segunda-feira, 21 de março de 2011

A lua do Edu


Recebi esta linda foto da amiga Martha Mansinho. Ela falou que foi feita no sábado pelo Eduardo "marido da Cleide Clok". Tá legal então. O Edu tem um blog. Vá até lá.

Mas a Martha também mandou esta outra foto que achei belíssima. Da cidade de Córdoba, Espanha.

A farra das diárias do DETER

 O Departamento de Transportes e Terminais (DETER) de SC está saindo melhor que a encomenda. A displicência no trabalho, dos novos funcionários com cargos de confiança já está chamando a atenção do novo inquilino do Centro administrativo, Raimundo colombo. Sai dia entra dia e a rapaziada dá a maior bandeira na malandragem. É funcionário qiue fica na cidade de origem e aó aparece 3 dias no trabalho. É outro que fica jogando dominó no Mercado Público em horário de expediente e agora começaram a operar a indústria das diárias que é uma conhecida malandragem muito usada para engordar salários.

No mês de fevereiro o Deter teve apenas 18 dias de trabalho. Desses 18, o presidente viajou 9 dias! Ficou apenas 9 dias na empresa. 
Abaixo o relatório das diárias do mês de fevereiro.

Aline deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A farra das diárias do DETER": Engraçado. O Decreto 1127/2008, art. 20, diz o seguinte: "o servidor [...] receberá no máximo 10 (dez) diárias por mês, excetuando-se as situações relevantes de comprovado interesse público, mediante prévia autorização da SEA".

Poema

domingo, 20 de março de 2011

Geral !

UMA PELADA REVELADORA?

 Por Edison da Silva Jardim Filho

    Li, na coluna “Informe Político”, do jornalista Roberto Azevedo, publicada na edição do dia 27/02/11 do jornal “Diário Catarinense”, nota sob o título: “Com a bola toda”, encimada por uma fotografia do governador Raimundo Colombo saltando, na condição de goleiro, para fazer uma defesa.

    A notícia relatava o jogo de futebol suíço ocorrido entre um time formado pelo governador e secretários de Estado, e outro, por membros do Ministério Público de Santa Catarina. A equipe do poder executivo foi goleada por 5 a 2. A nota não dava o local da pelada, mas como dizia que foi organizada pelo presidente da Associação Catarinense do Ministério Público, promotor de Justiça Andrei Cunha de Amorim, suponho que tenha sido realizada em sua sede balneária de Canasvieiras. Ela também não informava, claramente, se o procurador-geral Gercino Gerson Gomes Neto participou do jogo de futebol suíço. Entretanto, face a presença do governador, ele certamente lá estava.

    Pelo time do poder executivo, jogaram a pelada- é o que dizia a notícia-, dentre outros, os secretários Derly de Anunciação, da comunicação, Milton Martini, da administração, Filipe Mello, do planejamento- filho do deputado federal Jorginho Mello-, e o promotor de Justiça, César Grubba, da segurança pública; além do procurador-geral do Estado, Nelson Serpa, e do diretor econômico-financeiro da Celesc Distribuição, José Carlos Oneda. Embora a nota não mencionasse o banco de reservas, é possível que lá estivessem sentados e sedentos para entrar em campo a fim de reverter o placar, os presidentes do Deinfra, Paulo Roberto Meller, e da SC Parcerias, Enio Andrade Branco. Nesse jogo de futebol suíço, como visto, estavam representadas, através de notórios “operadores” de confiança, algumas áreas do governo de Santa Catarina historicamente usadas para abastecer o caixa dois de campanhas eleitorais e criar as fabulosas fortunas dos políticos.

    O MP/SC, com essa desopilante pelada, tripudiou sobre o pleno e profundo significado do princípio mais importante que a Constituição Federal lhe apresentou como farol e bússola de sua caminhada institucional, o da “independência funcional” (parágrafo 1º do artigo 127), além de ignorar a velhíssima e, de tão surrada, chatíssima máxima de que “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. Há muito tempo tenho a sensação de que, na relação entre os membros dos três poderes e dos órgãos incumbidos de fazer valer o sistema de pesos e contrapesos em Santa Catarina, a cordialidade já resvalou para a amizade e, em muitos casos, para o compadrio. Esse joguinho de futebol suíço também me dá todo o direito de desconfiar que a escolha de um promotor de Justiça para secretário da segurança pública não teve o objetivo de despolitizar a Polícia Civil, como apregoado pelo governador, e, sim, o de manietar, ainda mais, o MP/SC.

    No outro extremo, encontra-se a procuradora da República Analúcia Hartmann, que, por ser vocacionada para a função e cumprir, ao pé da letra, o seu dever institucional de defender o belo e frágil meio ambiente de Florianópolis, é odiada pelos políticos e dirigentes públicos, bem como pelos grandes empresários, cuja vocalização desse sentimento, por encomenda, é feita por uma grande parte da mídia. Agora mesmo, o trabalho da procuradora foi objeto de reportagens e de colunas políticas, diante do indeferimento do pedido de liminar na ação civil pública que propôs contra a empresa SOS Cárdio, por construir a sua nova clínica sobre área do Manguezal do Itacorubi, respaldada em alvará da prefeitura de Florianópolis e licenciamento ambiental da FATMA, supostamente expedidos de forma irregular. Mesmo torpedeada pelas costas por órgãos públicos que deveriam proteger e defender a natureza e não os interesses privados, como reiteradamente o fazem, a procuradora enfrenta, com valentia e competência, a sua espinhosa sina.
    
    O vencedor moral de qualquer pelada que se realize entre os times do poder executivo e do MP/SC será sempre o do poder executivo, mesmo que no jogo com bola a equipe do MP/SC lhe tenha imposto uma goleada.

