quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cena paulistana

    Em um rápido e-mail recebo esta crônica do cotidiano do meu amigo fotógrafo Renato de Sousa e respondo: 
    - O teu relato sobre a "realidade" vista da tua fenetre é fantástico. Porque? Porque a realidade se tornou tão sureal e tão normal para as pessoas normais, que quando relatada por pessoas "anormais" como nós, se torna uma coisa fantástica?

"Daqui, da mesa, espio ha pouco a praça lá em baixo, uns 200m, vejo um homem caido no gramado seco, normal, sabado, pelas calçadas, é um pula carniça, ttos homes anestisiados.
Olho agorinha, tem um outro agachado, pego meu binóculo, o mais comum é alguém 'limpando' bebado.
Porém, percebo uma conversa amistosa, o caido põe a mão na cabeça do visitante, q vai tirando as folhas secas, aprumando-o, se arruma, está de pé.
Mais uma ajeitada, um fraternal agradecimento, uma despedidda.
Rara cena".
 
banespa out tonal - Renato de Sousa

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