quarta-feira, 25 de abril de 2012

Show do Paul McMcartney

RBS fragiliza segurança da Grande Florianópolis 

    Costumava-se dizer que Florianópolis sempre ficava esquecida, pois tudo o que era bom passava de avião sobre as nossas cabeças, ocorrendo em Porto Alegre e Curitiba. A vinda de Paul McCartney para a Capital joga por terra esta máxima de tantos anos. O que nos intriga são determinadas questões Institucionais, tais como:
    Por que estando a Segurança Pública no fundo do poço, principlamente no quesito falta de efetivo, de repente 550 Policiais Militares são designados para trabalhar num evento particular, enquanto o crime grassa solto pela cidade?
    Quanto custam 550 Policiais Militares para um show particular?
Ver a Lei nº 10.058, de 29 de dezembro de 1995, que alterou a Lei nº 7541, de 30 de dezembro de 1988 - Lei das Taxas Estaduais, a qual no seu Anexo VI, preceitua que: Serviços de Segurança Preventiva a eventos esportivos e de lazer (futebol, shows, exposições, feiras, rodeios, circos, parques de diversões e outros similares), com cobrança de ingresso e/ou inscrição - 4,0 UFRs por policial militar/hora.

    Quanto custa o efetivo do BOPE para ficar 24:00h ininterruptas guarnecendo o Resort onde está hospedado Paul McCartney em Governador Celso Ramos?
Por que se retiram viaturas e efetivo de Municípios circunvizinhos a Florianópolis para atuar no evento?
    O que nos incomoda é que estas posturas vaidosas são revestidas de caráter pessoal/particular em detrimento do social/coletivo. Partem de quem, por ser cliente da Harley Davidson, intercede em favor do empresário Wanderley Berlanda para respaldar a destruição de um sítio arqueológico no Estreito, submetendo a Corporação às antigas posturas coronelistas. Isto nos incomoda, nos oprime e em que pese a nossa posição, nos deixa manietados e castrados, posto que estão respaldados pelo poder político e financeiro. A quem podemos recorrer, senão a você?  
    Outra questão! Pasme que absurdamente uma câmera de videomonitoramento, chegou a ser instalada na esquina da rua Jaú Guedes da Fonseca em Coqueiros para monitorar a frente da Casa da dita autoridade do "Alto Escalão da PM". Um absurdo, pois aquele ponto não é dos mais conflagrados do bairro. E assim seguem as barbaridades.
    Fico imensamente grato pela sua atenção e permaneço sempre a disposição.
*Recebido de um "alto coturno" da Polícia Militar de Santa Catarina que por motivos óbvios pediu sigilo de seu nome.

Comentários: Se a Secretaria Pública, por meio da Polícia Militar não cobrar é renúncia de receita, e cabe ação civil pública, provocada pelo Ministério Público. MM Machado

JORGE LOEFFLER .'. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Show do Paul McMcartney": Aqui é a mesma coisa. Eles nunca têm efetivo disponível, mas administram hospitais, hotéis de veraneio aqui no litoral norte, fazendas e olarias. Só no TJ/RS há 180 deles. Estão em todos os segmentos do serviço público enfiados. Na Assembleia há mais professores e membros dessa polícia de quarteirão do que funcionários do quadro. Quando o Prefeito de Porto Alegre resolve mandar recolher os ditos vendedores ambulantes eles são chamados e vão correndo, assim como não lhes falta efetivo em dias de jogos de futebol já que nessas ocasiões os serviços são prestados mediante pagamento, dinheiro que entra no caixa deles. Eles todos os meses retiram uma montanha de dinheiro do Tesouro do Estado. Aqui essa instituição está podre faz muito tempo. Já faz uns três anos forjaram uma pseudo audiência no Foro de Osório com a colaboração de um Promotor a fim de me calar no www.litoralmnia.com.br onde assino coluna. Não levaram e não vão levar. No governo passado da tYa, a paulistana, um coroné montou uma quadrilha dentro do Palácio Piratini de onde roubavam telhas destinas aos miseráveis e vendiam a comerciantes tão bandidos quanto eles. O Delegado de Polícia de Alvorada descobriu e a casa caiu. O coroné deve ter levado para casa uma pensão de uns 30 mil por mês e anda por aí leve, livre e solto. Faz poucos dias soube que ele andou aqui por Xangri-Lá, pois visto num mercado local. Necessário e para ontem a desmilitarização dessas polícias de quarteirão transformando-as em Guardas Civis com havia antes da ditadura. Quando mataram o Presidente do CREMERS, faz pouco mais de dois anos, na mesma noite lendo a edição digital de um dos jornais de Porto Alegre, percebi pela fotografia do vidro da porta que era coisa de profissional devido a excelente concentração dos tiros. E considerando que dos cinco disparos um não havia prosseguido conclui que se tratava de munição recarregada. Assim sendo soube naquele momento que era munição dessa polícia. Não passou trinta dias e isto foi revelado à imprensa. A tYa trocou Chefe de Polícia e a investigação tomou outro rumo quando então ferraram um batuqueiro de Lajeado e um médico daquela região que era desafeto da vítima. 

3 comentários:

MMachado disse...

Se a Secretaria Pública, por meio da Polícia Militar não cobrar é renúncia de receita, e cabe ação civil pública, provocada pelo Ministério Público.

Anônimo disse...

E o dinheiro do estacionamento, ficou com quem? Afinal, a via é pública.

Anônimo disse...

E os 800 mil ein? Além de não cobrar o Governo repassou 800 mil por inexigibilidade de licitação. Vide DOA da segunda passada!