J.P. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "UMA PELADA REVELADORA?": Acho que Futebol Suíço não é o nome apropriado para o caso e sim, "Futebol da Sicilia" (Cosa Nostra).
Jean Pierre 

A deitação no Deter

Já bateu nos ouvidos do governador Raimundo Colombo a deitação que está rolando no Deter. Os novos ocupantes dos cargos de confiança estão desbundados com o poder e com a Capital do Estado. É gente viajando dia semana com carro oficial e levando a secretária. É fantasma telefonando para avisar que fará expediente tipo Congresso Nacional, de terça à quinta, e outras barbaridades mais. A vagabundagem tá comendo solta.
A última foi de doer. O abuso foi presenciado no Mercado Público na sexta-feira em pleno horário de expediente. Um Gerente de Operações do DETER ligou para um estagiário da empresa, seu subalterno, e mandou que ele trouxesse o seu dominó que estava na gaveta da sua escrivaninha.
Em alto e bom tom, se achando e se exibindo, disse ao estagiário que o dominó que estavam usando no Mercado era muito ruim.
Esse é profissional...do jogo.
Vai rolar cabeça!

A turma de 1986



Por Olsen Jr.

Foi Dilsa Mondardo, à época, secretária executiva do CPGD – Curso de Pós-Graduação em Direito da UFSC quem instigou: “Este ano faz 25 anos da turma de vocês”... Lembro do: Manoel, Rovena, João, Ricardo, Sérgio, Claudia, Jeanine, Botin, Getúlio, Alexandra, Lédio... De Curitiba, Brasília, daqui, do Sul e do Norte e até da Argentina... Uma babel de sonhos irrealizados e desejos insatisfeitos, lugar comum se fosse um discípulo de Freud buscando  atenção.
Os professores Warat, Nilson, Christian, Osny, Osvaldo, Blasi, Pasold, Olga… Cada um deles deixando sua marca, os melhores já partiram e a história continua implacável com os remanescentes.
Tinha a Ivonete, que servia o cafezinho, amiga de todos e por quem era impossível não se afeiçoar. Fiz-lhe justa homenagem no texto “O Poeta, um estudante boêmio e a faxineira” que venceu o Concurso de Crônicas marcando os 70 anos da Faculdade de Direito da Universidade.
Na literatura, um ano de cão, morreram Juan Rulfo, Simone de Beauvoir, Jorge L. Borges, Josué Guimarães, Orígenes Lessa, e por conta disso ficamos mais pobres; no mundo dos espetáculos estreou o programa da Xuxa, uma pena que não se dê atenção para os valores que estão ao nosso redor, a Rosângela Tremel e o Antonio Cabreira já tinham programa semelhante aqui em Santa Catarina; na economia se criou o Plano Cruzado e muito canalha pegou carona no sucesso temporário da iniciativa; na política o PMDB varre o País elegendo 23 dos 24 governadores, saudades de quando a causa era nobre e quem a perseguia tinha referência e fazia a história (Paulo Macarini, Genir Destri, Antônio Pichett, Ulysses Guimarães, o respeito do poeta); no cinema “Roun Midnight”, “Platoon” e “O Nome da Rosa” que discutimos em aulas do Warat.
Teve aquele passeio de barco na Lagoa da Conceição e a “Musa” com os dons que Deus lhe deu e com as habilidades adquiridas, vestindo um maiô clássico dando um show de natação e sendo aplaudida por todos.
Ontem (17/03) almocei com o Ricardo, era aniversário dele, dei o livro que conta tudo sobre o disco “Sgt. Peppers’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. Lembramos da turma, rimos um bocado.
Então já se passaram 25 anos, parece que foi ontem.
Raramente nos encontramos depois daqueles quatro anos de estudos. Cada um seguiu “seu” propósito e espero que todos tenham conseguido. Às vezes nos esbarramos por aí, num bar, restaurante, e não dá tempo para por a prosa em dia, mas as referências estão lá, os tempos é que são outros, nossas cabeças também.
Não fosse pela arte, acredito, não teríamos mais assunto.

Banda de mulheres estréia no Ponto de Vista

Cinco mulheres marcaram um encontro com a música e a poesia de Vinicius de Moraes. Assim nasceu a Banda Tipiti formada pelas instrumentistas Tatyana Jacques (violoncelo), Carol Miranda (bateria), Iara Germer (vocal), Silvia Beraldo (sax e flauta) e Denise de Castro (piano e voz).
Todas com carreiras individuais e trabalhos importantes na cena musical da cidade. Neste show de estréia apresentam as várias fases da obra musical do poeta, suas famosas parcerias com Tom Jobim, Edu Lobo, Carlos Lyra, Baden Powell e o amigo inseparável Toquinho.
Músicas que marcaram toda uma geração que devem ser relembradas por uns e descobertas por aqueles que ainda não mergulharam no universo das palavras e canções do grande Poeta.

Dia 26 de março -21:30h  -  Ponto de Vista Bar e Restaurante

Rod.Manoel de Menezes 1747-Praia Mole-Fpolis/SC

Jornalista da FSP e cineasta gaúcho saem em defesa da Máfia do Dendê


Por Janer Cristaldo
 
Em indignado artigo na Folha de São Paulo, jornal que pretende ter o rabo preso com o leitor, o articulista Fernando Barros e Silva, tão Catão quando se trata de acusar os mensaleiros, tomou agora a defesa da Máfia do Dendê, que tomou de assalto o Erário. E acusa de “macarthismo chulé” as pessoas que se escandalizam com o assalto dos baianos ao bolso do contribuinte.

“Ninguém desviou dinheiro público, não há, rigorosamente, nenhum crime, nenhuma ilegalidade no pleito de Bethânia”, escreve o jornalista. Em sua afirmação, engana o leitor e ao mesmo tempo não se engana. Que desviou dinheiro público, desviou. Renúncia fiscal é imposto desviado do Fisco. Mas Barros e Silva está correto quando afirma que não há, rigorosamente, nenhum crime, nenhuma ilegalidade no pleito de Bethânia.

É velha safadeza de sofistas sem argumentos sólidos criar argumentos frágeis, que não existem nem foram empunhados, para melhor refutá-los. Pode ser que algum leitor desavisado, desses que confundem ética com Direito, tenha afirmado que a captação é ilegal. Mas nenhum articulista que se preze faria tal afirmação. Não faria nem fez.

