quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O ESCÂNDALO DA OAB/SC

A Polícia Federal está no encalço do ex-presidente da Ordem dos Advogados/SC, Adriano Zanotto, pelo desvio de R$ 965 mil da instituição que dirigia em 2006. Na época fazia campanha para deputado federal pelo PMDB. Depois de bater às portas do TRF 4 e do STJ, onde o pedido foi negado se abrigou no STF conseguindo, dia 7, um habes corpus para não depor na PF. 

   Como que um cidadão como Adriano Zanotto, ex-presidente da Ordem dos Advogados de SC, ex-candidato a deputado federal e paladino da luta contra a corrupção se envolve numa bandalheira com o sumiço de milhares de reais e justifica com a compra de livros que nunca apareceram.
    Como dizem que um burro carregado de livros é doutor, o Dr. Zanotto desta vez exagerou na dose! 
    Se complicou!

Biblioteca milionária
A história começa com um processo de Prestação de Contas da OAB/SC, referente aos anos de 2003, 2004, 2005 e 2006, justamente a gestão de Adriano Zanotto. Ali, a conselheira federal Gisela Gondin manifesta sua contrariedade à aprovação das contas, devido a um rombo encontrado de cerca de R$ 8 milhões. As contas foram aprovadas, contra o voto do relator Luiz Carlos Levenzon, conselheiro federal do RS. 
    Isso seria apenas a ponta do iceberg. Muita sujeira estaria rolando por baixo deste tapete.
O pivô da história foi o pagamento altamente suspeito de R$ 944.623,10 referentes à compra de livros feitos pela Livraria da OAB.
     As contas de Zanotto acabaram sendo aprovadas no Conselho Federal da OAB, porém o caso do desvio da dinheirama inaugurou uma nova forma de compra, depois da compra virtual veio a compra fantasma. ninguém consegue esncontrar os livros!
     O caso foi parar na Procuradoria Federal de SC de onde o procurador Marco Aurélio Dutra Aydos emitiu um pedido de abertura de inquérito policial.

    O "mal feito" dos livros
    Como diz a presidente Dilma, quando o caso é muito escabroso e cheira a roubalheira ela dá uma amenizada e chama de "mal feito". Tucanou a corrupção!
    Pois bem, o mal feito do Zanotto foi bem mal feito mesmo. Imaginem o presidente da OAB em campanha eleitoral para deputado federal pelo PMDB. O homem precisa de caixa para campanha. 
    Criou essa compra milionária de livros que quando apurada com lupa se revelou uma grande armação com empresas fantasmas, endereços fictícios e notas fiscais frias, sem recolhimento de impostos.
    Além disso, Zanotto e seus asseclas envolveram a Caixa de Assistência dos Advogados em uma transação pra lá de suspeita. O contrato de compra dos livros com uma editora foi feito regularmente pela OAB. 
    Quando o presidente da OAB já era Paulo Borba, as notas fiscais de cobrança foram expedidas contra a Caixa de Assistência da Ordem. Borba mandou o então presidente da Caixa, Renato Kadletz, pagar a conta.
     Kadletz, que não mete mão em cumbuca, corretamente se negou a efetuar o pagamento. 
     Não restando outra alternativa, a OAB pagou o fornecedor com 10 cheques da instituição. 

    A fuga da PF
    Diante da história mal contada e até agora não explicada, chamado a bater um papinho na Polícia Federal, Adriano Zanotto entrou em parafuso e correu em comitiva para Porto Alegre buscando abrigo no Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF4). Entrou com um pedido de habeas corpus preventivo para não contar a fantasiosa história na PF.
    Deu com os beiços na torneira!
    O TRF negou o pedido de habeas e o frustrado Zanotto zarpou imediatamente para Brasília com seu advogado, o criminalista Gastão da Rosa Filho, onde buscou refúgio no Superior Tribunal de Justiça. Mais uma vez deu com a cara na porta. Teve o pedido de habeas preventivo negado pelo ministro Gilson Dipp.
    Acabou buscando resguardo no Supremo Tribunal Federal, onde finalmente conseguiu, por alguns dias, livrar-se do interrogatório na Polícia Federal.
    O que mais está causando estranheza nos meios jurídicos de Santa Catarina, é porque ir até o STF para ficar calado.  
    Que perguntas Zanotto não quer responder à polícia?

Freitas deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O ESCÂNDALO DA OAB/SC":
Essa até os postes da Av. Beira-Mar já sabiam. Depois tentou "vender" a livraria da OAB/SC para os livreiros de Florianópolis, mais ninguém quis "comprar" o enorme abacaxi. E hoje transformou-se em cassador de "aposentados fantasmas" da ALESC.
Quanta hipocrisia!Freitas 

Um servidor indignado deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O ESCÂNDALO DA OAB/SC": Detalhe que, dependendo das datas desses pedidos de habeas corpus, todas essas viagens foram bancadas com dinheiro público, na forma de diárias! Em 23 de novembro o então presidente do IPREV estava em Porto Alegre, no exercício do cargo. Será que já não deu uma passadinha no TRF4? http://www.iprev.sc.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=579:santa-catarina-lidera-acao-no-codesul-para-compensacao-previdenciaria&catid=1:latest-news&Itemid=84

Roberto Scalabrin deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O ESCÂNDALO DA OAB/SC": Acho que as pessoas honestas que por acaso estão exercendo cargos públicos devem estar apavoradas e pensando seriamente em pular fora para não serem confundidas com essa corja que infesta a administração pública.

6 comentários:

Anônimo disse...

Isto é só o começo...

Anônimo disse...

Será que o Ministério Público vai investigar ou vai colocar "OS BORBAS DE MOLHO"?

Pois é "BORBA" ver tudo isso e ninguém fazer nada.

No Tribunal de Justiça, por exemplo, todo mundo faz a "BORBA" para ficar bonito na foto.

Pacheco disse...

OAB e PT são unha e carne. Em 2002 havia um diretório do PT na minha rua. A maioria dos carrões - importados, caríssimos e de último tipo - que apareciam em noites de reunião tinham no parabrisa o crachá da OAB. Ou seja, advogados e sindicalistas formavam uma dupla nada caipira. Sacramentada a vitória de Lula, a dúvida entre os participantes passou a ser se iriam pra Brasília ou ficariam por aqui. Ou seja, aonde assumiriam a próxima boca. Essa é a nosa democracia. Guenta, povo brasileiro!

Pacheco disse...

Não é uma resposta, apenas uma sugestão de tema. Deu no Estadão de ontem (22/12/2011). Salvei o texto, caso precise.
O dono da empresa que madou lixo hospitalar dos EUA pro Brasil é brasileiro e os receptadores idem. O processo corre em segredo de justiça. Seriam parentes de algum político famoso?

Anônimo disse...

Sr.Governador, o sr. que é uma pessoa séria, afaste logo esse senhor do IPREV, O MAIS RÁPIDO AINDA ESSE ANO, INCLUSIVE NO DIÁRIO CATARINENSE DE HOJE , SR. ZANOTTO , CONCLUI QUE NÃO EXISTEM IRREGULARIDADES NA CONCESSÃO DE BENEFICIOS DA ASSEMBLÉIA. TUDO É UMA VERGONHA , FARINHA DO MESMO SACO ( BRANCA E PODRE).
TÁ NA HORA DE MUDAR ESSE PAÍS. ACABAR COM OS POLITICOS E POLITICAGEM. PRM

Anônimo disse...

O mais estranho é que a mídia se cala!!! Já enviei este texto p RIC no SC NO AR E SIMPLESMENTE IGNORAM! PQ SERÁ?????????????????????