sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DE BAR EM BAR

    Por Janer Cristaldo

    Melhor os bares, dizia eu há pouco, me referindo aos museus. Ou restaurantes. Em algum momento de sua obra, Kafka fala de uma utopia, uma casa onde toda pessoa pode entrar e sair na hora em que bem entender. Essa utopia existe desde há muito. São os bares e restaurantes. Em Praga, recentemente, estive não exatamente em uma dessas casas de Kafka, mas na casa de Kafka. Que hoje é um restaurante. Fica em frente àquele relógio astronômico que reúne centenas de turistas a cada hora.

    Em 2007, comentei o livro A Invenção do Restaurante, de Rebecca L. Spang, que estuda o fenômeno em suas origens, ou seja, em Paris. Considero os restaurantes um dos mais esplêndidos achados da história humana. Neste livro de Rebecca, descobri que os restaurantes evoluíram das maisons de santé até o que hoje conhecemos por restaurante. A palavra decorre de uma paráfrase de um versículo de Mateus (11:28) "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei". Lá pelos estertores do século XVIII, um dos primeiros restaurateurs da época pôs na entrada de sua casa esta frase um tanto blasfema: "Accurite ad me omnes qui stomacho laboratis et ego vos restaurabo". Ou seja, corram a mim todos vós cujos estômagos padecem, e eu vos restabelecerei.

    O mundo está cheio de comensais que comem sem jamais pretender entender o que comem. Há também os que gostam de saber o que estão comendo. Me situo entre estes últimos e entre minhas leituras prediletas estão os autores que tratam de história da comida. O primeiro livro que li nesta área foi Food in Civilization – How History Has Been Affected by Human Tastes, de Carson I. A. Ritchie. O livro tem uma origem curiosa. Carson havia convidado alguns amigos a jantar em um bom restaurante. Comeram bem e fartamente. Na hora de pagar, Carson pegou a carteira ... e viu que não tinha dinheiro suficiente. Seus amigos o salvaram. "Mas uma vez passado o mau momento, pensei que a história da alimentação em algo se parece a esta anedota: quando chega o momento de pagar o banquete, podemos descobrir que o que desfrutamos custa mais do que estávamos dispostos a pagar quando nos sentamos à mesa". Decidiu então escrever este estudo para que o leitor descubra uma nova interpretação de sua própria história e de suas atitudes frente ao que come. Leia mais. Beba na fonte.

Nacional Kid: Primeira batalha contra os incas venusianos



National Kid foi exibido no japão entre 1960 e 1961. No brasil a série foi exibida de 1964 até 1970 pelas redes Rio, Excelsior e Record. Da tokumoments.

RECITAL

A troca perfeita do Néo

Sonzeira no Ribeirão

Músicos e comunidade da Freguesia afinados                                     para o Floripa Instrumental

Gabriel  Grossi
A comunidade do Ribeirão da Ilha já vive o clima de confraternização musical que o Floripa Instrumental promete para sábado (26) e domingo (27). Se apresentam gratuitamente na Freguesia do Ribeirão o violonista Yamandu Costa com o grupo Ginga do Mané, o gaitista Gabriel Grossi e banda, o lendário baterista Robertinho Silva, o multiinstrumentista Arismar do Espírito Santo e o guitarrista Toninho Horta, um dos pais do Clube da Esquina. Tem ainda Jorginho do Trompete, os acordeonistas Toninho Ferragutti e Bebê Kramer  que serão recepcionados por Guinha Ramires, Cássio Moura, Felipe Coelho, Grupo Metal Brasil e a centenária Banda da Lapa.
Os restaurantes aguardam intenso movimento e as  melhores cozinheiras da região, reunidas no grande salão comunitário da Paróquia Nossa Senhora da Lapa, preparam os ingredientes que farão parte de um banquete destinado a saciar o apetite de quem for curtir os dois dias de música.  Dos torpedos de siri e ostras gratinadas ao risoto de camarão, o festival gastronômico promete. Como se não bastasse, os músicos que farão parte da festa na Freguesia, já adiantaram que tocar naquele local será de uma inspiração “divina”.
Arismar do Espírito Santo, por exemplo, que faz um dos shows mais esperados do sábado, ao lado de Toninho Horta e Robertinho Silva, avisa que não vê a hora de tocar em um lugar “abençoado” como o Ribeirão da Ilha, que segundo ele, tem um povo extremamente musical. “Vamos tocar o repertório de nosso disco, Cape Horn, e também alguns hits, como Beijo Partido e Manuel, o Audaz, de Toninho; e Sonhando Acordado e Vestido Longo, meus”, diz.
O multiinstrumentista também espera encontrar grandes amigos entre os músicos que tocam no sábado, como o trompetista gaúcho, Jorginho do Trompete. “Vai ser genial poder encontrar o Jorginho e todos os músicos que participam desse festival”, lembra Arismar.
O mesmo espírito de confraternização também move o violonista Yamandu Costa, que toca com os músicos do Ginga do Mané. “Estou feliz por poder voltar à Ilha e encontrar todo mundo de novo, em um festival já pode ser considerado um patrimônio cultural da cidade, não é mesmo?”, enfatiza Yamandu, recém saído do estúdio, onde finaliza seu mais recente trabalho.
O violonista adianta que vai tocar duas músicas solo e depois cair no choro com os músicos do Ginga. “Sou um chorão por opção, porque essa é a minha praia, e uma linguagem que todo músico brasileiro deve dominar”, diz. Radicado há 10 anos no Rio, Yamandu conta que está finalizando um disco só com composições próprias, que estão sendo mixadas em um estúdio no Rio Vermelho, no Norte da Ilha.
Para Zito Nerto Fraga, coordenador do Conselho Pastoral Comunitário da Paróquia, a população do Ribeirão, verdadeiros anfitriões da festa, já está mobilizada para acolher o público e fazer novamente do Floripa Instrumental um momento mágico e inesquecível para a cidade.
Ele lembra que a Banda da Lapa, entidade fundada há 115 anos no Ribeirão, e que encerrará o evento no domingo, está contagiada pela alegria e as parcerias que o festival proporciona. Com um trabalho comunitário e cultural muito bem estruturado na região, a Banda da Lapa conta com aproximadamente 25 instrumentistas das mais diversas idades, dos 10 aos 60 anos - e procedências, acolhidos no Ribeirão. “Não quero arriscar, mas diria que o Floripa Instrumental, de tantas nuances musicais e com tantos músicos de primeira linha, pode acabar em carnaval, nas mãos dos nossos músicos da Banda da Lapa”, diverte-se Zito.