Ilegal nunca foi. É imoral. Direito é uma coisa, ética é outra. Os baianos enfiaram a mão na bolsa do contribuinte seguindo rigorosamente o que prescreve a lei. Roubaram legalmente. Não poucas leis brasileiras permitem o roubo legal. Pois só pode se definir como roubo captar dinheiro público para financiar shows, DVDs ou blogs de artistas que são milionários.
Leia tudo. Beba na fonte.

A Lua de cada um

Foto de Jerônimo Rubim
Ontem a lua esteve de visita à terra. Chegou e se escancarou na porta da frente da casa das gentes. Mas para cada um fez uma visita. Aqui na Janela do Meu Blog se fez de rogada. Jogou comigo o tempo todo. Quando não estava atrás das árvores, se escondia em uma nuvem desgarrada deixando à mostra apenas uma lâmina do rosto.

Para outros se mostrou diferente. Escancarada. Em explosão de amarelo dourado. Foi mais fotografada que o tsunami japonês. Percebo pela internet que se escondeu apenas por aqui. Em outros lugares estava poderosa. Vejo pelas fotos nos blogs, twitter e facebook.

O Jerônimo, meu filho, pegou o carro para ir até a Lagoa e imaginei que voltaria com belos retratos. Voltou logo. As melhores fotos que fez mostravam a lua escondida. Na verdade Ela, a Lua, se deu o luxo de iluminar com o seu resplandor a paisagem da Lagoinha do Campeche. Valeu a boa vontade.

Já para o Mosquito, conforme foto no twitter (@tijoladas), Ela apareceu de longe, branca. Provavelmente estava vendo TV, viu a notícia, lembrou do fenômeno e saiu na janela para fotografar. Já era tarde. Ela estava longe e pálida.

A jornalista e amiga Duda Hamilton, se aproveitando a posição estratégica da sua casa no "cerro" da Armação, mostrou no facebook a Lua poderosa prateando a enseada da praia. Descreveu georomanticamente como "Altos da Armação". Finíssimo!

Um pouco contrariado com a timidez da Lua aqui no Campeche, resolvi ligar para a Mãe, lá em Quaraí. Ela que sempre diz que nasci com "a bunda para a lua".

- Mas que tal a Lua por aí Mãe?, perguntei de chofre.

- É mesmo meu filho! Tinha até esquecido do fenômeno. Vou dar uma olhada no páteo e depois te ligo, repondeu a Dna. Noé.

Minutos depois toca o telefone. Atendo e recebo uma descrição psicodélica do que teria sido a passagem da Lua por Quaraí naquele dia 19 de março de 2011. Cada detalhe de forma e cor vinha acompanhado mentalmente de imagens do filme Submarino Amarelo dos Beatles. Cosa de loco!!!!!

O Perigeu Lunar, pela discriçãpo materna, aconteceu mesmo em Quaraí! Aquela Lua que se mostrou sestrosa e arredia aqui no Campeche fez uma visita particular para a minha Mãe. Só pode!
 Senão vejamos:

- Meu filho, a Lua está belíssima. Grande e dourada. Fulgurante! Iluminou todo o céu e os campos. Tem um brilho dourado na copas das árvores, tipo fazendo o contorno, um debrum. O dia ainda não acabou. O céu está claro, só que agora amarelado. Recém está anoitecendo. Do outro lado da cidade, onde o Sol já se está pondo, existe um clarão. Não muito colorido, mas com alguns tons violáceos. Amanhã vai ter sol. Tempo bom!

Bem...ainda estou aqui com aquela Lua da Mãe na cabeça. Mesmo que Ela tenha tentado se esconder de mim não conseguiu. A Lua que vi foi a que a Mãe me mostrou. 
Cada um com a sua Lua!

sábado, 19 de março de 2011

CARNAVAL DA SEGREGAÇÃO

(E curta reflexão sobre a instalação de usinas nucleares)

Por Emanuel Medeiros Vieira
O carnaval, pelo menos na Bahia, virou a celebração do “apartheid” e da segregação. Os cantores famosos que já ganham rios de dinheiros, ganharam mais. Como observou Emiliano José, são vários os “apartheids” da organização do carnaval em Salvador nos últimos anos.
Os “cordeiros” (as pessoas que seguram as cordas dos blocos, onde entram quem pode pagar os abadás) são submetidos a um regime de trabalho semi-escravo – são “negros convertidos em guardiãs dos brancos bem nascidos, protegidos por cordas”. São obrigados a sustentar as cordas, afastando a multidão a que eles mesmos pertencem. Resumindo: de um lado, a multidão de fora das cordas. De outro, os que pagam proteção e brincam no interior das mesmas.
Reconheça-se o esforço do Ministério Público para diminuir a exploração. Mas a segregação não desaparece. Como observou o jornalista citado, “há turistas que chegam aos hotéis, embarcam nos ônibus, descem protegidos por seguranças, entram nas cordas, e dali voltam para suas camas, sem sequer interagir com Salvador, com a complexidade da cidade.” Com esse tipo de privatização do espaço que deveria ser de todos, com privilégio para tais blocos, o chamado folião “pipoca” é marginalizado.
Os camarotes representam outro tipo de “apartheid”. Uma platéia da dita elite vê o trio elétrico passar, e paga alto para fruir o espetáculo. Muitos que participavam de blocos de rua e combatiam a ditadura, agora estão nos camarotes. Preferem terceirizar responsabilidades (ABANDONANDO OS APOSENTADOS E O FUNCIONALISMO PÚBLICO COM SEUS SALÁRIOS DE FOME), e culpar Obama por tudo o que de ruim acontece.
Quem conhece um pouco de Freud, sabe que tal postura poderia ser qualificada de “mecanismo compensatório”, álibi ou truque mental para não assumir as próprias responsabilidades.
Não é má vontade. É só ler os jornais. Os que foram eleitos para combater a funesta herança carlista, hoje estão aliados a muitos remanescentes da ditadura. Mas conheço antecipadamente a reação de vários petistas e simpatizantes camuflados ou envergonhados: culparão o mensageiro (o autor destas linhas) e não a mensagem (o modelo de governo).
É como culpar o termômetro pela febre.
Oferecem circo (o pão é pouco...), e o governador dito “progressista” quer a todo custo instalar uma usina nuclear na Bahia, mesmo com o “apocalipse” japonês.
O carnaval virou também virou espetáculo televisivo. Alpinistas sociais e atores de segunda querem a todo custo aparecer. Mesmo cantores conhecidos, não criticam tais jogadas. Ficam quietos para ganhar mais dinheiro. Afastaram-se da Bahia real.
Repetem os estereótipos para turistas, e negam as raízes. Não querem misturas. Esquecem-se que Salvador é uma cidade de maioria negra. Nos camarotes, “os palácios se reproduzem em ambientes cinematográficos, devidamente aromatizados, a depender do gosto do freguês, o ar condicionado evitando ou minimizando o suor.”
Que um dia, no carnaval da Bahia, as cordas sejam abolidas e as praças e as ruas sejam do povo.
E que voltem os verdadeiros blocos de rua*
*O governador da Bahia, Jacques Wagner, se lesse as minhas linhas, provavelmente, logo as desqualificaria. Ele chamou de besteirol um belo texto do baiano João Ubaldo Ribeiro, contra a ponte Salvador-Itapirica.
Governador: desista da instalação de uma usina nuclear na Bahia!
Infelizmente, vários amigos (que, no seu íntimo sabem que eu tenho razão) não vão me apoiar. Dirão que é “jogo da direita”. Como se usina nuclear fosse algo bom para o socialismo e a esquerda!
Como escreveu Janio de Freitas, “só mesmo a irracionalidade dos racionais para continuar espalhando usinas nucleares em seus países. O Brasil, é claro, vai para Angra3 e planeja mais”.
(Salvador, março de 2011)

