assinada pela tacanha visão de acreditar que Gay Talese interessaria apenas ao restrito público acadêmico do Jornalismo da UFSC. Esse link pode ajudar aos incautos que não conheçam o 'personagem': http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/melhores-momentos-do-roda-viva-com-gay-talese. A "prensa" da autora que não sei quem é e nunca vi mais bela é implacável:

Marília | 3/ 12/ 2011 às 4:46 pm

Christofoletti, algumas considerações:

1 – Fiquei chateada que colocaste os méritos e deméritos da minha entrevista em uma discussão restrita ao ombudsman e os editores. Isso está se tornando uma lavação de roupa em público, na qual eu não gostaria de me envolver diretamente.

2 – Acho estranho que, em caráter privado, você elogiou a entrevista e recomendou que eu publicasse na revista Imprensa e até mesmo no Diário Catarinense, ou no Notícias do Dia.
3 – Em nenhum momento eu lhe dei a permissão para publicar a entrevista na íntegra.
4 – Problemas com perguntas ingênuas ou respostas longas são resolvidos pela edição.Marília.
 

LesPaul

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