 PROGRAMAÇÃO

Sábado  26  de Novembro
15h – Felipe Coelho e Bruno Moritz
17h – Ginga do Mané convida Yamandu Costa
19h – Gabriel Grossi e banda
21h  - Toninho Horta, Arismar do Espírito Santo e Robertinho Silva
23h – Grupo Metal Brasil, Cássio Moura Trio e Jorginho do Trompete
24h – Jam Session
 
Domingo 27  de Novembro
17h – Guinha Ramires convida Ronaldo Saggiorato e Pedrinho Figueiredo
18h – Toninho Ferragutti e Bebê Kramer.
19h – Banda da Lapa

  Mais informações Dfato Comunicação Duda Hamilton  (48) 9962.1257

Homenagem a Júlia Vergara

    No meio de tantas comendas e bajulações públicas atribuídas a personagens sem nenhuma expressão social e, muitas vezes, de conduta suspeita, uma justa homenagem aconteceu no último dia 22 de novembro.
    A delegada Júlia Vergara (PF), foi homenageada com o Certificado Profissional do Ano e Comenda Profissional do Ano pelo Rotary Club de Florianópolis Leste.
    A homenagem foi um reconhecimento ao seu desempenho na "Operação Moeda Verde", quando enfrentou quadrilha organizada de empresários e políticos corruptos de Florianópolis que fraudavam e transacionavam licenças ambientais.

Nelson Jvlle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Homenagem a Júlia Vergara": Justíssima homenagem.
Só fico imaginando cá com meus botões, o tamanho da frustração da nossa cara delegada que, depois do que passou ao enfrentar aquela quadrilha, vê-los todos soltos por aí, rindo da sociedade e, impunes e intocáveis, continuando a executar suas operações como se nada tivesse acontecido.
 

Leitor comenta influência "empresarial" de Guga

L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Construtora Hantei paga moradores pobres da Agronô...":

     Tento me conter, ao máximo, para não falar sobre isto, mas aproveitando este comentário das 16:22 que me precede, digo a todos os manés, que o Guga merece todo respeito sim, pela sua carreira esportiva, conquistada mais por esforço e obsessão pessoal já não existe aqui no Brasil a estrutura que os outros grandes tenistas do resto mundo possuem. No entanto meu reconhecimento pelo sucesso do Guga, param por aí, pois, fico apreensivo quando ouço especulações que o Guga pode vir a ser um potencial candidato político por qualquer legenda que venha retribuir melhor os interesses empresariais da família Kuerten. 
    Só os ingênuos, ou cegos, é que não acreditam, que existem influências do prestígio do Guga na aprovação de obras inclusive condenadas ou embargadas como aquele empreendimento absurdo "Águas do Santinho" e outras como um centro comercial no Bairro Santa Mônica que foi o primeiro prédio a fugir da convenção do bairro que não permitia prédios comerciais superiores a 3 andares sem falar na presteza da PMF em construir de pronto um trevo para acesso ao condomínio privado "Roland Garros" na SC 404. Se fosse uma demanda referente a um acesso a qualquer comunidade pobre da cidade, duvido que a coisa acontecia com tanta eficiência. Tomara que eu esteja equivocado nesta minha intuição!

Marcelo Gasparino deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Leitor comenta influência "empresarial" de Guga": quiçá tivéssemos manezinhos com a conduta, dentro e fora da quadra, dele tocando os nossos destinos políticos. Só os ingênuos, ou cegos, não conseguem enxergar a deterioração da nossa sociedade. A história conta que somente a guilhotina funcionou na França do Século XVIII e o Brasil caminha perigosamente na mesma direção do que experimenta o México, com o crime organizado controlando os poderes. Mas o interessante deste Blog é que somos levados a refletir sobre os fatos que afetam, ou afetarão, diretamente as nossas vidas. 


Coronelgreen deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Leitor comenta influência "empresarial" de Guga": Pois é, segundo tomei conhecimento de membro da própria família Kurten, aquele condomínio com acesso exclusivo na Rod.Admar Gonzaga, nada tem a ver com a família . Um empreendimento de outra empresa que apenas utilizou o nome com forma de homenagem ao nosso ilustre manezinho.De qualquer forma, independemente desse fato, o referido acesso permite sim maior segurança aos próprios usuarios da via e bom seria que os tivessem em outros locais, como em frente à Escola Sarapiquá, em frente à Fiesc, em frente à CELESC, à própria Casa Rosa. Alguns já foram feitos naquela via e em muito contribuiram para a melhoria e segurança dos acessos.Assim, tem gente que fala bobagens e fica tecendo picuínhas a respeito dos outros, sequer olhando o contexto das coisas. Obviamente, o ideal será a duplicação daquela via,até o trevo para o Corrégo Grande e um tunel no morro da Lagoa da Conceição.Enfim, navegar é preciso.
Coronelgreen 


Carlos deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Leitor comenta influência "empresarial" de Guga": Pô, o Guga teve participação societária na Hantei em 2006, lá se vão cinco anos. Não entendo porque continuam vinculando ele a essa construtora. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Já se fez boa música neste país...