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "CARNAVAL DA SEGREGAÇÃO": Excelente! Como sempre preciso.
Só é bom lembrar do "racismo às avessas" dos Filhos de Ghandhi, onde branco não entra. Bom, mas ai é manifestação cultural, ai pode! 

A lua escondida

Foto de Jerônimo Rubim. Lagoinha do Campeche.

Espôrro de amigo

Tive a grata surpresa de receber hoje à tarde a visita do meu querido amigo jornalista Valdir Alves, o Didi. Telefonou, perguntou se eu estava em casa e, diante da afirmativa, disse:
- To chegando aí. 
Somos vizinhos. Não demorou muito e o Bakunin, meu cachorro anarquista, acusou a chegada do Didi. Latiu com vontade. Provavelmente sentindo o passado comunista do Didi tenha se aperreado um pouco. Cachorro anarquista tem faro pra essas coisas. Logo fizeram amizade.
Estava começando o fogo. Tinha acabado de temperar um ovelha, um porco e deixei um vazio de espera.
O Didi chegou xingando. Brandia um livro na mão direita e, com a esquerda, apontava o dedo direcionando impropérios para mim. Apenas ri. Estou de quarentena há 7 dias e pensei: pôrra esse pessoal que bebe é mala mesmo!
Não, o Didi não havia bebido. Estava revoltado. Sabe quando se dá um espôrro no amigo porque quer ajudá-lo? Era esse o caso.

-Comecei a ler esse livro e a cada página me revoltava e ficava puto contigo. Esse livro tu já me contaste inteiro. Não entendo porque não foi tu que o escreveu,  dizia exaltado.

O livro em questão é o romance Pornopopéia do Reinaldo Moraes que está vendendo feito água. A obra conta a história de Zeca, um ex-cineasta marginal que ganha a vida fazendo comerciais de marcas obscuras. Mostra a saga do personagem em um mundo de sexo e drogas. Normal. Tem uma narrativa alucinante que passeia de forma desgovernada pelo pop, contra cultura e mais um monte de loucuras.

Bem, aceitei o livro para ler e, para acalmá-lo, tive que mostrar alguns avanços que fiz nesses meus 7 dias de quarentena. Consegui andar em um livro que estava parado na metade há mais de um ano. Comecei, e bem, um outro que conta a saga de um outro Zeca e, finalmente, mostrei como estava organizando as crônicas que escrevo há 4 anos no Cangablog e que pretendo publicá-las logo. 
Me pareceu mais tranquilo. Amigo é foda! Ia sair para comprar cerveja e eu lhe disse que não estava bebendo mas que tinha cerveja em casa, pôrra! Nunca se sabe né? Uma emergência!
Peguei uma Liber, 0,0% Álcool, (uma única lata) que o amigo Chuvisco deixou aqui da última vez que me visitou e fui acompanhar o Didi. Almoçamos, bebemos e a conversa continuou animada. Saiu ainda há pouco daqui. Foi ter com o amigo Olsen Jr. que estava sofrendo com um zero a zero do Inter em algum pub da Lagoa.
 O Didi ficou umas três horas aqui em casa e eu acompanhei o amigo esse tempo todo na bebida. Como rendem essas Liber né?
Pôrra!!!!! 

LesPaul deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Espôrro de amigo": Período sabático é phlóda. Estou há 10 dias na seca. Hoje foi guaranás com agua tônica e outras misturas sem alcoóis... mas ovelha sem um vinho é dramático. 

Você lembra dessa casa? Já era!

Passando pelo centro de Florianópolis percebi uma "mão de pastor" demolindo uma antiga casa de pedra que ficava no começo da rua Gal. Bittencourt, no centro. A casa fazia parte de um conjunto de outras contruções que pertenciam a uma figura que fez história e marcou época em Florianópolis: Alexandre Bastos.
Criador da primeira grande casa noturna de Florianópolis, a Chandon, Alexandre herdou do pai milionário muitos imóveis na cidade. O seu pai era despachante aduaneiro no porto de Imbituba e ficou riquíssimo.
- Comprou metade da cidade, me disse o Cacau Menezes há pouco. 

