sábado, 30 de junho de 2012

Descoberta arqueológica em Quaraí (RS) pode mudar a história do povoamento da América Latina

Pesquisadores dizem ter encontrado artefatos com 15 mil anos de idade. Estudo coloca em xeque teoria de ocupação do território da América Latina.
      

    Arqueólogos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Região Central do Rio Grande do Sul, dizem ter feito uma descoberta que pode mudar a história do povoamento da América Latina. Eles encontraram ferramentas e outros artefatos em Quaraí, no oeste do estado, que comprovam a existência de povos na região no período glacial.
     As escavações nas ruínas de Santa Clara começaram em junho de 2010 e se encerraram em fevereiro deste ano. Durante esse período, foram encontrados mais de 180 peças usadas por uma civilização que existiu há 15 mil anos. Na sexta-feira (29), os pesquisadores concederam entrevista para falar sobre a descoberta.
     “Nós percebemos que a camada onde o material foi encontrado não estava perturbada. Os artefatos são claramente lascados pelo homem, e conseguimos datar esse material com método científico”, disse o coordenador da pesquisa, Saul Milner.
     Das 180 peças encontradas, uma delas ganha destaque. Trata-se de uma pedra que, segundo os arqueólogos, era tão importante para os povos de 15 mil anos atrás quanto um computador é para nós hoje em dia.
     “Devido a grande multiplicidade de utilização que ela tem. Por exemplo, de um lado ela servia para raspagem de couro, de madeira e de outro para corte, perfuração de legumes”, explicou o arqueólogo Lúcio Lemes.
     Todo o material encontrado foi levado para o Laboratório de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da UFSM, onde ficará à disposição para estudos. No final do ano, o grupo vai publicar o artigo científico. A descoberta promete mudar a história de povoamento da América Latina.
     “Até agora, a história conhecida das migrações para a América relatam a entrada de caçadores pelo Estreito de Bering há 12 mil anos. E nós, incrivelmente, temos em Quaraí essa data de 15 mil anos. Então a história tem que ser revista”, garante Milner. (Do G1)

  Nei Duclós deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Descoberta arqueológica em Quaraí (RS) pode mudar ...": Essa teoria do estreito de Behring não se sustenta. Somos as terras mais antigas do mundo, as que primeiro vieram à tona. Nossas ruinas são tão antigas que viraram a própria paisagem, como disse o escritor Jerônymo Monteiro em A Cidade Perdida. No fundo, os americanos querem manter na ancestralidade nossa dependência moderna: a humanidade teria vindo do Norte. No Piauí, a arquéloga Niéde Guidon se desespera no abandono oficial depois de provar vestígios humanos de 40 mil anos atrás. O cânone da arqueologia americana não permite a existência autóctene de seres humanos em nossas terras. A descoberta em Quaraí ajuda a mudar essa imposição.

3 comentários:

Anônimo disse...

eram os canguinhas erectus sapiens que habitavam lá...
abraço!

Anônimo disse...

O Canga é o sucessor direto do Homo Sapiens. A prova está em Quaraí...

Zainer disse...

...quer dizer que a familia Rubim é mais antiga do que se sabia???