Crônicas do Irani (2)

    Por Celso Martins
Reprodução: Celso Martins. Acervo: Cecília B. Talim (Concórdia-SC). José Fabrício das Neves (a direita, de branco) com seu estado-maior em Catanduva-SC (1919)
Fala Antônio Martins Fabrício das Neves

    No dia 17 de outubro de 1990, o senhor Antônio Martins Fabrício das Neves foi entrevistado pela professora Eunice Cadore Franzack em sua residência na Fazenda Bela Vista, no Irani-SC. A entrevista gravada foi transcrita por Dylce Joana Weirich e se encontra no Museu Histórico de Concórdia-SC.


    Nascido em 13 de junho de 1922, filho de João Damas Fabrício das Neves e de dona Gertrudes Martins de Lima, Antônio cresceu ouvindo relatos do entrevero e seus personagens. Nos anos 1930 ele colocou em versos as informações recolhidas.

    O que ele diz sobre José Maria, José Fabrício das Neves e o combate de 1912?

    Fabrício era “um dos de mais confiança” do monge. “Até o José Maria disse que ajudou muito ele nesse ideal de colonização, então depois ficaram muito conhecidos, muito amigos. O José Maria tinha ele como um assessor dele, mas um assessorava o outro porque não tinha um posto maior que o outro”.

    No dia do combate José Maria disse a José Fabrício “que se era para morrer gente ele ia morrer”, pois não ia deixar “essa coloniada tudo aí na frente e eu ficar lá atrás, e nós temos que ir na frente”.

    José Maria “não falava” do monge João Maria, “nunca falou”. Era uma “pessoa que só pensava para o bem, ele, acho que ele era mesmo um legítimo monge”. Era um “um homem muito inteligente, muito, ele falava onze línguas e rezava uma missa como os padres antigos rezavam”. Rezou uma missa no Irani antes da batalha. “Diz que previu que ia morrer por que ele disse para o Fabrício – eu vou morrer, mas você não passe do meu sangue que você vai ser um herói no mato. Agora se você vai para a cidade... No campo você vai ser um gato, no mato você é uma onça e no campo você é um gato. Não passe”.

    Disse ainda José Maria a José Fabrício: “Venha até onde nós brigamos e vencemos e volte para trás, não passe do nosso sangue que nós derramamos. Mesmo porque daí você só vai mal. No mato você é uma onça e lá no campo você é um gato. Então, respeite isso aí. E foi o que aconteceu, o Fabrício se iludiu, passou, e aconteceu terminando morrendo”. Nos versos que escreveu Antônio se refere a tigre no lugar de onça.

    Num determinado momento Eunice pergunta qual o motivo do Combate do Irani. Segundo Antônio, circulam “muitas idéias” a respeito, “mas o que o povo sem estudo aqui previa no mato eu concordo que eles estavam certos”. Ou seja, “havia qualquer interesse sobre aquele terreno, e esses general lá, esses comandante do Exército”, precisavam de um motivo “para não vir simplesmente vir aqui matar ou fazer o que eles queriam, inventaram aquilo”. Inventaram que “estavam formando um reduto de jagunço, a santidade”, o que provocou “um escândalo aqui no sertão”.

    Segundo o depoente, “não era verdade”, porque “esse José Maria era um homem de muito estudo de muito respeito, e eles tinham ele como um bandido, mas bandido que não tinha morte, não houve nada”. Existiam na época “centros de colonos trabalhando com eles aí a espera da iniciativa que eles tinham. Então eu acho que nesse combate aí havia algum interesse particular”. De quem? Pergunta a professora Eunice. “Eu acho que de alguns prevendo não deixar eles fazer o que eles queriam”, destaca, “que era a posse da terra para todo mundo”.

    Naquele tempo, observa Antônio Martins Fabrício das Neves, nas regiões de Palmas, Curitibanos e “na costa do mar”, “já tinha essa gente muito rica, tinha esses donos que trabalhavam na estrada de ferro, porque eles já queriam colonizar. Então eu acredito que o pessoal ficou nessa suspeita, que houve isso por causa do próprio terreno, não foi por outra coisa”.

    Questionado sobre problemas ocorridos em Palmas quando um grupo de moradores foi buscar títulos de terras, Antônio confirmou que o cartório de Palmas pediu que José Fabrício fosse até lá, que “ajudava e fazia o possível de documentar todo esse pessoal que ele levasse”. Porém, continua, “o interesse de outra gente, de algum, o interesse de algum outro pegar aquela frente que o Fabrício estava praticando, para fazer a colonização. Tudo isso era o nosso povo, a fabriciada daqui como a senhora dizia, ficou nessa suspeita, e eu concordo com eles que isso quase que seria uma realidade”.

    Um dos autores mais respeitados no tema Contestado, Maurício Vinhas de Queiroz, parece ter bebido na mesma fonte do senhor Antônio Martins Fabrício das Neves para escrever o capítulo sobre o Combate do Irani em seu livro “Messianismo e conflito social”.