O pai acabou ficando cego e os filhos construiram uma baita casa cheia de rampas nos altos da Felipe Schmidt. Mais tarde, com a morte do pai o casarão se transformou na Boite Chandon que marcou época na cidade. Alexandre apareceu morto, há alguns anos, na praia da Joaquina.
Hoje, uma das suas inúmeras casas no centro da cidade foi demolida. Se tinha algum valor histórico não imagino. Quando fotografava a demolição um peão se aproximou agressivo e me disse:
- Quer que te mostre a licença de demolição? 
Respondi que não. Que estava apenas fotografando.
Cachorro picado decobra tem medo de linguiça!

Álvaro S. Gentil Filho deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Você lembra dessa casa? Já era!": Canga nessa casa funcionou a oficina do Seu Zili, lembro muito, meu pai era amigo dele e morei na Rua Hercilia Luz. Hoje Seu Zili mora no estreito perto da marinha .
Álvaro Gentil 









Uma advertência ao mundo

Da Carta Maior

A era nuclear iniciou não muito longe de Fukushima, quando os EUA se converteram na primeira nação na história da humanidade a lançar bombas atômicas sobre outro país, duas bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki, matando centenas de milhares de civis. O jornalista Wilfred Burchett foi o primeiro a descrever a “praga atômica” como a chamou: “nestes hospitais encontro gente que, quando as bombas caíram não sofreram nenhuma lesão, mas que agora estão morrendo por causa das sequelas”. Mais de 65 anos depois de Burchett escrever sua advertência ao mundo, o que aprendemos de fato? O artigo é de Amy Goodman.
 
Democracy Now

Ao descrever a devastação em uma cidade do Japão, um jornalista escreveu: “É como se uma patrola gigante tivesse passado por cima e arrasado tudo o que existia. Escrevo sobre estes fatos como uma advertência ao mundo”. O jornalista era Wilfred Burchett, que escrevia desde Hiroshima, Japão, em 5 de setembro de 1945. Burchet foi o primeiro jornalista do Ocidente a chegar a Hiroshima após o lançamento da bomba atômica. Informou sobre uma estranha enfermidade que seguia matando as pessoas, inclusive um mês depois desse primeiro e letal uso de armas nucleares contra seres humanos. Suas palavras podiam perfeitamente descrever as cenas de aniquilação que acabam de se verificar no noroeste do Japão. Devido ao agravamento da catástrofe na central nuclear de Fukushima, sua grave advertência ao mundo segue mais do que vigente. Leia tudo. Beba na fonte.

Leitor se impressiona com a grana dos mercadores da fé


Caro Canga,
passei ainda pouco pela Praça Tancredo Neves, em frente à Assembléia Legislativa, aqui em Florianópolis e fiquei chocado com o que vi. A mega estrutura de palco, som, luz, camarins (vários – com ar condicionado) que está sendo montada para a tal “Vitória em Cristo”, festival evangélico, neste sábado e domingo, promovida pelo Silas Malafaia, é de impressionar!
Como sabes, a mídia do evento tá bombando até na globo em horário nobre. As carretas, todas com placas do Rio de Janeiro, trazem em bonitos e gigantes layout’s coloridos laterais, as seguintes mensagens: “VIDA VITORIOSA PARA VOCÊ”, e do outro lado: “MINISTÉRIO SILAS MALAFAIA”. Parece até “coisa” em promoção, sacou?! Meu Deus, como tem dinheiro essa gente, não?! Bem que Ele disse: “Muito virão em meu nome”... mas todo cuidado é pouco!
Cangablog: Caro leitor impressionado, o mercado da fé, hoje, é uma indústria das mais rentosas no Brasil. Vide a opulência dos templos da Igreja Universal da Pimenta do Reino de Deus. Existe até franquia à venda pela internet. As franquias diplomam em várias "habilidades" e, depois de adquiridas, estas habilitado a abrir uma birosca religiosa e começar a tomar dinheiro de pobre ignorante. De manhã, de tarde e de noite, que o fim do mundo deve estar próximo. Esses mercadores da fé têm isenção de impostos e nenhuma fiscalização. Eles lavam mais branco! Ficam cada vez mais poderosos. Tem até bancada exclusiva no Congresso Nacional. A coisa não é fraca!  A fé move montanhas...de dinheiro!

Augusto J. Hoffmann deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Leitor se impressiona com a grana dos mercadores d...": Caso típico de mistura explosiva: não se esqueçam que o vivente pedia votos pro Serra. Tá na Globo, tá por cima. Não se pode negar que é uma arma e tanto. Diante da multidão desesperada, essas palavrinhas soam como música, o caminho da redenção e a porção que alivia todos os males.
O método é infalível, do outro lado da moeda aparece o fala-que-eu-te-escuto. Comércio da fé é pouco


PutzGraça!!! deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Leitor se impressiona com a grana dos mercadores d...": Canga, olha só a cara-de-pau do Silas. É incrível!

This Guy's In Love With You


Família na praia de Pocitos em Montevideu (1968)
Lembro exatamente onde escutei essa música pela primeira vez: foi em um clube (Country Club, acho) de Atlântida, balneário uruguaio há 50 km de Montevidéu. Devia ter uns 16 anos. Acho que era o ano de 1968. Estava veraneando no balneário de Atlântida com meus pais e irmãos. Lá vivia a tia Ercília, a Minda, e o tio Alberto Balardini, um fotógrafo italianíssimo. Figura fantástica.
Certa noite saí e fui caminhando até o Country Club que ficava à beira da estrada na saída do balneário.
Quando cheguei fiquei maravilhado. Um clube belíssimo, muita gente jovem, bonita, uma banda super legal e uma pista de dança envidraçada de onde se via uma grande picina. Show!
Fiquei andando entre as pessoas e observando tudo. De repente meu olho bateu em um rosto magro, desenhado, emoldurado por um cabelo preto curtíssimo. Belíssimo. Acho que era a época em que a italiana Rita Pavoni fazia sucesso com seu cabelo curto e macacão jeans cantando Datemi un Martello.
Foi paixão a primeira vista. Fiquei seguindo a menina, bem mais velha que eu. Consegui me aproximar da turma e ouvir seu nome: Alícia. Imediatamente a banda ataca com This  Guy's In Love With You e me derreti todo.
Gravei a melodia e nunca mais esqueci. Sem chance e coragem de abordar a bela uruguaia resolvi voltar para casa. A estrada era longa. A noite, lembro, era estrelada e tíbia.
Voltei cantarolando até decorar a música. Viajandão, lembro que em determinadas partes solfejava a música gritando. Estava enamorado. Entre o clube e Atlântida havia um grande trecho de campo. Cantava alto e alegre pela lembrança de Alícia e cultivando aquela melodia romântica. No outro dia fui a uma loja de discos e descobri uma versão com, acho, Dani Lencina. O titulo estava em espanhol: Este muchacho está enamorado de ti !

