quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A ÚLTIMA TIJOLADA


     A notícia da morte do blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, causou comoção entre os frequentadores da Kibelândia no final da tarde de ontem (13). A notícia se explalhou rapidamente pela internete e em poucos minutos a morte do blogueiro era o assunto mais citado no twitter do Brasil.
    Soube da tragédia no momento em que entrava na Kibelândia, por volta das 18:30hs (13). Um telefonema do meu amigo Izidoro Azevedo dos Santos trazia a trágica notícia:
   - Canga, o Mosquito se matou!

    Pôrra, isso é uma coisa brutal!

    Liguei imediatamente para um vizinho do Muska, Gonzaga, e perguntei de onde ele tinha tirado a notícia e se ele confirmava a morte. Respondeu que era verdade. Estava em frente ao Mosquito, morto. Aguardavam apenas o IML.

     A partir desse momento o telefone não parou mais de tocar. Eram pessoas passando infiormações e outras tantas querendo informações. Minha mesa na Kibelândia virou um centro de notícias onde operava o Cangablog, o twitter, o FaceBook, o telefone, o menssenger e os canais de voz do FB e do gmail. 

    Começaram a chegar pessoas ao bar com a notícia e vários grupos se formaram na rua e dentro da Kibelândia. Teorias da conspiração e outras teorias se misturavam a comentários de látimas e sentimentos de perda. Várias pessoas choravam e lamentavam a morte do Mosquito.
 
    Tentando manter o foco e sair daquele turbilhão de pensamentos e stress que me invadiu ainda conseguia observar o comportamento da massa. Uma coisa me chamou a atenção. Nenhuma daquelas pessoas eram íntimas ou mesmo amigas do Mosquito. Ele era solitário. O seu circulo de amizades era extremamente virtual. Era na internete, através das várias mídias que manipulava, que conseguia praticar parcerias e amizades que não tinha na vida real.
    Mas mesmo assim todos estavam comovidos, demonstravam isso publicamente. Por que?
Porque embora até evitassem sentar na mesa do Mosquito quando ele estava na Kibelândia se sentiam parte integrante do blogueiro. Ele falava e escrevia o que todo o mundo queria falar e não tinha coragem para tal.

    O Mosquito foi um fenômeno incrível em termos de mobilização de opiniões, se transformou em porta-voz da grande maioria das pessoas revoltadas com os crime cometidos por políticos, desembargadores, agentes do Ministério Público, juízes e conselheiros do Tribunal de Contas que eram incessantemente denunciados e escrachados no seu blog Tijoladas do Mosquito.

    Essas pessoas que ali estavam não lamentavam a perda de um amigo, lamentavam a perda das suas vozes, lamentavam o fim de um canal de manifestação que pela primeira vez desnudou de fato toda e qualquer autoridade metida em crimes e falcatruas.

    Se enganam os que, com a morte do Mosquito pensam que sairam vitoriosos do embate. Já estavam feridos de morte. O Mosquito na sua sanha vingativa contra a corrupção já tinha manchado as suas "ilibadas" histórias. Já estavam derrotados desde o primeiro dia que frequentaram as páginas do Tijoladas do Mosquito. 

    Ainda há poucos dias colocou no twitter:
    - Eu tenho um amigo! O Canga!
    
    Gostava de mim e me ouvia. Nunca tivemos uma amizade próxima. Pelo contrário, brigamos uma vez e eu sempre o evitava. Mais tarde com o surgimento do Cangablog voltamos a nos falar. Ele mandava comentárias diariamente, muitos eu não publicava por escatológicos. Com tanta reclamação da parte dele propus que criasse um blog. Surge, então, o Tijoladas do Mosquito. Ensinei-o a blogar e depois ele disparou. 
    
    Conseguiu a fantástica façanha de, num só dia, atingir a marca de mais de 70 mil acessos. Foi quando denunciou o caso do estrupo que envolvia menores filhos de famílias ricas de Florianópolis.

    Atuávamos em conjunto. Trocávamos informações e denunciávamos casos de corrupção.  Mosquito tinha uma quantidade de fontes de informações incrível. Conhecia muita gente. Fazia matéria de denúncia, investigativas. Fazia jornalismo.
  
    Ainda ontem li no twitter um jornalista dizendo que tudo que ele não fazia era jornalismo.  
Puro despeito!

    Talvez para esse jornalista, praticar jornalismo é fazer assessoria de imprensa e colunas elogiativas de autoridades. Está enganado. Mesmo com diploma de Administração, o Mosquito fazia jornalismo. Morreu em plena atividade da profissão.

    Sobre a sua morte, ele já vinha há dias mandando sinais de que pretendia dar cabo da vida. Solitário, sem dinheiro, com o seu blog fechado pela justiça, estava deprimido e parecia não encontrar saida para o fosso em que se meteu.