    Neste livro, resultado de pesquisas entre os anos de 1953 e 1961, Queiroz enfatiza a ocupação dos campos do Irani por famílias vindas do Rio Grande do Sul após a Revolução Federalista e os interesses do coronelismo de Palmas. “José Maria há muito conhecia o povo do Irani. Considerava-o sua gente. Não é de estranhar que, perseguido” em Santa Catarina, “tenha surgido” em outubro de 1912 “no chamado Faxinal dos Fabrícios”. (QUEIROZ, p. 91-92) (Por Celso Martins, outubro de 2011)

Fontes

Transcrição da entrevista de Antônio Martins Fabrício das Neves a professora Eunice Cadore Franzack (Fazenda Bela Vista, Irani-SC), em 17 de outubro de 1990, existente no Museu Histórico de Concórdia-SC. QUEIROZ, Maurício Vinhas de. Messianismo e conflito social – A guerra sertaneja do Contestado. São Paulo: Ática, 1981.

Cego pede vistas de processo e descobre plágio de orçamento


Itajaí copia orçamento de Porto Velho

     Uma situação inusitada uniu, ao menos por alguns dias, as cidades de Itajaí (SC) e Porto Velho. No dia 11 de outubro passado, a Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento de Itajaí, no litoral catarinense,  convidou a comunidade para audiência Pública de apresentação do projeto de Lei que “estima a receita e fixa a despesa do orçamento do município de Itajaí para o exercício financeiro de 2012”. Na audiência aconteceu um fato inusitado referente à proposta da Lei orçamentária para 2012. No documento elaborado havia erros  do projeto que traz o nome da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia, no lugar de Itajaí, dentre outros equívocos.
    De acordo com a Secretaria de Planejamento e Orçamento do município de Itajaí, o orçamento foi elaborado de acordo com a necessidade e interesses que a cidade realmente precisa. “O documento realmente continha o nome de Porto Velho, mas ocorreu um erro formal, um equívoco na hora da digitação”, explica o secretário João Macagnan.
    Mas não é essa a informação que está um blog da cidade catarinense. Uma funcionária pública que tem o cargo de comissão na área administrativa lotada na Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento estava fazendo a cópia do orçamento de Porto Velho. No dia 16 de novembro passado, o Diário Oficial de Itajaí, publicou na edição nº1036, a portaria nº 2.354/11 exonerando a servidora que teria copiado a lei orçamentária. Leia matéria completa. Beba na fonte.

Boca no trombone

    Caro Jornalista,

    Sou leitor do Canga Blog, de outras colunas políticas e sociais, outros blogs e jornais. Acompanho com espanto e tristeza a corrupção instalada em todas as atividades humanas. Parece ser uma forma de sobrevivência na modernidade. Aqui na Capital, ela cresce e engorda como nunca. A CELESC e sua parceira MONREAL fazem sumir R$ 51 milhões de reais, a dirigente da COHAB contrata advogados por R$ 50 mil, uma gorjeta, se comparada à primeira operação. Temos o Diário Oficial digital que não interage com os usuários, pois é estático e fotografado. O ex titular da Fazenda Pública, que anunciou economia de R$ 1bilhão em 120 dias, empregou a filha na ALESC por R$ 11 mil, falou das maravilhas do capitalismo norte americano, detonou o assistencialismo europeu, deu uma esculachada nos grupelhos locais, falou da “bocada” que dão na coisa pública, foi embora e esqueceu a moça por aqui. Ou emprega a filha ou cala boca. Elementar. A ALESC criou finalmente seu Itamaraty e parece que abrirá embaixada em Beijing. Algumas construtoras avançam sobre os contratos públicos e, agora, querem o mar. E outras denúncias diárias com o acobertamento das tradicionais redes de comunicação, seus colunistas e muito mais.

    Este clima de podridão, roubo e cara de pau está tão espalhado pela sociedade, que bastou um deputado federal catarinense dizer que uma agencia reguladora nacional estava advogando em favor de empresa privada, para que sua afirmação virasse notícia e ele manchete.

 
    O gesto de Esperidião Amin em relação às não-obras de contorno da região da Grande Florianópolis, na BR 101, servem para mostrar aos contribuintes e eleitores, independentemente de simpatias pessoais, filiações partidárias, interesse político, apatia, desinteresse ou revanches pessoais, todas elas compreensíveis, quão submetidos estamos aos poderes constituídos.


     Ele apenas disse que a agência pública estava advogando em favor da empresa privada. E nada mais. Imagine se ele resolve falar o que sabe sobre o atual consórcio político que vem governando SC desde 2003.

Pedro Pontes, contribuinte e eleitor.


Carlos deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Boca no trombone": Confesso que não entendo muito bem esse negócio de chamar os Amin de "oligarquia". Segundo o Aurélio, oligarquia é:
1.Governo de poucas pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família.
2.Fig. Preponderância duma facção ou dum grupo na direção dos negócios públicos.
Que eu saiba, o Esperidião é um deputado federal com uma linha política bem definida, algo tipo centro-direita, a Ângela, que no momento é só uma servidora pública, foi uma prefeita muito bem avaliada e não se enturmava muito com o pessoal do partido, enquanto que o João é o iniciante da família, um pouco fraco, ainda, mas, como vereador, está acima da média dos demais integrantes da Câmara.Acho que acusá-los de formar uma oligarquia política é querer forçar a barra e desqualificar quem vem fazendo um bom trabalho de oposição. 