Milton Ostetto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "This Guy's In Love With You": Nada como começar o sabado com esta musica que tambem embalou minha adolescencia e os amores impossiveis, quem nao foi apaixonado por uma menina (guria) mais velha?
abraço
Milton 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Marin é o novo chefe do Ministério Público de SC

O Promotor de Justiça Lio Marcos Marin, titular da Comarca de Lages, recebeu 193 votos, e a Promotora Cristiane Rosália Maestri Böell, titular da Comarca da Capital, recebeu 186 votos. A eleição para o cargo de Chefe do Ministério Público de Santa Catarina ocorreu, nesta sexta-feira (18/3/2011), no auditório Promotor de Justiça Luiz Carlos Schmidt de Carvalho, no 1º andar do Edifício-Sede do MPSC, das 9 às 18 horas. Compareceram ao pleito 347 dos 366 Procuradores e Promotores de Justiça aptos a votar.
 
O processo de escolha foi coordenado pela Comissão Eleitoral composta pelos Procuradores de Justiça Anselmo Agostinho da Silva (Presidente) e Paulo Antônio Günther, e pelo Promotor de Justiça Saulo Torres (Secretário), e contou com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cedeu urna eletrônica e técnicos.
 
O resultado da votação será encaminhada ao Colégio de Procuradores de Justiça, através do seu Presidente, o Chefe do Ministério Público Santa Catarina, Gercino Gerson Gomes Neto, na terça-feira. O Colégio decidirá sobre eventuais recursos e homologará o resultado da votação, que encaminhará por ofício a lista ao Governador do Estado.
 
Por força constitucional, o Governador do Estado terá 15 dias para nomear o Procurador-Geral de Justiça - conforme dispõe o artigo 128, inciso 3º, da Constituição Federal. Caso o Governador não se manifeste neste prazo, será nomeado para o cargo o membro do Ministério Público que obteve o maior número de votos na eleição para a lista tríplice, conforme prevê a Lei Orgânica do Ministério Público. O mandato é para o biênio 2011/2013. Leia mais. Beba na fonte.

Pintura de Ige D'Aquino

Marcada audiência pública da Arena Multiuso de Florianópolis

A Comissão de Economia, Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa marcou para o próximo dia 7 a audiência pública que vai discutir o andamento das obras da Arena Multiuso de Florianópolis, instalada próxima ao trevo de Canasvieiras, na rodovia SC-401, Norte da Ilha.

A reunião está marcada para iniciar a partir das 14h, no plenário. A audiência foi proposta pela deputada Angela Albino (PC do B) e tem como objetivo esclarecer dúvidas acerca do andamento das obras e também detalhes do projeto.

A deputada afirmou que Florianópolis precisa de equipamentos que possam receber eventos esportivos e artísticos, porém, o processo exige transparência e discussão com a comunidade, empresários do setor e com a classe artística, o que não houve.

Vários pontos do projeto da Arena Multiuso de Florianópolis devem ser esclarecidos, destaca Angela. Entre eles a escolha da localização (a poucos metros de um dos trevos mais movimentados do Norte da Ilha), a capacidade do estacionamento (estão previstas 1500 vagas para público de até 5 mil pessoas), a viabilidade da concepção proposta (o próprio titular da Secretaria de Turismo afirmou publicamente que o projeto tornou-se “inviável”), os investimentos (já foram gastos R$ 4 milhões na obra, que tem custo final avaliado em R$ 28 milhões, sendo a arena mais cara de todo o Estado), a posição do trade turístico (o presidente da entidade afirmou à imprensa que o setor não foi consultado sobre o projeto) e, finalmente, o prazo de conclusão da obra (o edital de licitação foi lançado no mês de maio de 2008 e tinha inicialmente prazo de conclusão de 15 meses).

A deputada do PC do B também deseja esclarecer quais foram as circunstancias que levaram a execução do projeto passar da responsabilidade da Secretaria de Cultura para a Secretaria de Desenvolvimento da Grande Florianópolis.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Em entrevista a Veja on line José Roberto Arruda entrega líderes do DEM e afunda de vez o partido

Arruda diz que ajudou líderes do DEM a captar dinheiro

Segundo o ex-governador, dinheiro da quadrilha que atuava em Brasília alimentou campanhas de ex-colegas como José Agripino Maia e Demóstenes Torres

José Roberto Arruda: "Joguei o jogo da política brasileira"
José Roberto Arruda: "Joguei o jogo da política brasileira" (Agência Brasil)
José Roberto Arruda foi expulso do DEM, perdeu o mandato de governador e passou dois meses encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de realizada a Operação Caixa de Pandora, que descobriu uma esquema de arrecadação e distribuição de propina na capital do país. Filmado recebendo 50 mil reais de Durval Barbosa, o operador que gravou os vídeos de corrupção, Arruda admite que errou gravemente, mas pondera que nada fez de diferente da maioria dos políticos brasileiros: “Dancei a música que tocava no baile”.

Em entrevista a VEJA, o ex-governador parte para o contra-ataque contra ex-colegas de partido. Acusa-os de receber recursos da quadrilha que atuava no DF. E sugere que o dinheiro era ilegal. Entre os beneficiários estariam o atual presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), e o líder da legenda no Senado, Demóstenes Torres (GO). A seguir, os principais trechos da entrevista: 

O senhor é corrupto?
Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso. Leia entrevista completa aqui. Beba na fonte.


