quarta-feira, 13 de junho de 2012

As belas paredes do novo prédio do TCE/SC

Pintura de Átila Ramos a salvo no saguão de entrada do novo prédio do Tribunal de Contas
     Passando outro dia pela praça Tancredo Neves, encontrei um amigo que me contou uma excelente história que fui correndo conferir e registrar. 
    O novo prédio do Tribunal de Contas, aquele do heliponto, terá em suas paredes duas pinturas  do artista plástico Átila Ramos. As obras foram originalmente pintadas nas paredes da antiga sede da Associação Catarinense de Engenheiros (ACE).

    A história  
    A antiga sede da ACE, onde hoje está o novo prédio do TCE/SC, era ponto de encontro de vários engenheiros aposentados que ali se reuniam para jogar dominó, tomar cerveja e jogar conversa fora.
    O conhecido pintor , Átila Ramos, engenheiro mecânico, era um dos frequentadores do local e começou, em um certo dia do ano de 1985, a pintar um quadro do antigo Miramar em uma das paredes da sede da ACE. Uma obra ousada de 1,5 metro de altura por 5,1 metros de largura. Além do antigo Miramar, retrata imagens da Ilha do Carvão e da Estação Elevatória, a única das três edificação ainda em pé no centro de Florianópolis.
    Mais tarde, em 1992, Átila voltou a pintar nas paredes da ACE. Desta fez uma pintura redonda, 1,3 metro de diâmetro, do Mercado Público da capital.

    A ousada transposição 
    Com a venda da sede da ACE para o Tribunal de Contas em 2003, as paredes da associação estavam fadadas à demolição, e com elas as obras do Átila.
    Em 2007 começariam as demolições da antiga associação. Nesse momento os engenheiros Marcos Luiz Rovaris, Ângelo Luiz Buratto, Edson Roberto Carvalho Fernandes e Aldo Hartke, procuraram o então presidente do TC, José Carlos Pacheco, para buscar uma alternativa de salvamento das pinturas. 
    Uma grande empresa de São Paulo, que presta serviços de restauração inclusive para o Vaticano, chegou a ser sondada sobre o assunto. Foi descartada pelo alto custo da obra.
    Os engenheiros não se deram por vencidos e acabaram desenvolvendo um complexo sistema de resgate e transposição das duas enormes pinturas. A operação toda, coordenada pelos engenheiros da casa, envolveu chapas de aço de mais de seis toneladas, um meticuloso trabalho de proteção e preservação das obras, além de um caminhão guindaste para transportar as "pinturas paredes" para um terraço na frente do atual prédio da instituição, onde ficaram guardadas por mais de três anos. 
    Durante a contrução do novo prédio do TCE, os blocos de cimento e tijolo com as pinturas foram cuidadosamente integrados as novas paredes e, um pedaço de pilar de concreto que ainda estava grudado foi finalmente removido. 

Coisa de engenheiro...

Um comentário:

Anônimo disse...

Taa, agora pra te ver, desfrutar da tua presença, soo no teu blog ou chegando antes das 18 horas. Os boêmios sentem tua falta. Cheers