segunda-feira, 13 de março de 2017

Boçalidade e liberdade imprensa

   Do jornalista Celso Martins (Daqui na rede), enquadrando o "se achando" Paulo Castro, novo intendente de Santo Antonio de Lisboa, indicado para o cargo pelo vereador Dinho.
O intendente que vai entrar para a História

    O púbere intendente de Santo Antônio de Lisboa abancou bem!
    Em nota no Facebook, onde pretere o vernáculo e ignora os catamênios básicos do bom português, assevera que eu preciso de autorização para informar sua nomeação para o cargo e desmente que o vereador Edinon Manoel da Rosa (Dinho) o tenha indicado.
    Vá que o vereador Dinho não o tenha indicado. Tudo bem! Isso revela que o novo intendente é um homem extremamente arranjado, rotulado para o cargo e que deveria ser ungido para a secretaria de Obras ou mesmo substituir o chefe do Executivo. É um sujeito tão talhado para a função que escusa indicação e apoio político. Temos sorte de contar com alguém dessa estatura de estadista.
    Quanto a não ter autorização para publicar a notícia, peço desculpas e informo que não publicarei mais nenhuma matéria no Daqui na Rede sem consultá-lo, mesmo naquilo que não faça referência a ele ou aos seus quefazeres. Afinal, pode cumprir a ameaça de processo. Então, eu coloco o rabinho no meio das pernas e digo amém. Isso me deixou vibrando igual vara verde. Penso até em fechar o portal e mudar de cidade ou de país.
    O novo intendente também reclama de eu não fazer referências elogiosas ao vereador Dinho (que não o indicou para o cargo), nomeando obras que ele fez: "reforma do casarão da Abs ,pavimentação de ruas na Barra Do Sambaqui e a propria rua do jornalista citado".
    O lagunense criado na Armação do Pântano do Sul esqueceu de incluir a pavimentação da rodovia Gilson da Costa Xavier/Rafael da Rocha Pires (estrada geral de Sambaqui), também de autoria do vereador em quem votei nas eleições de 2012.
    Realmente, houve uma injustiça, pois o "belo trabalho que o vereador dinho prestou a nossa comunidade", diz o indigitado, não foi louvaminhado, gabado nem sublimado. Eu deveria ter calibrado trombetas e desdobrado tapetes. Afinal, estamos diante de duas autoridades de suma referência, máxima competência e extremo preparo no trato da coisa pública. Gente que não pode ser questionada.
    Por fim, peço licença ao novo intendente para publicar o presente texto. Se não der autorização, não irei publicá-lo. Atenciosamente, 

Celso Martins (jornalista e historiador, Cidadão Honorário de Florianópolis).

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