quinta-feira, 12 de novembro de 2015

De onde vem a cocaína que passa pelo Haiti?

   Por Laércio de Melo Duarte  

   Desde março de 2004 o Haiti encontra-se sob intervenção militar, após o golpe de estado patrocinado pelos EUA e França, o qual depôs o presidente eleito, Jean-Bertrand Aristide, um padre salesiano, numa operação pra lá de nebulosa.

   Aristide nunca mais apareceu em público, apesar de ainda ser um personagem muito popular em seu país. Segundo a versão do líder da oposição radical à ocupação militar, Didier Dominique, ao contar a história do golpe, Aristide foi sequestrado por soldados norte americanos na Jamaica, para onde havia fugido, e levado para a África do Sul, onde recebeu asilo político.  Tendo voltado ao Haiti em 2011,  o presidente Aristide foi processado e condenado por "tráfico de drogas". De acordo com a Agência France-Presse (AFP) ele está em prisão domiciliar na sua casa ao norte de Porto Príncipe. 

   E o Haiti permanece no caos, entregue às quadrilhas de bandidos e traficantes, contra os quais quase nada pode as poucas centenas de soldados brasileiros, encarregados pela ONU (via Estados Unidos) de manter a ordem na ilha caribenha.

   A Interpol acredita que aproximadamente 10 toneladas de cocaína POR MES,  passam pelo Haiti na direção dos Estados Unidos,  aproveitando-se da fragilidade dos controles policiais e da farta mão de obra disponibilizada pelas quadrilhas de criminosos comuns. Como sabemos, só existem tres países que produzem cocaína no mundo, Bolívia, Peru e Colômbia.

   Fontes policiais norte americanas citados pela Agência Reuters, concluíram que a rota de transporte da droga até o Haiti passa pela Venezuela, pelas mesmas alegadas razões de fragilidade e conivência.   A prisão de dois sobrinhos do presidente Nicolás Maduro, portanto 800 quilos de cocaína no Haiti, explodiu como uma bomba no noticiário internacional e coloca a elite governista venezuelana em "papos de aranha".  Já em maio passado, o  Wall Street Journal publicou reportagem sobre o envolvimento de autoridades militares, parlamentares e do governo venezuelano no tráfico de cocaína para os Estados Unidos.

   Será este o triste fim da revolução socialista bolivariana ?

Brasil: a grande lavanderia oficial

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Com a ajuda de Eduardo Cunha, governo petista consegue aprovar projeto que anistia criminosos que mandaram dinheiro para o exterior  

    Veja abaixo quem, da bancada federal catarinense, votou contra ou a favor do projeto que anistia criminosos:
 
    A Câmara dos Deputados, essa presidida pelo “probo” Eduardo Cunha, aprovou na noite de ontem o projeto que transforma o Brasil em uma grande lavanderia de dinheiro depositado no exterior.
   Brasileiros que enviaram dinheiro ao exterior sem declaração à Receita Federal poderão “repatriar” esses recursos mediante pagamento de multa camarada.
   O texto aprovado pelos probos deputados prevê anistia a uma série de crimes a quem voluntariamente declarar os recursos enviados ao exterior e pagar, em multa e Imposto de Renda, um percentual de 30% sobre o valor.
   Deverá ser perdoado quem regularizar valores provenientes de crimes como sonegação fiscal, evasão de divisas, falsidade ideológica, falsificação de documento, sonegação de contribuição previdenciária e operação de câmbio não autorizada. Também não serão punidos crimes de descaminho e lavagem de dinheiro.   O projeto do governo prevaleceu por uma magérrima diferença de 17 votos: 230 a 213. Segundo informa Josias de Souza na sua coluna da FSP, “a vantagem só foi obtida porque vários deputados que votariam contra a proposta foram convencidos a se ausentar do plenário. Sem alarde, Eduardo Cunha conquistou a maioria das ausências.
   Além de auxiliar o governo na produção de fujões, Cunha ajudou a conquistar abstenções. Houve sete. Pelas contas da oposição, sem as fugas e as abstenções, Dilma teria dormido com mais uma derrota latejando no cérebro. O único problema de Dilma é que o apoio de Cunha custa os olhos da cara, está pela hora da morte”.


Nelson Rolim liberta as palavras

   Quarta-feira, dia 18/11, Nelson Rolim de Moura vai lançar seu livro "Não esquecemos a ditadura - Memórias da violência".

   O evento vai acontecer no hall do CIC, as 19h. O livro estará a venda por R$49,00.
   Esperamos vocês!!!

   “Outro motivo para libertar estas palavras é porque na verdade sabemos certas coisas que não queremos guardar para sempre no adormecimento da memória, pois podem significar algo para alguém.
   Fiz muitas coisas na minha vida, de tudo um pouco. Aqui uso duas práticas que desenvolvi: jornalismo, fazendo jornais, e literatura, editando livros. As duas no sentido mais prosaico que possam ter, mas agudamente.
   Como editor, foi difícil deixar outros livros para cuidar deste.
   Agora terminei."

Rio Doce: do salvamento à aniquilação




quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Sai edital de duplicação da Antônio Edu Vieira

Empresas interessadas têm até 7 de dezembro para encaminhar propostas

    A Prefeitura de Florianópolis publicou, por meio da Secretaria de Administração, o edital para contratação de empresa especializada na execução das obras do anel viário para corredor de transporte público coletivo-trecho I-segmento Sul. Para as obras em licitação, que compreende a duplicação da rua Deputado Antônio Edu Vieira, no Pantanal, o investimento previsto é de R$ 36.636.807,02. Depois de pronto, o anel terá 17 quilômetros de faixas exclusivas ou preferenciais para ônibus.

   “São obras jamais realizadas na cidade, que estão todas conectadas em um objetivo maior: incentivar o uso do transporte coletivo e como consequência melhorar definitivamente o tráfego de veículos. Diferente do que vinha se fazendo, não estamos realizando obras para resolver um congestionamento pontual, mas para transformar o modo como nos deslocamos”, disse o prefeito Cesar Souza Junior.

   Com base em estudos atuais da mobilidade em Florianópolis, segundo o prefeito, 48% dos moradores da cidade se deslocam de carro e apenas 24% de ônibus. Com as obras, que irão priorizar o transporte coletivo, a intenção é dobrar este índice. “Queremos chegar a um patamar de metade da população utilizando ônibus para se deslocar. Para isso, vamos fornecer a estrutura necessária, com um transporte público inteligente e eficiente”, afirmou.

Edital

   Segundo o edital, poderão participar todas as empresas que atuam no ramo de atividade do objeto deste edital, exceto consórcios e companhias inidôneas, que estejam em processo falimentar ou que possuam servidor público ativo ou empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista em seu corpo diretivo.

   A obra contempla ainda um elevado exclusivo para o transporte público, ciclovia, calçadas, passeio, drenagem, terraplenagem, sinalização horizontal e urbanização. O prazo de execução é de 36 meses, a partir do recebimento da ordem de serviço pela empresa que vencer a concorrência pública.

   Os envelopes com as propostas podem ser entregues até o dia 7 de dezembro, às 14 horas, na Diretoria de Licitações e Contratos da Secretaria da Administração, no 3º andar, sala 301, do Edifício Aldo Beck, à rua Conselheiro Mafra, 656, no Centro.