Guia NAIPE 2011 propõe verão diferente

 Com a proposta de atualizar olhares sobre a alta temporada, Naipe inicia hoje campanha com fotos e vídeo. Guia Naipe de Verão 2011 teve 84 páginas e 160 pontos avaliados. Esses pontos são restaurantes, bares, baladas, cafés, praias, paradores, lojas, passeios, trilhas, museus e vários outros lugares de interesse turístico.
    Um mirante natural pouco visitado no Campeche. Uma pizzaria com gazebos na Caieira da Barra do Sul. Uma lista de dez baladas no centro da ilha. Uma piscina natural ao final de uma difícil trilha de duas horas. Uma praia vizinha à Central, em Balneário Camboriú, mas bem menos frequentada.
    Tenha um verão diferente é o tema que promove o Guia Naipe de Verão 2012. 
A campanha consiste em cinco imagens de lugares ou ângulos pouco explorados e um vídeo de fotografias de Florianópolis em time-lapse, aquela técnica que faz com que movimentos sutis como o do sol ou das nuvens se tornem evidentes. Veja a campanha completa aqui.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Construtora Hantei paga moradores pobres da Agronômica para participar de audiência pública da Ponta do Coral

Do Tijoladas

PONTA DO CORAL - O bode na sala


    A Construtora Hantei levou centenas de pessoas regiamente pagas para participar de audiência pública sobre o destino da Ponta do Coral.
    O pagamento deu-se nas dependências da ALESC e no ponto de ônibus em frente ao Tribunal de Justiça.
    Um dos responsáveis pelo recrutamento das pessoas de baixa renda, foi o filho do músico Mazinho do Trombone. Mazinho compareceu a audiência.

     No meio da audiência, arregimentados ameaçaram deixar o local. Queriam mais dinheiro, já que o horário de participação da audiência seria maior que o combinado.
    O valor pago foi discriminatório. As mulheres receberam R$ 15,00, enquanto os homens R$ 20,00 a R$ 25,00.
    Esse escândalo deve ser investigado pelo Ministério Público de SC e pela polícia.
    Fico me perguntando: Quanto não paga a Hantei para políticos e outros agentes públicos para liberarem suas obras na Capital?



L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Construtora Hantei paga moradores pobres da Agronô...": Tento me conter, ao máximo, para não falar sobre isto, mas aproveitando este comentário das 16:22 que me precede, digo a todos os manés, que o Guga merece todo respeito sim, pela sua carreira esportiva, conquistada mais por esforço e obsessão pessoal já não existe aqui no Brasil a estrutura que os outros grandes tenistas do resto mundo possuem. No entanto meu reconhecimento pelo sucesso do Guga, param por aí, pois, fico apreensivo quando ouço especulações que o Guga pode vir a ser um potencial candidato político por qualquer legenda que venha retribuir melhor os interesses empresariais da família Kuerten. Só os ingênuos, ou cegos, é que não acreditam, que existem influências do prestígio do Guga na aprovação de obras inclusive condenadas ou embargadas como aquele empreendimento absurdo "Águas do Santinho" e outras como um centro comercial no Bairro Santa Mônica que foi o primeiro prédio a fugir da convenção do bairro que não permitia prédios comerciais superiores a 3 andares sem falar na presteza da PMF em construir de pronto um trevo para acesso ao condomínio privado "Roland Garros" na SC 404. Se fosse uma demanda referente a um acesso a qualquer comunidade pobre da cidade, duvido que a coisa acontecia com tanta eficiência. Tomara que eu esteja equivocado nesta minha intuição!

A frase do dia

   "Deus fez o Céu e a Terra... 
...o resto é feito na China"
Comenta-se na Alesc que a frase é de autoria do deputado Jailson Lima (PT)

Impagável!!!!!

    Peguei de contrabando da Zero Hora este artigo do famoso jornalista Paulo Santana. Além de bem escrita é hilária quando fala do, não menos famoso, Bagre Fagundes, irmão do Nico e autor do, universalmente conhecido, Canto Alegretense.
Por Paulo Santana
    Os meus momentos de maior felicidade são quando trabalho me divertindo. 
    Ontem, por exemplo, fiz meu segundo programa Sala de Redação diretamente da Casa da RBS no Acampamento Farroupilha.

    E me diverti a valer no debate do Sala com meus cinco companheiros de programa.


   Não satisfeito, como o programa do Lasier Martins era feito também no Acampamento Farroupilha e nele se apresentava a grande figura chamada Bagre Fagundes, ingressei na transmissão e fiz seis versos de trova desafiando o Bagre, que respondeu. Eu fiz mais 12 versos de trova improvisada respondidos pelo Bagre, e mexi com os dele pra valer. Eu irrito o Bagre com muita facilidade, fico contando proezas dele, ele as nega. Porque, se fossem reais, pegariam mal.


     Só que o Bagre Fagundes tem de se capacitar que ele pertence ao folclore da cidade e a respeito dele se contam lendas. E eu nada mais faço do que transitá-las.


     São lendas, não são verdadeiras, mas elas se aplicam maravilhosamente naquele jeitão simples e espontâneo do Bagre Fagundes. Deixa pra lá, Bagre, são lendas.


     O Bagre Fagundes é bacharel em Direito, chefe de família exemplar, ostenta a glória de ser parceiro de seu irmão Nico Fagundes na música Canto Alegretense, uma das canções mais delirantemente preferidas pelo público no cancioneiro regionalista. Além disso, Bagre é conhecidíssimo como colorado fanático, o que ele é, tanto que vai sempre inteiramente vestido de vermelho aos jogos do Inter no Beira-Rio.


     Uma das lendas que se contam sobre o Bagre é que ele era candidato a vereador e estava em campanha. 
E foi fazer campanha no Morro da Cruz, que então era uma das comunidades mais pobres de Porto Alegre.