    Tinhámos uma linha recuada de defesa. Um hacker, do bem, que mora em Laguna nos dava suporte constantemente. Com ele Mosquito falava bastante pelo twitter. Semana passada escreveu: 
- O circulo está se fechando. Não vejo mais saída. Acho que vou me matar!

   Com um grande arsenal de tijolos para atirar nos corruptos que enlouqueceu neste tempo em que atuou, resolver guardar o último para si.

Uma pena!






24 comentários:

Leonardo Jorge Mendes disse...

Não tenho dúvida que Freud explicaria perfeitamente o por quê desse ato levado a cabo pelo Mosquito, contudo ainda penso que, apesar de não concordar com a forma, ele teria muita contribuição para dar a nossa sociedade florianopolitana, quer seja através do blog, twitter, facebook ou até mesmo, como ele mesmo vinha dizendo, de uma cadeira em nossa câmara de vereadores. Vá em paz Mosquito, se é que isso ainda é possível...

LesPaul disse...

Canga, essa última TIJOLADA foi para NÓS!

Vitor Santos disse...

Morreu o homem, nasceu o mito. Valeu Mosquito, foi muito bom te ler. Vamos ficar com saudades das suas tijoladas e das suas manias. Vitor Santos

Vote no Brasil disse...

O MUSKA deixou a Internet, mas com certeza, ficou na nossa história!

Meire Jorge disse...

Canga
Acabo de saber da morte do mosquito! Não creio que ele tenha se matado...ele não se deixaria vencer assim! Realmente é uma perda lastimável

Anônimo disse...

Silenciar um jornalista contundente como o Mosquito é o mesmo que matá-lo. Assim, todos aqueles que tentaram silencia-lo são responsáveis pela sua morte, seja ela de que forma for. São suissinos.

Jolly Rogers disse...

Va com DEUS(ou qualquer outra divindade que preferir).

Um voz que se cala...

Jackson disse...

Uma das poucas pessoas que eu admirava por se mostrar principalmente nas suas tijoladas um apartidário! Para seus admiradores foi quem sabe um exemplo, mas infelizmente para seus inimigos sua morte é para que sirva de exemplo para aqueles que tentar seguir seu caminho.

Marize Lippel disse...

O mundo hoje ficou mais triste, a vida deixou de sorrir. Dia 13, e não poderia ser em outro dia cabalístico, sendo o Mosquito, o Universo arrancou de nosso convívio um amigo querido. Conheci Alexandre em épocas duras, onde a Ditadura Militar em nosso país impedia ferozmente qualquer pessoa de se manifestar. Ele era tão irreverente como hoje e incansável militante na luta pelas liberdades democráticas. Pagou duro por isto, sendo perseguido por muitos e por muitos anos. Foi graças a esta eterna irreverência, que muitos hoje podem postar seus comentários e podem se manifestar livremente. Mosquito, como nós, amigos o chamamos, era um militante eterno e vigilante contra corrupção e a hipocrisia reinante em nossa corte palaciana fantasiada de democracia.
Muitos se sentiram incomodados com seus comentários, muitas vezes irreverentes e corajosos, porém certeiro a quem queria atingir. Para isso servem os eternos militantes. Seus gritos foram aclames desesperados para que o povo não se acovarde e não se acomode frente à luta incansável contra corrupção. Mosquito, imprescindíveis são aqueles como tu, que como ser humano se equivoca, mas nunca desiste de lutar.

Anônimo disse...

Sem sombra de duvidas perdemos um polemico BLOGUEIRO, um homem que falava com os dedos. Mosquito deixou sua marca.Com um ar irônico de colocar em seu blog muitas denuncias sobre grande personalidades políticas, hoje sua ferramenta de trabalho divulga a tragédia de sua MORTE. Não podemos negar que mosquito esta voando alto mas esse vôo esta sendo em direção a outra esfera. VALEU MOSQUITO!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Acredito que o MOSQUITO foi assassinado. No meio daquela chuvarada, era o cenário perfeito. Estava com alguém, conversando no MSN. Quem, de uma hora para outra iria se matar daquela forma? Com um lençol? Qualquer cena de crime caseira você verá uma corda de varal, uma mangueirinha de chuveiro para o suicida usar... A simulação de um suicídio é a forma mais perfeita de mascarar um homicídio, praticado por duas ou três pessoas, com uso apenas das mãos, um saco plástico e mais nada... Essa montoeira de tiros que ocorre por aí é coisa de chinelo. MOSQUITO precisava aparentar que morreu por suicídio, afinal, uma morte que vandalizaria sua própria imagem, alegrando a muitos...

Pedro Henrique Caldas disse...