ESTRELA

   Conto de Emanuel Medeiros Vieira

Para CLARICE

   Então, eu disse para ela – tentando desdramatizar, buscando um sorriso: - quando sentires saudades, olha uma estrela (qualquer estrela), em qualquer noite, e tenta me enxergar lá – o bigode, o sorriso, as esperanças, as paixões, os erros, as lutas não vencidas, o sonhos, os voluntarismos, tudo o que quiseres enxergar.

   Ela camuflava a tristeza. Eu iria partir. Nunca se sabe quando.

- De qualquer maneira, eu sempre te amarei, e esse amor vai à eternidade, mas eu não quis ser solene ou retórico– era o que eu  sentia (sempre, só escrevi o que senti).

- Morrer é ficar longe dos amigos?

   Lembrei-me de um personagem de Gabriel Garcia Márquez, em “Do Amor e Outros Demônios”: “O corpo humano não foi feito para os anos que a pessoa é capaz de viver” (...).

   Vida e morte, não pedimos para nascer, não pedimos para morrer.

   “Os homens morrem e não são felizes” (Albert Camus).

   Fomos andar no Parque da Cidade.

   E fiquei pensando: vi esta “menina” nascer, assisti aos  seus crescimentos, os primeiros dentes, seu crescimento, a evolução do corpo, e ela estava agora com quase trinta anos, e é um sol nesta minha vida.

   Como em Nietzsche, a mim não foi concedido o benefício do esquecimento.

   Seria um lugar-comum, mas eu “discursei”: - é preciso ser forte, nascemos, vivemos, envelhecemos – se não morrermos antes.

   Entendi na prática o que estudara nas aulas de Filosofia: é preciso ser estoico.

   Não reclamar, seguir em frente.

   Fé? Eu não sabia se ainda a tinha.

   “Nada acontece no teu conto”, avisa um anjo.

   Um eventual leitor, talvez diga: “que triste!” ( o texto).

   Categorias como “alegria” ou “tristeza” não importam no que escrevo. Só busco colher  uma verdade humana, só escrevo o que sinto – sempre (perdão pelo tom solene ou retórico – ou pelo eventual lugar-comum).

   Parece um jogo de dados. Cai o número seis, o número um. Sempre cai algum número.

   Células “saíram do lugar”. O repertório é vasto – enfermidades várias.

   Passamos. Breve sopro.

   Insisti: sempre te amarei, aqui, depois, sempre.

   Comemos pipoca, tomamos água de coco.

   Estávamos no período de seca em Brasília.

   Seus olhos pareciam indagar: “por que”?

   Nunca saberemos.

   Nunca saberemos de nada.

   Em tradução livre, recordei-me de “Macbeth”, de Shakespeare” (sobre a vida): “É uma estória contada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem nenhum significado.”

   Poderia ter optado por “louco” em vez de “idiota”. E optando “qualquer” em vez de “nenhum”.

   A vida? Essa ânsia toda. Essa movimentação toda. Essa luta toda.

   Mas não esqueças, moça: para te lembrares de mim, basta escolher uma estrela.

   Qualquer uma.

   Até.

Do folclore ilhéu

Uma família de São Paulo e o Piá

   Chegaram ao Oliveira três caminhonetes importadas, placas de São Paulo, com aproximadamente 13 pessoas. Uma família em viagem de férias de verão.

   Quando o Piá, um dos garçons que mais entende de futebol em Santa Catarina, viu aquele pessoal endinheirado, correu para atender a grande mesa.

   O mais velho deles, talvez o avô, perguntou: Por favor, o que você sugere?

   Então o Piá, pensando na gorjeta, respondeu: O ideal é um rodízio de frutos do mar...

   Explicou então que era composto de porções variadas de camarões, siri, ostras, mariscos e peixes, todas acompanhadas de pirão, arroz e saladas.

   Eles concordaram, pediram cerveja gelada e alguns refrigerantes.

   Após experimentarem de tudo, chamaram novamente o Piá, e disseram: Há mais alguma especiaria?

   O Piá, muito esperto, respondeu que iria verificar. Foi até a cozinha e perguntou para a Marleci, a cozinheira: Tem mais alguma coisa que a gente possa servir para aqueles paulistas?

   Ela respondeu: Olha, tem ali no canto uns dois baldes cheios de “manjuva” que o Célio pediu para separar a fim de usar como isca na pescaria.

   O Piá, prontamente, resolveu: Então, frita agora...

   Foram então servidas quatro travessas de “manjuvinha” frita e mais cerveja gelada.

   Eles comeram, acharam uma delícia, pediram mais duas travessas, e finalmente, a conta.

   Ao pagá-la, um dos comensais exclamou: - Nós já tínhamos experimentado tudo isto em vários lugares do mundo. Mas, esta última especiaria frita, foi pela primeira vez e é uma delícia...

   Como é que vocês a chamam?

O Piá então respondeu: - Olha só: chamar nós “chamemo” de “cagão”... Pois ela dá tanta, dá tanta, que chega dá nojo...

   Mas, o nome mesmo é Manjuva...

Peregrinos do Absoluto– Minhas memórias dos outros

paulo    Peregrinos do Absoluto lança um olhar leigo sobre as transformações da Igreja Católica nos últimos 50 anos

    No cinquentenário do Concílio Vaticano II, o escritor Paulo Leonardo Medeiros Vieira revivifica atores com quem compartilhou o surgimento de uma “nova” Igreja, menos fechada em si mesma e mais próxima do povo

    O escritor catarinense Paulo Leonardo Medeiros Vieira lança dia 18 de novembro (quarta-feira), às 20h, nas Livrarias Catarinense do Beiramar Shopping, em Florianópolis, o livro Peregrinos do Absoluto – Minhas memórias dos outros, um inédito testemunho de um leigo sobre as mudanças havidas na igreja católica desde o Concílio Vaticano II, convocado em 1962 pelo papa João XXIII e encerrado em 1965 já no papado de Paulo VI.

   No cinquentenário do Concílio e das conferências episcopais pós-conciliares de Medellín, Puebla e Santo Domingo, Paulo Leonardo Medeiros Vieira revivifica atores com quem compartilhou o período dessa “nova” Igreja agora então identificada como Povo de Deus.

   Peregrinos do Absoluto resgata a criação do Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC), com a direção do padre Paulo Bratti, e relembra a participação do autor, advogado tarimbado, durante os anos de chumbo, à frente da Comissão Justiça e Paz do Brasil/SC e seu papel na Comissão de Direitos Humanos da OAB/SC e na implantação dos movimentos de Renovação Carismática Católica e de Cursilhos de Cristandade.

   Na tecitura dos relatos, o autor revela de maneira sutil as forças e contra forças em ação no âmago da Igreja Católica, o contraste entre correntes ultra-conservadoras que não viram o Concílio com entusiasmo e aqueles que queriam um pastorado mais próximo do povo. Expõe a relação entre a ditadura militar e o assassinato de Dom Oscar Romero, as campanhas contra a Igreja e as agreções sofridas por Dom Helder Câmara, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Tomás Balduíno e outros bispos e padres; revive o clima que levou agentes de pastoral à prisão, à tortura e à morte, como no atentado contra Dom Pedro Casaldáliga e o episódio que culminou na morte do padre João Maria Penido Bournier.

