terça-feira, 14 de julho de 2015

Buscas da PF na Penha envolvem ex-deputado João Pizolatti Jr. do PP

PF fez buscas na empresa Sólida Negócios Imobiliários e no prédio de luxo Náutilus Home Club, Penha.
   Como parte da Operação Politéia, a Polícia Federal fez buscas, hoje (14), em vários imóveis na cidade de Penha, litoral norte de SC.
   Segundo suspeitas da PF, o ex-deputado catarinense, João Pizolatti (PP), seria dono de uma imobiliária e de 10 apartamentos em um prédio de luxo na cidade.

   João Pizolatti é o principal investigado pela PF em Santa Catarina. Nesta manhã, além dos imóveis no balneário de Penha, teve um sítio de sua propriedade, em Pomerode, rastreado pela PF e um apartamento em Blaneário Camoriú, onde teria recebido dinheiro de propinas da Petrobras, do doleiro Alberto Youssef.

Foto: Rafaela Martins
   Na cidade de Pomerode, no Vale do Itajaí, a PF precisou de duas testemunhas para entrar no sítio de João Pizolatti, pois não havia ninguém na casa. Lá, os agentes recolheram celulares, documentos e uma arma.

   Os mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (12), bem como nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.
   As buscas ocorrem na residência de investigados pela Operação Lava Jato, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.
   As medidas decorrem de representações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nas investigações que tramitam no Supremo. Elas têm como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados.
   Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.
   Os investigados, na medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude a licitação, organização criminosa, entre outros.



No sítio de Pizzolatti, a PF não encontrou ninguém para responder aos mandados por volta das 8h40min da manhã. Por isso, usou duas testemunhas locais para acompanhar a ação no local. Essas pessoas, que preferiram não se identificar, relataram à reportagem que foram apreendidos documentos, celulares, uma agenda e uma arma.




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