terça-feira, 24 de setembro de 2013

Florença, Siena e trem rápido até Veneza

Catedral gótica Sta. Maria del Fiore, centro de Firenzi, pracabá!

Perseu com 
acabeça da Medusa

  Despedida de Roma maravilhosa, chegada em Florença, passeio com carro alugado até Siena e partida para Veneza de trem hoje...ufa!
   Oh! Férias corridas...essas, ehehehehe!
   A chegada em Florença, dia 20, foi com sol e muita caminhada. Em uma incursão rápida de reconhecimento fomos até a praça São Marcos, passamos pela Capelle dos Médicis, Basílica São Lorenzo e chegamos no centro nervoso da cidade: a Piazza della Signoria onde está o Pallazzo Vecchio, o mais importante prédio da cidade. Atualmente é a sede da capital da Toscana e abriga o museu Vecchio com obras de Michelangelo, Giorgio Vasari e Agnolo Bronzino.
   Florença é considerada o berço do Renascentismo italiano. Aqui nasceu um dos seus grandes artistas: Dante Alighieri, autor da Divina Comédia...só isso!
Detalhe de afrescos e esculturas do interior do Palazzo Vecchio
   A cidade é plana, cheia de ciclistas e turistas caminhando por todos os lados. É um verdadeiro museu a céu aberto. Suas vielas, piazzas e museus concentram um enormidade de obras de arte de nada mesnos que Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Rafael, Donatello e outros famosos.
   A Piazza della Signoria foi o local escolhidos por nós em todos os fins de tarde em Florença. Caminhávamos  pela cidade visitando museus, lojas e bares. Ao cair da tarde, já cansados, nos encaminhávamos para a nossa "Kibelândia florentina". Kibelândia é meu bar cotidiano em Florianópolis. Tem semelhança com Florença - guardadas as devidas proporções - na antiguidade: é o mais antigo bar de Floripa, eheheheheh! 
   Sentar no Café Rivoire, de frente para o Palazzo Vecchio, admirando a réplica do Davi, de Michelangelo e uma enormidade de esculturas gigantes em mármore que rodeiam a praça, não preço! É muita arte para os olhos!
   
Detalhe de palácio em Siena
Ainda na praça outro dia escutamos o seguinte diálogo:
   - Olha só a quantidade de detalhes nestas paredes e esculturas, dizia o marido para a mulher.
   Ao lado, um companheiro de viagem respondeu:
   - Esses caras não tinham mais o que fazer. Só faziam isso. Sá faziam arte.
   Não pudemos deixar de rir com o comentário, mas a verdade é que se pensarmos no tempo e mão de obra empregados na produção daquelas construções, esculturas e obras de arte, é algo inexplicável! Mas é claro que eles faziam outras coisas. Guerras por exemplo. Guerreavam o tempo todo.
   Um exemplo disso eram as disputas entre Florença e Siena. As duas cidades estavam sempre em disputas pelos limites das suas fronteiras. Reza a lenda que para acabar com a pendenga criaram um jogo para resolver pacíficamente a situação.

   Concordaram que numa determinada manhã, quando o galo cantasse, um cavaleiro sairia de Florença em direção a Siena e outro de Siena rumo a Florença. O ponto em que os dois se encontrassem seria a fronteira entre as duas cidades. Siena escolheu um galo branco, saudável, que foi fartamente alimentado e paparicado. Já Florença selecionou um pretinho esquálido, morrendo de fome. Aconteceu que o galo preto acordou primeiro,  "morto da fome", e botou a boca no trombone, foi o primeiro a cantar, muito antes do sol nascer. Logo, o cavaleiro florentino saiu na frente do de Siena, cujo galo paparicado, só cantou muito mais tarde. O cavaleiro florentino chegou a 12 quilômetros de Siena, - quase entrando na cidade.

Piazza Il Campo, a principal de Siena 
   O acordo foi respeitado e o limite entre as duas cidades ficou sendo ali mesmo. Quase todo o território entre as duas cidades ficou sob o domínio da República Florentina. É nessa região que se produz o Chianti Clássico. Os produtores desta região, cerca de 20,  criaram um consórcio que tem como simbolo o Gallo  Nero, àquele magro "morto da fome" que hoje certifica e dá garantia de qualidade aos vinhos da região.
    Estamos agora em um trem rápido à caminho de Veneza após passar um dia em Siena para onde fomos com um Smart alugado Neste momento, vendo as fotos, é difícil não querer voltar. Siena é uma pequena cidadela medieval, totalmente preservada.
   As vielas e escadarias nos levam, sempre subindo, à Piazza Il Campo, a principal da cidade. A praça, em formado de D, é inclinada para o centro formando um anfiteatro gigantesco e tem à sua frente o Palazzo Público com sua célebre Torre del Mangia. A torre tem 102 metros de com uma escadaria estreita que foi galgada degrau a degrau por este "atleta". Só de pensar ficou exausto. Mas a vista panorâmica da cidade é maravilhosa, valeu à pena.

Duomo de Siena projetada e construída entre 1215 e 1263




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