SOBRE O AUTOR

   Professor do curso de Direito da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), do qual foi coordenador na década de 80, Paulo Leonardo Medeiros Vieira é advogado militante, foi procurador-geral do Estado, secretário de Estado da Administração, juiz do TRE/SC, dentre outros cargos. Foi presidente da Comissão Justiça e Paz de Santa Catarina, membro da Comissão Justiça e Paz do Brasil, presidente da Comissão de Direitos Humanos e conselheiro da OAB/SC. Tem artigos e ensaios publicados em revistas e jornais do Brasil e do exterior, como L’Osservatore Romano. É membro da Academia Catarinense de Filosofia.

OUTRAS OBRAS

   Medeiros Vieira já publicou Versão Provisória da Lenda do Santinho; Desencontro; A Fé de Pedro e a Ciência de Tomé; Borges um Giróvago; Deus no Banco dos Réus – Uma resposta da Ciência ao Ateísmo Militante; O Mundo num Ponto Luminoso e Malakim – Os Anjos na Era da Informática. Sete livros com reverenciada aceitação do público e da crítica. Participou da Segunda Bienal Borges/Kafka e da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires de 2010; publicou “Nove ensaios dantescos em J.L.Borges” em Um Guia Borgiano para a Divina Comédia (Duetto/Ediouro).

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A obra marca a estreia da editora Dois Por Quatro, de Florianópolis, no mercado catarinense. “É sem dúvida um privilégio poder contar com a confiança, a experiência e sobretudo a generosidade de um autor como Paulo Leonardo Medeiros Vieira”, diz Maria Cecilia Pilati, editora .  “Apostar no livro é cada vez mais uma aventura. Há muitas incertezas, mas acreditamos que ler ainda é um dos maiores prazeres, seja no papel ou na tela de um computador”.

Contatos com o autor: telefones (48) 3222-5717 e (48) 9127-0721 Email: paulolmedeirosvieira@gmail.com

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Dois Por Quatro Editora - doisporquatroeditora@gmail.com - Florianópolis-SC Jornalista Responsável: Valmor Fritsche (Reg. Prof. SC-277-JP - 48 3371-8222 - 48 8409-8222

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Run rabbit... Run...

coelho

   Por Marcos Bayer

   O país parando quase parado... No Congresso Nacional a bacia das almas em lavação, no Palácio do Planalto a Via Crucis, no outro lado da Praça dos Três Poderes, a deusa Justitia cansada de segurar a balança e a espada, permanece sentada em pedra esculpida.

   Enchentes no sul, lamaçal mineiro escoando para o Espírito Santo e desembocando no mar.

   Caminhões em marcha lenta no mesmo ritmo da economia nacional.

   Parece que poucos brasileiros trabalham neste momento: O Juiz Moro... E os Promotores de Curitiba com a Polícia Federal.

   A Presidência da Câmara dos Deputados virou um “case” de estudos. Como constituir um “trust” além mar com dinheiros de uma “trading” que exportava para a África. Na Presidência do Senado Federal, hoje, a inteligência é menos sofisticada. Implante de cabelos usando o avião da República.

   O Brasil só se atualizará ao mundo contemporâneo no dia em que o processo correr... Run rabbit run...

   O processo não é uma pilha de papéis a espera de um sorteio como se fora a premiação da Coca-Cola. Nem ela mais sorteia assim...

   Enquanto o processo não andar na velocidade do mundo atual, não teremos Justiça no Brasil. Apenas efeitos colaterais.

   E o processo, toda a legislação processual, do civil ao penal, do tributário ao administrativo, tem que funcionar com prazos determinados para o Juiz.

   Recebe a petição e determina na hora em que verifica a inépcia: Trinta dias para contestar, mais trinta para a tréplica, mais trinta para audiência de julgamento e mais trinta para recursos. Em mais trinta a sentença de primeiro grau. São cento e cinqüenta dias no máximo. Assim também nos tribunais superiores.

   Democracia e Justiça só existem se caminharem juntas. Não há outra hipótese...

   Não pode a democracia correr enquanto a justiça engatinha...

   Não é assim que funciona onde o mundo é real. Acompanhem o caso Marin nos Estados Unidos, como foi na Suíça...

   É na base do Run rabbit... Run...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Pamela Anderson posta nude comemorando cura de hepatite C

   Eu achei essa comemoração muito legal. Eu que já fiz um tratamento com uma droga, que diziam, revolucionária, não consegui me curar . Era uma fraude!

   Hepatite C é pandemia, silenciosa e mata. Quem não faz exames para saber se é portador do vírus e tem, acaba descobrindo a doença da pior maneira, quando já está com cirrose ou câncer no fígado.

   O vírus circula no sangue mas só se reproduz no fígado. Quando o vírus se reproduz, é atacado pelas nossas defesas que matam o bicho mas acabam necrosando aquela parte do fígado e isso é cirrose.

Fora isso, os laboratórios controlam a cura da doença produzindo drogas que, segundo eles, curam e que na verdade são grandes fraudes aprovados pelos organismos de controle de saúde, principalmente o FDA (Food and Drug Administration) americano.

   Segundo o Fundo Mundial para a Hepatite da ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 500 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o vírus da hepatite B e C, mas somente 5% sabem que tem a doença. Só no Brasil, são cerca de 1,5 milhões de pessoas infectadas, segundo dados do Ministério da Saúde.

   Pamela, diagnosticada com a doença em 2002, parece ter vencido definitivamente o vírus. "Estou CURADA! Acabei de descobrir", escreveu.

   "Rezo para que qualquer pessoa com hepatite C possa ter acesso ou pagar pelo tratamento. Ele será mais acessível em breve", disse.

   Bem, pessoal, se eu conseguir matar esse vírus, que nem a Pamela, prometo que farei um nu frontal no FaceBook.

LHS: O Fantasma Que Manda

   Em 6 de fevereiro de 2012 publiquei aqui um post - Senador LHS está "recebendo" – sobre os poderes sobrenaturais do finado governador/senador do PMDB.

   Segundo afirmou o jornalista da Veja, Lauro Jardim, à época, LHS estaria assombrando seus pares no congresso nacional com uma conversa prá lá de cavernosa.

- Tenho despachado com Ulysses Guimarães na madrugada.

   Como governador de SC, a grande obra do senador que andava "incorporando" foi a criação de dezenas de secretarias regionais, as famigeradas SDRs, tocadas por grupos fantasmas.
    Hoje, a entidade LHS passou de “receptor” para “emissor”: mesmo morto, continua governando o estado de Santa Catarina.

   O PMDB de SC, recebendo ordens do além, protesta contra ousadia do governador, Raimundo Colombo, em transformar as SDR’s (grande obra do finado) em simples Agencias de Desenvolvimento.

   Outro que andou “recendo” ordens do hetoplasma LHS foi o deputado estadual, João Amin (PP), que propôs que o nome do futuro viaduto do Rio Tavares fosse o de LHS.

   O jornal Notícias do Dia, vem com matéria especial sobre a carga pesada da tentativa de espalhar o nome do ectoplasma por toda a Santa Catarina. Pelo menos quatro proposições estão sendo discutidas em Joinville e outros cinco Estado afora para homenagear o senador Luiz Henrique da Silveira, diz o jornal. (Leia aqui).

   Na verdade, são dezenas de proposições que vão de viadutos, rodovias, ruas, bairros, mirantes, universidades, praças, escolas, centro de convenções e até, pasmem, selos e carimbos dos Correios.

Cadeira vazia em homenagem a LHS

   O exagero para tirar proveito político do nome do finado é tanto que a bancada federal do PMDB/SC realizou um lanchinho de sucrilho com suco mostrando uma cadeira vazia, que seria o lugar de LHS.