Uma pena mesmo a perda do Mosquito. Embora possamos imaginar - e com razão - que ele pode ter sido "suicidado", não é menos verdade que sua atividade saiu de controle pela grande dimensão que tomou... Não tinha como ele resistir atirando com sua "metralhadora virtual" em todas direções... Não foi o primeiro e nem será o último jornalista (porque isso ele era!) a ser abatido na luta inglória contra os poderes do mal encastelados nas instituições brasileiras. Preferia que ele estivesse vivo e fosse mais cauteloso, menos corrosivo... Certa feita escrevi a ele fazendo um alerta sobre o rumo dessa luta "quixotesca", que logo teria o estresse das intimações judiciais e a falta de solidariedade de advogados para defendê-lo gratuitamente; fiz críticas a algumas manifestações inadequadas dele relativas a judeus e homossexuais... Mas, enfim, ele cumpriu a missão que acreditou fosse a sua. Que descanse em paz e seja sempre lembrado como um exemplo de jornalismo combativo.

Anônimo disse...

Canga,
Fiquei chocada com a morte do Mosquito. Lamento que um mais um guerreiro do bem tenha saído de cena. Lembro das últimas vezes que o vi: estava sempre elétrico, comunicativo, com mil projetos, com pressa. Uma peça rara. Lembro dele com felicidade e carinho... É revoltante saber que o castigo daqueles que fazem o mal não passa nem perto do sofrimento causado às pessoas de bem. Perdemos uma grande pessoa. Um beijo grande!
Gabi (filha do Cascalho)

jean mafra em minúsculas disse...

lamentável. fui desses que o acompanhou de longe. meses atrás, na única vez em que trocamos palavras, através do twitter, eu o condenei por se referir ao prefeito dário berger por "viado". dizia que aquilo tirava o crédito de sua fala, ele foi muito solícito, se desculpou e deu lá seus argumentos... mas manteve a alcunha...

ahahahahahahahahah

com sua morte, perdemos todos.

Eduardo disse...

Sérgio, não conhecia seu blog, vejo que o Mosquito não nos deixará no vazio e sei que o legado será honrado. Você e muitos outros blogueiros que lutam e denunciam as mazelas de nossa região e nosso país devem seguir com esse ideal e nos ajudar a abrir os olhos para as máscaras presentes no nosso dia a dia.
Parabéns pelo espaço e que o Mosquito fique de lá dando uma força.

Rodrigo V. R. disse...

Não creio que essas pessoas comovidas fossem realmente seus amigos. É verdade que mosquito falava o que todos queriam falar, a comoção se deve talvez a identificação com o que escrevia. Se eram realmente amigos, onde estavam quando ele mais precisou. Talvez a palavra de carinho de 1 amigo, APENAS 1, fosse o suficiente para evitar essa tragédia. Mas não naquele momento ele estava solitário, apenas ele e talvez seu melhor amigo O COMPUTADOR. Lamentável a perda.

Döll disse...

O que mais me deixa triste é saber que um bravo guerreiro acabou sózinho na linha de frente. Muitos liam e achavam bacana a atitude do Mosquito, mas nos últimos dias, o que mais sentia, era a distância dos amigos, dos Kiriás...O controle remoto da Elaine, sua ex, quebrou depois do enterro e como ainda estava por ali, me pediu para tentar arrumar, para que ela pudesse abri o carro e junto com a filha, voltarem para casa. Depois de algumas tentativas, conseguí arrumar e junto com a jornalista Raquel e o Lúcio, pudemos ouvir da Elaine, muitas coisas sobre os últimos dias do Mosquito. Ficou claro, que o peso do fardo era demais...A filha, também comentou que o pai dizia que se sentia sózinho e que estava difícil...Talvez que isso nos sirva de exemplo, para que possamos entender o verdadeiro significado de dividir o peso dos nossos fardos.Aprender amar o próximo, ajudar nas horas difícieis. Amar incondicionalmente.É preciso saber viver...A verdade ninguém calará.

Gantha disse...

Canga... eu admirava o jornalista que o Muska foi, mas eu sinto muita falta do "meu amigo Amilton Alexandre"... com quem compartilhei alegrias, tristeza, intimidades e do qual eu conhecia (muito bem) o desencanto, a solidão, a dificuldade de se relacionar socialmente "na vida real", dos prejuízos e afastamento que sua atividade jornalística trouxeram pra sua vida em família, íntima... Por isso, embora me considerando "politizada" e tal, o que cala fundo em meu coração é um vazio e uma imensa saudade do Amílton... De todos os "múltiplos horizontes" que ele não conseguiu vislumbrar, mas que tenho certeza ele tinha diante de si... Bastava um pouco mais de resistência, de esperança, de fé (em si mesmo, principalmente)... Acreditou-se "sem saída, sem horizontes"... Evadiu-se!!! (Será??? Ainda me pego a pensar...Dúvida!) Que alcance a luz, a paz, a justiça e a força pra enfrentar "as novas realidades"... Eu estou vibrando, constantemente, por isso... Por meu querido Amilton "Muska" Alexandre!!!

