quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ponte Hercílio Luz – Em 29 anos desapareceram R$ 230 milhões e a ponte em ruínas pode cair.

Do Tijoladas
ESPAÇO ABERTO PARA A CORRUPÇÃO
 
 
    Da Ponte Hercilio Luz eu posso falar. Da varanda da casa de meus pais, ainda vejo um pedaço de sua torre do lado continental. Entre 1970 e 1976 utilizava a mesma quase todos os dias, pois era passagem obrigatória da linha de ônibus ESCOLA, da Empresa Florianópolis.
    Peguei fila na Av. Rio Branco, depois da saída do Instituto de Educação. Muitas vezes saia do ônibus na altura do antigo departamento de Saúde – DASP e vinha até em casa a pé, antes do õnibus chegar no ponto do viaduto na parte continental.
    Ou seja, já tinhamos engarrafamento em 1973, 74. Alías o primeiro engarrafamento na cidade surgiu na época do asfaltamento da ponte, no governo Ivo Silveira, quando foi trocado o piso de madeira da ponte.
    Esta obra contribuiu para acelerar o desgaste da ponte, sendo com certeza uma das responsáveis do rompimento do olhal da torre insular lado sul. Foram toneladas de asfalto depositados sobre a estrutura metálica.
    Na época já atuavam os lobbystas do asfalto, encrustrados dentro do DER. Os portelinhas de hoje. Duvido, que se fosse colocado paineis gradeados metálicos como piso, a ponte teria sofrido tanto desgaste.
    Passei muito a pé pela ponte e na década de 70 e via manutenção, como troca de parafusos e limpeza e pintura de estrutura. Era manutenção normal, sem empreiteiras e aditivos.
    De 1982 em diante começaram a aparecer os contratos e aditivos de obras de manutenção.       
    É nesse momento que o dinheiro é distribuido para empreiteiras que financiam campanhas de partidos politicos e deixa muita gente milionária. Leia matéria completa. Beba na fonte.

Um comentário:

cRiPpLe_rOoStEr a.k.a. Kamikaze disse...

Eu até acredito que, melhor do que painéis de grade metálica, seria adequado usar pavimento de madeira na ponte, como previsto no projeto original da década de 20. Usando uma madeira de boa qualidade e bem tratada para ter resistência às intempéries e a fungos a manutenção fica bem simples. Na época que um trisavô meu trabalhava na construção de ferrovias era comum usar creolina para tratar dormentes feitos de madeira, como os que estão a mais de 100 anos na estrada de ferro Madeira-Mamoré. Hoje é bastante comum o uso de eucalipto autoclavado em algumas aplicações que requerem boa resistência à umidade e à ação do tempo como decks de piscinas e carrocerias de caminhão. Quanto à ponte, após terminar essa novela da restauração, eu sou favorável a limitar o peso bruto total dos veículos que trafeguem nema a no máximo 5 toneladas, já que na época dificilmente um caminhão chegava às 9 toneladas de PBT. Na verdade eu seria até mais favorável a uma restrição mais severa, a no máximo 3500kg. Se vê vários políticos sem nenhum conhecimento técnico querendo colocar ônibus e até trem na ponte, mas eu não considero adequado ficar sobrecarregando a estrutura como foi feito na Silver Bridge (aquela ponte que desabou no rio Ohio em 1967 e era bastante similar à Hercílio Luz).