   Os realizadores: senador Dário Berger e deputados federais Mauro Mariani, Celso Maldaner, Edinho Bez, Rogério Peninha Mendonça e Ronaldo Benedet.

   Jogadinha de marketing dos políticos que rendeu publicação com notinhas em jornais.

domingo, 8 de novembro de 2015

Uma história feita de assassinatos…

Andreu_Nin(…) tentou entrever na escuridão o que se passava na estrada e julgou ouvir Máximus e os homens que o esperavam falando russo. Um daqueles homens lhe pareceu familiar e, embora pensasse mais tarde poder tratar-se de Alexander Orlov, chefe dos assessores soviéticos de espionagem, a escuridão impediu-o de ter certeza. Com uma lanterna o militar que acompanhava Máximus fez um sinal na direção da caravana e após alguns minutos Ramón viu passar junto do seu carro um homem, algemado, levado por dois policiais. Apesar da pouca luz, teve um sobressalto quando conseguiu identificá-lo: era Andreu Nin.

Naquele momento Ramón compreendeu que Máximus o escolhera para aquela missão como recompensa pelo seu trabalho junto a esfera do POUM (Partido ). Veio-lhe então à cabeça o enfermo jornalista inglês com cara de cavalo (George Orwell) e as palavras de quer, algumas semanas antes, numa das conversas no Hotel Continental, tinha dito a “Adriano” (codinome de Ramón Mercader):

- Nin é o espanhol mais espanhol que conheço. Se não fosse tão catalão, teria sido toureiro ou cantor flamenco …Vive com uma única ideia na cabeça: a revolução. É dos que poderiam morrer por ela. Os fanáticos apavoram-se, mas respeito aquele homem.

Sem se voltar para olhar seus companheiros, Ramón disse:

- Esse homem tem que morrer.

   Trecho do livro “O Homem que Amava os Cachorros”, do cubano Leonardo Padura. Em plena guerra civil espanhola os comunistas de orientação soviética assassinaram vários líderes socialistas e anarquistas que lutavam contra o fascismo do general Franco mas não seguiam as orientações de Stálin.

   Adreu Nin foi fundador do POUM, (Partido Operário de Unificação Marxista). Em 1937 foi detido pela política soviética, por ordem de Stálin, que agia na zona republicana e era ligada ao Partido Comunista Espanhol. Levado de Valência para Madrid, Nin foi torturado, esfolado e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.

   Ramón Mercader, descrito por Padura no livro, é o homem que assassinou Leon Trotsky, no México, a mando de Stálin.

sábado, 7 de novembro de 2015

O SOL e a câimbra na panturrilha

   

   Uma violenta câimbra na panturrilha me faz levantar intempestivamente da cama para colocar o pé no chão. Madrugada ainda, meio dormindo, tentando entender o quer estava acontecendo quando vejo, por entre as cortinas do quarto, no estreito horizonte vertical à minha frente, uma luz alaranjada, forte, quase vermelha.
   Corro, capengueando, para pegar o telefone e registrar o nascer daquele lance muito comum nos verões de Florianópolis: o SOL!
   Tateio na penumbra do quarto em busca da minha máquina de luz. Tenho que registrar esse fenômeno que há mais de 40 dias não dá o ar da sua graça na minha praia.
   Encontro o telefone e, descoordenado, tento ligá-lo...estava descarregado, sem bateria. Insisto na ação e como um morto vivo (walking dead) com uma perna dura e apenas uma mão apalpo cada centímetro do quarto, agora procurando a mochila onde tenho outro telefone fotográfico de reserva. Ando com dificuldade tentando achar o ponto certo de imobilidade da perna para a câimbra não me contorcionar e me envolver como uma jiboia que te aperta a cada vez que respiras.
   Encontro a mochila, busco o telefone, busco no outro compartimento, na bolsinha da frente...nada. Tinha deixada na sala, lá embaixo, na noite anterior.
   A câimbra me dá um último golpe, desta vez quase fatal. Sento na cama e coloco o pé plantado na parede...ufa, aliviou! A estratégia funcionou mas me aprisionou no gesto. Não podia me mexer, a jiboia estava à espreita.
    Imóvel, sem noção de quanto tempo tinha passado, olho para a nesga da cortina e percebo que a luz tinha acabado. Esperei mais um tempo na penumbra, desci a perna lentamente como quem vai sair de fininho e chego até a janela. O cavalo passou encilhado e me refugou o estribo. Tinha perdido o tempo de registrar o que seria o melhor fenômeno natural dos últimos tempos por aqui: o nascer do SOL!
   O dilúvio bíblico foram 40 dias e quarenta noites de chuva. Fichinha para Floripa, já passamos dos 50!


Agora o SOL voltou! Aproveito para brincar com os cães, felizes também com o SOL!


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

JOÃO SANTANA, o marqueteiro que Lula mandou para Cristina Kirschner

Propaganda do candidato Mauricio Macri
comemora adesão do terceiro colocado no primeiro turno.
 
   Por Laercio Melo Duarte    
   João Santana é atualmente o marqueteiro político mais bem sucedido do Brasil, embora viva praticamente clandestino com a mulher num amplo apartamento de classe A, situado na região dos Jardins, próximo a Avenida Paulista, em São Paulo. Já ganhou oito eleições presidenciais pelo mundo, incluindo as três últimas realizadas no Brasil. Até a passagem do milênio, era apenas mais um poeta e músico baiano, meio hippie, meio maluco, ligado com o movimento de contra cultura em Salvador. Fez parte do antológico grupo Bendegó e participou da gravação da canção "Canto do Povo de um Lugar", no álbum "Jóia", de Caetano Veloso, em 1975. Cansou, como ele mesmo diz. Pra gente ver como o mundo dá voltas... e perdemos um promissor artista da "Era de Aquarius".
   
Jóia, "Canto do povo de um lugar",  1975, Grupo Bendegó e Caetano Veloso
     João Santana entrou pra valer no mundo do consumo, inicialmente como publicitário comum, em seguida, vendo o sucesso de outros colegas como Nizan Guanaes e Duda Mendonça, enveredou pelo campo do marketing político. Depois de descansar do sufoco que foi a reeleição de Dilma, deu uma longa entrevista para o livro lançado no início deste ano , denominado “João Santana, um marqueteiro no poder”.  Nesta obra, ele fornece gratuitamente dicas para quem quer se aventurar  no universo do marketing eleitoral. “Perde quem não sabe atacar”, é sua primeira recomendação, ao considerar a campanha do candidato Aécio Neves, seu concorrente em 2014, como uma das “mais medíocres já feitas no Brasil”.  

   Operação Marina
   Um ponto importante do livro é como explica o que chamou de “Operação Marina”. Lembra que “ela corria leve e solta, inatingível”. De fato, depois que Marina assumiu a cabeça de chapa após o acidente aéreo do titular Eduardo Campos, disparou nas pesquisas, em parte graças a sua pregação que misturava desenvolvimento ecologicamente sustentável e reformas na economia, além de um passado pessoal impecável.  João Santana conta que chamou Lula, Dilma e o coordenador Aloísio Mercadante e explicou-lhes a necessidade de “antecipar o segundo turno” e partir com tudo pra cima de Marina. Obteve carta branca da cúpula petista. Dias depois, a campanha de Dilma começou a fazer sinistras profecias, caso Marina vencesse. A primeira praga era que iria faltar comida na mesa dos pobres. Em seguida, que o futuro ministro da economia de Marina era da turma neo liberal e faria a economia voltar a um tempo de “miséria”, e, finalmente, que o governo de Marina retiraria todas as “conquistas” dos trabalhadores. Nas mídias sociais e no boca a boca da Militância, carimbava Marina de “traidora”, por que havia abandonado o PT. O efeito foi devastador e Marina despencou, ficando fora do segundo turno.
  