Anônimo disse...

Canga, o que me deixa pensativo sobre a morte do mosquito é o fato dele não ter deixado uma carta de despedida, um email para um amigo ou inimigo, um post no blog ou uma mensagem no twiter. Geralmente as pessoas que cometem suicídio deixam algo explicando o ato.

Anônimo disse...

Pois é, uma pena, estamos sozinhos sem o Mosquito na luta contra os corruptos. Veja esta notícia, dinheiro público usado para ganhar votos, por que só o Briciuma tem direito a grana para reformar o seu potreiro? Dinheiro público tem que ser usado em saúde, educação e segurança, futebol não é prioridade, veja a notícia no link:

http://www.notisul.com.br/n/esportes/governo_libera_r_15_milhao_para_reformas_no_heriberto_hulse-32927

Anônimo disse...

O neofascismo no Brasil é crescente. Após o fim da ditadura militar, a direita que se escondia por detrás das fileiras fardadas mostrou suas táticas de cooptação de jornalistas, transformando o jornalismo no país em um jogo de poder, exclusivamente, na busca de lucratividade. A ideia de que o jornalismo seria o quarto poder é tão ficção quanto as novelas que manipulam o povo ao conformismo.
Mosquito pode ser considerado o PAI DO KICK-ASS JOURNALISM no Brasil. Na tradução do termos importado dos americanos, o PAI DO JORNALISMO CHUTE-NA-BUNDA. Esse é o jornalismo que cobra dos políticos que tenham valores morais, e não apenas projetos mirabolantes através dos quais vão enriquecer com recursos públicos e negociatas com empresários capitalistas corruptos como eles. Esse é o jornalismo que o Brasil e o mundo precisam.
Concordo com Orwell quando afirma que "Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade". Esta é a definição perfeita para o JORNALISMO CHUTE NA BUNDA.
Fica aqui minha sugestão para a blogosfera: o jornalista Amilton Alexandre passa a ser considerado o Pai do Verdadeiro Jornalismo e a data de seu assassinato (mesmo que tenha sido suicídio, quem aguenta ser perseguido por dezenas de filhos de umas putas por muito tempo!?) a Data Nacional do Verdadeiro Jornalismo.
MOSQUITO - ESTEJA COM DEUS, AMIGO. SUA MEMÓRIA JAMAIS SERÁ MANIPULADA PELA MÍDIA CORRUPTA E PELOS COLEGUINHAS QUE ACHAM QUE UM DIPLOMA VALHA MAIS DO QUE O DESEJO REAL DE MUDAR A SOCIEDADE PORCA QUE VIVEMOS EM COISA MELHOR.

Alan Cristhian disse...

Postei em meu blog esses dias um pouco das impressões que o "Mosquito" me deixou e, vendo seu texto, confirma a mesma impressão que eu tinha à distância e sem esse convívio com ele:"Ele falava e escrevia o que todo o mundo queria falar e não tinha coragem para tal."
E era isso mesmo. Eu ouvia sua fala ferina e mordaz quando vezes por outra pegava meu ônibus da Jotur, linha Fpolis-Unisul das 22h05. Ele emitia sem medo suas opiniões em papos interessantes com o cobrador e o motorista..Me sentia vendo o blog ao vivo.
Seu falecimento deixou órfã muitas pessoas de sua voz, de seu texto recheado de indignação incontida, aquilo que muitos de nós medimos palavras ou simplesmente não falamos, o Mosquito externava sem o menor temor. Fica o exemplo de bom jornalismo.
O "Mosquito" morreu, mas as tijoladas ficaram.

Estácio disse...

Queria eu poder ter o dom da escrita, mas infelizmente, sou fraco em português, mas uma coisa é certa o nosso país só terá salvação se o povo parar de esperar pelos políticos. Ter coragem de falar na cara deles qdo cometerem irregularidades. Eu já me incomodei um bocado também, mas esse povo que está ai, parece que não reagir. Ser amigo do Prefeito, do vereador, do médico, do cara que é influente deixa as pessoas cegas, se vendem por um exame, um pouco de telha, qualquer coisa. A juventude parece que só quer curtir a vida, e se começam a vida política não possuem ideologias. Mas mesmo assim continuo meu caminho, foi uma pena irreparável a morte do Alexandre, que DEUS valorize seus feitos aqui na terra e lhe dê um lugar no céu. Estácio.

Anônimo disse...

Moramos eu e minha esposa na casa do Mosquito em 2004/2005 quando ele foi trabalhar no interior de SC e um mês com ele quando ele retornou em 2005. Um cara simples, sem esquemas, com o coração enorme e o pensamento a frente do seu tempo.