segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bachelet, Lula e a falta de lideranças

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, mesmo com 80% de aprovação popular não conseguiu eleger seu sucessor. Venceu a eleição para presidente de república o mega empresário Sebastián Piñera, dono da Lan Chile, candidato de uma coalizão de centro-direita.
A dita esquerda chilena ficou no poder por 20 anos desde o fim da ditadura de Pinochet.
Interessante que neste periodo todo a esquerda chilena foi incapaz de produzir novas lideranças. No momento das eleições foi recorrer ao veterano ex-presidente Eduardo Frei. Perderam. Bachelet não transferiu votos.

Aqui no Brasil Lula ultrapassa a casa dos 80% de popularidade. Há tempos! Será que consegue transferir votos? A sua candidata não sai do lugar. Engessada nas pesquisas Dilma é a candidata de Lula e do PT.
Dilma não é uma liderança política que empolgue o eleitorado. Não é uma liderança. É uma candidata fabricada nos escaninhos petista de oito anos de poder. Por outro lado, a direita brasileira tampouco produziu lideranças para fazer frente ao governo petistas e seus partidos aliados.
Os dois candidatos que polarizam o cenário nacional, por enquanto, são o tucano José Serra e Dilma. Dois esquerdistas, ex-militantes de organizações guerrilheiras com alguns esqueletos no armário.
O nome de Aécio Neves, governador de Minas, talvez fosse o que produzisse um certo equilíbrio nas eleições. Neto de Tancredo Neves, centro do centro, é confiável para as elites e para a classe média.
Fora isso, com esse quadro de carência de candidatos no país somado aos vacilos de Serra, é bem possível que Dilma acabe levando por WO.

Canguita.
No Chile, a inscrição para tornar-se eleitor é voluntária, e um número significativo de jovens não o tem feito. POR QUE?
Desencanto com as práticas político-eleitorais pode ser uma resposta - deve haver explicações para isto, e mais razões.
Quanto a nós, vale lembrar que Dilma e Serra politizaram-se e atuaram nos Centro Acadêmicos, que SEMPRE FORAM ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS no Brasil. Vinte e um anos de ditadura, reprimindo os CAs também produziram os efeitos que você menciona - falta de líderes...
Não basta ser neto de ACM ou sobrinho do Tancredo...
Quando estudei na FGV-SP, qualquer aluno que se formasse e tivesse passado por alguma instância de liderança no CA, NÃO IMPORTAVA A NOTA OU APROVEITAMENTO FORMAL OBTIDO - ERA CHAMADO PARA ENTREVISTA E POSSÍVEL APROVEITAMENTO NO BANCO DE BOSTON: ESSES SABIAM O VALOR DOS LÍDERES!
Dario

Felipe deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bachelet, Lula e a falta de lideranças": Este cenário descrito no Chile se repetirá no Brasil por evidência já constatada por todos os decepcionados eleitores de Lula e seus próceres. a falta de uma mudança na prática política do partido e seus representantes com mandato popular.
Veja o caso da Senadora Ideli Salvatti, apoio costumeiro a velha escória da política brasileira, alianças eleitoreiras e pragmáticas e para finalizar , o nepotismo explicito de filhos e parentes em estatais.
Qual a mudança protagonizada neste ultimos anos de mandato petista?
Nada de novo, apenas alguma esmola para calar a boca da pobreza endemica brasileira.
Que triste fim para um país e continente tão necessitado de mudanças estruturais.

2 comentários:

Anônimo disse...

Este cenário descrito no Chile se repetirá no Brasil por evidência já constatada por todos os decepcionados eleitores de Lula e seus próceres. a falta de uma mudança na prática política do partido e seus representantes com mandato popular.
Veja o caso da Senadora Ideli Salvatti, apoio costumeiro a velha escória da política brasileira, alianças eleitoreiras e pragmáticas e para finalizar , o nepotismo explicito de filhos e parentes em estatais.
Qual a mudança protagonizada neste ultimos anos de mandato petista?
Nada de novo, apenas alguma esmola para calar a boca da pobreza endemica brasileira.
Que triste fim para um país e continente tão necessitado de mudanças estruturais.

Anônimo disse...

Canguita.
No Chile, a inscrição para tornar-se eleitor é voluntária, e um numero significativo de jovens não o tem feito. POR QUE?
Desencanto com as práticas político-eleitorais pode ser uma resposta - deve haver explicações para isto, e mais razões.
Quanto a nós, vale lembrar que Dilma e Serra politizaram-se e atuaram nos Centro Acadêmicos, que SEMPRE FORAM ESPAÇOS PARA A FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS no Brasil. Vinte e um anos de ditadura, reprimindo os CAs também produziram os efeitos que você menciona - falta de líderes...
Não basta se neto de ACM ou sobrinho do Tancredo...
Quando estudei na FGV-SP, qualquer aluno que se formasse e tivesse passado por alguma instância de liderançã no CA, NÃO IMPORTAVA A NOTA OU APROVEITAMENTO FORMAL OBTIDO - ERA CHAMADO PARA ENTREVISTA E POSSÍVEL APROVEITAMENTO NO BANCO DE BOSTON: ESSES SABIAM O VALOR Dos LÍDERES!
Dario