   João Santana refuta todas as acusações de que teria passado do ponto. “Se houve exagero, foi de qualidade fílmica e criativa”, reage às críticas de que teria sido anti ético, já aproveitando para um auto elogio, como costuma fazer ao avaliar o próprio trabalho. Tampouco entra no mérito do conteúdo de suas denúncias, preocupado que está apenas com a questão da técnica: "Por que não responderam à altura, não provaram que era mentira?". A questão ética também parece não ser problema para alguns colegas de profissão do marqueteiro,  ouvidos pela reportagem no lançamento do livro: “É um exuberante exemplo de pensamento estratégico bem definido",  comenta um deles, enquanto parece tornar-se consenso que "daqui pra frente é preciso saber mais atacar do que defender, mesmo sendo governo".
 
   É nessa mudança de paradigma que João Santana confia agora, em seu novo e mais importante desafio. Levar o candidato de Cristina Kirshner, Daniel Scioli, à vitória na Argentina. A meta de vencer a eleição já no primeiro turno falhou, complementando o fracasso de uma jogada de risco empreendida por João Santana, qual seja, colocar Lula como protagonista da eleição Argentina, aproveitando-se de sua proximidade com os Kirshner e os bolivarianos. Lula entrou firme na campanha da televisão e nos palanques. Cristina chegou a insinuar que, com o apoio de Lula e tendo Scioli no poder, a Argentina passará a integrar o grupo dos BRICS, que então se chamará BRICSA.  É preciso reconhecer que eles não pensam pequeno! Lula, por seu lado, assumiu completamente a defesa do continuísmo, dizendo que os Kirshner mudaram a história da Argentina e, caso Scioli perca para o candidato da oposição, o país vai retroceder e os trabalhadores perderão as conquistas sociais da última década. Com isso, tenta repetir a tática utilizada no Brasil, o terrorismo eleitoral, aquilo que João Santana chama de "saber atacar".
 


Vídeo da campanha de Scioli tenta comparar o oposicionista
 Macri com ministro da ditadura militar


   "Você se imagina sem teto? Se imagina com fome? Imagina realmente voltar para trás?”, gritam na televisão os reclames do candidato governista. A campanha tenta chocar também a classe média, ameaçando que a eventual vitória de Maurício Macri no segundo turno, vai desestabilizar a geo política sul americana, o que não aconteceria caso Scioli vencesse, porque ele estará próximo a Dilma, Lula, Maduro, Evo Morales, enfim, os chamados bolivarianos.  Por seu lado, Mauricio Macri apela para a auto estima dos argentinos, acusando a campanha governista de provocar “uma intromissão estrangeira, absurda e indevida em nossos assuntos internos”, referindo-se à presença de Lula. Pelo sim, pelo não, João Santana retirou o barbudo da campanha no segundo turno, pelo menos até agora. Nos círculos internos, especula-se que Lula mais tirou votos de Scioli do que acrescentou, devido justamente a esse sentimento de intromissão estrangeira.

    A expectativa de vitória frustrada de Scioli no primeiro turno, causou uma debandada de apoios, políticos e empresariais.  Mauricio Macri já virou nas pesquisas e está em largos passos a caminho da vitória, principalmente agora, que acerta os ponteiros com o terceiro colocado no primeiro turno, o qual teve significativos e talvez decisivos 10% dos votos. Na edição desta quinta feira, 5 de novembro, o jornal La Nacion critica a campanha governista e cita nominalmente João Santana, acusando-o de atropelo e amadorismo “poucas vezes visto”. O editorial diz explicitamente que “A campanha suja e de medo, impulsionada por Cristina Kirshner e abençoada, em princípio, por Daniel Scioli, não está apenas resultando num verdadeiro fracasso. Encaminha-se também para um papelão histórico".



Vídeo da campanha de Dilma. Qualquer coincidência, não é mera semelhança.

Glória Alvarez e a derrocada do populismo na América Latina

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Governo descumpre decisão judicial

    De leitor do blog:
    Caro Sérgio Rubim, 
     Volto a pedir sua ajuda para divulgar um crime de responsabilidade do governador, referente a descumprimento de decisão judicial proferida pelo TJSC e pelo STF em Junho e 2014, e que até hoje não foi efetivada. São 265 servidores estaduais que permanecem exercendo suas funções em órgãos para os quais não prestaram concurso, em evidente TRANSPOSIÇÃO DE CARGO PÚBLICO, prática vedada pela Constituição e objeto da ADIN 2007040686-3, que resultou na decisão pela inconstitucionalidade da medida.
   O estado vem há 1 ano e meio protelando o cumprimento da decisão em desrespeito ao poder judiciário e aos cidadãos..
   Fiz um texto simples e sucinto para divulgar essa barbaridade, segue abaixo. Se puder ser publicado ou divulgado por qualquer meio, eu agradeço.
   "O governo do Estado segue descumprindo decisão judicial definitiva do TJSC e do STF ao manter 265 servidores estaduais lotados em órgãos distintos para os quais prestaram concurso. Tal transposição de cargos foi considerada inconstitucional em decisão proferida em JUNHO/14 e, quase 1 ano e meio depois, nenhuma providência foi tomada para regularizar a situação. O Ministério Público de SC, já acionado para tomar as providências, nada de concreto fez ainda. O Poder Judiciário permanece vendo sua decisão ser flagrantemente descumprida. Não é a toa que o cidadão perdeu a fé nas instituições públicas..."


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Floripa Instrumental

A energia da boa música na Freguesia do Ribeirão da Ilha

   Nos dias 13, 14 e 15 de novembro o Ribeirão da Ilha recebe mais uma edição do Floripa Instrumental, com nomes já consagrados da nossa música, como Thiago Espírito Santo, Silvia Goes, Fábio Peron, Nailor Proveta,  Alessandro Penezzi. Isso sem falar nos talentosos músicos locais Geraldo Vargas, Felipe Coelho, Rogério Piva, Carlos Ribeiro Junior, entre muitos outros. Como em anos anteriores, o Festival aposta em novos talentos e traz, no sábado, 14, o multi instrumentista Pedro Martins, jovem de 22 anos que foi o vencedor deste ano da competição de guitarras do Montreux Jazz Festival, carimbando seu passaporte para o Festival de 2016.

“É muito gratificante ter o trabalho reconhecido por gigantes como Kurt Rosenwinkel e John McLaughlin”, diz Pedro, que toca pela primeira vez em Florianópolis. Nascido em Gama (DF), Pedro Martins é um artista precoce. Aos 6 anos tirava músicas de ouvido no violão; aos 8 começou a aprender piano; aos 11 participava de uma banda de rock; aos 14 tocou pela primeira vez com Hamilton de Holanda e Ademir Junior, e aos 18 anos gravou seu primeiro disco, Sonhando Alto.

   Gratuito nos três dias, o Floripa Instrumental é patrocinado pela Tractebel Energia, via Lei Rouanet, e conta com o apoio da Eletrosul e do Restaurante Ostradamus.