Olá Sergio, 
"Caríssimo conterrâneo jornalista Sérgio Rubim, eu já havia tomado conhecimento da entrevista, mas nunca é demais ressaltar duas "pérolas" proferidas pelo safadão de Brasília: "Joguei o jogo da política brasileira" e "Dancei a música que tocava no baile". Não precisa dizer mais nada. Ele, sinteticamente, e com "grande competência", disse tudo. Na verdade, o lodaçal mal cheiroso da política brasileira está espalhado por todos os quadradantes do país. Uma podridão sem tamanho. E isso é por demais ruim para a democracia brasileira. Um dia a casa pode cair, como já caiu em outras oportunidades. Aí, todos pagarão, por novos retrocessos. O ideal seria que o MP, tanto o federal, quanto no âmbito estadual, não desse folga nunca a essa escória toda incrustada na vida da nação." 
Ari Quadros 


Manual de enganar trouxas

 Dicurso de posse em 2009. O governador a que Dário se refere é Luiz Henrique da Silveira, aquele do factóide das SDRs
O Trevo da Seta ainda não foi inaugurado.

O carma nuclear japonês

Por Sérgio Rubim
 
Muito se tem falado da capacidade fantástica de organização, da vontade férrea e disposição do povo japonês para enfrentar catástrofes. Realmente o japonês é um povo determinado e com uma grande capacidade de recuperação.
A reconstrução do país, após ser atingido por duas bombas atômicas na segunda guerra mundial é a maior prova disso. Era, até poucos dias, a terceira maior economia do mundo.
Mas tem muita gente falando na mídia coisas que acho não terem sentido. Repetem como um mantra a figura de um Japão que lutou muito durante anos e, como a alemanha, se recuperou economica e socialmente dos desastres da guerra.
Mas existirá esse mesmo Japão?
Será este o país que agora foi atingido pelas catástrofes naturais e começa a sofrer e a ser ameçado por uma catástrofe ainda maior, a nuclear? 
Creio que não!
Onde o Japão estava preparado tecnologica e estratégicamente para enfrentar as agruras de agora? Em nenhum lugar!

A total falta de ação do governo nos primeiros momentos dos acidentes foi algo impressionante. Logo em seguida ao tsunami que atingiu o país ficou claro que não existia nenhum esquema previamente determinado, treinado e previsto para enfrentar este tipo de desastre.
A demora e a falta de uma liderança política a se manifestar imediatamente como forma de arregimentar, organizar e socorrer o cidadão ficou patente. A inércia dos desabrigados, treinados para fazer o que o governo determina, vista nas TVs era chocante. Apenas esperam. Um tipo de obediência que impede o surgimento de iniciativas como redes de solidariedade. Esperam a ajuda do um governo, que tomado de surpresa pela dimensão do acontecido, demora, perde a maior parte do tempo avaliando os riscos e estragos não previstos.

 Somente cinco dias após o terremoto o imperador Akihito, figura extremamente querida e respeitada pelos japoneses, surgiu na TV para se comunicar com o seu povo. Diz a mídia que o discurso teve enorme repercussão. Onde? Nas partes não atingidas do país. Nas regiões devastadas não existia luz, TV, água ou comida. Pela primeira vez em 22 anos de reinado um chefe do Trono de Crisântemo, a dinastia reinante mais antiga do mundo, aparece na televisão. O discurso de Akihito, com 77 anos e saúde frágil, foi feito sem telepronpter. Leu um texto que segurava nas mãos.

O sistema político japonês é claro que difere em muito daquele que reconstruiu o país no pós-guerra. A decisão política de optar por energia nuclear em um país localizado em um enclave de placas tectônicas, que se movem quase constantemente, acreditando que com as tecnologias anti-terremotos dominadas tudo estaria seguro, hoje se percebe, é de uma irresponsabilidade atroz. Não só com o povo japonês, mas com toda a humanidade.

O Japão debutou na história como o único país a ser arrasado pela força da energia nuclear. Hoje, ameaça devolver esta radioatividade ao mundo.

Casan vira carne de pescoço da mídia

A mídia da Capital recém descobriu que a Casan é a maior poluidora da cidade. Na verdade a Casan é um grande trampolim político e centro de corrupção do estado. Agora está na mão dos tucanos do Pavan (PSDB). Os cargos de direção, é claro, são ocupados por indicação política. 
Na gestão anterior, Walmor de Luca só soube tirar proveito da empresa pública. Sobre aquela dinheirama encontrada na sua cesta de lixo, dentro da empresa, até hoje nada ficou esclarecido. O que ficou evidente foi a campanha milionária feita pela sua mulher Ada de Luca.
A empresa, agora, virou carne de pescoço de qualquer um. Estou vendo o Helio Costa, no Jornal do Meio Dia, da Ric Record, dizer que a Casan está fazendo serviço de porco jogando esgôto na Lagoa da Conceição. 
Helio, isso sempre foi assim. Porque só agora estão denunciando?
Acredito que isso seja efeito do periodo de entre-safra entre um governo e outro. Logo as melancia$ se acomodam com o andar da carroça e ninguém mais fala nada.

É o caso desta denúncia feita pelo Cangablog ano passado. A Casan além de poluir desmata:

Casan desmata e abre cratera na Cachoeira do Rio Tavares

Estava dando uma bandinha aérea pela nossa Ilha e de repente encontrei uma enorme clareira no meio da mata, ali no Rio Tavares. 
Já havia ouvido que a Casan estava com obras ali na região da Cachoeira do Rio Tavares. Agora percebo que fizeram um baita estrago no meio da mata. Pelos comentários arrancaram uma grande quantidade de árvores, inclusive espécies nativas. Grande quantidade de madeira foi vendida como lenha durante o inverno nas imediações.
Será que tinha licença ambiental para tal desmatamento? É caso a ser investigado.

