domingo, 31 de janeiro de 2010

Coincidências

Sempre que viajo acabo encontrando pessoas conhecidas. Tipo, certa vez em Salvador em um bar no Pelourinho estava com a familia e de repente o músico, que começava a tocar naquele momento, disse:
- Gostaria de dedicar esta música ao amigo Canga que está paseando por Salvador com a família.
Bem, lembrei na hora do amigo que havia conhecido há uns 10 anos em Porto Alegre. Coincidências.

Noutra feita, em Búzios, entrava em uma cafeteria com minha família e de repente escutamos:
- Mirá, el hijo del guarda Rubim!
Era um amigo de Montevidéu que conheceu meu pai - guarda aduaneiro em Quaraí - quando descia à fronteira para buscar erva-mate, fumo (de corda) cachaça e feijão. Coincidências.

Outra vez em Montevidéu, saindo da Ciudad Vieja, na esquina da 18 de julho com Andes parei em uma banca onde se vendiam cuias de chimarrão e alpargatas. Perguntei o preço e o dono da bnc me olha e diz:
- Sos el Canga, no?

Era el Negro Poli, amigo que não via há mais de 30 anos. Me abrigou em seu apartamento, Calle Democracia, por uma semana quando voltava de "missão política" em Buenos Aires. Coincidências.

Ontem dei uma banda pela noite de Nizza. Saí com endereço certo. Bar Havana. Uma casa estilizada, decoração kitche com direito a enormes palmeiras de plástico, sacos de Café du Brésil e fotos de cubanos cortando cana. Tava lotado.
Pedi uma cerveja "na pressão" e fiquei observando aquele povo tentando bailar como latinos. Um sarro!
Acabou a música lá pelas 2 da manhã, aqui os bares fecham às 2:30hs. Uma merda! Puxei assunto com o baixista da banda "cubana", o Alan, francês. Dois minutos de conversa e ele me disse que iria conhecer o Brasil. Partiria segunda-feira para, divinhem onde?
Florianópolis!!!!!!
Coincidiências.

Nei Duclós disse...

Canga, são anjos. Eles te aparecem em forma de um amigo perdido, alguém que conheceu teu pai, um conhecido que jamais te esqueceu. Uma vez, pegando carona de volta a Porto Alegre, fomos abandonados no ermo de uma estrada que escurecia. Não havia nada por perto, nenhuma luz, casa, fazenda, apenas a carretera, lúgubre, se misturando ao campo ao redor. De repente,passa um carro a toda. Ele anda mais uns duzentos metros, pára e dá meia volta. Pensei: É agora, vão nos pegar. Pensei no pior.

De dentro do carro, agarrado ao volante, uma voz gritou:
- Ei, teu irmão não estuda lá na Engenharia ?
A súbita aparição era o famosos Chinês (que, se não me engano, era coreano), colega do meu irmão mais velho. Entramos todos no carro e fomos confortavelmente para nosso destino.

Te falo, são anjos. Eles te abrigam no momento em que estás envolvido numa aventura complicada. E te reconhecem, quando ninguém ao redor sabe quem tu és. Nesse momento, emerges da tua solidão anônima e ganhas forma no universo hostil.

Coincidência? Nada. Veja como eles desaparecem como surgem. Nunca mais vi o Chinês. Mas nunca me esqueci que foi ele quem me arrancou dos braços de uma assombração.

Zainer deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Coincidências": ...fui as lágrimas com o comentário do Nei, já encontrei "vários" por este Brazilzão de Deus....pô!

Amilton Alexandre deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Coincidências": Puxa Canga. Então o meu ex- Bar Havana era melhor que o similar francês?
Curta bem essa viagem
Musca

4 comentários:

Nei Duclós disse...

Canga, são anjos. Eles te aparecem em forma de um amigo perdido, alguém que conheceu teu pai, um conhecido que jamais te esqueceu. Uma vez, pegando carona de volta a Porto Alegre, fomos abandonados no ermo de uma estrada que escurecia. Não havia nada por perto, nenhuma luz, casa, fazenda, apenas a carretera, lúgubre, se misturando ao campo ao redor. De repente,passa um carro a toda. Ele anda mais uns duzentos metros, pára e dá meia volta. Pensei: É agora, vão nos pegar. Pensei no pior.

De dentro do carro, agarrado ao volante, uma voz gritou:
- Ei, teu irmão não estuda lá na Engenharia ?
A súbita aparição era o famosos Chinês (que, se não me engano, era coreano), colega do meu irmão mais velho. Entramos todos no carro e fomos confortavelmente para nosso destino.

Te falo, são anjos. Eles te abrigam no momento em que estás envolvido numa aventura complicada. E te reconhecem, quando ninguém ao redor sabe quem tu és. Nesse momento, emerges da tua solidão anônima e ganhas forma no universo hostil.

Coincidência? Nada. Veja como eles desaparecem como surgem. Nunca mais vi o Chinês. Mas nunca me esqueci que foi ele quem me arrancou dos braços de uma assombração.

Amilton Alexandre disse...

Puxa Canga. Então o meu ex- Bar Havana era melhor que o similar francês?

Curta bem essa viagem

Musca

Zainer disse...

...fui as lágrimas com o comentário do Nei, já encontrei "vários" por este Brazilzão de Deus....pô!

Luiz C. Schneider disse...

Canga na França repercute! Confira no Temperos & Apimentadas http://emeirajunior.blogspot.com/
Abraços