     Havia umas cem pessoas escutando o comício do Bagre. Ele subiu numa caixa de cerveja e falou para o público:

“Povo do Morro da Cruz, vocês têm água aqui?”.

Todos responderam com um sonoro NÃO.


“Vocês têm luz aqui?”, indagou novamente o Bagre.

A resposta do público foi um NÃO altissonante.


O Bagre insistiu: “Vocês têm escola aqui?”.

O público pela terceira vez pronunciou um NÃO.


O Bagre, então, não resistiu e gritou: “Então por que vocês não se mudam daqui?”.


     E a segunda lenda preciosa que se conta do Bagre é que ele estava na mesma disputa ao cargo de vereador e foi fazer comício na Vila Dona Teodora.


    Estavam umas 200 pessoas reunidas para ouvi-lo e ele começou:


– Povo da Vila Dona Teodora! Eu sei dos problemas que vocês enfrentam nesta Vila (hoje, a Vila está muito melhor, mas no tempo do discurso do Bagre a coisa era feia por lá). Eu sei como vocês sofrem aqui com a escassez de recursos, sem água, sem luz, sem esgotos, sem creches, sem nada. Mas eu sei como ninguém dos problemas de vocês porque eu também já fui chinelão.


    O Bagre não gosta que eu conte isso. É que a gente, você que é folclorista sabe, Bagre, como ninguém, não pode censurar nem conter a lenda.

Chuva

Do Milton Ostetto
 
 Sempre que chove
         Tudo faz tanto tempo... 
(Mário Quintana)

ANTT se desculpa e mantém traçado original da Alça de Contorno da Br-101

    Na noite de ontem o deputado federal Esperidião Amin recebeu telefonemas de desculpas do presidente da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues e do diretor, Jorge Bastos, pelo embróglio criado no Fórum Parlamentar Catarinense, acontecido ontem em Brasília. Mário Rodrigues afirmou também que será mantido o projeto original da Alça de Contorno da BR-101.
    As desculpas eram relativas ao comportamento altamente suspeito do superintendente da ANTT, Mário Mandolfo, que escancaradamente defendeu a concessionária Litoral Sul, que havia apresentado um novo traçado da Alça de Contorno, criando um clima de revolta entre os parlamentares e políticos catarinenses presentes ao encontro.
    "Vocês são advogados da concessionária, estão agindo com desonestidade", afirmou Esperidião Amin em meio à acalorada discussão.

João Frederico H. Leite deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ANTT se desculpa e mantém traçado original da Alça...": Meu voto foi mais uma vez valorizado. Esperidião é certeza de luta e realizações por nosso estado. Esse não tem rabo preso e tão pouco viaja quando tem pepino para descascar.
João Frederico H. Leite
Urussanga - SC  
 



Carlos deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ANTT se desculpa e mantém traçado original da Alça...": Perguntar não ofende: e cadê a Ideli nesse encrenca toda? Não vi um pio sequer da outrora loquaz ex-senadora!

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ANTT se desculpa e mantém traçado original da Alça...": Jornalista,
Seria possível esclarecer as ligações do Paulo Afano Vieira, ex-letras de Santa Catarina, com a tentativa de privatização da SC 470, dos pedágios e com esta, agora, empresa espanhola?
Ou é tudo apenas coincidência?
Pedro, o caminhoneiro.
 

Nelson Jvlle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ANTT se desculpa e mantém traçado original da Alça...": Ficamos devendo mais essa ao Deputado Amin. De quebra, a ANTT foi obrigada a "mostrar a cara", pois ha muito tempo vem fazendo o jogo da Litoral Sul, em detrimento do povo catarinense. Depois desse "arranca rabo" de ontem, o pessoal da agencia não teve mais como disfarçar.
E agora? Como fica a situação do superintendente da ANTT, Mário Mandolfo? Vai ficar por isso mesmo?
Continuará no cargo? Nem ao menos um inquérito administrativo, ou melhor ainda, uma investigação do Ministério Público? Suspeitas ficaram mais do que evidentes.

Está aí uma belíssima oportunidade para abrir as "caixas pretas" não só da ANTT, mas também de outras agencias reguladoras. A ANATEL poderia ser a próxima...Fica a sugestão.
 
Novo traçado sumia com 20 km em relação ao original


Ponte Hercílio Luz 1929

 
Upiara Boschi deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Ponte Hercílio Luz 1929":
Se a Capital tivesse ido pro interior, talvez Florianópolis fosse uma São Francisco do Sul hoje. Não é um elogio.




B.V. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Ponte Hercílio Luz 1929": Belo cenário mas, tudo seria diferente se Hercílio Luz, que já saiu de Blumenau com fama de louco, tivesse tido a coragem e capacidade de mudar a capital para o interior do estado, como se cogitava na época, e facilitar o seu desenvolvimento de forma mais integral. Ao invés disto "aceitou" esse empreendimento Made in USA e acabou com a bela e romântica Florianópolis da época como falava meu avô.
Teríamos um estado muito, mas muito mais desenvolvido, em vez da pobreza atual, onde apenas os egocêntricos ilhéus gozam das benesses deste "equívoco" que só foi devidamente quitado financeiramente 50 anos depois, em 1978. Até nas informações da Wikipedia nota-se o quão absurda foi essa obra.
Mas nunca é tarde para reparar um erro. O difícil, senão impossível, vai ser acabar com a boa vida dessa raça.
Santa Catarina é muito mais do que Florianópolis. Só não vê quem não quer.

