terça-feira, 8 de novembro de 2011

Descoberto outro negócio suspeito na "Casa Martini"

 O burburinho dentro da Secretaria da Administração e nos corredores das instituições governamentais agora é sobre a obscura substituição da empresa Zetrasoft pela empresa Consignum, que intermedia a grana no programa de empréstimos consignados ao funcionalismo. A nova empresa aumentou em 128,23% o preço do serviço prestado.
 

    A Secretaria de Estado da Administração (SEA), sob a gestão de Milton Martini (PMDB), é a bola da vez em negócios escusos e altamente suspeitos. A quantidade de contratos sob suspeição na SEA colocou o secretário Milton Martini na vitrine. Na Assembléia Legislativa já existe desconforto de parlamentares "amigos" com a frequência com que têm sido chamados para defender o secretário e explicar o inexplicável.
    Foi assim nos dois escândalos do momento: o contrato da SEA com o tal Consórcio Santa Catarina (plano de saúde dos funcionários) e na contratação ilegal da empresa Knoware, para criar o Diário Oficial Eletrônico.
    A super exposição dos negócios do secretário Martini na imprensa está  causando constrangimento em outros setores envolvendo conselheiro do Tribunal de Contas e um juiz substituto do Tribunal de Justiça no lamaçal. (vem aí matéria especial sobre os envolvidos).

    O caso Zetrasoft/Consignum 
    O novo caso, que tem tudo para render ações do Ministério Público, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça, foi a repentina mudança, sem qualquer explicação, da empresa que intermedia o dinheiro dos empréstimos consignados para os banabés estaduais.
    A empresa Zatrasoft assinou convênio com a SEA em 6 de novembro de 2006 e, até a data de recisão unilateral, cumpriu o contrato sem nenhum registro de alguma irregularidade. 
    Os custos de processamento da prestadora de serviços eram de R$ 1,20 por consignação de parcela de empréstimo. No caso de cartão de crédito o valor era de R$ 0,50.
    O esquema de pagamento à tercerizada segue o mesmo esquema de outros contratos: a empresa recebe, mesmo não fazendo nada, R 1.150,00 por mês, do nosso.
    O contrato com a empresa Zetrazoft, foi prorrogado pela Secretaria da Administração por mais dois anos ficando com vencimento para 6 de novembro de 2011. 

    O rompimento
    No dia 14 de março de 2011, sem qualquer aviso, o diretor-geral do SEA, Nelson Nappi, rescindiu unilateralmente o Termo de Cooperação  Técnica com a Zetrasoft. Essa mudança abrupta de plano de vôo levantou muitas suspeitas. 
    O que teria levado o Sr. Nappi, e por consequência, o seu chefe Milton Martini, a trocar de empresa em plena vigência de um contrato? 

    Aumento de valores
    Uma pista começa a despertar curiosidade. Os valores cobrados pela nova "operadora" do sistema de empréstimos consignados aumentaram de R$ 1,20 para R$ 2,74 (128,23%) nos consignados. Nas operações com cartão de crédito o aumento foi de 200%, ou seja, passou de R 0,50 para R$ 1,50. 


    Serviço piorou 
    Os critérios usados pela SAE para trocar de "operadora" são a grande dúvida dos funcinários que usam o sistema. Além do preço ter sido majorado em altos percentuais a qualidade do serviço apresentado pela empresa Consignum deixa muito a desejar. 
    A empresa que operava o serviço anteriormente oferecia uma tela onde constava a classificação dos bancos de acordo com as axas de juros praticadas. Isso facilitava a vida, e o bolso, do tomador de crédito. Ele poderia optar pela instituição financeira que apresentasse a taxa de juros mais baixa. Esta tela simplesmente sumiu com a nova operadora.

    Este novo procedimento prejudica sobremaneira os tomadores de crédito, uma vez que os "pastinhas"(representantes dos bancos), visitam com frequência os locais, e não havendo como verificar a taxa do banco que está oferecendo o crédito, o servidor, na maioria das vezes, optapor instituições cuja taxa é superior a dos demais concorrentes. Mesmo porque agregada a taxa  que estes bancos cobram  está o percentual de 5 a 10% cobrado pelos representantes dos bancos pelo serviço prestado.

   Afinal, quem está levando?
   No sistema anterior a SEA definia a taxa máxima que poderia ser praticada no processo de consignação. As instituições tinham que se adaptar e ninguém poderia praticar uma taxa de juros superior à indicada pela SEA.
    Hoje, na administração Martini, a coisa virou  "casa da mãe Joana". Cada um faz o que quer, cobra o juro que quer e os funcinário que se explodam.

    Se não existe controle das taxas de juros e tampouco é permitido aos servidores verificar no sistema o ranking dos bancos, vem a pergunta: 

Quem esta ganhando com esse novo sistema?????

Os servidores estaduais, com certeza, não são!

Um comentário:

Anônimo disse...

Como servidor estadual, usuário do portal e até pouco tempo funcionário de RH tenho a opinião de que o novo sistema é muito complicado de se utilizar além de não fornecer ao servidor a gama de informações possiveis de se acessar no antigo SC CONSIG. Sem contar é claro que nos primeiros meses de implantação, poucos foram os servidores que conseguiram acessar o sistema além é claro de que nos primeiros meses não existia em Santa Catarina central de atendimento, restando aos servidores entrar em contato com a nova empresa através de um fone de DDD 65, e restava aos RHs das Secretarias tentar acalmar os servidores furiosos e indiguinados com o novo sistema. Ainda hoje há quem não consiga sequer simular ou acompanhar um emprestimo, ações que eram tão simples no antigo portal