Trios de Sexta - Na abertura do Floripa Instrumental, na sexta, dia 13, o show Alma de Músico, nome do quinto disco solo de Thiago Espírito Santo, que sobe ao palco da Freguesia do Ribeirão com Silvia Goes e Fábio Peron com uma sonoridade brasileira alegre e virtuosa. “Misturamos o moderno e o regional respeitando a autenticidade do modo de tocar de cada um”, avisa Thiago Espírito Santo, que traz o DNA do multi instrumentista Arismar Espírito Santo, assíduo do Festival, e da pianista Silvia Goes.

   Depois é a vez do violonista Felipe Coelho apresentar seu mais recente trabalho Hora Certa, o primeiro em trio, com Tiê Pereira (baixo) e Richard Montano (bateria). “É um show autoral e o primeiro com essa formação. Há tempos queria experimentar e arranjar para trio, já que é um formato consagrado. A ideia é gravar o álbum logo depois da apresentação”, afirma Felipe Coelho. Suas novas composições como O Monge, Batida Herança, Hora Certa e Moderninho tem a influência dos sons de várias partes do planeta. “Busco uma fusão da música brasileira com a do mundo e, neste trabalho, a inspiração veio dos músicos orientais Avishai Cohen e Tigran Hamasyan”, explica.

Banda da Lapa, Guitarra e Duo no Sábado -  No dia 14, às 21h, o jovem Pedro Martins vai apresentar seu novo trabalho solo interpretando composições autorais, entre outras músicas. É a prévia do que o guitarrista levará em julho de 2016 para o palco do Festival de Jazz de Montreaux. O segundo show da noite, programado para 23h, é com Rogério Piva (guitarra e bandolim) e Carlos Ribeiro Júnior (baixo e baixo acústico), o ConversanDuo. “A ideia é sintetizar a música no universo minimalista de seus instrumentos com composições próprias como Frio, Chuva e Parker de Bombachas”, ressalta Piva. Mas o repertório vai contemplar também a música latina – tango, folclore, milonga e bolero – sempre com uma linguagem jazzística, características dos dois músicos que já possuem um álbum gravado e estão concebendo mais um. No sábado à tarde, a partir das 16 horas é a dona da casa, a Banda da Lapa, com mais de 100 anos, que vai movimentar a Freguesia com seu repertório de música brasileira.

   Chorinho e chorões no Domingo -  Para encerrar o Floripa Instrumental, muito chorinho com o duo Nailor Proveta e Alessandro Penezzi, no trabalho Velha Amizade. Entre as composições estão Torcendo a meia (Alessandro Penezzi / Nailor Proveta), Jeringonça (Penezzi), Choro de Proveta (Penezzi)  e Choro pro Paulinho (Nailor Proveta). Neste dia, os chorões da Ilha, que são muitos e talentosos, prometem surpresas ao lado de Penezzi e Proveta.

   O bandolinista catarinense Geraldo Vargas se apresenta com o Grupo de Choro do Campeche, composto por alunos da Escola Livre de Música de Florianópolis, cujo repertório conta com maxixes, choros, samba-choro e valsas de grandes compositores.

   Jam Sessions Colaborativa - Para realizar as já tradicionais jam sessions depois dos shows, o Floripa Instrumental, que tem como princípio não cobrar ingressos, optou pelo colaborativo. Entre na Freguesia da boa música e colabore por meio da campanha  http://www.kickante.com.br/campan…/floripa-instrumental-2015 e desfrute do clima deste festival.

Dfato Comunicação - duda.hamilton@dfatocom.com.br

SERVIÇO

O QUE: Floripa Instrumental

QUANDO: 13, 14 e 15 de Novembro

ONDE: Freguesia do Ribeirão da Ilha, Florianópolis

HORÁRIO: Sexta a partir das 21 horas. Sábado e domingo a partir das 16horas

QUANTO: Gratuito para os shows principais colaboração para as Jam Sessions no http://www.kickante.com.br/campan…/floripa-instrumental-2015

PROGRAMAÇÃO

Dia 13, sexta-feira

21 horas – Show Alma de Músico com Thiago Espírto Santo (baixo), Silvia Goes (piano) e Fabio Peron (bandolim)

23 horas – Show Hora Certa – Felipe Coelho (violão), Tiê Pereira (baixo) e Richard Montano (bateria)

Depois Jam sessions

Dia 14 – Sábado

A partir das 16 horas – Banda da Lapa, do Ribeirão da Ilha, com 100 anos de história.

21 horas – Guitarrista Pedro Martins, vencedor da competição de guitarras do Festival de Jazz de Montreux

23 horas – Show com o Duo Rogério Piva (guitarra e bandolim) e Carlos Ribeiro Júnior (baixo e baixo acústico)

Depois Jam Sessions

Dia 15 - Domingo

A partir das 16 horas muito choro na Freguesia do Ribeirão da Ilha

Show Velha Amizade com o Duo Nailor Proveta (clarinete e sax) e Alessandro Penezzi (violão)

Geraldo Vargas (bandolim) e o Grupo de Choro Campeche, composto por alunos da Escola Livre de Música de Florianópolis.

Dbregas 7 Anos. Pode?

   debregas

    Dizem por aí que o 7 é a conta do mentiroso, embora também seja o sagrado 7 um símbolo de sorte e de azar ao mesmo tempo! 7 são as notas musicais e 7 são as cores do arco-íris! 7 são os dias da semana e a vida muda a cada 7 anos! A cada 7 anos, mudam também nossas células, temos 7 glândulas endócrinas, o gato tem 7 vidas e até o bicho tem 7 cabeças! 7 podem ser os anos de azar e quem faz bagunça pinta o 7! 7 são as virtudes, mas 7 também são os pecados capitais! 7 são as artes e as maravilhas do mundo antigo, mas 7 são também as cabeças da besta do apocalipse!

   Aliás, coincidência ou não, 7 são também os integrantes bestas da Dbregas Drama Band, essa banda cara de pau que, em 2015, completa - adivinhem? - 7 anos de muita cafonice e alegria, contrariando até a mais otimista das previsões! E são 7 histórias que se cruzam infinitamente, de 7 pessoas diferentes, mas que, no fundo, são humanas e, por isso mesmo, iguais a todas as outras! Assim, na próxima sexta-feira, dia 6 DE NOVEMBRO, a Dbregas Drama Band está convidando todo mundo, sem distinção, pra curtir um noite superhipermegaespecial e celebrar os mais inacreditáveis 7 anos de vida da cena musical da cidade.
   Para combinar com o clima de níver, o evento vai rolar no bar mais
tradicional da região, o charmoso Armazém Vieira, a partir das 22 horas, com aquela cachacinha premiada, uma cerveja gelada, os melhores aperitivos da noite e, claro, com toda aquela diversão típica da Dbregas, a cereja desse bolo de 7 anos! Afinal de contas, vocês, nosso público lindo e maravilhoso, merecem uma festa de arromba digna de todo o apoio que sempre nos deram, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, pois sem vocês a Dbregas não teria durado nem um veranico! Por isso, vamos todos juntos fazer a festa do ano no dia 6 de novembro!

   Obrigadooooo!

Prefeitura muda edital que previlegiava antigos comerciantes de praia

Depois de ação do MPSC, Florianópolis altera seleção para comércio de praia

ricardo   A Prefeitura de Florianópolis promoveu alterações no sistema de credenciamento para comércio de praia, suprimindo as cláusulas que privilegiavam quem já deteve a concessão em anos anteriores.