Barriga Verde

Sobre a Ponta do Coral

Por Anselmo Döll
   
    Florianópolis já foi conhecida como a cidade com melhor qualidade de vida do Brasil. Na época em que a imprensa comentava sobre isso, os argumentos mais fortes eram  as belezas naturais da ilha, os costumes  do seu povo, a tranqüilidade e a qualidade de vida que nós tínhamos.
     Atualmente, Florianópolis tem a pior mobilidade urbana do Brasil, cresce em violência e está cada vez mais poluída. O trânsito está parado, a Lagoa da Conceição e diversas praias estão poluídas, a violência tomou conta da cidade e perdemos muito em qualidade de vida.
     Com certeza, ninguém imaginou que um dia viveríamos de forma tão estressada e que até o manézinho mais ilustre de nossa ilha, o Guga, já anunciou o desejo de abandonar a cidade.
     Será que estamos no caminho certo? Concretar os patrimônios naturais é melhor que preservar?
     Eu consigo observar que o crescimento é inevitável, porém, em alguns lugares, como no Hawaii, local que recebe o maior número de turistas do mundo, os projetos estão sempre associados à preservação ambiental e não na destruição que possa poluir ou afugentar os turistas.
     A beleza natural do arquipélago hawaiano é e sempre será para eles, o maior atrativo para fomentar o turismo.
     Sabem que nenhuma obra por mais bonita e moderna que possa ser, poderá substituir a beleza natural, motivo de maior atração turística.
     O North Shore, em Honolulu, está intacto desde a primeira vez que visitei, em 1984 e cada ano recebe mais turistas, justamente pela política de preservação ambiental. É a beleza natural que continua atraindo os turistas, na qual me incluo e estou visitando ano após ano.

     Observando atentamente o projeto da Hantei, apresentado na TV, posso até  dizer que é muito bonito em termos de projeto, mas jamais poderia dizer que estou de acordo que seja construído ali na Ponta do Coral.

     Nenhum projeto poderá ser mais bonito e apreciável, que o projeto natural de Deus ou seja:  o desenho maravilhoso que Deus criou para aquele lugar que hoje chamamos de Ponta do Coral. Jamais alguma grande obra de homens poderá ser mais contemplativa que esta obra  do Criador. Só por este aspecto, já devemos pensar em não errar.
    Por outro lado, tem se falado sobre a venda irregular daquela área, assim como, sobre a situação de abandono e o mau uso da Ponta do Coral.
    Na questão da venda, espero que os órgãos competentes possam apurar e caso tenha havido fraude no processo, que este já seja um dos motivos que possam impedir qualquer tipo de construção por aquele que se diz dono, mas não é.
    O fato de o local estar abandonado ou estar sendo usada por vândalos ou drogados, a culpa é da prefeitura que deveria exigir daqueles que se dizem proprietários, que cuidassem daquele lugar, mantendo limpo e seguro, pois todo lugar abandonado, acaba tendo seu uso inadequado.
    Certamente que se a mesma área estivesse em algum país europeu, estaria tão bonito e bem cuidado, que o povo jamais teria o desejo de trocar a beleza natural e o canto dos pássaros, por torres de concreto e ronco de motores das lanchas poluidoras.
    Jamais eu poderia ser favorável à construção de um Hotel e uma Marina na Ponta do Coral, pois estaria sendo um criminoso ambiental e meus filhos e netos, jamais me perdoariam.
     Sei que o aterro de 30 mil metros quadrados, mais o fluxo intenso de embarcações na marina, comprometerá toda vida marinha, não só da Ponta do Coral, mas de todo entorno, incluindo todo manguezal e nunca mais conseguiremos reverter a situação.
    Lamento profundamente, que os investidores que só pensam em lucros momentâneos, não consigam ver que estão destruindo e matando a galinha de ovos de ouro, que é a ilha com suas belezas naturais.
    Ninguém pode impedir o crescimento ou desenvolvimento de um lugar, mas precisamos fixar nossos metas em projetos voltados para a sustentabilidade e desta forma, resgatar o título que um dia  já tivemos:
Florianópolis ? O melhor lugar para se viver.

Leitor atento denuncia mau uso do espaço público

Boa tarde!
    Canga,
    Lendo seu blog no dia de hoje me deparei com os trevos da SC401 sendo destinados a receber dejetos de construção (entulho de obras) se tornando aterro. Qualquer eng° que passar por ali  verifica que é nitido que estes "aterros" farão com que a água de nossas frequentes chuvas seja jogada para a pista e não terão como escoar.
    Esta foto tirei no trevo do Floripa Shoping. Será que transferiram estas áreas para os papa entulhos?
 Incrivel a esperteza do ser ''UMANO".
Abraço,
Tony Kolenda

terça-feira, 22 de novembro de 2011

TEMPOS

Luis Henrique discursa para empresários da indústria madeireira

    O senador Luiz Henrique da Silveira, relator do polêmico Código Florestal Brasileiro, foi palestrante no encerramento do Encontro Latino-americano de Base Florestal & Biomassa acontecido em Lages no dia 20. O encontro é financiado pela indústria madeireira e empresas que atuam no setor.
    Luiz Henrique vem enfrentando acusações de favorecer grupos responsáveis por desmatamento ilegal e já foi ganhador do Troféu Motosserra que é dado a políticos inimigos do meio ambiente por organizações ambientais.
LHS introduziu o conceito de "área rural consolidada", na qual o desmatamento já feito poderia ser legalizado. Tal figura não existe no Código em vigor, que prevê multa para todo desmatamento irregular e compensação dos passivos, seja por reflorestamento, seja por compra de áreas de floresta.
     Segundo a promotora
Cristina de Araújo Freitas
"A consolidação dessas áreas permeia todo o texto, regularizando as intervenções ilegais e transformando o passivo ambiental em lei".