Augusto J. Hoffmann deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Casan vira carne de pescoço da mídia": Isso é crime ambiental. Cadê o MP?
Aqui em Rio do Sul, consumidor&mídia passam 99% do tempo reclamando de barro na água da Casan. As roupas amarelam - precisa lavar novamente com produtos caros, para remoção de manchas. Mas enquanto os cães ladram...a caravana passa. Aqui, captam a água "potável" no Rio Itajaí do Sul, aquele que se forma em uma das maiores reguões produtoras de cebola do Brasil. E tem veneno à reviria nessa água e, incapazes de retirá-lo, servem garbosamente junto como o barro!
Por isso insisto: "és pós e ao pó voltarás..." barro é de menos pior, é o veneno do agrobusiness! E feliz mesmo andam as engarrafadeiras de água mineral(?) - a plebe já se tocou do fenômeno.

O impossível acontece

Do blog Apimentado: 

A NOVA FACE DA CÂMARA DE LAGUNA :

Sou obrigado a dar a mão à palmatória, achei que não fosse possivel mas aconteceu. Em uma atitude digna dos bons, honestos e verdadeiros homens públicos o presidente da câmara municipal de Laguna, fez por honrar o cargo que ocupa. O presidente Everaldo dos Santos mandou devolver um ar condicionado tipo split comprado para a sala da presidência - o aparelho e mais alguns itens foram escancaradamente super, hiper faturados,-conomizando R$ 5.800,00 (cinco mil e oitocentos reais) do bolso do sofrido povo lagunense. Felizmente a casa do povo volta seu olhar, seus gestos e atitudes rumo a retomada da moralidade pública.

OBRIGADO  VEREADOR  EVERALDO DOS SANTOS !

Estive na loja que emitiu esta nota fiscal e fui informado que eles não vendem esse tipo de equipamento. Sendo assim devo crer que só forneceram a nota fiscal, portanto não se trata de um simples caso de superfaturamento a fraude vai além. Caso para o ministério público.

L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O impossível acontece":
Não vai agradecendo assim, sem conhecer bem a realidade. A realidade é bem outra. Laguna está tomada de pessoas que fizeram da política uma carreira profissional, o que deveria ser bem ao contrário.
 
Cangablog: Caro Apimentado, achei louvável a atitude do presidente da casa legislativa de Laguna. Agora, te aconselho a não ir com muita sede ao pote. Com essa gente é bom ficar sempre com um pezinho atrás. A história política, principalmente a de Laguna, está aí para nos provar que a convivência com político é uma coisa complicada. Não "puxa" demais o do vereador. Dá um tempinho e observa as suas futuras atitudes. Esse vereador foi da "turma" do Pinho Moreira na Celesc, né? Então fica esperto! É tudo cheio de nó pelas costas!

Bandoleiro líbio deixa Sarkozy de bunda de fora

 
Na foto, Carla Bruni substitui o marido.
Não vou ilustrar o blog com foto daquele feio
corrupto logo de manhã cedo.
O filho de Gadafi, Saïf Al-Islam, acusou Nicolas Sarkozy de ter recebido dinheiro líbio para financiar sua campanha eleitoral: “A primeira coisa que se deve pedir a esse palhaço é devolver o dinheiro a povo líbio. Nós lhe concedemos uma ajuda a fim de que ele trabalhasse pelo povo líbio, mas ele nos decepcionou. Temos todos os detalhes, as contas bancárias, os documentos e as operações de transferência. Revelaremos tudo muito proximamente”.

O Palácio do Elysée reagiu: “Desmentimos isso, evidentemente”. À francesa...



Fotos e comentários


Praia da Armação, Florianópolis. Antiga colônia de pescadores.
Sempre que leio alguns blogs me detenho nos comentários. Muitos são pertinentes e outros com belas sacadas de humor. É o caso desta foto postada no BOL Cidades, pelo veranista Ari Quadros, meu amigo.

A senhora que aparece na foto não é catadora de lixo, pelo menos não era. Apenas uma simples veranista, que resolveu deitar-se ao lado do lixãozinho. Ari Quadros

 
Comentários
As pessoas riem da desgraça dos outros e esquecem que pode a qualquer momento se ver em situação idêntica. Vamos ter compaixão dos mais necessitados. Está mulher que aí está é uma catadora de lixo mas merece todo nosso respeito. Ela é que é feliz, pois mesmo no meio do lixo encontrou um momento para admirar a natureza, coisa que muita gente rica por aí não faz porque vive em busca de mais e mais dinheiro.
Maria Compadecida

Eu acho que essa mulher deve ser uma catadoura de lixo. Ela fez um petit stop e resolveu tomar banho de sol.
Xandi


Ari companheiro de bol, nem sempre o que é jogado no lixo é imprestável. Nesta foto uma mulher foi descartada nessa lixeira. Porque você não a recolheu e levou para sua casa para dar um destino melhor? Lavou tá novo, e dá um caldo delicioso.
Mineirinho come quieto

 
Gostei da sua sacada Ari. Você se utilizou de uma modelo para chamar a atenção para questão do lixo nesta praia.
Ana Gervásia Gerbelle


Gente, jogaram uma mulher no lixo. Será que ela está com defeito ou obsoleta...?
Adriano Santana Fonseca

Veraneando na Praia da Armação, realizei um mutirão de limpeza, com mais dois companheiros. O local é um pontão bastante rochoso, que divide a Armação da Praia do Matadeiro. Terminamos o "serviço" à noitinha, o que impossibilitou de fotograr o lixo recolhido naquele momento. No dia seguinte, lá retornei às primeiras horas da manhã. Uma banhista, contudo, havia "adotado", "assumido", o lixãozinho. Encontrava-se deitada ao seu lado. De máquina em punho e constrangido em enquadrá-la na foto, pedi desculpas pelo fato de molestá-la e lhe sugeri que ficasse de costas para o volumoso "produto" do nosso trabalho. É isso aí, gostaram da historinha? E a limpeza que efetivamos, também gostaram? Enfim, fizemos o que poder público não faz, inclusive educar nosso povo.
Ari Quadros