   Na ação, a 31ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital questionou os editais de 2014, que davam um ponto - até o limite de cinco pontos - para cada ano que o postulante houvesse trabalhado com o comércio de praia no mesmo ramo, ou meio ponto se em comércio de praia de outro ramo de atividade. A pontuação era o primeiro critério de desempate para os concorrentes às vagas oferecidas.

   Para a Promotora de Justiça Juliana Padrão Serra de Araújo, os editais conferiam privilégio aos que já vinham exercendo a atividade nos anos anteriores, criando uma verdadeira reserva de mercado e prejudicando os demais cidadãos, preteridos, mesmo que plenamente habilitados.

   Como exemplo da inadequação dos editais, a Promotora de Justiça demonstra que uma pessoa que jamais tivesse trabalhado com preparação de bebidas, mas que houvesse vendido mantas na praia em anos anteriores, receberia meio ponto por ano trabalhado, enquanto um barman experiente não receberia qualquer pontuação.

   Antes de ajuizar a ação, a Promotora de Justiça encaminhou recomendação à Prefeitura, ainda em 2014, para que os editais fossem alterados. No entanto, a recomendação não foi atendida pela Administração Municipal, e o Ministério Público entrou com a ação com pedido de medida liminar para suspender os editais e adequá-los, além de estender a decisão para os anos seguintes.

    A liminar não foi concedida, permanecendo inalterados os editais de 2014. No entanto, no início de outubro de 2015, a ação foi julgada parcialmente procedente pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, determinando que, a partir deste ano, o sistema fosse modificado. Posteriormente, a Prefeitura publicou uma errata e decidiu suprimir o sistema de pontuação.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

GREVE NA PETROBRÁS

Coisas de um governo esquizofrênico
Laercio Melo Duarte   Por Laércio Melo Duarte  
   A Federação "Única" dos Petroleiros declarou greve. Querem que o modelo de gestão e investimentos da Petrobrás voltem atrás e preservem os valores dos primeiros mandatos do PT. São particularmente contra a venda de ativos, qualquer ativo, mesmo que seja secundário ao processo de produção da companhia. Dizem querer preservar o patrimônio público da ação dos privatistas.
   Interessante notar que ao longo dos doze anos de gestão da estatal em mãos petistas e aliadas, a Federação nunca veio a público denunciar as falcatruas e a má gestão, que levaram a companhia a ter a maior dívida privada do mundo, a ter sido moralmente destruída pela corrupção e a desenhar seu plano de negócios contra todas as tendências do mercado de petróleo.
   Não é preciso dizer que esta greve chega num momento delicado para os petroleiros, diante da fragilidade da empresa. Atentemos para o seguinte cenário:
1) O Pré-Sal ficou inviabilizado frente aos custos da commoditie no mercado internacional.
2) A greve na produção chega a ser um alívio para a direção corporativa da estatal, por que é igual ou até mais barato importar combustível pronto, do que extrair e refinar.
3) Os cidadãos de classe média são cada vez menos favoráveis a preservação do negócio estatal, frente aos preços exorbitantes cobrados pelo combustível no mercado interno, com previsão imediata de ainda mais altas de preço, clara tentativa de salvar o negócio.
4) Se fosse num negócio privado, esta greve não faria o menor sentido, por que nenhuma corporação do porte da Petrobrás no mercado de petróleo discute com os empregados o seu modelo de gestão. No máximo, isso é discutido com a sociedade como um todo, envolvendo as partes interessadas, onde consumidores e fornecedores possuem a mesma importância estratégica dos empregados.

   Mais interessante ainda recordar que no ano passado, durante o Congresso sindical dos petroleiros, a categoria expressou seu apoio à reeleição de Dilma. De modo geral, isso é considerado anti ético numa sociedade democrática, por que os sindicatos representam trabalhadores de todas as tendências eleitorais, e, ao conduzir o peso de uma categoria como essa para uma candidatura em particular, a direção sindical comete o aparelhamento explícito da estrutura que deveria estar a serviço da representação dos trabalhadores, não dos vínculos partidários das lideranças.
   No passado, costumávamos nos perguntar "que país é este?", diante do assombro que nos assustava. Agora, temos que agregar mais uma pergunta: "Que governo é este?". Afinal, a CUT e os tais movimentos sociais como MST e UNE, continuam a apoiar o governo ou não? Se já não o apoiam, que tal entregar os cargos de confiança que ocupam?

 






Papo eletrônico...

unnamed   Pois é... Era madrugada, saindo dos Finados e voltando aos vivos...

   Abro o meu Facebook, antes de dormir, para a última olhada panorâmica.

   Encontro um “post” de um amigo, membro da Academia de Letras, apreciador da boa música, relembrando Vinicius de Morais e Toquinho : “Onde anda você” era a música.

   Organizado e metódico, ele usa os números romanos para classificar sua série: COM VONTADE DE OUVIR...

   Interessei-me pela música, cliquei e ouvi enquanto percebia a numeração: IXL.

   Imediatamente, porque também sou da Academia, não a dele, mas de outra menos badalada, avisei pelo espaço reservado aos comentários.

- Olha, deve ser LIX se você quer marcar 59...

   Ele imediatamente disse: - Vou corrigir...

   E, em seguida, escreveu: - é 49 a numeração pertinente...

   Aí, fui até tabela dos números romanos, via Google, e encontrei XLIX equivalente para 49...

   Ele riu (rsrsrs) e escreveu que eu não deixava passar nenhuma em branco...

   Então não me contive e como sou motociclista, escrevi: - Também pode ser XLX para a Honda 350 cc... Ou NX para a Honda 150 cc...

   E caímos na gargalhada eletrônica: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

   Aí, escrevi: - Olha isto dá uma crônica. Um dos dois escreve... Ele deixou para mim...

   Pedi seu e-mail para mandar a cópia.

   Ele informou  “noljsenviking@...” ou algo assim...

   Caí de novo na gargalhada e escrevi: - Parece coisa de sueco ou norueguês...

   Ele escreveu que era a Noruega.

   Aproveitei para dizer que tinha um filho morando por lá. E que já haviam nascido dois netos: Lars e Eric, ambos Bayer.

   Ele, não se conteve e replicou: - Avisa quando nascer o Thor...

   Mais gargalhadas... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

   Eu devolvi: - Estamos colonizando a área...

   Ele deu a tréplica: - “Solidário com a Colônia Bayer”...

   O que me restou foi dizer: - Prosit und Danke...

(por Marcos Bayer) em 03/Novembro/2015.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Esta reunião de pauta vale a pena ver!

O maravilhoso mundo colombino

Por Eduardo Guerini

Na falta de boas notícias,  mande o

marqueteiro do governo estadual fazer uma

bela imagem. Reproduza repetidas vezes na

mídia provinciana , dependente visceral de

verbas publicitárias. Enfim, o governo terá

a realidade perfeita na província catarinense.

image

A província catarinense realmente é o melhor lugar do mundo para se viver!!!

   As sucessivas estatísticas produzidas em Santa Catarina indicam que não somos imunes a crise. Alguém lembra daquelas vistosas propagandas do Governo catarinense - Cuidando das Pessoas, Cuidando do Futuro? E a propaganda institucional da Assembleia Legislativa de Santa Catarina – famosa por farras com recursos públicos, intitulada de “Gente que faz diferença”???