Irônico
   No mesmo lugar que Luiz Henrique discursava para empresários da indústria madeireira acontecia o concurso Os Melhores no Manejo da Motossera, coordenado por técnicos da Stilh e da Tortelli.
   Luis Henrique, é claro, não participou. Os comentários no parque Conta Dinheiro eram de que o senador não participaria da disputa porque era considerado hours concours.

Os ganhadores:


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Políticos transformam o estado em Casa da Mãe Joana

    Virou moda em Santa Catarina a doação, troca e cessão de imóveis públicos para qualquer entidades. Qualquer secretário, por ocupar cargo de confiança do governador Raimundo Colombo, se acha dono das coisas públicas.  
    Bens públicos como terrenos, edificações, móveis e outros, para serem transacionados devem, segundo a constituição, ter lei específica aprovada pela Assembléia Legislativa.
    Nos casos abaixo, a prova do crime de improbidade administrativa cometida por dois políticos com cargos de confiança no governo. Estão tranferindo bens públicos como se fossem deles.
    No Art. 12, do Capitulo III da Constituição do Estado de SC, está bem claro: 
- A adoção ou utilização gratuíta de bens imóveis depende de prévia autorização legislativa.
    No primeiro caso fica patente o interesse político da "doação". O Sr. Paulo Meller, presidente do Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra) fez a doação de um terreno do estado para Associação de Tiro Prático de Caçador, casualmente a cidade natal do seu chefe, o Secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, eleito deputado estadual pela região.



    Já no segundo caso, o secretário da Administração, Milton Martini, não satisfeito com a quantidade de acusações de corrupção que tem enfrentado, resolve "permutar" um terreno de 2.275 m, no centro de Chapecó, por outro de 554,87 m.

domingo, 20 de novembro de 2011

Amanhacer...



 Amar:
Fechei os olhos para não te ver

e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.

(Mario Quintana)

Um bom comercial

sábado, 19 de novembro de 2011

Só pra lembrar...

Sábado com Luisa não tem preço!

     Dia maravilhoso de sol, familia reunida, churrasco, som, conversa, brincadeiras, folga do blog!!!!! e...Luisa, minha neta.
   A cada dia que passa está mais esperta, começando a falar, interage direto, inventa brincadeiras, faz caretas, brinca com o Bakunim, chama os bois do terreno ao lado
    - Búúúu...i
    Mas hoje pintou uma brincadeira legal. Deitamos na grama de barriga para cima e ficamos vendo as nuvens no céu super azul. 

Uma viagem!

O Bakunim sempre na volta...

 
Enredada com a trena

Informações sobre o Projeto de Lei dos Orçamentos Fiscal

O orçamento do MP para 2012 é de R$ 429.269.894,00.
Do TCE é de R$ 153.167.273,00.

Segurança Pública R$ 1.491.749.024,00.
Educação R$ 3.246.689.787,00.
Saúde R$ 2.152.542.392,00.

O orçamento do MP representa 29% do orçamento da segurança, 13% da educação, e 20% da saúde.
O orçamento do TCE representa 10% do orçamento da segurança, 5% da educação, e 7% da saúde.

Planilha:


R$ 429.269.894,00 R$ 153.167.273,00
MP R$ 429.269.894,00 1,00 0,36
TCE R$ 153.167.273,00 2,80 1,00




Segurança R$ 1.491.749.024,00 28,78% 10,27%
Educação R$ 3.246.689.787,00 13,22% 4,72%
Saúde R$ 2.152.542.392,00 19,94% 7,12%





O TCE, pelo que vi na Lei, tem R$ 8 milhões reservados para "ampliação e reforma da estrutura física".
Segue uma outra tabelinha, sobre a rubrica Pessoal e Encargos.
 

Quantidade
Pessoal e Encargos
      Valor/Pessoa/Ano 
                  Valor/Pessoa/Mês
TCE
526
R$.  732.686,00
     R$ 229.529,82
 R$ 17.656,14
JSC
6700
R$951.433.970,00
 R$ 142.005,07
R$ 10.923,47
LESC
2200
R$240.343.137,00
R$ 109.246,88
R$ 8.403,61
Policia Civil
3500
R$289.695.827,00
   R$ 82.770,24
R$ 6.366,94
MP
2300
R$157.716.702,00
   R$ 68.572,48
R$ 5.274,81
Bombeiros
2300
R$145.000.000,00
   R$ 63.043,48
R$ 4.849,50
Sec. Est. Planejamento
  100
R$ 6.000.000,00
   R$ 60.000,00
R$ 4.615,38
Sec. Est. Turismo,  Cultura e Esporte
   149
R$ 8.700.000,00
   R$ 58.389,26
R$ 4.491,48
Polícia Militar
11726
R$662.248.000,00
   R$ 56.476,89
R$ 4.344,38
Sec. Est. Desenv. Econômico Sustentável
    159
R$ 7.600.000,00
    R$ 47.798,74
R$ 3.676,83
Sec. Est. Assist. Social, Trabalho e Habitação
   365
R$ 17.000.000,00
    R$ 46.575,34
R$ 3.582,72
SED – Ensino Médio
14214
R$592.115.626,00
    R$ 41.657,21
R$ 3.204,4
SED – Ensino 
Fundamental  








21880









R$750.617.711,0









R$ 34.306,11









R$ 2.638,93