 

   A crise que as duas propagandas  publicitárias falaciosas negaram,  chegou com toda intensidade  na vida do “cidadão comum”. A realidade da economia brasileira e sua conjuntura recessiva proporcionou resultados importantes para desmistificar os dois poderes que se locupletam para mistificar a realidade provincial.

 

   Os servidores públicos estaduais catarinenses estão ansiosos por saber quando ocorrerá uma mudança na direção, afinal de contas, a queda na arrecadação anunciada já produziu efeitos para nenhum “pessimista de plantão” colocar defeito!!!

 

   O reajuste “tungado” do MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL na famosa descompactação da tabela , retirando a regência e incluindo como “reajuste”, e,  com aumento salarial igual a zero no ano de 2015, é pura fantasia dos professores adoentados pela maravilhosa condição das escolas públicas – algumas fechadas ou interditadas. Para um bom entendedor, esta tática é familiar – empurrar para o próximo gestor estadual quitar, leia-se 2017-2018, quando nosso sorridente e afável governante atual já estará disputando uma vaga ao Senado Federal.

 

   A SAÚDE PÚBLICA típica de uma republiqueta, sofre o “caos” da falta de recursos. Nosso Estado é reconhecido por uma tecnologia maravilhosa – a AMBULANCIOTERAPIA. Nem precisamos notar o estado de “terra arrasada” dos hospitais filantrópicos e dependentes de recursos estaduais e federais. É um efeito da gestão eficiente de nossos deputados-secretários, com “expertise” incomum para o cargo que foram nomeados.

 

   Na SEGURANÇA PÚBLICA, a falta de recursos é notória. Os policiais ganharam um reajuste na sua jornada de trabalho, evitando a nomeação de novos policiais e aumento do efetivo. Afinal, um governo que não tem recursos para “ostensividade” por falta de viaturas e combustíveis, para que contratar novos policiais?

 

   A INFRAESTRUTURA, cantada em prosa e verso, seja no saneamento básico e nas estradas, é algo irrepreensível. As estradas continuam esburacadas, as rodovias em estado lastimável, e, o esgotamento sanitário é digno de comparação com Estados nordestinos.

 

   Quanto a geração de empregos, nosso afável e servil amigo de Dilma Rousseff, conseguiu reproduzir idêntica estratégia da governanta do Planalto Central. Pena que, as estatísticas do CAGED desmentem qualquer analista da mídia provinciana. Seguimos o caminho da economia nacional, estamos em situação de desemprego estrutural e conjuntural. A indústria, a construção civil e setor de serviços já dispensaram aproximadamente 37.000 trabalhadores em 2015.

 

   A questão crucial do mundo maravilhoso de Raimundo Colombo, é operar as alianças políticas,  para garantir a estabilidade na profissão mais estável no republiqueta do pixuleco – a de político profissional. Para nosso simpático e bonachão governador, tanto faz o local onde tergiversar politicamente -  no Poder Executivo ou Poder Legislativo.  

 

   No balanço de tal profissão, renda média alta, recursos alheios para usufruir, benefícios continuados e ascendentes, segurança privativa, saúde nos melhores hospitais, deslocamento por terra e ar sem ônus e engarrafamento, uma gama de serviçais para as tarefas diárias, e, aposentadoria vitalícia garantida.

 

   E por falar em Previdência, os funcionários públicos serão chamados a contribuir com uma “parcela extra”, sem qualquer resistência de nossos operosos deputados da base governista – que vez ou outra, assumem secretárias  - na famosa dança de favores e cadeiras. O importante será garantir  recursos para as aposentadorias vitalícias e regalias de poucos.

 

   Como se observa, a realidade catarinense é uma construção fantástica no mundo colombino. Fica a pergunta: CRISE, que CRISE??? Em Santa Catarina nada importa,  nossos governantes fazem mais e melhor!!!

domingo, 1 de novembro de 2015

Facada nas costas à la Brutus

   Do facebook do Nelson Ferraz  
   Aproveitaram o feriadão para dar notícia de traição ao funcionalismo de Santa Catarina. Aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo. Governo de Santa Catarina juntamente com a Fiesc (??) aproveitam o feriadão para divulgar estudos para aumentar a contribuição do funcionalismo de 11% para 14%. Injustificado neste momento em que Santa Catarina tem o maior ingresso de recursos de sua história, em razão de exportações milionárias à Rússia, que deixou de comprar da União Européia e dos Estados Unidos em represália ao boicote econômico e está comprando de Santa Catarina.

Livro impresso e digital (e outras reflexões)

   Por Emanuel Medeiros Vieira  
   Há cinco anos – lembra Alexandra Alter, do “New York Times” –, o mundo dos livros foi tomado por um pânico coletivo quanto ao futuro incerto da impressão.
   Leitores migravam para os novos equipamentos digitais e as vendas dos livros eletrônicos disparavam, até 1.620 por centro entre 2008 e 2010, “alarmando os livreiros que viam os consumidores usarem suas lojas para  encontrar títulos que comprariam on-line”.
   “Os ex-books eram um foguete em disparada”, disse Len Vlahos, ex-diretor executivo do Grupo de Estudos da Indústria de Livros.
   Resumindo: o apocalipse digital não aconteceu.
   Em 2015, as vendas digitais desaceleraram acentuadamente.
   Segundo Alexandra Alter, há sinais de que alguns adeptos dos livros eletrônicos estão voltando para os impressos.
   As vendas de e-books caíram 10 por cento nos primeiros cinco meses deste ano, segundo a Associação de Editores Americanos, que coleta dados de quase 1.200 editoras.
  “A queda da popularidade dos e-books pode indicar que o setor editorial, embora não seja imune à revolução tecnológica, suportará o maremoto digital melhor que outras formas de mídia, como a música e a televisão”.
   Eu sei, eu sou absolutamente suspeito. SÓ LEIO LIVROS IMPRESSOS.
   Não consigo imaginar alguém lendo “Guerra e Paz”, de Tolstoi (e muitos outros livros), via e-book.
   Nostalgia? Pode ser.
   Pode ser mais, como a lembrança dos sebos, de tocar nos livros, de folhear, de  anotar (como sempre faço – só leio com duas canetas) Sim, o cheiro, a lombada. Alguns dirão que é um lugar-comum, que é mania ou falta de adaptação aos tempos novos – pode ser.
   Mas lembro-me que as pessoas falavam da morte do livro físico. O velório já estaria avançado.
   Alguns executivos de editoras– lembra a jornalista –AFIRMAM QUE O MUNDO MUDA DEPRESSA DEMAIS PARA SE AFIRMAR QUE A ONDA DIGITAL ESTÁ PERDENDO FORÇA.
   Uma nova geração poderá achar que o livro impresso morreu. Pode ser. Quem sabe.
   João Ubaldo Ribeiro dizia que o bom do futuro é que ele não estaria mais aqui (ele, João Ubaldo)...
   Como disse alguém, é tão importante a literatura na sociedade que quanto “mais frágil ela for”, o povo estará em vias de perder o rumo de sua identidade e de seu país.
   “A literatura é a expressão mais completa do homem, como ente que pensa e sente”, afirmou Cyro de Mattos.
   Como salientou Jaime Pinsky, “com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel, (...), a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número  cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma”.
   Como observa o historiador citado, “jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares”.
   Seria preciso uma novo Renascimento: da esperança, de utopia, através da resistência da cultura contra a barbárie.
(Salvador, outubro de 2015)